sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A EXPERIÊNCIA CHAMADA "DESPERTAMENTO"

(41) ‘EXPERIÊNCIA’ de Finney (Jan2008)

(Extrato de ‘Despertamento, a ciência de um milagre’).



Charles G Finney, professor e advogado, pregador evangélico, por muitos comparado a Paulo, nem na juventude, nem adulto, dera atenção a assuntos religiosos. Em Adams, cidadezinha onde foi advogar, conheceu e ouviu o pastor Gale, formado em Princeton. Os dois tornaram-se amicíssimos, mesmo não se compreendendo um ao outro; o pastor não conseguia responder a todas as perguntas sobre a religião que pregava, que Finney lhe fazia. A perplexidade do advogado tornava-se cada vez maior diante da aparente incoerência entre as orações dos crentes e a falta de respostas. Oravam e oravam, pediam e pediam, e nada acontecia.

Finney comentou com alguns vizinhos:

‘Desde que assisto aos cultos, vocês têm orado o suficiente para expulsar desta vila até mesmo o diabo, se é que há poder em suas orações. No entanto, vocês ainda continuam orando e se lastimando, como se suas orações nunca houvessem sido ouvidas’. (orações formais não passam de exterioridades; não levam a Deus. O que pode levar a Deus são as orações de recolhimento e de quietude, ensinadas por Tereza de Ávila e místicos).

Ele viria a aprender, depois, que muitas questões não se resolvem nem com orações, nem com sermões, mas somente por meio do conhecimento pessoal (direto, a experiência mística) daquele em quem está toda sabedoria: Deus.

Mais tarde, Finney se converteu, e a narrativa desse acontecimento, em muitos sentidos, assemelha-se à de Saulo, na estrada de Damasco. Finney não possuía instrução religiosa, mas era sério, enérgico, inteligente, de mente aberta. Como Saulo, ele também teve sua ‘visão’, e saiu, dessa transformadora experiência, resolvido a abrir os olhos e ouvidos dos demais.

Em suas próprias palavras:

‘Certo domingo, no outono de 1821, decidi resolver, duma vez por todas, a questão da salvação de minha alma e reconciliar-me com Deus. Andava ocupadíssimo, de modo que sabia que jamais conseguiria realizar esse desejo se não me aplicasse a ele com total firmeza de propósito. Estava disposto a pôr de lado, até onde fosse possível, tudo quanto pudesse distrair-me a atenção, e a me dedicar exclusivamente a esse objetivo.

‘Nos dois dias seguintes, minhas convicções aumentaram, mas parecia que meu coração se endurecia cada vez mais. Não conseguia orar. A oração não passava de um sussurro e, às vezes, me parecia que, se estivesse sozinho onde ninguém pudesse me ouvir, ergueria a voz e gritaria minhas preces. Tornei-me esquivo, evitando falar com quem quer que fosse...

‘Na terça-feira, já estava muito nervoso, e durante a noite me veio uma estranha impressão, como se eu estivesse prestes a morrer. E eu sabia que, se morresse sem me reconciliar com Deus, seria condenado ao inferno, mas procurei acalmar-me o quanto pude até o amanhecer.

‘No dia seguinte, saí cedo para o escritório e, pouco antes de chegar, fui desafiado por perguntas que, parecia, vinham de dentro de mim, como se uma voz interior me dissesse: ‘Que está esperando? Não prometeu seu coração a Deus? Porque se esforça? Está querendo alcançar a justiça por você mesmo?’ (porque toda justiça e toda salvação vêm de Deus e não de nosso esforço).

‘Nesse momento, abriu-se diante de mim todo o plano de Deus para a salvação do homem, de uma forma que achei muitíssimo maravilhosa naquele instante. Parece-me que vi, então, tão claramente como nunca na minha vida, a realidade e plenitude da obra expiatória de Cristo. Vi que era obra consumada; que em lugar de ter ou precisar de algum esforço ou sacrifício meu para me reconciliar com Deus, eu tinha de me submeter à justiça de Deus, por intermédio do filho. A salvação apresentou-se-me como uma oferta a ser aceita: era plena e completa, e nada mais era necessário senão o meu próprio consentimento para abandonar meus pecados e aceitar Cristo. A salvação, assim me parecia agora, ao invés de ser conquistada pelas minhas próprias obras, devia ser encontrada somente em Cristo, que se apresentava diante de mim como meu Salvador. (pois ‘somos salvos, não por nossas obras, mas pela graça de Deus’).

‘Sem perceber, eu tinha parado na rua no momento em que a voz me intimara. Quanto tempo permaneci, ali, sem perceber, não sei precisar; mas depois que aquela revelação nítida ficara já algum tempo em minha mente, pareceu que me foi dirigida outra pergunta: ‘Você o aceitará hoje, agora?’ Respondi: ‘Sim, hei de aceitá-lo hoje, ou hei de morrer na tentativa. ’

‘No alto da colina, ao norte da povoação, havia um bosque, no qual eu costumava caminhar diariamente e, em vez de ir para o escritório, caminhei para lá, pois senti que precisava estar sozinho, distante de todo olho e ouvido humano, para que pudesse abrir meu coração para Deus...

‘Quando, porém, tentei orar, verifiquei que meu coração não queria orar. Parecera-me que, se ao menos pudesse estar em algum lugar onde, falando em voz alta, não fosse ouvido por ninguém, eu poderia orar livremente; mas, quando tentei, estava mudo, nada tinha a dizer a Deus; quando muito pude proferir umas poucas palavras, e mesmo assim, de forma mecânica. Quando tentava orar, parecia-me ouvir ruído de folhas; então, parava e olhava para ver se alguém se aproximava. Isso aconteceu várias vezes.

‘Por fim me vi chegando às raias do desespero. Disse a mim mesmo: ‘Não consigo orar. Meu coração está morto para Deus e não quer orar. ’ Reprovei então a mim mesmo, por ter prometido entregar meu coração a Deus ou morrer. Quando tentava orar, não conseguia. Não havia movimento do meu coração em direção a Deus. Comecei a sentir profundamente que era tarde, que eu devia ter sido abandonado por Deus, que não havia mais esperança para mim.

‘Angustiava-me ao pensar na imprudência de minha promessa, de entregar meu coração a Deus naquele dia, ou morrer na tentativa. Embora parecesse que aquele meu voto me comprometia, eu não iria poder cumpri-lo. Veio sobre mim tão grande e profundo desânimo e abatimento, que me senti fraco demais para me agüentar sobre meus joelhos.

‘Nesse preciso momento, novamente me pareceu ouvir a aproximação de alguém, e abri os olhos para verificar. Então, me foi claramente revelado que o orgulho de meu coração era o grande obstáculo que me entravava o caminho e não me deixava nem mesmo orar (pois lhe tirava a atenção). Apoderou-se de tal modo de mim um sentimento esmagador de minha vileza, por me sentir envergonhado pelo fato de que outro ser humano pudesse me ver ajoelhado perante meu Deus, que, a plenos pulmões, gritei que não sairia daquele lugar ainda que me cercassem todos os diabos do inferno. ‘O quê’, eu disse, ‘um miserável pecador como eu, confessando de joelhos meus pecados ao grandioso e santo Deus, com vergonha de que um ser humano, pecador como eu mesmo, me veja de joelhos buscando reconciliar-me com quem tanto ofendi?!’ Esse pecado pareceu-me terrível, infinito, e me arrasou ainda mais.

‘Nesse instante, raiou em minha mente, como se fosse um dilúvio de luz, esta passagem da Escritura: ‘Então ireis a mim e a mim dirigireis vossa oração, e eu vos ouvirei. Então me buscareis e me achareis, quando me buscardes de todo o coração’ (isto é, sem receios, numa entrega total). Imediatamente me prendi a essas palavras. Naquele momento, eu estava tão consciente de haver confiado totalmente na verdade de Deus, quanto o estava de minha própria existência. De certa forma, eu sabia que aquela era uma passagem da Escritura, embora eu não tivesse consciência de a ter lido antes. Sabia que era a Palavra de Deus e, por assim dizer, a voz de Deus que me falava. Clamei: ‘Senhor, apego-me ao que dizes; sabes que na verdade eu te busco de todo meu coração, e que aqui vim para clamar a ti, e prometeste me ouvir’.

‘Isso parecia encerrar a questão de que eu poderia, naquele dia, cumprir meu voto. O Espírito pareceu dar ênfase a esta idéia no texto: ‘quando me buscardes de todo o coração’. Falei ao Senhor que me apegava à sua palavra; que, por isso, eu tinha certeza de que ele me ouvia a oração e havia de ser encontrado por mim...

‘Caminhei calmamente em direção ao povoado. Tão perfeita era minha calma que me parecia que toda a natureza a sentia. Eu fora para o bosque logo após o café, que tomara muito cedo; quando voltei à vila, vi que já era hora do almoço. Eu, porém, estivera de todo inconsciente da passagem do tempo que me pareceu que ficara pouco tempo lá no bosque.

‘Fui almoçar, mas não tinha apetite. Fui, então, para o escritório. Tentei tocar meu violoncelo, como costumava fazer, mas assim que tocava e cantava aquelas músicas sacras, de palavras inspiradas, começava a chorar. Parecia que meu coração estava se derretendo; era tal meu estado emocional que não podia ouvir nem minha própria voz cantar sem que minha sensibilidade extravasasse em lágrimas. Admirei-me disso e procurei reprimi-las, mas não consegui e guardei o instrumento...

‘Depois do almoço, estive muito ocupado transferindo livros e móveis para outra sala. Minha mente, porém, permanecia naquele estado de profunda tranqüilidade. Havia grande suavidade e amor em meus pensamentos e sentimentos. Tudo parecia correr bem; nada me perturbava ou incomodava.

‘Pouco antes de terminar, um pensamento tomou conta de mim: assim que estivesse a sós procuraria orar novamente; não me descuidaria mais da vida espiritual, de modo algum.

‘Até a noitinha estava tudo arrumado. Acendi um bom fogo na lareira, esperando passar sozinho as horas noturnas. Ao anoitecer, o Dr. W., vendo tudo pronto, deu-me boa-noite e foi para casa. Acompanhei-o até a porta e ao fechá-la e voltar-me, meu coração parecia estar, novamente, derretendo dentro de mim. Todos meus sentimentos pareciam transbordar, e a expressão de meu coração foi: ‘Quero derramar minha alma diante do Senhor’. Nesse instante, foi tal o arrebatamento que senti, que corri para o quarto, atrás do escritório, para orar.

‘No quarto não havia luz nem fogo; contudo, pareceu-me que ele estava totalmente iluminado. Ao entrar e fechar a porta atrás de mim, pareceu-me encontrar o Senhor Jesus, face a face. Não me ocorreu, naquele momento, que aquilo tudo se passava na minha mente. Na verdade, pareceu-me vê-lo como veria qualquer homem. Ele nada disse, mas olhou-me de tal modo que me derrubou a seus pés. Eu sempre havia considerado uma situação dessas como sendo um notável estado mental, mas pareceu-me que ele estava realmente em pé, ali, diante de mim. Caí a seus pés e abri-lhe minha alma. Chorei alto, como criança, e confessei-me como me permitiu minha voz engasgada de emoção. Pareceu-me que lhe banhei os pés com minhas lágrimas...

‘Assim que consegui me acalmar, voltei ao escritório e descobri que estava quase totalmente consumida a lenha grossa com que preparara o fogo na lareira. Ao voltar-me, porém, para me sentar à beira do fogo, recebi um poderoso batismo do Espírito Santo. Sem qualquer expectativa nesse sentido, sem jamais ter pensado que tal coisa pudesse me acontecer, sem qualquer lembrança de ter ouvido algo semelhante mencionado por alguém, o Espírito Santo desceu sobre mim de maneira que pareceu atravessar meu corpo e minha alma. Pude ter a impressão de ondas de eletricidade atravessando-me vez após vez. De fato, parecia vir em ondas e mais ondas de amor líquido; não sei de que outra maneira expressar o que senti. Parecia o próprio sopro de Deus. Recordo, claramente, que parecia soprar sobre mim como se fossem asas imensas abanando-me.

‘Não há palavras que exprimam o maravilhoso amor que se espalhou em meu coração. Chorei alto, de alegria e felicidade; e, não tenho certeza, mas eu diria que saiam aos borbotões as emoções inexprimíveis de meu coração. Essas ondas vieram sobre mim, e vieram, e vieram, uma após outra, sem cessar, até que, lembro-me de ter gritado: ‘Morrerei, se estas ondas continuarem a cair sobre mim.’ E disse ainda: ‘Senhor, não agüento mais!’, embora não sentisse mais qualquer medo da morte.

‘Não sei quanto tempo continuei nesse estado, com esse batismo me envolvendo e me atravessando. Sei que já era bem tarde quando um amigo veio me ver. Encontrou-me em prantos e perguntou: ‘Finney, o que aconteceu? Não está se sentindo bem?’ Durante algum tempo não pude responder. Ele perguntou: ‘E está sentindo alguma dor?’ Dominando-me da melhor forma que pude, respondi: ‘Não, mas estou tão feliz que nem posso mais viver... ’

‘Dormi logo, mas logo em seguida acordei de novo por que estava tão repleto de amor, que não conseguia dormir. Logo, dormi de novo, e acordei do mesmo modo. Assim continuei até altas horas.

‘Quando acordei o sol já derramava sua claridade no quarto. Palavras não podem exprimir a impressão que essa luz do sol me fez sentir. Imediatamente, o batismo, que eu recebera na noite anterior, voltou sobre mim, e do mesmo modo. Fiquei de joelhos sobre a cama e chorei alto de alegria; permaneci algum tempo de tal maneira arrebatado pelo batismo do Espírito, que nada podia fazer senão abrir minha alma para Deus. Pareceu-me que esse batismo matinal era acompanhado de suave censura; o Espírito parecia perguntar-me: ‘Duvidas?’ Gritei: ‘Não, não duvidarei jamais; não posso duvidar’. Ele então esclareceu aquele assunto em minha mente, de tal modo que era impossível duvidar que o Espírito de Deus controlava todo o meu ser.

‘Enquanto eu estava assim, pude entender a doutrina da justificação pela fé como experiência real. Esse assunto nunca impressionara minha mente a ponto de eu considerá-lo, distintamente, como doutrina fundamental do Evangelho. Na verdade, eu nem mesmo compreendia o que significava a passagem: ‘Sendo justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. ’ Pude ver, então, que no momento em que cri, lá no bosque, que todo sentimento de condenação desaparecera completamente de meu pensamento, e que, a partir daquele instante, eu não mais conseguia, nem me esforçando, sentir qualquer sentimento de culpa ou de condenação por meus atos quaisquer que fossem eles. O sentimento de culpa se apagara, cessara, morrera; foram-se os meus pecados, e eu não tinha mais nenhum sentimento de culpa; era como se eu nunca tivesse cometido qualquer pecado.

‘Senti que me achava num estado no qual eu não mais poderia pecar. Ao invés de sentir que eu pecava sem cessar, meu coração estava tão cheio de amor e paz que transbordava. Meu cálice transbordava de bênçãos e de amor, e eu sentia que não mais estava pecando contra Deus. Além disso, nunca mais tive o menor sentimento de culpa pelos pecados que já cometera. ’

................................................

(Para outras experiências da mesma espécie, ver ‘Consciência Cósmica’, de Richard M. Bucke).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

OFEREÇO MEU EMAIL A TODOS.

Meu email: luconfortijr@hotmail.com

TITULO CORRETO DA ULTIMA POSTAGEM.

Amigos, o título correto da postagem anterior é: "Os ensinamentos, como as religiões os apresentam, só nos ensinam fazer; nunca, o fazer!

OS ENSINAMENTOS, COMO AS RELIGÕES OS APRESENTAM, SÓ NOS ENSINAM FAZER; MAS, NUNCA O FAZER!

TÍTULO CORRETO: OS ENSINAMENTOS, COMO AS RELIGIÕES OS APRESENTAM, SÓ NOS ENSINAM FAZER; NUNCA, O FAZER!

TÍTULO CORRETO: OS ENSINAMENTOS, COMO AS RELIGIÕES OS APRESENTAM, SÓ NOS ENSINAM FAZER; NUNCA O FAZER!

Sempre centenas de msg bonitas, lindas paisagens e palavras, bons conselhos! Sempre os mesmos conselhos dizendo e ensinando <> devemos fazer: "seja otimista; aceite a vida e sua condição humana como elas são; tenha fé em Deus, q tudo vai melhorar; não seja orgulhoso nem egoísta; seja caridoso e perdoe e ame seus inimigos; esqueça o mal q lhe fizeram, como, p ex, destruir tudo q vc construiu em tantos anos de trabalho e esforço; perdoe aqueles q, frente a vc, violentaram a filhinha pequenina, a alegria de sua vida e, depois, cruelmente a assassinaram; tenha um coração generoso e esqueça tudo isso; e veja q fazendo assim, como será facil de se viver melhor pois saiba q seus males, e os males de seus queridos, como cânceres, loucura, cegueira, deformações fisiológicas e mentais, miséria, fome, e separações, prisões, doenças incuráveis e terminais, e crimes hediondos, tudo um dia vai passar; assim procure ter um coração generoso apesar de tudo isso e, olhe lá, não se afaste de sua luz interior. Q todos devem viver uma viva tranqüila, pois tudo está bem e vai estar melhor; lágrimas, dores e sofrimentos são manifestações da misericórdia de Deus e agradeça a Deus por isso!

Que bom, então está tudo certo! Bonito isso, não?! É o q todos aconselham q vc faça (<>) mas, ninguém, nem as religiões, nem seus ministros, nem as doutrinas, nem os psiquiatras e psicanalistas, psicólogos, nem a ciência, nada sabem e, portanto, não ensinam o <> fazer. No entanto, Jesus, como Paulo e muitos mestres e, hoje, a própria ciência mais avançada do mundo, ensinam o <> mas as pessoas, cheias de preconceitos, só têm olhos voltados para suas crenças porq têm confiança nas fontes de onde vieram e, com antolhos lhes atrapalhando a visão, de tudo mais se descartam mesmo sem conhecer.

Esquecem-se, sempre, desta frase de Paulo: "Estudai de tudo e guardai o q for bom", e de Jesus q disse: “... colocai vossa luz sobre o velador para q ilumine a todos” e, os espíritas, de q sua codificação repete, com mais detalhes e ênfase, esse mesmo sábio conselho.

Abraços para todos.

QUEM CONHECE DEUS?

Conversa com um amigo.


Renato: Mas, por que Deus já desfruta em Ato a perfeição, e nós somente em Potência?


Cel: amigo, quem conhece aquilo a q damos o nome de Deus, Criador, Absoluto etc etc...? Na verdade, nem podemos imaginar o q seja (somente o imaginamos pelas palavras, sempre estranhas, das religiões, ou por suposições nossas!) e, mesmo assim, lhe conferimos uma série de atributos, sempre baseados nas virtudes humanas elevadas à mais alta potência; e uma série de nomes, meros rótulos q, de modo algum, interpretam o conteúdo! Julgamo-lo perfeito e, na realidade, nem temos idéia do q seja perfeição!... Estamos condicionados ao q as tradições, culturas, religiões, sociedade, imaginações e suposições, nos levam a crer ou imaginar. Aqueles q, como Jesus, conheceram a verdade podem dizer: “eu o Pai somos um”, mas essas palavras não nos trazem a explicaça~do q seja Deus. E ficamos discutindo “o que é Deus”, “quem é Deus”!


Renato: ... Que para nós terá de ser uma conquista futura, diz você... Vejo uma contradição aí, pois, se não existe o passado e o futuro, por que razão nós demandamos tempo para chegar até Deus? Se o tempo não existe, então estamos sempre parados no mesmo lugar? (Em caso de ficar reencarnando sucessivamente).


Cel: amigo, não existe tempo (q Einstein, na teoria da relatividade, já afirmava, pertence ao continuum espaço–tempo–objetos, no qual, um não existindo, os demais não existem). Tempo, nem mesmo em nosso mundo de ilusões, é uma entidade absoluta, pois depende, para existir, dos outros termos do continuum. Para nós, escravos do ego, q nos dá distorcida interpretação do mundo, temos de viver o tempo, como se fosse realidade; nossa mente, condicionada, não tem condições de entender isso! Como dizia Sto Agostinho e místicos, para Deus (logo, no Nirvana) um milhão de anos atrás ou agora são a mesma coisa. Talvez por isso certas passagens dos evangelhos confundem: “antes que Elias fosse, eu sou”, “o que pedirdes a Deus crede q já o tendes recebido”, e outras. Samsara, mundo do espaço-tempo, ilusões, ignorância e conseqüentes sofrimentos; Nirvana, “atemporal”, bem-aventurança...


Renato; A única possibilidade aí seria aceitar que Deus é causa e efeito ao mesmo tempo ou não?


Cel: e como aceitar? Quem tem a fórmula mágica? E, veja, tudo q dissermos sobre Deus será especulação... Muitos crêem q tudo q observamos é efeito de Deus, mas como afirmar isso se Deus é o Desconhecido? Nós mesmos, não temos certeza do q somos; apenas sabemos aquilo q lemos ou ouvimos. Somos, para nós mesmos, uma tremenda interrogação. Pelo q religiões populares ensinam, Deus nem é a causa de todas as coisas, pois para elas, muita coisa é causada pela vontade do homem (aquilo q toma conta do mundo, o mal). Eqto isso, os Ant e Novo Testamentos, afirmam q, Ele é o “criador de todas as coisas”. q “tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada foi feito”. Então, para religiões e doutrinas, “tudo” não tem o significado “tudo”; significa “parte”! E durma-se com um barulho desses! A DE, por ex, mudou o sentido de muitas palavras, para poder explicar certas coisas.


Renato: Nas três concepções de Deus, segundo a Vedanta:

Dualistas: Deus e a criação são coisas distintas; Deus é causa, e a criação o efeito.

Não dualistas-qualificados (Espiritualistas): Deus é causa, mas está presente no efeito... tudo são emanações... mas não são Deus.

Não dualismo: Deus é causa e efeito ao mesmo tempo. Os espíritas rejeitam essa tese somente por causa da questão da "perda da individualidade", pois, aqui, teríamos um suposto panteísmo, no qual, tudo e todos, após a morte, retornariam a Deus em forma de Princípio Inteligente, se confundindo com Deus, e perdendo sua individualidade.


Cel: não esquecer q “panteísmo” não passa de filosofia, fruto de lucubrações mentais. E tb não esquecer q os místicos não afirmam q Deus é efeito e causa e efeito e... mas q tudo é ilusão, q não existem efeitos, pois não existem causas.

Pra nós, leigos, é difícil ou impossível compreender, mas esse é seu ensinamento, se bem q muitos nada ensinam; apenas dizem “venha e tenha sua própria experiência!”; assim, qdo visitantes pediram a um roshi (mestre Zen), que lhes explicasse o q era o Zen, ele disse: “Ah, isso?!”, se retirou. Buda, tb, qdo inquirido: “Essas perguntas são irrelevantes!” Jung: “falar sobre a iluminação é impossível!”; Paulo: “... lá vi e ouvi coisas inefáveis!”.


Renato: Não é que as Individualidades se dissipem após a morte, mas a questão pontuada pelos Não-dualistas, é que (LE/32) – (há) apenas uma Existência Única, que nós chamamos Deus, de modo algum os Espíritos perdem a sua individualidade. O que eles podem e devem perder, é a percepção dual, de que há duas coisas no Universo: Deus e criação, e com isto gera-se o problema inexplicável de, como sendo Deus perfeito se explica a existência do mal no mundo?


Cel: a DE afirma isso?! Pela codificação há “três” coisas ou entidades distintas e separadas no universo: Deus, espíritos e matéria. E, para muitos, tão separadas q nem os espíritos procedem de Deus (pois “de Deus nada pode proceder q seja mau, injusto ou sem inteligência”!).


Renato: ... algo está errado, pois estamos voltando à pátria do Espíritos com temores, sofrimentos, dores, e além de sofrer, os Espíritos humanizados ainda permanecem agarrados aos seus afetos, àquilo à que estão apegados. Isto vale para idéias, coisas e pessoas.


Cel: e, pela DE, vêm obrigatoriamente ao mundo material para aqui, q é onde aprendem todas as espécies de imperfeições, aprenderem a viver no mundo espiritual!! Como se entender isso?


Renato: Quando Jesus diz que "Aquele que odeia seu pai e sua mãe não está apto a me seguir", está se referindo à problemática e séria questão dos apegos que temos, e que chamamos, erroneamente, "amor".


Cel: meu amigo, Jesus disse isso? Ou disse: “Aquele q não ‘abandona’ pai e mãe...”, (abandonar é bem diferente de não amar) com isso enfatizando o bem maior q é seguir seus ensinamentos e, eventualmente, encontrar o Reino, coisa q deve ser feita “em primeiro lugar”?

O encontro com a verdade é tão extraordinário, que foi exaltado, por todos os que por ele passaram, como a experiência mais sublime que o ser humano pode ter. Jung, pelos depoimentos de muitos, usou palavras semelhantes, e Jesus a considerou a pérola, o tesouro que quem encontra “vende tudo o que tem”, isto é, desiste de tudo o mais, e “compra aquele campo”. Jesus chegou até a afirmar que, “quem não abandona pai e mãe para segui-lo”, isto é, para buscar essa experiência, “não é digno dela”, com essas palavras fazendo ver que esse tesouro é muito mais importante do que qualquer outra coisa, do que qualquer outro bem, conquista ou posse.

Outros, como Teresa de Ávila, afirmaram que “comparado com essa experiência tudo mais é lixo”; Krishnamurti, que “tudo o mais é fútil e infantil”; e um poema Zen “se você já esteve lá”, isto é, se você já teve a experiência, “como lhe parecem sem importância todas as outras coisas”. Maharish Maharesh, que trouxe a Meditação Transcendental, afirma que, enquanto não temos essa experiência, somos meramente subumanos, e Krishnamurti diz que a vida só tem significado quando chegamos “lá”. Por isso, Jesus aconselhou que devemos “em primeiro lugar” buscar Deus; disse que, conhecida a verdade, de nada mais necessitamos. Vamos perceber, então, que a morte não existe e que não há necessidade de salvação, pois que desde sempre estamos salvos porque “eu e o Pai somos um”.


Renato: Claro que não há nada de mal em curtir, gostar das nossas amizades, nossos amores, mas o problema é esse: nos agarramos em outrem, e criamos nossa identidade a partir da alteridade. Só sabemos quem somos pelo outro, e quando faltar esse outro fazemos o que? Arrumamos outro para substituir, assim como, terminamos com uma namorada, e logo logo, arrumamos outra.


Cel: essa é uma verdade; sempre temos um “buraco”, um vazio em nós mesmos e, não sabendo como preenchê-lo definitivamente, procuramos afetos, entretenimento, fugas, vícios, sexo, fama, dinheiro, religiões etc (os atrativos ilusórios do mundo); mas, como tudo é incerto e impermanente, aquilo q nos preenchia cessa, ou nos cansamos dele, e procuramos outro meio de encher o vazio e, assim, passamos a vida.


Renato: ... o rico pede para que os seus parentes sejam avisados para não levar uma vida como ele levou, e também lhe é negado, dizendo-lhe que "Eles têm a Moisés e os profetas; se não os ouviram, quanto mais a nós",


Cel: essa é mais uma estranheza; quem foi Moisés, senão um líder dos hebreus e q, mesmo suportando a escabrosidade de, sem recurso algum, comandar seu povo por 40 anos, o levou a Canaã? Essa afirmação, de q Moisés está ligado à Primeira Revelação, não tem sentido pois, o q se considerou ser o Deus q lhe deu o decálogo, era apenas um ser poderoso q, pelo seu poder, alta tecnologia e crueldade, trouxe medo e obteve a obediência dos hebreus, para explora-lo, enqto existissem hebreus na face da Terra.


Renato: Quando a gente supera a paixão que sentíamos por aquela pessoa, na verdade superamos um grande mal; este é o amor incondicional!l.


Cel: esse ainda é amor condicional, ou só incondicional relativamente àquela pessoa. O incondicional não tem endereço certo, nem mesmo razões (condições) para q se manifeste.


Renato: É isto que as filosofias dualistas ensinam em termos práticos,


Cel: e ensinam apenas isso, pois se apegaram (e se apegam, ainda) às instruções daqueles líderes (de cujas palavras se convencionaram religiões) cuja primeira necessidade foi a de ordenar e organizar seu povo. Isso ocorreu com Moisés, Jesus, Maomé e muitos outros. O povo hebreu era constituído, como diz o AT, por 600.000 adultos q, após anos de escravidão, fugiam, cansados, nervosos, irritados, broncos, prontos para matar, roubar, mentir, cobiçar bens dos demais. E menos conflitos se tentava conseguir com ordens e ameaças àqueles q não as cumprissem. Assim, por determinação desse “deus”, foram assassinados muitos milhares de hebreus.


Renato: E a questão do tempo? Como fica? Ainda que o tempo seja uma ilusão, se não conseguimos nos livrar desses apegos numa vida, precisamos de outra, e assim sucessivamente.


Cel: esse necessitar de outras vidas é, apenas, a interpretação das doutrinas reencarnacionistas.


Renato: Baseados nessa releitura de O Livro dos Espíritos à luz da Filosofia Vedanta, muita coisa pode ser melhor compreendida, e com isso, pode-se dar um primeiro passo, que é livrar os espíritas dos SENTIMENTOS DE CULPA, cujos apontamentos culposos, encontramos às mancheias em O Céu e o Inferno; livrar o espírita da perniciosa idéia de que ele é um coitadinho que está colhendo o que plantou, e por isso tem que sofrer, ou então, se é feliz, é porque na vida passada foi bonzinho e agora está colhendo os frutos da sua boa semeadura, quando todas as situações vividas pelos Espíritos encarnados não passam de PROVAS. Há um erro de interpretação aí. Como eu disse, as Obras Básicas foram escritas para um público que só tinha condições de entender a coisa a partir dessa linguagem, afinal, não éramos todos católicos antes de nos tornarmos espíritas?


Cel: perfeito, Renato!


Renato: O movimento espírita precisa de uma reforma, mas esta reforma não pode ser feita exteriormente por órgãos como a FEESP e a FEB. Ela tem que ser feita por intelectuais como vocês, que se preocupam com as questões espíritas verdadeiramente relevantes. Ela tem que ser feita pelos intelectuais e estudiosos espíritas que estão buscando e buscando, e não por aqueles que estão acomodados com um corpo doutrinário que oferece apenas uma tábua de salvação.


Cel: mas, será q os espíritas, como o espiritismo q qualquer ou religião, admitirão uma reforma? Observe q, há cem anos, a ciência tem trazido revelações q, nenhuma religião aceitou (pois até agora, não se manifestaram a respeito, talvez pelo receio de terem de modificar premissas básicas).


Renato: Por que não dizer: "Não sou espírita, nem umbandista, sou apenas um BUSCADOR DA VERDADE", e aí, quem sabe, se não podemos beber em várias fontes, e extrair das Obras básicas, apenas os ensinamentos que estão de acordo com as Filosofias Espiritualistas e os mestres de todos os tempos?


Cel: essa é outra verdade; em geral, aquele q segue uma doutrina só tem olhos para ela, esquecendo-se de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o q for bom!”, conselho repetido, com mais ênfase, na Codificação (LM, cap 3; item 35).

................................................




.

PODEMOS CONHECER QUAL É A VONTADE DE DEUS?

Uma amiga, ao ser inquirida sobre como conhecer a vontade de Deus, respondeu: A vontade de Deus conhece-se pelo poder que tem sobre as imaginações personalistas, é fatal. Alguém que explica bem o que isso é:

“A compreensão da verdade de que nada somos, mas que Deus é tudo, é o princípio da verdadeira fé, que forma a base do verdadeiro conhecimento e o primeiro passo no caminho do desenvolvimento espiritual” (Jacob Boheme).

Cel: isso de Boheme é uma verdade, mas, como muitos outros, ele também, com essas palavras, não explica chegar a ter essa fé, q é o primeiro passo e q forma a base do caminho... mas, como conhecer a vontade de Deus??

Amiga: “Querer, desejar, saber, depositar a vontade, não fazer nada além do que Deus quer, deseja, sabe ou faz no homem e através do homem é a verdadeira resignação; é a mais profunda humildade para a mente carnal; é, ao mesmo tempo, a glorificação de Deus no homem, e portanto o estado mais elevado que se pode alcançar”. (J.Boehme).

Cel: querer ou desejar é até admissível q estejamos nesse ponto (embora nunca por vontade própria, nem por livre escolha), mas saber, depositar ou usar a vontade, resignar-se, ser humilde, alguém, cuja mente ainda é voltada para outras direções, poderá fazer isso? Essas são palavras daqueles q tiveram a experiência máxima, mística, a percepção de ser “um com Deus”. Veja q, também, disse Jesus, “ofereça a outra face” e outras coisas q, para quem não teve a mesma experiência, são verdadeiros absurdos. São apenas afirmações do ponto de vista de quem teve a experiência e se iluminou, conheceu a verdade (como Boheme).



Um abraço.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Amigos, convido a todos para uma reflexão.




O texto de um tópico, como milhares de outros textos de msg, historietas, poesias, fábulas, parábolas e conselhos, nos admoestam sobre o q devemos fazer para nos tornarmos melhores intimamente; este diz: “vença o egoísmo, q é a maior chaga da humanidade, a fonte de todos os vícios e reside no íntimo de cada um!” etc.

A primeira questão a ser levantada é esta: porq o egoísmo reside em nosso íntimo? Nós mesmos, por nossa livre vontade e escolha, o forçamos para dentro de nós?

Texto: Esta é a conclusão dos espiritos, santos e religiões que também afirmam: “(...) Faz-se mister que o mal chegue ao excesso, para tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas”.

Cel: segunda questão: se o mal é necessário para q se compreenda a necessidade do amor, porq é q aquele pratica o mal é considerado responsável, se o mal existe porq é necessário para q se compreenda q devemos extirpa-lo de nós? Será q o mal existe pra q se compreenda q não deve existir?!!! E outra questão: não éramos, depois nos tornamos maus? Quem o colocou dentro de nós? Quem fez nosso coração, q não era mau, se encher de maldade, perversidade e perversão, ciúme, inveja, ódio, orgulho, egoísmo etc e tantos defeitos morais mais? Nós mesmos, por livre escolha?

Texto: “Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril”, exorta Emmanuel.

Cel: quem responde esta nova questão q, afinal, é semelhante à anterior: o que foi q nos fez cheios de egoísmo? Nós mesmos?

Texto: Segundo os aqueles citados “o egoísmo é, de todas as imperfeições humanas, a mais difícil de ser desarraigada, tendo em vista que o homem está ainda muito próximo de sua origem, ou seja, caminhou pouco na senda evolutiva e o materialismo ainda o sufoca”.

Cel: evidentemente, por todos eles, o egoísmo vem de conseqüências independentes da vontade dos homens, pois sua causa está no fato da proximidade de sua origem (na origem já eram??) pois q ainda caminhou pouco na senda evolutiva, certo? E se é assim, porq incidem nas conseqüências da “lei divina", da "leii de causa e efeito” ou da lei de retribuição (q implicam em sofrimentos torturantes e mesmo insuportáveis) se eles não são responsáveis nem pela causa, nem pelo efeito?

Texto: Nesse passo, religiões surgem como a grande esperança de reversão desses quadros sociais deprimentes, resultados do egoísmo, já que as doutrinas, bem compreendida e devidamente praticada, ameniza o sentimento de personalidade.

Cel: as religiões ensinam, como remédio para todos os males apontados na msg inicial, o amor. E como se pratica o amor? Como se faz a eliminação do egoísmo, do orgulho, da prepotência, do desamor, da vaidade, inveja, de uma mente voltada para o crime e para desejos obscuros, enfim, como se faz para q cessem os defeitos morais e cheguem as virtudes? Basta dizer: amanhã vou ser melhor, mais caridoso, mais solidário, menos egoísta, mais humilde... etc? Quem pode substituir o desamor q existe em sua natureza, em seu intimo, em seu coração, por amor? Quem pode colocar amor no coração? Isso pode ser feito pela livre vontade, ou à força? Pode vir pala prática repetida de ações de amor? O amor vem do treinamento de, com esforço, pratica-lo, ou vem do coração?

Texto: Cumpre, pois, combatê-lo, como se combate uma enfermidade epidêmica. Para isso, deve-se proceder como procedem os médicos: Ir à origem do mal. Procurem-se em todas as partes do organismo social, da família aos povos, da choupana ao palácio, todas as causas, todas as influências que, ostensiva ou ocultamente, excitam, alimentam e desenvolvem o sentimento do egoísmo.

Cel: como centenas, ou milhares de textos, este também só nos ensina , o q devemos fazer: elimine o egoísmo, procure suas causas mais profundas e acabe com ele; contudo, como todos os textos e ensinamentos doutrinários, de qualquer religião, sem exceção de nenhuma, só nos ensinam mas; nunca, o isso!

Texto: Conhecidas as causas, o remédio se apresentará por si mesmo.

Cel: as causas não têm q ser pesquisadas, pois evidentemente estão na descoberta, desde q abrimos os olhos para a vida, de um mundo ameaçador ao nosso redor; o “eu” descobre os demais “eus” e procura fugir de suas ameaças (mesmo q imaginadas). Assim procura se defender de todos os demais, fugir de todos os sofrimentos (infelicidades) e conquistar o máximo de felicidade. Observem o mundo: todos os homens, sem exceção, do mais virtuoso ao mais destituído de moral, tudo q fazem, seja no sentido do bem ou do mal, e o tempo todo, é uma busca de ser feliz!

Texto: Só restará então destruí-las, senão totalmente, de uma só vez, ao menos parcialmente, e o veneno pouco a pouco será eliminado. Poderá ser longa a cura, porque numerosas são as causas, mas não é impossível. Contudo ela só se obterá se o mal for atacado em sua raiz, isto é, pela educação, não por essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela que tende a fazer homens de bem. A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação.

Cel: como destruí-la? Pela educação? Como se fará isso? Os educadores terão de, primeiramente, se educarem e se tornarem homens de bem, destituídos de egoísmo, orgulho etc. Onde estão eles? Como poderão fazer isso? aquele q é egoísta pode substituir o egoísmo q tem em sua natureza, em seu íntimo, por solidariedade e amor? Muitos educadores competentes, desde há milhares de anos, estiveram e outros ainda estão por aqui, como Jesus e Paulo, e de antes e depois destes dois, muitos outros homens iluminados, têm colocado “sua luz sobre o velador”, ensinando fazer essa reforma íntima.
Contudo, das religiões existentes compreendeu fazer, porq as lições daqueles sábios foram mal interpretadas! A prova disso está nas numerosas denominações religiosas e em suas múltiplas subdivisões. Hoje, ainda, há muitas lições, literaturas e palavras q as divulgam, mas o preconceito e o receio de estarem procedendo contra as crenças q elegeram, (q elegeram ou por tradição familiar, ou por conselhos de amigos, ou porq, algum acontecimento impressionante e bom os favoreceu e,  por confiarem plenamente nas fontes de onde emanam os conhecimentos de suas crenças, só têm os olhos voltados para elas. Não estudam ou investigam senão elas, e não olham para outras direções q não sejam a da sua crença; e no mundo há tantas doutrinas e religiões, muitas conflitantes e, todas elas, cada uma, se dizendo a única certa! E, com certeza são resultantes de interpretação errada da mesma experiencia denominada "experiencia de concordancia universal"!

Texto: O homem deseja ser feliz e natural é o sentimento que dá origem a esse desejo. Por isso é que trabalha incessantemente para melhorar a sua posição na Terra, que pesquisa as causas de seus males, para remediá-los. Quando compreender bem que no egoísmo reside uma dessas causas, a que gera o orgulho, a ambição, a cupidez, a inveja, o ódio, o ciúme, que a cada momento o magoam, a que perturba todas as relações sociais, provoca as dissensões, aniquila a confiança, a que o obriga a se manter constantemente na defensiva contra o seu vizinho, enfim a que do amigo faz inimigo, ele compreenderá também que esse vício é incompatível com a sua felicidade e segurança. E quanto mais haja sofrido por efeito desse vício, mais sentirá a necessidade de combatê-lo. O seu próprio interesse a isso o induzirá.

Cel: aqui, voltamos ao assunto “evolução”, e ficamos imaginando se o método de ensino mais eficiente, preparado para esta escola de espíritos, para levar à evolução, só pode ser à custa de sofrimentos torturantes e insuportáveis! Será isso mesmo? O Ser de infinitos amor e justiça, com toda sua onisciência e poder, só sabe desse método de fazer evoluir?! Será que tudo está interpretado corretamente?

.......................................................................