JUNG fala da Iluminação
PREFÁCIO, de Carl Gustav Jung, o célebre psiquiatra conhecido em todo mundo, ao livro ‘Introdução ao Zen’, de Suzuki:
Tentar explicar o satori (iluminação, a Verdade, o encontro com Deus, samadhi, nirvana, consciência crística ou búdica, consciência cósmica, reino de Deus, Deus, Cristo, Buda) é inútil. Para alguns é a percepção da verdadeira natureza do ser; o consciente livra-se da ilusória (falsa) idéia de um ‘eu’ que tem existência própria e separada no tempo e que temos de defender contra os demais ‘eus’. Essa ilusão referente à natureza do ser é a confusão que todos fazem do ‘ego’ com o ‘ser’. Ser é a consciência total, absoluta, cósmica, o Cristo, o Buda, o reino dos céus, Deus. O ego é apenas um feixe de ilusões, repleto de lembranças, expectativas e interpretações erradas das coisas do mundo.
Quando pensamos que há algo de bom em nós, isso vem da ilusão de que possuímos alguma coisa, de que possuímos bondade, de que somos bons, mas, isso é sinal de imperfeição e insensatez. Fôssemos nós conscientes da verdade, saberíamos que não somos bons, que o bem não vem de nós. Por isso, o iluminado diz:
‘Que pobre tolo eu era! Estava na ilusão de que eu era isto ou aquilo: agora vejo que isto ou aquilo é Deus’.
O satori é uma ruptura da consciência condicionada, apenas limitada ao ego, repleta de ilusões, impurezas, de todo lixo mental ali depositado pelos costumes, tradições, culturas, suposições e crenças durante toda nossa vida. O satori faz com que a consciência adquira a forma de consciência ilimitada, infinita, de não-eu, não-ego, pura como é o ser. Jesus diz no seu sermão: ‘Bem-aventurados os pobres de espírito’, isto é, aqueles que perderam seu ego, sua ‘personalidade’, pois, agora, têm ‘a’ de Deus. Por isso, bem-aventurados. O satori é o reconhecimento de nossa face original, o homem antes de ser criatura (o espírito antes de ser homem), o reconhecimento, a percepção da verdade de que ‘eu sou’.
Exceto alguns místicos ocidentais, parece, numa visão superficial, que, no Ocidente, nada há que possa ser comparado ao satori. Da prática (da meditação) surge um novo estado de consciência que não é influenciado pelas coisas externas. Daí brota uma consciência vazia, pura, que permanece aberta a outra influência. Essa influência não será mais sentida como a própria atividade da mente, do ego, do ‘eu’, e sim como o trabalho do não-ego, do ser absoluto, que tem a consciência como seu objeto. É como se o ego fosse invadido por um sujeito (a Subjetividade Absoluta, Deus) que tivesse tomado o seu lugar, o seu controle. Como disse Paulo: ‘Não sou mais eu que vivo, mas o Cristo é que vive em mim’.
Quando isso ocorre, aparece em cena um homem completamente transformado, um homem ‘renascido’, um ‘novo homem’.
O Zen difere de todas as outras práticas de meditação em virtude do ‘koan’ que rejeita qualquer resposta lógica. O próprio Buda é rejeitado por ser apenas uma imagem, um símbolo, um rótulo. Nada deve interferir a não ser o que realmente está lá, isto é, o homem com suas completas, mas inconscientes, suposições, ilusões, crenças, condicionamentos, dos quais, por ser inconsciente, não pode se libertar.
Na experiência maravilhosa da iluminação, a resposta parece surgir do vácuo como ‘da superfície do lago, salta, repentinamente, um peixe’. O inconsciente é a soma de todos os fatores psíquicos que estão fora da percepção consciente. Ele representa a totalidade de onde a consciência, aos poucos, arranca fragmentos. Caso a consciência seja esvaziada de todos seus conteúdos, cairá num estado de inconsciência total (um vazio, no qual, se perseverar, nasce um estado indizível e ilimitado de consciência). Isso é obtido no Zen como regra, porque a energia do ser consciente é, pela prática, retirada dos conteúdos mentais (que sempre a iludem e onde sempre está) e se transfere para uma concepção de vazio. Aí, a concepção de imagens, pensamentos, ilusões, cessa e poderá vir a se produzir a tensão máxima que permitirá a final eclosão dos conteúdos inconscientes no consciente.
Os conteúdos mentais que afloram não são, em absoluto, inespecíficos. A experiência psiquiátrica com a loucura mostra que existem relações peculiares entre os conteúdos do inconsciente e as imagens e delírios que afloram ao consciente. São as mesmas relações que existem entre os sonhos e a consciência comum em todos os homens ditos ‘normais’. Ali está um ‘quarto de despejo’, de segredos inconfessáveis semi-esquecidos. O inconsciente é a matriz de todas as concepções metafísicas, mitológicas e filosóficas, de todas as idéias acerca da vida que estão baseadas em premissas psicológicas (suposições, crenças). Cada invasão do consciente no inconsciente é uma resposta a uma condição definida do consciente, e esta resposta vem da totalidade das idéias-possibilidades que estão armazenadas no inconsciente. A divisão em unidades, a fragmentação dessa totalidade, é produzida pela consciência localizada (a consciência individual, condicionada), pois essa é sua natureza.
A reação conseqüente ao satori sempre tem um caráter total, pois reflete uma natureza que não foi dividida por qualquer consciência discriminativa; é, agora, uma consciência indivisa, integral, absoluta. Por isso seu efeito é avassalador. É uma resposta inesperada, total e completamente esclarecedora desde o momento em que o consciente se encontra num beco sem saída, em que não encontra resposta alguma para suas perguntas mais profundas.
Quando, após dura prática e enérgica destruição da compreensão racional, lógica, o devoto Zen recebe uma resposta da natureza - a única resposta verdadeira -, tudo que foi dito sobre o satori poderá ser compreendido. Cada um verá, por si mesmo, que são a simplicidade e a naturalidade da resposta que chocam; que envolvemos a verdade simples e pura, com a construção, sobre e em torno dela, de uma vasta estrutura de suposições, ilusões e crenças que, agora, são destruídas totalmente.
Embora o valor imenso do Zen para a compreensão do processo religioso transformador, sua prática entre os ocidentais é muito problemática. No Ocidente não existe uma educação mental (cultural) para o Zen. Quem, dentre os ocidentais, confiará nas atitudes incompreensíveis de um roshi (mestre zen)? Isso só é encontrado no Oriente. Quem poderá crer numa transformação ilimitada da mente humana e está disposto, para isso, a sacrificar anos de vida no trabalho da busca? No Ocidente houve quem se submetesse a tudo isso para alcançar o satori, mas se mantém em silêncio, não por timidez, mas por saber que é inútil qualquer tentativa de transmitir a experiência aos outros (‘vi e ouvi coisas inefáveis’, como disse Paulo).
Em nossa civilização ocidental nada há que incentive essas aspirações, nem mesmo a igreja cristã, que se julga a única guardiã dos valores religiosos. O único movimento dentro da civilização ocidental que tem, ou deveria ter, algum entendimento dessas tentativas é a psicoterapia. Não é por acaso que um psicoterapeuta está escrevendo este prefácio.
O psicoterapeuta, seriamente interessado no resultado de sua terapia, não pode ficar insensível quando vê o objetivo do método oriental de cura psíquica. Seu objetivo é ‘reconstruir o todo’ em face da fragmentação produzida pelo consciente racional (ego). No Ocidente, nessa luta de cerca de dois mil anos, foram desenvolvidos métodos e doutrinas que simplesmente obscurecem as tentativas dos ocidentais a esse respeito. Nossas tentativas têm, com poucas exceções, descambado para a magia e cultos dos mistérios, entre os quais, forçosamente, está o Cristianismo. A igreja, com seus dogmas e fantasias, embaraçou seus fiéis num mundo de crenças sem nexo e imagens confusas. Não é a boa intenção, a imitação da vida dos ‘santos’ (o amor, a caridade), nem as acrobacias intelectuais (raciocínio, imaginação), que conduzem à reconstrução do todo e, sim, a cessação do ego.
Se o homem for escravo de sua crença quase biológica, sempre tentará reduzir o que observa a algo banal, trazendo suas experiências até a um denominador racional que só agrada indivíduos que se satisfazem com ilusões. Se o psicoterapeuta reflete um pouco a esse respeito, poderá entender como são vazias, sem importância e contrárias à vida, todas as reduções racionalísticas que versam sobre algo que está vivo e em desenvolvimento. E poderá ter idéia do que significa ‘abrir as portas pelas quais alguém poderá escapar satisfeito e completo’ (João da Cruz?). (Jesus: ‘... tudo mais virá por acréscimo’ e ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’).
Não quero dar conselhos, mas, quando os ocidentais começam a falar do Zen, considero meu dever mostrar onde está a entrada para o caminho que conduz ao satori (iluminação). E quais as dificuldades que juncam esse caminho, somente trilhado por uns poucos grandes homens, que são como faróis, numa alta montanha, brilhando, lá, do enevoado futuro.
Para uma experiência completa não há nada mais barato que o Todo. Para isso é preciso uma expansão indefinida da consciência. Não existem condições fáceis, nem substitutivos. O Zen mostra quanto significa, para o Oriente, o ‘tornar-se integral’, o tornar-se um Todo, uma mente só, indivisa.
A preocupação com os enigmas do Zen pode, ou fazer o ocidental sem força de vontade desistir, ou dar-lhe óculos para sua miopia, de modo que, através da escuridão, possa ter, ao menos, um vislumbre do mundo da experiência mística. O Zen não tem complicadas técnicas como as da yoga (hinduísmo), que dão ao ocidental, falsas esperanças de que a luz pode ser conquistada pelo ato de sentar e respirar. Ao contrário, exige inteligência e força de vontade, como o exigem todas as grandes coisas que desejamos tornar reais.
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Outras palavras de Jung;
A MENTE É DEUS – Jung:
“O atentar para a Mente intemporal é tarefa redentora para todas as pessoas. Em nosso tempo, essa tarefa é particularmente difícil porque colocamos, no dia-a-dia, nossa ênfase no aqui-agora, no fazer, no consumir, nos aspectos práticos, no progresso material. Como valorizamos o aspecto material, estamos separados dela. O resultado é patológico: tornamo-nos vítimas de nossos próprios impulsos inconscientes e o mundo ‘demonizou-se’. Nossa verdadeira tarefa de vida é exatamente o contrário: tornarmo-nos conscientes dos conteúdos que emergem do inconsciente, criar cada vez mais consciência; esse o objetivo único da existência humana:... acender uma luz na escuridão do ser”.
E mais palavras de Jung:
“Seguramente, a alma não é algo insignificante (como as religiões ocidentais a consideram); ela é a própria Divindade radiante”.
O FIM DO SOFRIMENTO - Jung:
‘Essa experiência (a experiência mística) é exatamente como se o espírito e a carne, eternos inimigos na visão do cristianismo, tivessem feito as pazes... o sagrado e o mundano se acham conjugados numa inesperada situação de paz. A austera seriedade do espírito parece tocada por uma alegria semelhante àquela que a antiguidade pagã conhecia, perfumada de vinho e rosas. Seja como for, (essa experiência) faz com que se esqueçam todas as dores e penas da alma... ’
(Como disse Pascal: ‘alegria, alegria, lágrimas de alegria’; e o Buda: essa experiência ‘é o fim de todo sofrimento’; e Jesus: ‘é a libertação’).
O INCONSCIENTE COLETIVO E A MENTE – Jung:
“O inconsciente coletivo apresenta as características da mente não-localizada (mente fora o espaço-tempo, no atemporal, isto é, a mente una, cósmica, universal, Deus); não pode ser fixado no espaço e no tempo, e transcende o ego individual, envolvendo todas as mentes”.
“O inconsciente tem o seu próprio tempo à medida que passado, presente e futuro, juntos, combinam-se nele”.
“Uma vez que todas as distinções, diferenças, desaparecem na condição inconsciente, é lógico que a distinção entre mentes separadas deve desaparecer também. Toda vez que há diminuição do nível consciente, deparamos com exemplos de identidade inconsciente”.
O SENTIMENTO DE HARMONIA – Jung:
“... Naturalmente é difícil compreender como essa figura abstrata (a experiência de Deus, que nada é mais que uma experiência subjetiva, pois na psique do homem) desperta o sentimento da ‘mais sublime harmonia’... Mas esse tipo de experiência não é, para mim, nem obscuro, nem longínquo. Muito ao contrário: trata-se de um fato que observo quase todos os dias em minha vida profissional (de psicoterapeuta)... Conheço um número consideravelmente grande de pessoas que, se quiserem viver, terão de levar a sério sua experiência íntima...”
(Isto significa que a vida daqueles que tiveram a experiência de Deus será transformada obrigatoriamente por força do novo conhecimento, a iluminação que lhes vem dela; ela proporciona o ‘nascer de novo’, a ‘ressurreição’).
O SIGNIFICADO DA EXPERIÊNCIA – Jung:
‘Os exemplos que escolhi para ilustrar aquilo que chamo de ‘experiência mística’ (a experiência de perceber Deus) certamente pouco significarão para um olhar inexperiente... Mas, apesar disso, a experiência individual... é sangue quente e rubro, que pulsa nas veias do homem (que a teve). Para quem busca a verdade, ela é mais persuasiva do que a melhor das religiões, do que a melhor das tradições... Se quisermos saber algo a respeito do significado da experiência religiosa para aqueles que a tiveram, esse algo é: tudo... ’
(Quem teve essa experiência diz que tudo o mais é lixo se comparado com ela (Teresa de Ávila); fútil e infantil (Krishnamurti), e que, só com essa experiência a vida adquire significado).
EXPLICANDO A EXPERIÊNCIA - Jung:
‘Naturalmente é difícil compreender como essa figura abstrata (a experiência imediata, a experiência mística, a percepção daquilo a que as religiões dão o nome de Deus, que nada é mais que uma experiência subjetiva, pois na psique do homem) desperta o sentimento da ‘mais sublime harmonia’... Contudo esse tipo de experiência não é, para mim, nem obscuro, nem longínquo. Muito ao contrário: trata-se de um fato que observo quase todos os dias em minha vida profissional (de psicoterapeuta)... Conheço um número consideravelmente grande de pessoas que, se quiserem viver, terão de levar a sério sua experiência íntima... ’ (isto é, a vida daqueles que tiveram essa experiência de Deus, será obrigatoriamente transformada por força do novo conhecimento, a iluminação que lhes veio dela).
JUNG E A RELIGIÃO- Jung:
-‘Eu gostaria de deixar bem claro que, com o termo ‘religião’, não me refiro a uma dada profissão de fé religiosa. A verdade, porém, é que toda confissão religiosa, por um lado se funda originalmente na experiência do numinoso (transcendental) (que, na experiência religiosa pode ser o influxo de uma presença invisível que produz modificação especial na consciência; tal, pelo menos, é a regra universal) e, por outro lado, na fé e na confiança relativa a uma experiência de caráter numinoso e na mudança de consciência que daí resulta. Um dos exemplos mais frisantes, nesse sentido, é a conversão de Paulo. Poderíamos, portanto, dizer que o termo ‘religião’ designa a atitude particular de uma consciência transformada pela experiência do numinoso...’ (Transformada pela experiência de Deus).
PERCEPÇÃO DIRETA DE DEUS – Jung e a Experiência:
Pesquisadores cristãos do primitivo cristianismo afirmam que ‘o que falta, no cristianismo de hoje, é o conhecimento de que podemos ir além da teoria e da doutrina; que podemos passar para a percepção direta’, vejam bem, ‘percepção direta’; podemos perceber, diretamente, aquilo de que a doutrina fala. Isto é, podemos ter a percepção direta de Deus. Esse conhecimento existia no cristianismo dos primeiros séculos, mas a igreja cristã esqueceu de divulgar.
Jung afirma que a experiência de "conhecer a verdade" é a experiência mais importante e sublime na vida do ser humano. Enquanto as experiências de seguidores de crenças e religiões são, em geral, como relatam os que por elas passaram, diferentes entre umas e outras, obscuras, se referindo a necessidades ou assuntos diversos, a experiência de Deus é uma só, uma "experiência de concordância universal" (denominação dada por Jung), pois é idêntica para todos os que a tiveram, seja em qualquer tempo ou lugar.
E prestem atenção a estas outras palavras de Jung:
"O fato, que tenho comprovado numerosas vezes, em meu consultório, é que a experiência de Deus é a verdadeira terapia e, na medida em que as pessoas passam por essa experiência, elas se afastam da maldição da patologia".
Perceberam? Quanto mais próximos estamos de "sentir" Deus, mais longe nós estamos das doenças do corpo e da mente.
Abraços a todos.
domingo, 26 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
QUANDO CRITICAMOS OS OUTROS MOSTRAMOS NOSSO PRÓPRIO RETRATO...
Como asseguram renomados psicólogos todos nós, mesmo inconscientemente, projetamos para fora de nós facetas, características nossas, físicas ou mentais, das quais não gostamos. No entanto, elas continuam sendo nossas e nos acompanham feito uma "sombra". A Sombra pode conter não só aspectos maus, demoníacos e agressivos, que repudiamos, mas também aspectos bons, divinos e nobres, que esquecemos de que nos pertencem. Ainda que repudiados, continuam sendo nossos, continuam a operar e continuamos a percebê-los; mas, como julgamos que não são nossos, vemo-los como se pertencessem a outras pessoas e acreditamos, ou que nos ameaçam, ou que o outro tem qualidades excepcionais que nós não temos. Assim, quando temos o impulso para fazer algo, parece que o meio ambiente é que nos está empurrando para agir e, em lugar de interesse, sentimos pressão; em lugar de desejo, obrigação. A energia continua sendo nossa, mas devido à projeção, sua fonte parece estar fora de nós e, assim, em vez de sentir que a energia é nossa, nós nos sentimos martelados por ela, forçados pelo que parecem ser forças exteriores. E podemos projetar, não só emoções positivas de interesse, impulso, desejo, mas também emoções negativas de raiva, ressentimento, ódio, rejeição. Em vez de entender que estamos com raiva de alguém, achamos que esse alguém está com raiva de nós; em vez entender que odiamos, achamos que o mundo nos odeia; em vez de entender que rejeitamos, achamos que somos rejeitados.
Podemos, também, projetar idéias, qualidades ou traços positivos ou negativos. A pessoa apaixonada projeta todo seu potencial no amado e, logo se sente dominada pela suposta bondade, sabedoria, beleza, competência, do ente querido. Entretanto, a beleza está nos olhos do contemplador, e a pessoa apaixonada está, muitas vezes, apaixonada por aspectos projetados do seu próprio ego.
Fato semelhante ocorre nos casos de admiração, inveja etc. Nossa tendência natural, frente a um aspecto não desejável de nós mesmos, é simplesmente negá-lo e projetá-lo para fora da consciência, o que é impossível, pois os aspectos repudiados continuam sendo nossos e não deixam de nos perseguir. Nossa luta com as maldades do mundo geralmente é nossa luta com “nossa” própria Sombra. A irritação, a negativa violenta é a evidência da projeção.
As críticas que fazemos dos outros, geralmente, não passam de trechos não-percebidos de nossa própria auto-biografia.
Por isso os estudiosos da mente humana dizem: “Para se conhecer de fato uma pessoa, basta prestar atenção ao que ela fala a respeito dos outros”.
Perceba Deus em você.
RELIGIÃO - O QUE É?
Carta a um amigo, em 14/10/2010:
Meu amigo, as religiões mais nos enchem de ilusões, dúvidas e, sobretudo, esperanças em coisas que nem temos certeza de que, um dia, vão acontecer. Dão-nos esperanças de recompensas, nos dão medos e remorsos pelos erros, sentimentos de culpa, sofrimentos, preocupações. É certo que suas regras objetivam trazer um melhor relacionamento entre as já tão sofridas criaturas divinas. Veja o Decálogo: não matar, não roubar, não cobiçar o que seja do próximo, não desonrar, não dar falso testemunho, não adulterar. Observe que aí nada tem que signifique regra de “salvação”. Quanto aos quatro primeiros são inócuos, pois apenas visam a que se respeite aquele ser poderoso que o homem tão somente “imagina” o que possa ser. E não só que se respeite, mas até que se tema, como ainda hoje ocorre com tantas ameaças que as religiões, não só as ocidentais, apregoam ...
Veja o que todos os líderes, depois tidos por líderes religiosos, tiveram que fazer inicialmente: colocar ordem e tranqüilidade ao povo. Esse é o exemplo de Moisés, liderando uma fuga pelo deserto de, fora as crianças, 600 mil pessoas, rebeldes, sofridas, desorganizadas, indisciplinadas, prontas para matar, roubar, cobiçar etc. Como esse povo o obedeceria, quando não tinha recurso algum a não ser a vontade de se livrar do cativeiro de muitos anos no Egito? Somente despertando-lhe medo, o que fez apresentando-lhe um “Deus poderoso e cruel”, com ordens que, se negligenciadas pelo povo pagão, resultariam castigos terríveis e assustadores, como ocorreu tantas vezes. O mesmo fez Maomé, com seu povo nômade.
Observe e verá que, ainda hoje, aquele medo persiste. Essa a razão de confissões e comunhões, promessas, sacrifícios, a auto-flagelação, o forçar a própria natureza para perdoar, para agir com amor ao próximo, penitências, orações etc. Como não podemos deixar de perceber, é o medo que está por trás de tudo isso; medo de não estar protegido, de não agradar ou de ofender a divindade; de não cumprir os mandamentos de sua crença e vir a ser, em conseqüência, sentenciado a penalidades torturantes e cruéis ditas educativas.
O medo dos ancestrais ainda está em nós. E a crença de que agradando os “deuses” seremos favorecidos, também. Quanta coisa o homem faz para agradar e, assim, conseguir o favor de Deus? O sacrifício nas diferentes promessas de fazer ou não fazer isto ou aquilo; o sacrifício do próprio corpo no jejum, subindo escadarias, caminhando longos percursos de joelhos; a auto-flagelação, rezas e orações, serviços/caridade forçados ao próximo etc.
Quantas vezes a natureza do indivíduo ainda não tem condições de amar, mas ele a força, pois que acredita que deve seguir os conselhos de sua crença particular e, assim, também, poderá conseguir méritos. Por isso os sábios dizem que, enquanto não se “conhecer a verdade que liberta”, como disse Jesus, todas as virtudes são ou prematuras, imitações, forçadas ou falsas. O homem, muito do que faz quando parece virtuoso, o faz por receio da desaprovação de Deus. A expressão comum “sou temente a Deus” é significativa.
As lições de Jesus, em geral, tinham o mesmo objetivo: uma vida menos sofrida pelo fato de todos se respeitarem naqueles aspectos citados; quando o Mestre disse “... dali não sairás até que tenhas pago o último ceitil...”, “... serás atirado ao fogo da geena...”, “... teu credor te levará ao juiz...”, observe que tudo visava a um relacionamento mais harmonioso com vistas a suavizar a vida daqueles homens já sujeitos a tantas desditas.
Isso é a religião, sobretudo a religião popular, organizada: leva os homens a melhor se conduzirem e se respeitarem, sobretudo por temerem as conseqüências, tantas vezes inenarráveis, de seus “erros”. Por isso, sérios pesquisadores do cristianismo primitivo afirmaram que “‘pelo cristianismo de hoje, ninguém chega ao Pai”, que “a igreja cristã falhou, por estar fazendo a humanidade ocidental caminhar contra um muro, sem conseguir dar um passo na direção de Deus”.
Por isso, também, os mestres chegam a afirmar que “as religiões impedem o acesso à verdade”, que “aquele que se liga a religiões organizadas é imaturo”. As religiões visam trazer ordem e tranqüilidade, mas não levam a Deus.
Cito o amigo:
”Mesmo como respostas condicionadas e não "puras"..., tudo o que fazemos... afeta a todos... e a nós mesmos”.
Sim, amigo, afeta nesse sentido exposto acima: no sentido de trazer maior harmonia; não nos aproxima de Deus.
Cito o amigo:
”Não seria isso caridade, uma virtude ao alcance de todos?”
É espontâneo esse ato caridoso, ou é feito por interesse ou porque os mestres recomendaram que se faça assim? Ou é feito para se sentir bem com a consciência? O homem virtuoso nem sabe que é virtuoso.
O amigo:
”... temos que buscar a nossa iluminação... Mas, devemos ignorar aqueles que sofrem...?”
É evidente que não, amigo. Pois o Mestre ensinou isso: amar o próximo... O amor está no caminho que leva à iluminação. E você ignoraria o sofredor? É sua natureza, sua religião ou seu medo da desaprovação de Deus que o levam a amar o sofredor?
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Meu amigo, as religiões mais nos enchem de ilusões, dúvidas e, sobretudo, esperanças em coisas que nem temos certeza de que, um dia, vão acontecer. Dão-nos esperanças de recompensas, nos dão medos e remorsos pelos erros, sentimentos de culpa, sofrimentos, preocupações. É certo que suas regras objetivam trazer um melhor relacionamento entre as já tão sofridas criaturas divinas. Veja o Decálogo: não matar, não roubar, não cobiçar o que seja do próximo, não desonrar, não dar falso testemunho, não adulterar. Observe que aí nada tem que signifique regra de “salvação”. Quanto aos quatro primeiros são inócuos, pois apenas visam a que se respeite aquele ser poderoso que o homem tão somente “imagina” o que possa ser. E não só que se respeite, mas até que se tema, como ainda hoje ocorre com tantas ameaças que as religiões, não só as ocidentais, apregoam ...
Veja o que todos os líderes, depois tidos por líderes religiosos, tiveram que fazer inicialmente: colocar ordem e tranqüilidade ao povo. Esse é o exemplo de Moisés, liderando uma fuga pelo deserto de, fora as crianças, 600 mil pessoas, rebeldes, sofridas, desorganizadas, indisciplinadas, prontas para matar, roubar, cobiçar etc. Como esse povo o obedeceria, quando não tinha recurso algum a não ser a vontade de se livrar do cativeiro de muitos anos no Egito? Somente despertando-lhe medo, o que fez apresentando-lhe um “Deus poderoso e cruel”, com ordens que, se negligenciadas pelo povo pagão, resultariam castigos terríveis e assustadores, como ocorreu tantas vezes. O mesmo fez Maomé, com seu povo nômade.
Observe e verá que, ainda hoje, aquele medo persiste. Essa a razão de confissões e comunhões, promessas, sacrifícios, a auto-flagelação, o forçar a própria natureza para perdoar, para agir com amor ao próximo, penitências, orações etc. Como não podemos deixar de perceber, é o medo que está por trás de tudo isso; medo de não estar protegido, de não agradar ou de ofender a divindade; de não cumprir os mandamentos de sua crença e vir a ser, em conseqüência, sentenciado a penalidades torturantes e cruéis ditas educativas.
O medo dos ancestrais ainda está em nós. E a crença de que agradando os “deuses” seremos favorecidos, também. Quanta coisa o homem faz para agradar e, assim, conseguir o favor de Deus? O sacrifício nas diferentes promessas de fazer ou não fazer isto ou aquilo; o sacrifício do próprio corpo no jejum, subindo escadarias, caminhando longos percursos de joelhos; a auto-flagelação, rezas e orações, serviços/caridade forçados ao próximo etc.
Quantas vezes a natureza do indivíduo ainda não tem condições de amar, mas ele a força, pois que acredita que deve seguir os conselhos de sua crença particular e, assim, também, poderá conseguir méritos. Por isso os sábios dizem que, enquanto não se “conhecer a verdade que liberta”, como disse Jesus, todas as virtudes são ou prematuras, imitações, forçadas ou falsas. O homem, muito do que faz quando parece virtuoso, o faz por receio da desaprovação de Deus. A expressão comum “sou temente a Deus” é significativa.
As lições de Jesus, em geral, tinham o mesmo objetivo: uma vida menos sofrida pelo fato de todos se respeitarem naqueles aspectos citados; quando o Mestre disse “... dali não sairás até que tenhas pago o último ceitil...”, “... serás atirado ao fogo da geena...”, “... teu credor te levará ao juiz...”, observe que tudo visava a um relacionamento mais harmonioso com vistas a suavizar a vida daqueles homens já sujeitos a tantas desditas.
Isso é a religião, sobretudo a religião popular, organizada: leva os homens a melhor se conduzirem e se respeitarem, sobretudo por temerem as conseqüências, tantas vezes inenarráveis, de seus “erros”. Por isso, sérios pesquisadores do cristianismo primitivo afirmaram que “‘pelo cristianismo de hoje, ninguém chega ao Pai”, que “a igreja cristã falhou, por estar fazendo a humanidade ocidental caminhar contra um muro, sem conseguir dar um passo na direção de Deus”.
Por isso, também, os mestres chegam a afirmar que “as religiões impedem o acesso à verdade”, que “aquele que se liga a religiões organizadas é imaturo”. As religiões visam trazer ordem e tranqüilidade, mas não levam a Deus.
Cito o amigo:
”Mesmo como respostas condicionadas e não "puras"..., tudo o que fazemos... afeta a todos... e a nós mesmos”.
Sim, amigo, afeta nesse sentido exposto acima: no sentido de trazer maior harmonia; não nos aproxima de Deus.
Cito o amigo:
”Não seria isso caridade, uma virtude ao alcance de todos?”
É espontâneo esse ato caridoso, ou é feito por interesse ou porque os mestres recomendaram que se faça assim? Ou é feito para se sentir bem com a consciência? O homem virtuoso nem sabe que é virtuoso.
O amigo:
”... temos que buscar a nossa iluminação... Mas, devemos ignorar aqueles que sofrem...?”
É evidente que não, amigo. Pois o Mestre ensinou isso: amar o próximo... O amor está no caminho que leva à iluminação. E você ignoraria o sofredor? É sua natureza, sua religião ou seu medo da desaprovação de Deus que o levam a amar o sofredor?
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só agora descobri a página de comentários e, então, fiquei feliz de saber que vocês visitaram este blog.
Um abraço e um natal feliz.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Conexão com o Infinito
Amigos,
Abaixo dois textos que sugerem, ou mesmo indicam, nossa conexão com o Infinito:
“A CIÊNCIA EM BUSCA DE DEUS: Novas tecnologias ajudam a desvendar a cadeia de reações provocadas no organismo durante uma prece, oração, meditação. Além de elevar a auto-estima, esse tipo de experiência aciona circuitos cerebrais responsáveis pela sensação de “transcendência espiritual”.
“No momento mais sublime, tive uma sensação de paz interior e elevação espiritual. Havia uma consciência de Deus ao meu redor, um aquietar da mente. E um sentimento de plenitude, como se a presença do Criador estivesse permeando todo o meu ser”, é o relato de uma freira franciscana, após oração de 45 minutos. Este depoimento faz parte de um dos mais importantes estudos científicos já realizados sobre a relação Deus-mente humana. O trabalho, feito na Universidade da Pensilvânia, com tomógrafo de última geração, de 10 milhões de dólares, mostrou que o lobo parietal cerebral sofria bloqueio do fluxo contínuo de informações transmitidas pelos sentidos objetivos, durante as orações ou meditação. Essa área do cérebro é responsável por distinguir os “limites entre o indivíduo e o mundo”. Quando deixa de receber estímulos e pára, a pessoa sente-se “parte do infinito e intimamente conectada com todos os seres e coisas do universo”, disse Newberg, pesquisador. Esta descoberta está aproximando Deus da ciência, que foi sempre e tradicionalmente cética em relação a esses assuntos e que encarava, por exemplo, o espiritismo como uma das principais causas de doenças mentais.
Segundo pesquisas cientificas recentes, sabe-se, hoje, que pessoas que cultivam alguma crença e praticam orações ou meditação vivem mais, estão menos sujeitas aos males da vida moderna, como o estresse, e recuperam-se mais rapidamente de cirurgias, entre outras coisas (ver as pesquisas sobre Meditação Transcendental, de Maharesh Maharish Yogi).
Durante a prece, ou oração, meditação, o lobo parietal cerebral vai se acalmando até ficar completamente inativo. Nesse momento tem-se a sensação de estar “fundido com o universo”. Segundo as pesquisas, o lobo frontal fica intensamente iluminado durante a prece. O lobo temporal central produz o êxtase, a alegria, a calma e outras sensações conhecidas na experiência religiosa.
Cientistas começaram a levantar a hipótese de que algo maior é a fonte desses fenômenos, não descartando a possibilidade de que a ocorrência do Big-Bang, que deu origem ao universo atual, pode ter sido provocada por essa força maior e desconhecida, esse algo mais, que, sem sombra de dúvida, se confunde com o próprio Deus”.
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“EM BUSCA DO DIVINO: Novas provas científicas mostram que os seres humanos foram projetados para acreditar em Deus. Segundo Andrew Newberg, radiologista e uma das principais figuras da emergente ciência da neuroteologia, professor da Universidade da Pensilvânia, e Eugene d’Aquili, psiquiatra e antropólogo, a fabulosa “realidade superior” descrita pelos místicos pode ser real; tão real quanto esta mesa; mais real, até; e a possibilidade de tal realidade “não é incompatível com a ciência”. Eles descrevem como as funções do cérebro podem produzir uma gama de experiências religiosas, desde as profundas epifanias dos santos até a silenciosa sensação de santidade experimentada por um devoto ao rezar (orar).
No estudo do mapeamento cerebral de budistas tibetanos em meditação e freiras franciscanas imersas em prece contemplativa, as tomografias mostraram o fluxo sangüíneo - indicando níveis de atividade neural - no cérebro de cada indivíduo no momento em que este atingia “intenso clímax” religioso. No cérebro, sabe-se, uma porção do lóbulo parietal esquerdo, a área de associação e orientação, estabelece a “fronteira entre o eu físico e o restante da existência”, tarefa que requer contínuo fluxo de informações neurais, canalizadas pelos sentidos. As tomografias revelaram que, nos momentos de pique das preces e meditação, esse fluxo sofria drástica redução. Com a área de orientação privada das informações necessárias para separar o eu do mundo, o indivíduo, acreditam os cientistas, experimentaria uma “sensação de percepção ilimitada, fundindo-se com o infinito”. Parece que os cientistas capturaram instantâneos do cérebro próximo a um estado de “transcendência mística” - descrito pelas principais religiões (tradições) como uma das mais profundas experiências humanas. Os santos católicos se referiam a isso como “união mística com Deus”, “casamento místico”. São raras experiências, que exigem um bloqueio quase total da área de orientação. Os dois pesquisadores acreditam que bloqueios de graus mais reduzidos poderiam produzir uma gama de experiências mais brandas, mais usuais, como quando os devotos “se perdem” ou experimentam “sensação de unidade” em meio às orações. A pesquisa sugere que esses sentimentos têm origem, não na emoção ou no poder da sugestão, mas na “fiação” geneticamente estruturada do cérebro.
Newberg explica que “não é possível simplesmente bloquear a existência de Deus com o pensamento, pois os sentimentos religiosos provêm muito mais da “experiência” do que do pensamento. Nascem num momento de “conexão espiritual”, tão real para o cérebro quanto qualquer percepção de uma realidade física normal”. Após muito estudo e pesquisa, o autor do texto chega a afirmar que “uma experiência mística não é uma ascensão mágica a um céu distante, mas uma epifania silenciosa e pessoal (epifania: é súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do afeto de alguém... a igreja católica: é Jesus manifestar-se a alguém) e que o milagroso e o mundano, o sagrado e o profano, são “um só e o mesmo”, e estão bem diante de nossos olhos; que, para os místicos, só podemos ver a realidade como ela é de fato quando deixamos o eu (ego) de lado durante a “meditação”. As tomografias sugerem que o cérebro talvez seja capaz de experimentar duas realidades: numa, a percepção alcança a mente pelo filtro do eu; na outra, “o eu é afastado” (meditação) e a percepção se amplia e se unifica. E a realidade é uma questão de grau: o que parece ser mais real é mais real. Para os místicos o estado transcendental é mais real do que o estado comum.
Einstein:, “A mais bela experiência que podemos ter é a do misterioso. Este é a emoção fundamental e está no berço (na base) da verdadeira ciência. Quem não sabe disso e já não consegue se surpreender ou se maravilhar, está praticamente morto”. Esta opinião é, também, a de outros grandes cientistas, quânticos, como Niels Bohr, Max Plank e Werner Heisenberg, que concluíram que, no universo racional, “há espaço para maravilhas incompreensíveis”.
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Cel: hoje, a ciência não mais consegue explicar o universo e a vida sem colocar nessa explicação a existência de uma inteligência diretora que estaria além e acima do universo. Daí, a procura do “bóson de Higgs”, partícula subatômica, que seria ligação Deus-universo, Deus-homem, espírito-matéria.
Fiquem em Deus.
Abaixo dois textos que sugerem, ou mesmo indicam, nossa conexão com o Infinito:
“A CIÊNCIA EM BUSCA DE DEUS: Novas tecnologias ajudam a desvendar a cadeia de reações provocadas no organismo durante uma prece, oração, meditação. Além de elevar a auto-estima, esse tipo de experiência aciona circuitos cerebrais responsáveis pela sensação de “transcendência espiritual”.
“No momento mais sublime, tive uma sensação de paz interior e elevação espiritual. Havia uma consciência de Deus ao meu redor, um aquietar da mente. E um sentimento de plenitude, como se a presença do Criador estivesse permeando todo o meu ser”, é o relato de uma freira franciscana, após oração de 45 minutos. Este depoimento faz parte de um dos mais importantes estudos científicos já realizados sobre a relação Deus-mente humana. O trabalho, feito na Universidade da Pensilvânia, com tomógrafo de última geração, de 10 milhões de dólares, mostrou que o lobo parietal cerebral sofria bloqueio do fluxo contínuo de informações transmitidas pelos sentidos objetivos, durante as orações ou meditação. Essa área do cérebro é responsável por distinguir os “limites entre o indivíduo e o mundo”. Quando deixa de receber estímulos e pára, a pessoa sente-se “parte do infinito e intimamente conectada com todos os seres e coisas do universo”, disse Newberg, pesquisador. Esta descoberta está aproximando Deus da ciência, que foi sempre e tradicionalmente cética em relação a esses assuntos e que encarava, por exemplo, o espiritismo como uma das principais causas de doenças mentais.
Segundo pesquisas cientificas recentes, sabe-se, hoje, que pessoas que cultivam alguma crença e praticam orações ou meditação vivem mais, estão menos sujeitas aos males da vida moderna, como o estresse, e recuperam-se mais rapidamente de cirurgias, entre outras coisas (ver as pesquisas sobre Meditação Transcendental, de Maharesh Maharish Yogi).
Durante a prece, ou oração, meditação, o lobo parietal cerebral vai se acalmando até ficar completamente inativo. Nesse momento tem-se a sensação de estar “fundido com o universo”. Segundo as pesquisas, o lobo frontal fica intensamente iluminado durante a prece. O lobo temporal central produz o êxtase, a alegria, a calma e outras sensações conhecidas na experiência religiosa.
Cientistas começaram a levantar a hipótese de que algo maior é a fonte desses fenômenos, não descartando a possibilidade de que a ocorrência do Big-Bang, que deu origem ao universo atual, pode ter sido provocada por essa força maior e desconhecida, esse algo mais, que, sem sombra de dúvida, se confunde com o próprio Deus”.
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“EM BUSCA DO DIVINO: Novas provas científicas mostram que os seres humanos foram projetados para acreditar em Deus. Segundo Andrew Newberg, radiologista e uma das principais figuras da emergente ciência da neuroteologia, professor da Universidade da Pensilvânia, e Eugene d’Aquili, psiquiatra e antropólogo, a fabulosa “realidade superior” descrita pelos místicos pode ser real; tão real quanto esta mesa; mais real, até; e a possibilidade de tal realidade “não é incompatível com a ciência”. Eles descrevem como as funções do cérebro podem produzir uma gama de experiências religiosas, desde as profundas epifanias dos santos até a silenciosa sensação de santidade experimentada por um devoto ao rezar (orar).
No estudo do mapeamento cerebral de budistas tibetanos em meditação e freiras franciscanas imersas em prece contemplativa, as tomografias mostraram o fluxo sangüíneo - indicando níveis de atividade neural - no cérebro de cada indivíduo no momento em que este atingia “intenso clímax” religioso. No cérebro, sabe-se, uma porção do lóbulo parietal esquerdo, a área de associação e orientação, estabelece a “fronteira entre o eu físico e o restante da existência”, tarefa que requer contínuo fluxo de informações neurais, canalizadas pelos sentidos. As tomografias revelaram que, nos momentos de pique das preces e meditação, esse fluxo sofria drástica redução. Com a área de orientação privada das informações necessárias para separar o eu do mundo, o indivíduo, acreditam os cientistas, experimentaria uma “sensação de percepção ilimitada, fundindo-se com o infinito”. Parece que os cientistas capturaram instantâneos do cérebro próximo a um estado de “transcendência mística” - descrito pelas principais religiões (tradições) como uma das mais profundas experiências humanas. Os santos católicos se referiam a isso como “união mística com Deus”, “casamento místico”. São raras experiências, que exigem um bloqueio quase total da área de orientação. Os dois pesquisadores acreditam que bloqueios de graus mais reduzidos poderiam produzir uma gama de experiências mais brandas, mais usuais, como quando os devotos “se perdem” ou experimentam “sensação de unidade” em meio às orações. A pesquisa sugere que esses sentimentos têm origem, não na emoção ou no poder da sugestão, mas na “fiação” geneticamente estruturada do cérebro.
Newberg explica que “não é possível simplesmente bloquear a existência de Deus com o pensamento, pois os sentimentos religiosos provêm muito mais da “experiência” do que do pensamento. Nascem num momento de “conexão espiritual”, tão real para o cérebro quanto qualquer percepção de uma realidade física normal”. Após muito estudo e pesquisa, o autor do texto chega a afirmar que “uma experiência mística não é uma ascensão mágica a um céu distante, mas uma epifania silenciosa e pessoal (epifania: é súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do afeto de alguém... a igreja católica: é Jesus manifestar-se a alguém) e que o milagroso e o mundano, o sagrado e o profano, são “um só e o mesmo”, e estão bem diante de nossos olhos; que, para os místicos, só podemos ver a realidade como ela é de fato quando deixamos o eu (ego) de lado durante a “meditação”. As tomografias sugerem que o cérebro talvez seja capaz de experimentar duas realidades: numa, a percepção alcança a mente pelo filtro do eu; na outra, “o eu é afastado” (meditação) e a percepção se amplia e se unifica. E a realidade é uma questão de grau: o que parece ser mais real é mais real. Para os místicos o estado transcendental é mais real do que o estado comum.
Einstein:, “A mais bela experiência que podemos ter é a do misterioso. Este é a emoção fundamental e está no berço (na base) da verdadeira ciência. Quem não sabe disso e já não consegue se surpreender ou se maravilhar, está praticamente morto”. Esta opinião é, também, a de outros grandes cientistas, quânticos, como Niels Bohr, Max Plank e Werner Heisenberg, que concluíram que, no universo racional, “há espaço para maravilhas incompreensíveis”.
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Cel: hoje, a ciência não mais consegue explicar o universo e a vida sem colocar nessa explicação a existência de uma inteligência diretora que estaria além e acima do universo. Daí, a procura do “bóson de Higgs”, partícula subatômica, que seria ligação Deus-universo, Deus-homem, espírito-matéria.
Fiquem em Deus.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Religiões e "Religiões" - Exotéricas e Esotéricas
Religiões exotéricas e esotéricas.
Amigos,
Em nossa existência, os mistérios e interrogações sobre a vida, a morte, a origem e o destino, o desconhecido, as desigualdades de raças, espécies, comportamentos, caracteres, posição social, riqueza e miséria, sofrimentos e gozos, a imensidão dos oceanos e céus, o poder criador e destruidor da natureza, levaram o homem a criar a religião exotérica...
Tanto ela como o existencialismo, filosofia que afirma a liberdade total do homem, desvinculando-o mesmo de qualquer ligação com um Deus, resultam da reação do homem àqueles mistérios e medos. Enquanto o existencialismo tenta suavizar o dualismo “eu e o outro” ao fazer que o eu participe “com” o outro, a religião exotérica manipula esse dualismo tentando nos levar à paz com o Grande Outro, Deus. E enquanto o existencialismo, no dualismo vida e morte, afirma a morte, a religião o manipula negando a morte. Assim, nasce a religião exotérica, tentativa psicológica do homem de se lançar para além do eu físico, finito e mortal, e se tornar um eu infinito, espiritual e imortal, alma eterna; para não deixar de ser.
Essa, como vemos no mundo, é a religião de muitos, popular, superficial, recheada de diferentes crenças, de vários deuses, com divisões indicadas pelas diferentes denominações, de diferentes procedimentos, concepções e experiências, geralmente organizada a partir de escrituras ditas sagradas, e com hierarquias, doutrinas e regras próprias. Veio do anseio de sobreviver à morte, do desejo de felicidade num futuro desconhecido.
No entanto, ao “lado” dela está a “religião” (que não é religião) dita “esotérica”. A linha entre o esotérico e o exotérico, não está nas religiões. A diferença fundamental não são linhas que dividem “verticalmente” hinduísmo de islamismo, budismo, cristianismo, judaísmo, taoísmo etc. A linha divisória é “horizontal” e ocorre apenas uma vez, cortando de um lado a outro todas as religiões históricas. Acima, está o exoterismo, como já vimos de muitas crenças e de muitos, popular; abaixo, o esoterismo, profundo, de poucos, buscando a essência, sem nenhuma divisão, de um só Deus, em geral sem hierarquias, doutrinas ou regras próprias, no qual todas as experiências são, em qualquer época e em qualquer lugar, idênticas, de uma concordância universal, segundo Einstein e outros. Esta é a "religião" dos místicos, dos que almejam "conhecer" Deus, nesta mesma existência.
Fiquem em Deus.
Amigos,
Em nossa existência, os mistérios e interrogações sobre a vida, a morte, a origem e o destino, o desconhecido, as desigualdades de raças, espécies, comportamentos, caracteres, posição social, riqueza e miséria, sofrimentos e gozos, a imensidão dos oceanos e céus, o poder criador e destruidor da natureza, levaram o homem a criar a religião exotérica...
Tanto ela como o existencialismo, filosofia que afirma a liberdade total do homem, desvinculando-o mesmo de qualquer ligação com um Deus, resultam da reação do homem àqueles mistérios e medos. Enquanto o existencialismo tenta suavizar o dualismo “eu e o outro” ao fazer que o eu participe “com” o outro, a religião exotérica manipula esse dualismo tentando nos levar à paz com o Grande Outro, Deus. E enquanto o existencialismo, no dualismo vida e morte, afirma a morte, a religião o manipula negando a morte. Assim, nasce a religião exotérica, tentativa psicológica do homem de se lançar para além do eu físico, finito e mortal, e se tornar um eu infinito, espiritual e imortal, alma eterna; para não deixar de ser.
Essa, como vemos no mundo, é a religião de muitos, popular, superficial, recheada de diferentes crenças, de vários deuses, com divisões indicadas pelas diferentes denominações, de diferentes procedimentos, concepções e experiências, geralmente organizada a partir de escrituras ditas sagradas, e com hierarquias, doutrinas e regras próprias. Veio do anseio de sobreviver à morte, do desejo de felicidade num futuro desconhecido.
No entanto, ao “lado” dela está a “religião” (que não é religião) dita “esotérica”. A linha entre o esotérico e o exotérico, não está nas religiões. A diferença fundamental não são linhas que dividem “verticalmente” hinduísmo de islamismo, budismo, cristianismo, judaísmo, taoísmo etc. A linha divisória é “horizontal” e ocorre apenas uma vez, cortando de um lado a outro todas as religiões históricas. Acima, está o exoterismo, como já vimos de muitas crenças e de muitos, popular; abaixo, o esoterismo, profundo, de poucos, buscando a essência, sem nenhuma divisão, de um só Deus, em geral sem hierarquias, doutrinas ou regras próprias, no qual todas as experiências são, em qualquer época e em qualquer lugar, idênticas, de uma concordância universal, segundo Einstein e outros. Esta é a "religião" dos místicos, dos que almejam "conhecer" Deus, nesta mesma existência.
Fiquem em Deus.
RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE
Religião e Espiritualidade
(No texto, Espiritualidade e Misticismo praticamente se confundem).
A religião não é apenas uma, mas centenas.
A espiritualidade é apenas uma, sem divisões e rótulos.
A religião é para os que ainda estão dormindo.
A espiritualidade é para os que estão abrindo os olhos e acordando.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, que ainda precisam ser guiados, que seguem o caminho de todos, o velho caminho, o conhecido, de porta larga e, aparentemente, de piso suave.
A espiritualidade é para os que atentam para sua voz interior, que não se guiam pelos outros, mas pela compreensão, que seguem o caminho de poucos, o novo e, por isso, desconhecido e julgado como de porta estreita e piso pedregoso.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas, que devem ser obedecidas, sem questionamento, pelo seguidor.
A espiritualidade convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo, a buscar compreender a totalidade da vida, sem dogmas e sem regras.
A religião ameaça e amedronta, e traz receios e remorsos.
A espiritualidade dá paz interior, abre os olhos e ouvidos para que se possa ver e ouvir.
A religião fala de pecados e de culpas, de locais de expiações e padecimentos.
A espiritualidade diz: “nenhuma culpa tens; aprende com o erro e continua tua busca”.
A religião, talvez inadvertidamente, reprime tudo, torna o homem falso, cínico, de atitudes forçadas, interessado nas recompensas futuras.
A espiritualidade transcende tudo, torna o homem verdadeiro e o convida a buscar Deus, agora.
A religião ilude e impede o acesso à verdade.
A espiritualidade descobre e mostra a verdade.
A religião não indaga nem questiona, pois só vê a si mesma e se vê como a única certa.
A espiritualidade tudo questiona, estuda, analisa, compara e busca o melhor.
A religião é criação do homem-ego, superficial, uma organização com regras, ordens, mandamentos, imposições e suposições.
A espiritualidade é fruto da compreensão, do aprofundamento na busca da verdade, sem regras, sem determinações.
A religião é causa de divisões, sofrimentos e infelicidade.
A espiritualidade é causa de união, felicidade e bem-aventurança.
A religião busca o homem, deseja conduzi-lo e lhe impõe para que ele nela creia.
A espiritualidade, tem de ser buscada por esforço próprio e permite que se caminhe pelas próprias pernas.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros, coisas e eventos.
A religião se alimenta nas crenças, esperanças, incertezas, medos e ameaças.
A espiritualidade se alimenta na confiança e na verdade.
A religião faz viver no pensamento, na imaginação e nas expectativas de um futuro de recompensas ou de castigos.
A espiritualidade leva a viver na verdade que liberta.
A religião se ocupa com o fazer e exigir fazer.
A espiritualidade se ocupa com o Ser.
A religião nos faz renunciar ao presente com promessas de um futuro mais feliz.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, e perceber o que é verdadeiro e o que é falso, e viver a felicidade aqui e agora.
A religião é adoração, súplica, agradecimentos e incertas possibilidades.
A espiritualidade é esvaziamento e meditação.
A religião alimenta o ego e as ilusões e não deixa crescer.
A espiritualidade faz que se transcenda o ego e, com isso, leva à estatura do Cristo.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive pelas lembranças do passado e esperanças num futuro incerto.
A espiritualidade vive aqui-agora, no presente eterno.
A religião enclausura nossa memória e restringe nossa inteligência.
A espiritualidade traz a verdade que liberta a Consciência.
A religião faz a vida cheia de apegos a seres e coisas supostas e duvidosas.
A espiritualidade elimina apegos, suposições e dúvidas.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade faz experienciar a vida na eternidade.
A religião promete para depois da morte, num futuro incerto e imaginado.
A espiritualidade é encontrar Deus em nós nesta mesma vida.
A religião tem seus mestres exclusivos, particulares.
A espiritualidade procura a verdade de todos os mestres.
A religião, embora assim pensem, não é o caminho e, portanto, não leva a Deus.
A espiritualidade, embora assim não pensem, é o caminho que leva ao Todo e a Tudo, ao alvo final, a Deus.
A religião é nascida e alimentada por experienias diversas, muitas vezes particulares, e possui vários ídolos e deuses.
A expiritualidade é nascida e alimentada por uma só experiencia, de concordância universal, pois é idêntica para todos que por ela passaram, ou passam, em qualquer tempo e lugar.
Fiquem em Deus.
(No texto, Espiritualidade e Misticismo praticamente se confundem).
A religião não é apenas uma, mas centenas.
A espiritualidade é apenas uma, sem divisões e rótulos.
A religião é para os que ainda estão dormindo.
A espiritualidade é para os que estão abrindo os olhos e acordando.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, que ainda precisam ser guiados, que seguem o caminho de todos, o velho caminho, o conhecido, de porta larga e, aparentemente, de piso suave.
A espiritualidade é para os que atentam para sua voz interior, que não se guiam pelos outros, mas pela compreensão, que seguem o caminho de poucos, o novo e, por isso, desconhecido e julgado como de porta estreita e piso pedregoso.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas, que devem ser obedecidas, sem questionamento, pelo seguidor.
A espiritualidade convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo, a buscar compreender a totalidade da vida, sem dogmas e sem regras.
A religião ameaça e amedronta, e traz receios e remorsos.
A espiritualidade dá paz interior, abre os olhos e ouvidos para que se possa ver e ouvir.
A religião fala de pecados e de culpas, de locais de expiações e padecimentos.
A espiritualidade diz: “nenhuma culpa tens; aprende com o erro e continua tua busca”.
A religião, talvez inadvertidamente, reprime tudo, torna o homem falso, cínico, de atitudes forçadas, interessado nas recompensas futuras.
A espiritualidade transcende tudo, torna o homem verdadeiro e o convida a buscar Deus, agora.
A religião ilude e impede o acesso à verdade.
A espiritualidade descobre e mostra a verdade.
A religião não indaga nem questiona, pois só vê a si mesma e se vê como a única certa.
A espiritualidade tudo questiona, estuda, analisa, compara e busca o melhor.
A religião é criação do homem-ego, superficial, uma organização com regras, ordens, mandamentos, imposições e suposições.
A espiritualidade é fruto da compreensão, do aprofundamento na busca da verdade, sem regras, sem determinações.
A religião é causa de divisões, sofrimentos e infelicidade.
A espiritualidade é causa de união, felicidade e bem-aventurança.
A religião busca o homem, deseja conduzi-lo e lhe impõe para que ele nela creia.
A espiritualidade, tem de ser buscada por esforço próprio e permite que se caminhe pelas próprias pernas.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros, coisas e eventos.
A religião se alimenta nas crenças, esperanças, incertezas, medos e ameaças.
A espiritualidade se alimenta na confiança e na verdade.
A religião faz viver no pensamento, na imaginação e nas expectativas de um futuro de recompensas ou de castigos.
A espiritualidade leva a viver na verdade que liberta.
A religião se ocupa com o fazer e exigir fazer.
A espiritualidade se ocupa com o Ser.
A religião nos faz renunciar ao presente com promessas de um futuro mais feliz.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, e perceber o que é verdadeiro e o que é falso, e viver a felicidade aqui e agora.
A religião é adoração, súplica, agradecimentos e incertas possibilidades.
A espiritualidade é esvaziamento e meditação.
A religião alimenta o ego e as ilusões e não deixa crescer.
A espiritualidade faz que se transcenda o ego e, com isso, leva à estatura do Cristo.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive pelas lembranças do passado e esperanças num futuro incerto.
A espiritualidade vive aqui-agora, no presente eterno.
A religião enclausura nossa memória e restringe nossa inteligência.
A espiritualidade traz a verdade que liberta a Consciência.
A religião faz a vida cheia de apegos a seres e coisas supostas e duvidosas.
A espiritualidade elimina apegos, suposições e dúvidas.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade faz experienciar a vida na eternidade.
A religião promete para depois da morte, num futuro incerto e imaginado.
A espiritualidade é encontrar Deus em nós nesta mesma vida.
A religião tem seus mestres exclusivos, particulares.
A espiritualidade procura a verdade de todos os mestres.
A religião, embora assim pensem, não é o caminho e, portanto, não leva a Deus.
A espiritualidade, embora assim não pensem, é o caminho que leva ao Todo e a Tudo, ao alvo final, a Deus.
A religião é nascida e alimentada por experienias diversas, muitas vezes particulares, e possui vários ídolos e deuses.
A expiritualidade é nascida e alimentada por uma só experiencia, de concordância universal, pois é idêntica para todos que por ela passaram, ou passam, em qualquer tempo e lugar.
Fiquem em Deus.
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