quinta-feira, 29 de março de 2012

A ENERGIA DO AMOR


(32)        A ENERGIA DO AMOR (Krishnamurti)              (muita atenção)
      
       Vamos falar sobre a meditação e a verdadeira beleza. A beleza é um sentimento do belo, sentimento inacessível aos sentidos, não provocado pelas coisas feitas pelo homem ou pela natureza. Ela transcende tudo isso; e para fazermos a investigação dessa beleza – que não é meramente subjetiva ou objetiva – temos de atingir o percebimento imenso que se alcança por meio da meditação. A meditação, a mente meditativa é um requisito essencial, e já vimos que a mente meditativa é aquela que questiona e investiga (que não tem preconceitos), que percorre todo o processo do pensamento e é capaz de ultrapassar-lhe as limitações.
       Talvez, para alguns, seja dificílimo meditar e muitos nem pensaram, ainda, nisso. Mas quem examina atentamente a questão da meditação – que não é auto-hipnotismo, nem imaginação, nem evocação de visões, e outras infantilidades que tais – alcança, invariavelmente, aquele mesmo sentimento, aquela mesma intensidade própria da mente que percebe o belo sem ‘provocação’. E a mente que está em silêncio (sem operar), naquele estado de intensidade, descobre um estado novo, antes desconhecido, que não é limitado nem pelo tempo, nem pelo espaço.
       Desejo falar, hoje, sobre o significado da mente religiosa. Estamos a fazer juntos, em comunhão, esta jornada. Portanto, por favor, não me escutem com preconceitos, parcialidades, preferências ou ‘despreferências’, pois vocês estão escutando para que possam descobrir, por vocês mesmos, o que é verdadeiro. E para se descobrir o que é verdadeiro, quando se está emaranhado em tantas coisas falsas (ou q supomos verdadeiras, opiniões suas ou de outrem, crenças, religiões, culturas, costumes, ilusões), pensamentos superficiais, esperanças e desesperanças, cumpre não aceitar, de modo algum, nada do que está dizendo o orador. O que é preciso é questionar, investigar, explorar (mas sem julgar, sem comparar) e isso requer uma mente livre e não a mera reação de uma mente tolhida por preconceitos e opiniões; necessita-se de uma mente verdadeiramente livre, quer dizer, não ancorada, não presa ou dependente de determinada crença, autoridade, dogma ou experiência, ou modo de pensar; uma mente capaz de seguir um fato (até suas raízes, até as últimas conseqüências), com muita clareza e precisão; para isso, a mente tem de ser muito sutil.
       Um fato nunca é estático; está sempre em movimento – seja um fato que observamos em nós mesmos, seja um fato que observamos fora de nós, objetivo, portanto. A observação de um fato exige uma mente capaz, precisa, lógica e, sobretudo, livre para seguir (livre de preconceitos, crenças, dogmas, superstições, mestres, opiniões, culturas, costumes: nada de que ela dependa ou de q venha a depender).
       Parece que no mundo atual, com tanta confusão, aflição e agitação, são necessárias a mente cientifica e a mente religiosa. Estes dois são os únicos estados mentais reais, pois não é real o estado da mente que crê, da mente condicionada, quer pelo dogma do cristianismo ou de outra qualquer crença ou religião ou qualquer outra coisa. Afinal, temos problemas imensos e a vida tornou-se muito complexa. Talvez, exteriormente, haja um sentimento muito maior de segurança, o sentimento de que talvez não tenhamos guerras atômicas no futuro, dado o terror que inspiram. Ou sentimos (ou supomos) que, embora possa haver guerra, não será em nosso país, ou não nos afetará profundamente e, assim, podemos sentir-nos mais seguros física e emocionalmente. Mas a mente que busca segurança (nas situações externas ou internas) se torna embotada, medíocre; e, em tais condições, ela é incapaz de resolver seus próprios problemas.
       Para vivermos neste mundo - com suas rotinas, seu tédio, a existência superficial da classe média, superior ou inferior – e resolvermos nossos problemas, ultrapassá-los, penetrar profundamente em nós mesmos, só há dois caminhos: o cientifico e o religioso. O caminho religioso inclui o cientifico, mas este não inclui aquele. Necessitamos do espírito cientifico uma vez que só este é capaz de examinar rigorosamente todas as causas da miséria humana; o espírito científico pode promover a paz mundial, objetivamente – alimentar a humanidade, dar-lhe casas e roupas etc; não apenas a estes ou àqueles, mas a todo o mundo. Não se pode viver na prosperidade (e na satisfação) numa extremidade da terra, enquanto na outra extremidade existe degradação, doença, fome e esqualidez (insatisfação). Talvez a maioria de vocês ignore isso, mas todos devem sabê-lo. Para se resolverem todos esses imensos problemas, perceber toda a estupidez do nacionalismo, dos conchavos políticos, do inveja, da ambição, da avidez do poder, da violência, do ódio, necessita-se de espírito científico. Mas, infelizmente, como se vê, o espírito científico está agora mais interessado em viagens à Lua ou mais além, ou em aumentar nossos confortos com geladeiras melhores, carros melhores etc. Isso, de modo geral, está certo, mas é um ponto de vista muito limitado.
       Espírito científico é o espírito de investigação, nunca satisfeito com seus achados, sempre variável, nunca estático. Foi esse espírito que criou o mundo industrial, mas esse mundo, sem revolução individual interior, produz uma maneira de viver completamente medíocre. Sem essa revolução, todas as glórias e belezas da chamada vida intelectual, só tornam a mente mais embotada, estúpida, mais contentada, satisfeita, segura (ilusoriamente).
       O progresso em certos sentidos é essencial, mas também destrói a liberdade. Vocês já notaram que, quanto mais temos, tanto menos somos livres? E, por isso, os religiosos do Oriente têm dito: ‘Renunciemos às coisas materiais, pois não importam. Busquemos a outra coisa’, mas eles também não encontraram essa ‘outra coisa’. Sabemos pois, mais ou menos, o que é espírito científico, o espírito que existe no laboratório. Não me refiro ao cientista como indivíduo; este provavelmente é igual a nós, entediado da existência de cada dia, avarento, ávido de poder, posição, prestígio.     
       Muito mais difícil é averiguar o espírito religioso. Como proceder quando se deseja descobrir algo verdadeiro? Queremos saber o que é espírito religioso; não esse estranho espírito que prevalece nas religiões organizadas, porém o genuíno espírito religioso.
       Só se começa a descobrir o verdadeiro espírito religioso por meio do pensar negativo, porquanto, para mim, o pensar negativo é o pensamento em sua forma mais elevada (que nega tudo e só dá valor ao fato; que questiona, não crê, não aceita simplesmente a opinião dos outros, seja do sacerdote, das escrituras etc). Entendo por pensamento negativo aquele que despreza, que rompe e destroça todas as coisas falsas construídas pelo homem (opiniões, crenças, religiões, costumes, regras sociais etc.) para sua própria segurança, seu sossego interior; que destroça todas as defesas e o mecanismo de pensamento que constrói essas defesas. É preciso destroçar tudo isso, ultrapassá-lo rapidamente, para ver se existe algo além. E o ultrapassar as coisas falsas não é uma reação ao que existe. Para descobrirmos o que é espírito religioso e dele nos aproximarmos negativamente, precisamos saber no que cremos e porque cremos, porque aceitamos todos os inumeráveis condicionamentos que as religiões organizadas, do mundo inteiro, impõem à mente humana. Por que cremos em Deus? Por que não cremos em Deus? Por que aceitamos tantos dogmas, crenças, regras, ensinamentos, religiões etc. sem questionar?
       Vocês dirão, talvez, se ultrapassarmos todas essas estruturas chamadas positivas, atrás das quais a mente se abriga, ultrapassá-las sem desejar encontrar algo mais, nada mais restará senão desespero. Mas eu acho que temos de passar também pelo desespero. Só existe desespero quando há esperança, a esperança de nos pormos em segurança, permanentemente confortados, perpetuamente medíocres, perenemente felizes. Para a maioria de nós o desespero é reação à esperança. Mas, para se descobrir o que é espírito religioso, essa investigação deve se realizar sem nenhuma provocação nossa, nenhuma reação (em passividade total, portanto). Se sua busca é apenas uma reação – porque você deseja mais segurança interior – nesse caso ela visa apenas a um conforto maior, seja numa crença, numa idéia, seja no conhecimento ou na experiência. E tal modo de pensar, nascido da reação, só pode produzir mais reação e, por conseguinte, não oferece libertação do processo de reação que impede o descobrimento.
       Há uma maneira negativa de proceder e isso significa que a mente deve se tornar consciente do condicionamento (dela própria) imposto pela sociedade em relação à moralidade; consciente das inumeráveis sanções (e crenças) impostas pelas religiões; e consciente, também, de como, rejeitando com esforço essas imposições exteriores, a mente cria e cultiva certas resistências internas, conscientes e inconscientes, baseadas na experiência, no conhecimento, e que se tornam fatores diretores de nossas vidas e experiências posteriores.
       Assim, para descobrir o que é o verdadeiro espírito religioso, a mente deve estar num estado de revolução. Estado de revolução significa a destruição de todas as coisas falsas que lhe foram impostas, seja por pressão externa, seja por ela própria, pois a mente está sempre em busca de segurança. (Revolução, pois que a mente limitada (e seu condicionamento) foi ou está sendo, revolucionada totalmente, desfeita, destruída).
       O espírito religioso encerra um constante estado mental que nunca constrói para sua própria segurança. Por que, se a mente constrói com essa ânsia de segurança, ela fica vivendo atrás de seus próprios muros, dependente do que construiu e não livre, ainda dentro da esfera limitada dela própria e, portanto, incapaz de descobrir algo novo.
       Por conseguinte a morte, a destruição do velho, é necessária: destruição da tradição, libertação total do que foi, do passado, abandono das coisas acumuladas como memória através dos séculos. Vocês dirão, então: ‘O que mais resta? Tudo que sou é constituído por esse conjunto de fatos, essa historia, experiência; se tudo isso desaparece, se apaga, o que resta?’. Em primeiro lugar, pode-se apagar tudo isso? Podemos falar a esse respeito, mas é possível apagá-lo?  E eu digo que é possível, mas não por influência (da própria mente) ou coerção, vontade ou esforço, pois isso é insensatez, infantil, falta de madureza. Mas é possível se penetrarmos tudo isso profundamente, afastando de nós toda autoridade (dos mestres, sacerdotes, professores, cientistas, imprensa, cultura, crença, escrituras etc). E esse ‘limpar da lousa’ – que significa morrer todos os dias e de momento em momento, para as coisas acumuladas – requer abundante energia e profundo discernimento; portanto a destruição do velho, do conhecido faz parte do espírito religioso.
       Outra parte do espírito religioso é o espírito-força, que inclui a ternura e o amor. Estou me expressando por meio de palavras, mas tenham a bondade de não se contentarem, apenas, com palavras (procurem sentir o que digo, profundamente, em vocês mesmos). Eu disse que outra parte do espírito religioso é a força proveniente do amor. E, com a palavra força, quero me referir a algo completamente diferente do impulso para ser poderoso, do desejo de dominação ou controle; do poder que a abstinência confere; ou do poder de uma mente sagaz, cheia de ambição, avidez, inveja, ávida de perfeição. Esse poder é maligno. O domínio de uma pessoa sobre outra, o poder do político, o poder de influenciar outros para pensarem de certa maneira, seja exercido pelos políticos, pelas igrejas, pelos sacerdotes ou pela imprensa, esse poder é extremamente nocivo. Estou me referindo a coisa muito diferente, sob todos os aspectos, sem nenhuma relação com poder dominador. Existe essa força, esse poder, que não é interior nem exterior, nem produzido por nossa vontade ou desejo. Nesse poder reside aquela coisa extraordinária que é o amor; e este faz parte do espírito religioso.
       O amor não é sensual; nenhuma relação tem com a emoção; não é reação ao medo; não é o amor materno, conjugal etc. (é amor total, sem razões, incondicional, sem limites).
       Sigam bem isso, penetrem-no, sem nada aceitar, nem rejeitar. Talvez vocês digam: ‘Um tal amor, um tal estado mental não baseado na lembrança, é impossível’ Mas ele pode ser encontrado. Encontramo-lo ao investigarmos, no seu todo e profundamente, o processo do pensamento, as peculiaridades da mente. É um poder existente por si só; é energia não causada. Difere inteiramente da energia gerada pelo ‘eu’ (força de vontade, determinação) em sua ânsia de alcançar as coisas que deseja. Essa energia existe, mas só é encontrada pela mente não vinculada ao tempo e ao espaço e a nenhuma outra coisa; mente totalmente, absolutamente livre. Essa energia nasce quando o pensamento – como experiência, conhecimento, memória, como ego, centro – o eu – gerador de sua própria energia, volição e concomitantes pesares, aflições etc. – cessa, se dissolve (e só se dissolve quando a mente se liberta). Dissipado esse centro, manifesta-se aquela energia, aquela força que é amor.
       E há, também, outra camada da mente religiosa que é o movimento -  movimento não dividido em exterior nem interior. Conhecemos o movimento exterior (objetivo, referente a tudo que percebemos com nossos sentidos); desse movimento resulta uma reação que chamamos movimento interior, um afastamento do exterior, renúncia ao exterior, ou, também, aceitação dele como inevitável, resistência a ele pelo cultivo de uma reação de movimento interior, com suas experiências, crenças etc. Existe o movimento para o exterior, o impulso para fora – ser ambicioso, ávido, determinado etc.; e quando esse movimento falha, nos voltamos para o interior (procurando encontra ali forças que nos consolem, nos protejam do movimento exterior).
       Não se busca a verdade quando a mente é feliz. Quando a mente se acha contentada, satisfeita, deleitada, tamanha é sua vitalidade que não precisa murmurar sequer o nome de Deus. Só quando nos sentimos infelizes, quando as coisas exteriores falham, quando não temos êxito, quando temos desgosto, perdas importantes, quando há morte, ou risco de morte, conflito etc., só então nos voltamos para o interior. Nunca recorremos à religião quando somos jovens, porque, então, nossas glândulas estão funcionando a toda velocidade. Encontramos satisfação no sexo, na posição, no prestígio, no dinheiro, na fama, no êxito etc. Quando essas coisas começam a falhar, só então nos voltamos para o interior; ou, se ainda somos jovens, nos tornamos beatniks (existencialistas, anti-conformistas, rebeldes à ordem social vigente). Tudo isso é reação. Mas revolução não é reação.
       Se se percebe com toda a clareza a verdade contida em tudo isso, ocorre, então, um movimento que é tanto interior como exterior; não há divisão. É um movimento que consiste em ver as coisas exteriores precisa, clara e objetivamente, tais como são (sem interpretação, sem preferências, sem parcialidade, sem julgamento, sem memória de outras coisas); e esse mesmo movimento se verifica também interiormente, não mais como reação, porém como o movimento dos ventos, das nuvens, das marés, o fluxo e o refluxo das mesmas águas, um movimento natural, sem esforço. O movimento para fora significa ter olhos, os sentidos, todo nosso ser, abertos, vivos (atenção). E o movimento para dentro é o fechar os olhos – emprego esta expressão como meio de comunicação, mas ninguém precisa ficar de olhos fechados. O movimento para dentro é a visão interior. Depois de compreender o exterior, os olhos se voltam para dentro, mas não como reação. E a visão interior, a compreensão interior significa quietude e tranqüilidade completas; porque nada mais há para buscar, para compreender.
       Esse estado interior é criação. Ele nada tem em comum com o poder humano do artista ou do cientista de inventar, de produzir coisas etc. Esse estado de criação só se manifesta quando a mente compreendeu a destruição, a morte. E só quando a mente vive nesse estado de energia, que é amor, só então há criação.
       Agora, a parte não é o todo. Temos descrito as partes, mas os raios de uma roda não são a roda, embora a roda contenha os raios. Não podemos alcançar o todo por meio de uma parte. O todo só pode ser compreendido ao se perceber o todo em sua inteireza; neste caso, tudo o que estivemos falando sobre as várias partes da mente religiosa. Ao terem esse percebimento total, verão que nesse sentimento total está incluída a morte, a destruição, o sentimento de força pelo amor, e a criação. E isso é a mente religiosa.  Mas para alcançar esse estado religioso, a mente deve ser precisa, pensar com clareza, logicamente, nunca aceitando as coisas externas, ou as internas que para si mesma criou (conhecimento, experiência, opinião, crenças, etc.).
       Portanto, a mente religiosa encerra em si a mente científica; mas a mente científica não encerra a religiosa. O mundo vem tentando controlar as duas, mas isso é impossível; assim sendo, tratam de condicionar o homem para aceitar a separação (a negação da religião pela ciência). Mas estamos tentando uma jornada de descobrimento, e isso significa que você tem de descobrir. Apenas aceitar o que estou dizendo, não tem valor algum, pois, assim você estará voltando à velha rotina, à escravidão à propaganda, à influência ou dependência àqueles que você julga que sabem mais do que você etc.
       Mas, se você empreendeu bem a jornada e é capaz de descobrir, verá que pode viver neste mundo; então, as agitações deste mundo têm significação (percebe-se a razão de tudo?). Porque, neste conteúdo total, neste sentimento total, há ordem e há desordem. Não é assim? É preciso destruir (causar desordem) para criar (construir a ordem). Mas não a destruição à maneira dos pseudo-idealistas. A desordem, se podemos empregar essa palavra, existente na mente religiosa, não é o contrário da ordem. Sabeis como gostamos da ordem. Quanto mais limitados e medíocres, tanto mais amamos a ordem. A sociedade quanto mais corrupta se torna, mais deseja a ordem. É o que querem os políticos: um mundo em perfeita ordem. Todos nós desejamos a mesma coisa; temos medo da desordem. Compreendam, por favor, que não estou advogando um mundo em desordem; não estou empregando a palavra ‘desordem’ em sentido reacionário. A criação também é desordem (desordem que se transforma em ordem); mas essa desordem, sendo criadora, contém a ordem. Isto é difícil de compreender?
       A mente religiosa, pois, não é escrava do tempo. Onde existe o tempo – o ontem com todas suas lembranças, movendo-se através do hoje e criando, assim, o futuro e o condicionamento da mente – não existe aquela desordem criadora. A mente religiosa, portanto, é uma mente que não tem futuro, não tem passado e tampouco não está vivendo no presente, compreendido como oposto de ontem e de amanhã, por que nessa mente não está contido o tempo (apenas a eternidade). Você está entendendo?
       A mente, pois, pode alcançar aquele estado religioso. Estou usando a palavra ‘religioso’ com um novo sentido, indicando algo que não tem nada a ver com as religiões do mundo, todas elas mortas, moribundas, decadentes, que julgamos sejam verdades absolutas. Assim, a mente religiosa é aquela que só pode ‘viver com a morte’ (em todos os instantes) e, daí viver com a poderosa e extraordinária energia do amor. Não procurem traduzir isto em palavras comuns. Não façam perguntas sobre o ‘amar um’ ou ‘amar todos’; isso é infantil; respostas não dão a percepção do todo. Só a mente religiosa pode voltar-se para dentro; e esse ‘voltar-se para dentro’ não está em relação com o tempo e o espaço. É ilimitado, infinito, e não pode ser medido por uma mente aprisionada no tempo. Só a mente religiosa resolverá nossos problemas porque só ela não tem problemas. E só a mente que não tem problemas, uma mente realmente religiosa, pode resolver todos os problemas. Essa mente, por conseguinte, está em relação íntima com a sociedade (se importa com a sociedade); mas a sociedade não está em relação com ela (‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens’).
       Assim, nesse sentido da palavra ‘religioso’, é necessária uma revolução em cada um de nós – uma revolução total e não parcial. Toda reação é parcial. Mas, essa revolução deve ser total. E só essa mente pode ter intimidade com a Verdade, só essa mente pode ter ‘amizade’ com Deus, ou o nome que você preferir. Só essa mente pode participar da Realidade.
       Aparte: A mente mesma cria a ordem e a desordem?
       K.: Parece que você não fez a jornada conosco. Deve haver morte para que algo novo possa existir. Palavras, frases, a formulação intelectual de perguntas – nada disso tem relação com aquilo que falamos (temos de ‘sentir’, mas sentir isso profundamente dentro de nós). Como vocês sabem, quando se vê algo verdadeiramente belo, imenso – as montanhas, os rios, o mar – a mente se torna silenciosa, não é verdade? A beleza, do que se está vendo, varre-nos da mente toda indagação, todo sentimentalismo, todo sussurro de pensamento. Naquele segundo tudo isso é varrido da mente, porque a coisa que se vê é sumamente grande. Mas se esse varrer é efetuado por algo externo a você, nesse caso é uma reação, e você voltará, posteriormente, às suas lembranças. Porém, se você, realmente empreendeu essa jornada (de ‘sentir profundamente’) sua mente se acha então naquele estado em que não faz perguntas, em que não tem problemas. A mente que está a morrer, que está morta tem problemas; mas não os tem a mente ativa, viva, fluente como um rio, intensa.

       Aparte: É possível a uma pessoa religiosa atuar sobre a sociedade como ela aí está? Contra todos os outros que estão atuando de maneira diferente?
       K.: Que valor tem isso para a sociedade? Que vantagem há em uns poucos, um ou dois alcançarem aquele estado? Que é a sociedade e o que ela deseja? Ela deseja posição, prestigio, dinheiro, sexualidade; sua própria estrutura se baseia na aquisição, na competição, no êxito. Se dissermos algo contra tudo isso, eles não nos ouvirão; não podemos evitar isso. Se algumas das pessoas religiosas, sacerdotes etc. começassem a falar da necessidade de não ser ambicioso, de não se fazerem guerras, nem praticar violência, você pensa que terão seguidores? Ninguém lhes dará ouvidos. E estou certo de que você não dá ouvidos ao que se está dizendo aqui, (não dará ouvidos se você não fez aquele mergulho de penetrar profundamente no sentido do que se está dizendo aqui). Se não penetrar profundamente nisso, você continuará a trilhar o mesmo caminho anterior, o caminho da ambição, da frustração, segurança, das ilusões, que, na verdade, esse sim, é o caminho da morte. Você apenas levará daqui, umas ‘migalhas’ do que ouviu, para acrescentá-las ao que já sabe. Mas estamos falando de coisa inteiramente diferente, de coisa verdadeiramente extraordinária, pela sua beleza e profundidade. Mas, para a alcançar, para compreender, ‘viver com ela’, requer-se imenso trabalho – o trabalho de penetração a fim de esclarecer a mente consciente e inconsciente, e perceber o mundo que nos circunda. Ou você pode ver tudo num súbito clarão e eliminá-lo ou compreendê-lo de vez. Tanto uma coisa como outra requer extraordinária energia.

...................................................................................................................

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mente ou Matéria?



                         
          Olá, amiga, você escreveu: “... isso é uma interpretação pessoal do senhor, não reconhecimento oficial...”.

          Cel: é, você deve ter razão: devo ter me precipitado; e, depois, essa questão de matéria e energia nada tem de importância em relação ao nosso estudo. É que muitas vezes me desvio do principal que é, para mim, a busca de Deus. A “partícula divina”, “se existe” (veja q, afinal nada disso deve existir, pois a única realidade é o que chamamos de Deus), pode não ser nem uma coisa nem outra. No entanto há tantas publicações a respeito da inverdade da dualidade matéria-energia; quem se interessar deve pesquisar que, certamente, encontrará muita coisa interessante...

          Amiga: “Entre o que nós achamos pela nossa vivência, e por nossos estudos de leigos e aquilo que realmente é, há milhares de anos-luz... hoje temos vozes solitárias  como Amit Goswani e outros que no transcurso do tempo farão a revolução”.

          Cel: novamente, você está com a razão: há enorme abismo entre o que supomos seja verdade e o que é realmente verdade. Mas, o que é que a amiga denomina “vozes solitárias”, e o que para você não são “vozes solitárias?...

          Amiga: “O senhor pode ter certeza o dia que uma Nature, uma Science  publicar algum trabalho, ai sim nos teremos uma revolução no modo de vida dessa humanidade.  Até lá a ciência oficialmente não reconhece o espírito, e o universo para ela é um compêndio de matéria e energia.  Não distorcemos a realidade pelas nossas crenças”.

          Cel: ah! essas são as vozes que não são solitárias, é isso? São publicações científicas? Bem, não as conheço. Só conheço, e muitas, publicações “de” cientistas, como você diz, solitários, como Scrhrodinger, Heinsenberg, Einstein, Goswami, Fritjof Capra, e muitos outros “solitários” mencionados nas bibliografias das obras dos citados acima, além de Jung, Wilber, que não são físicos, matemáticos, e outros pesquisadores... Essas muitas vozes solitárias se harmonizam, no aspecto que estamos tratando, com as vozes do misticismo de séculos ou milênios a.C, até nossos dias. Por essa razão, hoje em dia, e pela primeira vez na história do mundo, as tradicionais adversárias, ciência e religião, fizeram as pazes. Não me refiro às religiões populares, evidentemente

          Amiga: “Matéria existe sim, só o que difere é o grau de movimento  atômico. O movimento daquilo que aferimos como matéria é circulatório e fechado, já a energia é ondulatório e aberto. È isso que cientificamente difere matéria de energia”.

          Cel: você que é estudiosa deve lembrar-se que, anteriormente, existindo o dualismo mente e matéria, se tentou descobrir de que substância básica se compunha o universo. Para uns, a mente não passava de ilusão, ou era redutível a partículas físicas, pois era um “sub-produto” da matéria cerebral, isto é, mente igual matéria . Para outros, como as sensações relativas à matéria não existem fora de nossa mente, isso mostrava que matéria nada mais é do que uma idéia, isto é, matéria igual mente. Mas, nenhum cientista tinha ainda conseguido provar a mente, argumentavam os que afirmavam que tudo é matéria. Os novos físicos quânticos não discutiam isso; é que eles, também, não podiam encontrar qualquer substância mental, mas, e aqui vai o importante, também, nem eles nem os “materialistas” conseguiam encontrar qualquer substância material. Ilustrando isso, um físico disse: “Nossa concepção de matéria só é clara enquanto não a analisamos. Quando a analisamos, começa a se desfazer. A substância sólida, ou líquida ou gasosa da matéria é total ilusão. Perseguimos a substância sólida do líquido ao átomo, do átomo ao elétron, e aí a perdemos; a partir daí matéria não mais existe”.

         Como disse o filósofo e matemático Bertrand Russell, prêmio Nobel de (?): “O mundo pode ser chamado físico ou mental, material ou espiritual, ou ambos, ou nenhum, como quisermos; na verdade, as palavras não servem para propósito nenhum”. A mesma coisa já havia dito Krishnamurti: “A palavra não é a coisa; apenas o símbolo da coisa”. Enfim, os novos físicos destruíram o dualismo mente e matéria, destruição já iniciada por Einstein.

          O dualismo sujeito e objeto se tornou insustentável pela opinião da própria autoridade da física. Bronowski: “A relatividade deriva da análise filosófica que insiste em que não há um fato e um observador, mas uma junção dos dois numa observação; que o evento e o observador são inseparáveis’. E Schroedinger, pai da mecânica quântica: “O sujeito e o objeto são apenas um. Não se pode dizer que a barreira entre eles caiu, como resultado das recentes descobertas da ciência; essa barreira nunca existiu”. Evidentemente, não existindo o dualismo sujeito-objeto, só existe algo, uma só realidade, quer a chamemos de matéria ou de energia, ou mente, ou espírito, ou Deus (“a palavra não é a coisa”).

          Assim, os novos físicos tiveram de abandonar o dualismo de sujeito e objeto, onda e partícula, mente e corpo, espírito e matéria e, ainda, com ajuda de Einstein, o de espaço e tempo, energia e matéria, espaço e objetos. Os novos físicos provaram que tudo isso é ilusão. Como as costas e a frente são apenas modos diferentes de ver um mesmo homem, nenhum modo sendo mais real do que o outro, assim sujeito e objeto, psique e corpo físico, energia e matéria, são apenas modos diferentes de ver a mesma realidade.

          Inté, amiga.     

PS: sugiro que busque (o próprio fórum espírita já trouxe) o texto de Gilson Freire, médico e espírita, estudioso do assunto: “Da Física Quântica à Espiritualidade”. Ele explica bem o tema. Leia, se já não fez, “O Tao da Física”, de Capra; “O Espectro da Consciência” de Wilber. São vozes solitárias, mas um “montão” delas...

domingo, 11 de março de 2012

As desigualdades entre os homens.


      Origem das desigualdades

      Falávamos sobre a origem das desigualdades, tema de extrema importância para todos, sem exceção, porq elas são a causa de pensamentos, desejos, procedimentos, ações e obras desiguais e, consequentemente, destinos e sofrimentos desiguais; para uns, felicidade, para outros, as terríveis conseqüências advindas da, também terrível, lei divina de causa e efeito, a q muitos dão, erradamente, o nome de “karma” positivo ou negativo.
      Amigo “X” colocou: “Pelas minhas reflexões, considerar o início da existência dos Espíritos ao patamar de "simples e ignorantes", realmente nos arremete ao questionamento das desigualdades. Talvez possamos lembrar a resposta do Livro dos Espíritos, questões 82 e , 115 q dizem: “Criou-os simples e ignorantes, isto é,  sem saber, mas, a cada um deu determinada missão", isto é, missões q não foram iguais para todos. Creio que aí se encontra a origem das desigualdades”.
      Cel: o amigo tem razão, pois a DE (doutrina espírita) afirma q as missões foram desiguais, tanto q espíritos iguais não reagiriam desigualmente à imposição de missões iguais, concorda? Contudo, se dessa desigualdade de missões (q, conforme a doutrina, uns a elas se prontamente se submeteram, enqto outros “reclamaram”, ou foram recalcitrantes a respeito), se daí é que nasceram as desigualdades, levando a procedimentos desiguais, uns acertando, outros errando e, em conseqüência, sendo submetidos a conseqüências desiguais (felicidades ou infelicidades desiguais, responsabilidades e dores desiguais), com relação à lei de causa e efeito, como afirmar-se q a responsabilidade de ações desiguais cabe ao espírito? Eram todos iguais, e se tornam desiguais por efeito de missões desiguais que lhes são atribuídas, e não por vontade própria; assim, a responsabilidade por procedimentos desiguais, obras desiguais, sofrimentos desiguais, não cabe às criaturas.
      Não está na responsabilidade dos espíritos, mas na desigualdade das missões, pois, se as missões fossem iguais para todos, q são, segundo a DE, no ato da criação, idênticos sob todos os aspectos, todos eles reagiriam, qto a elas, de modo igual.
      Este tema das desigualdades é importantíssimo para todos, pois daí vêm as desigualdades entre as criaturas divinas, desigualdades em tudo q pensam, q escolhem, decidem, desejam, imaginam etc.; dessa desigualdade vêm as tremendas diferenças q fazem q uns se tornem “santos” e outros se transformem em monstros de perversidade e de perversão. Pois, de onde mais viriam tais diferenças? A felicidade ou infelicidade, das menores às mais intensas, dependem dos procedimentos desiguais q, por sua vez, dependem das desigualdades provocadas, inicialmente, por missões desiguais.
      E observe q a luta de todos os homens, do mais virtuoso ao mais defeituoso moralmente, seja uma luta no sentido do bem ou no sentido do mal, tem por objetivo conquistar a felicidade, seja aqui, agora, seja num futuro incerto. Essa é a maior aspiração dos homens, sem exceção de nenhum.
   
      X: Erroneamente completamos  a afirmação de "simples e ignorantes" com:  "Deus criou todos os espíritos iguais, simples e ignorantes!", o que não consta da resposta dada na questão.
      Cel: sim, meu amigo, não consta dessa resposta mas, deduz-se perfeita e facilmente de outras respostas e, sem dúvida, da concepção da existência, conforme as religiões, de uma Justiça perfeita, conseqüência de sabedoria perfeita e de um amor perfeito. Pois, se não fossem todos perfeitamente iguais no ato da criação, teria havido privilégios para uns, e não para outros, fato q destrói a concepção de justiça divina, e do qual, então se originariam as desigualdades.
.............................................


sexta-feira, 9 de março de 2012

O EGO CESSA COM A MORTE

         O EGO CESSA COM A MORTE

         Conversando com uma amiga:

         Cel: O Espírito reencarna o tempo todo, mas o “eu” não reencarna; não tem continuidade, não sobrevive à morte do corpo; morto o corpo, o eu morre; o Espírito continua; é infinito e eterno, mas esse Espírito não é um “espírito” individual (q isso não existe) q existia antes da morte do corpo; o Espírito que reencarna é a essência, o Espírito único e imortal, que está em tudo e q é tudo.  Como disse Paulo “Ele está à frente e atrás, à esquerda e a direita, acima e abaixo, dentro e fora...”, “Nele existimos, nele respiramos...”, “Ele opera em nós o pensar, o desejar, o fazer...”.        

         Amiga: Então você admite a reencarnação”.

         Cel: é evidente que existe reencarnação e milhões, bilhões, sei lá que quantidade de vezes todos os dias; há desencarnações e reencarnações, particularmente na hipótese de outros “n” mundos habitados, nessas “n” galáxias q nos rodeiam. Mas não de um “eu” separado, um “eu” q veio de uma encarnação anterior e q deixou o corpo físico; “eu”, espírito “individual” não existe; quem reencarna e desencarna, o tempo todo, é a Consciência que tudo permeia e que é tudo. Os cérebros e as experiências da vida, esta escola do bem e do mal, é que são diferentes, o q explica todas as desigualdades entre os homens.

         Amiga: “Acredita que o Espírito reencarna zerado? e que o EGO só é adquirido numa única vida sem nada na bagagem? Não é bem assim... a DE fala de espíritos...”

          Cel: bem, amiga, isso vem de depoimentos, testemunhos e revelações trazidas pelos mestres, de desde milênios antes de Cristo até nossos dias e, hoje, da ciência mais avançada do mundo.

          Amiga: “... só com o EGO totalmente desfeito é que o Espírito alcança essa paz. Raramente acontece, conta-se nos dedos os iluminados, temos milênios de História constatando isso.”

          Cel: contamos nos dedos aqueles de quem nos falam a história, os livros, as pessoas que souberam deles... essa é a verdade. Para muitos, só sabem de Jesus, q só com ele aconteceu isso, ou nem aconteceu porq ele já “veio” assim... Para outros, Jesus é apenas mais um homem ou nem existiu... para outros, só Moisés ou Maomé é conhecido... No entanto, essa afirmação é desmentida pelas tradições orientais e ocidentais, em extensa literatura. Sabemos, também, da dificuldade de nos libertarmos do ego, e sabemos que há quem o tenha feito; as dificuldades estão no ego e em sua eliminação, pois é ele mesmo q tem de chegar a perceber a necessidade de se tornar inoperante.

          Cel: há quem diga q muitos já vieram à vida, como missionários, p. ex Jesus, com esse sentimento de Paz absoluta dentro de si. Contudo, não é assim. Todos sofreram e pela observação do sofrimento sem fim em si mesmos e nos semelhantes, sofrimento aos quais nem as ciências, filosofias, psicologias, religiões, em fim, o mundo oferece solução, compreenderam que deveriam investigar o que causa os sofrimentos e qual o remédio a ser usado contra eles; assim, se determinaram a buscar um caminho que os libertasse e, eventualmente, o encontraram. Daí, sim, lhes veio a paz que revelaram dentro de si. Isso é o “conhecer a verdade q liberta”, é encontrar o Reino q “tudo o mais traz por acréscimo”.

          Amiga: “... tem que ter um motivo para as diferenças entre os níveis de consciência. Está certo que voltaremos para fonte, mas se todos cessassem o EGO com a morte do corpo físico, nem reencarnar novamente precisariam”.

          Cel: amiga, quais são os motivos que as religiões apresentam para as desigualdades de consciência? Lembra-se de quanto já falamos sobre as desigualdades, diferenças entre níveis de consciência? Nenhuma doutrina religiosa consegue explica-las satisfatoriamente, como tb não consegue explicar a razão do sofrimento; veja a DE: seres criados perfeitamente iguais se tornam gigantescamente desiguais; vc se aventura a sugerir uma razão para essa desigualdade? E lembre-se que essa doutrina afirma que de seres criados iguais, sob todos os aspectos, “desde o princípio” uns se dirigem para o caminho do bem absoluto, enquanto, outros, também “desde o princípio”, se dirigem para o caminho do mal absoluto!!! E diz, ainda mais, que tudo que procede de Deus, que é pura Perfeição, tem de ser perfeito!!! Analise e vc vai perceber que, nem as razões das desigualdades, nem as razões dos sofrimentos, as religiões do mundo conseguem explicar; apenas tentam. Colocam a causa, de todos os males e sofrimentos do mundo, na culpa dos erros dos homens; como diz a doutrina espírita, no uso errado q os homens fazem de seu livre-arbítrio. No entanto, o livre-arbítrio é, nada mais, q um artifício, talvez criado pelo estudo dos eventos do mundo, e com certeza com nobres intenções, numa tentativa de explicar o, para elas inexplicável sofrimento do mundo. Para as religiões, a explicação da existência do mal é porq ele é necessário, senão porq Deus o criaria, ou permitiria? E, se é necessário, sua necessidade é explicada q teve de ser criado para corrigir erros e desacertos dos homens porq quem agiu erradamente tem de aprender a não mais errar; o sofrimento é necessário, portanto, para o aperfeiçoamento do espírito q, segundo as religiões não foi criado imperfeito porq do Criador perfeito nada procede q seja imperfeito (aqui, obrigatoriamente, vem uma pergunta: onde, qdo, porq espíritos, q não eram imperfeitos, se tornaram possuidores das mais monstruosas imperfeições?).

      Para muitos, em particular os ocidentais, sempre tem de haver uma razão para tudo q acontece; nada existe q não seja necessário; dentro dessa idéia tem de haver uma razão para q exista o sofrimento, e a razão apontada, é q, corrigindo os homens, os levam rumo ao aperfeiçoamento, pelo caminho da evolução moral..

         Nós estamos acostumados, condicionados a crer q há uma razão para tudo; contudo, para as tradições místicas, isso é apenas ignorância. Para ilustrar este assunto, de uma tradição oriental, a historieta de três homens que viram um outro no alto da colina. Cada um aventou uma explicação: deve estar procurando seu cavalo; deve estar esperando um amigo; deve estar tomando a brisa da manhã; e foram até lá e o inquiriram: afinal, o q o amigo faz aqui? Ele respondeu: não, não procuro meu cavalo, nem espero o amigo, nem estou para apreciar a brisa da manhã; apenas estou aqui. 

      Esse simples “apenas estou aqui” é um absurdo para o ocidental; para este tudo tem ter uma explicação conveniente. Desse modo, dizem sábios, “para que as águas das ondas se esparramam sobre a praia? Para q nasce aquela flor na montanha inacessível?”, 

      Até mais.

A FILOSOFIA DO EU SOU - EU EXISTO?


      A FILOSOFIA DO EU SOU

      (Baseado nas palavras de dois sábios, Nisagardatta e  Ramana)                 

      Conversávamos sobre um texto que dizia:
      “O simples conhecimento sobre as coisas do mundo, sobre nós mesmos, sobre causas e efeitos de tudo q ocorre no mundo e em nossa vida, não é suficiente para a emancipação do espírito; esse conhecimento só tem valia para a sobrevivência, neste mundo “material”; necessitamos é de conhecer o “conhecedor””.

      Mas, quem é o conhecedor?

      Somos nós mesmos! O dualismo sujeito-objeto não existe, senão no mundo do espaço-tempo, no mundo ilusório, mundo de sofrimentos, em Samsara; logo o conhecedor é o único que existe: a subjetividade absoluta, aquilo a q dão o nome de Deus.

      Todos os conhecimentos, afinal, devem ser esquecidos para que “cheguemos” a conhecer o conhecedor, nós mesmos, a consciência total. Por isso, no Budismo Zen, todo o trabalho pode ser definido com uma única palavra: “Esvazia-te!”.

     Existe somente uma consciência, a consciência q tudo abrange e q é tudo, a Consciência Universal, a q as religiões dão nome de Deus; existe só essa consciência e nós somos essa consciência (Paulo: “Ele está acima e abaixo, à esquerda e à direita, à frente e atrás, dentro e fora!”; “Nele vivemos, nele respiramos!”; “Ele opera em nós o pensar, o desejar, o escolher, o fazer!”).

      Podemos conhecer muitas coisas, mas qual é a finalidade de todo esse conhecimento, senão para a sobrevivência neste mundo ilusório, se o conhecedor não é conhecido? Sem o conhecimento do conhecedor, continuaremos na ignorância, na roda infindável de sofrimentos e não pode haver paz, nem felicidade. 

      É o que afirmam todos os mestres: o conhecimento apenas aponta a lua; não é a lua. Para chegarmos à Lua, temos de abandonar todos os conhecimentos; serão apenas estorvos a preencher a mente; eles, apenas, apontam a Lua. Se ficarmos observando os dedos que apontam para a Lua, nunca chegaremos a ela (Osho).

      Enquanto você acreditar que é um corpo, você atribuirá causas a tudo. Isto não significa que as coisas não têm causas. Cada coisa tem causas inumeráveis, que se arrastam desde o remoto passado. E isso é assim como é, porque o mundo é assim como é. Nós, neste mundo ilusório, somos o resultado exato de todas as causas e efeitos q ocorreram antes deste instante presente, em nossa linha ascendente, desde os mais longínquos antepassados e, antes deles, as causas e efeitos q contribuíram para sua existência. Cada causa cobre o universo nas suas ramificações sem fim. No entanto, na verdade, não há causas, mas apenas uma: a sua ignorância do seu Ser real, o qual é perfeito e além de qualquer causa. Porque todo o universo é responsável por qualquer acontecimento, e você, embora não perceba, agora, é o próprio universo e a fonte do universo.

      No fim das contas, lá no íntimo, você sabe que não há pecado, não há culpa, nem penas, nem retribuição; há apenas vida, nas suas transformações sem fim, no mundo da manifestação. Com a dissolução do “eu/ego/mente individual, o sofrimento pessoal desaparece (pois o ego é o fazedor das ilusões). O que permanece é a grande tristeza da compaixão (amor incondicional pelos semelhantes), o horror da dor desnecessária, pois todos os males e sofrimentos são gratuitos; não têm razão de ser; por esse motivo, todos aqueles q compreenderam, movidos pela compaixão ante os sofrimentos dos semelhantes, só cessaram de tentar ensinar-lhes o “caminho”, qdo a morte lhes cerrou os lábios.

      Foi essa compaixão que levou muitos à morte, por não se calarem na tentativa de, aos demais, apontarem a Lua. E a dor não é necessária; apenas nos acontece porque somos vítimas da ilusão de que existimos como um “eu”, ou espírito, q tem de se defender dos outros “eus” e do mundo ameaçador ao derredor. Aqui, se percebe o logro da reencarnação do “eu”. O “eu” é falso; só o “EU” é real.
      Só há problemas quando você se prende a alguma coisa, aos atrativos do mundo. Quando você não se prende a nada, nenhum problema aparece. O abandono do menor é o ganho do maior. Abandone tudo e ganhe tudo. A vida se torna o que deveria ser: pura radiação de uma fonte inexaurível. Sob essa luz, a luz da verdade, o mundo aparece, pálido como um sonho, e surge o Real.
      Novamente, percebemos os apegos e a necessidade de, para eliminá-los, eliminar o ego.
      O estado natural só pode ser descrito pela negação, como sendo não causado, não dependente, não relativo, não divisível, não composto, não abalável, não questionável, não alcançável pelo esforço. Toda definição positiva vem da memória condicionada e é, por essa razão, inaplicável. E mesmo assim o meu estado, o seu estado, o estado de todos, é supremamente atual e por essa razão possível, realizável, alcançável.
      O segredo é a negação de tudo que nossos sentidos, desejos... percebem e querem. Se tivéssemos discernimento ou compreensão suficiente e a coragem “total, absoluta”, de fazer essa negação ou abandono agora, estaríamos iluminados; mas não temos, pois há tantos apegos! A família, os compromissos, as responsabilidades, os deveres... e, assim, continuamos escravos das ilusões...
      Todo pensamento está na dualidade. Na identidade real com a consciência, que sempre foi e é nossa identidade real, não há dualismo, não há pensamento.
      Mas, então, eu não volto para uma nova vida? Você não volta porque você não existe como um “eu”; só Deus existe. O “eu” é irreal; só o “EU” é real!
      Desigualdades, sofrimentos, gozos, atribulações tudo nasce da ilusão da armadilha da vida, em que caímos, e na qual somos mantidos pelo ego...
      Perceba como estas palavras fazem estranhas todas as concepções reencarnacionistas!

      Até mais...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sobre o caminho q trilhamos



          Resposta a um amigo:

          O amigo escreveu:
          “Não há como perder o caminho, pois todos estão no caminho certo e tudo está na mais perfeita ordem”.

          Cel: meu amigo, vc já olhou o mundo ao seu redor; os sanatórios, leprosários, os manicomios de gente esquecida pela sociedade e pelos proprios pais e filhos, por todos? Os hospitais com seus doentes cheios de dores atrozes, os cancerosos? Os que vivem sob aquela ponte, ou dos lixões das cidades? Os viciados de todos os tipos, destruindo o próprio cérebro, a própria vida e família e a dos outros? As penitenciarias, os miseráveis q não conseguem um pedaço de pão? As crianças abandonadas nas ruas, presas fáceis de  criminosos, traficantes, da ‘vida fácil’, dos mais variados crimes? Já soube q violentaram e assassinaram aquela menininha indefeza, alegria do lar, na frente dos pais? Já ouviu falar dos crimes hediondos que os homens, criaturas de Deus, da fonte de toda Luz, praticam por duas moedas? Das mutilações, amputações de pés de crianças, a machadadas para q, qdo adultos, não sejam adversários perigosos?

          Olhe ao seu redor, meu amigo, conheça a história do homem desde o mais remoto passado, as guerras destruidoras de homens e de tudo que homem construiu! As epidemias; os desastres naturais, que tudo arrazam, e são causa de sofrimentos inenarráveis! As próprias religiões levando a humanidade a toda espécie de ilusões!    

          Amigo, saia do domínio das ilusões e olhe o mundo! O caminho para Deus não é o auto-hipnotismo! Nem o elogio fácil, nem o fazer saber o que vai ocorrer hoje, amanhã ou em alguns meses ou anos. O caminho para a fonte de toda Luz, não é pregar o amor ao próximo, o perdão, o realizar serviços e sacrifícios em prol dos semelhantes. O caminho está, sim, em se encher de amor, mas ainda esse não é o objetivo final; este é o “conhecer a verdade q liberta”, como disse Jesus. Qdo chegarmos ao “conhecer a verdade”, nasce, em nosso íntimo, espontaneamente, o verdadeiro amor; um amor que não exige condições para se manifestar, isso sim. Esta é verdadeira “regra para a salvação”; as demais regras constantes dos mandamentos e éticas religiosas são, apenas, “regras de bem-conviver e de bem-sobreviver”.

          Então, meu amigo, tudo está, mesmo, como vc afirma, na mais perfeita ordem?! Todos estão verdadeiramente no caminho certo?            

          Se alguém não teve ainda dores, por certo,  mais dia menos dia, as terá, pois o sofrimento, de uma ou outra espécie, alcança a todos, sem exceção.
          Assim, ninguém dirá que está tudo na mais perfeita ordem.

          O amigo escreveu:
          “De qualquer forma, é o caminho deles e não cabe a mim, a você ou a qualquer um julgar. Meu foco é em minha caminhada e só quando percebo uma oportunidade de expressar algo que ajude os outros a remover uma trava conceitual ou quando uma mensagem me toca é que me manifesto”.

          Cel: amigo, e este “espaço”, e a vida toda,  não são oportunidades de ajudar os semelhantes? O que vc e eu estamos fazendo aqui? Apenas observando? Perceba quantos, aqui mesmo, estão necessitando de ajuda!

          Amigo, vc se lembra de Jesus? Conhece mestres e sábios que se iluminaram? Nenhum deles permaneceu calado, com os olhos só voltados aos próprios interesses, ao seu próprio caminho, ou esperando oportunidades de ajudar; eles foram em busca dos necessitados, principalmente de ajuda mental/psicológica, para lhes indicar o caminho do conhecimento da verdade,  num tentativa de levá-los a se dessedentarem com a indicação de como entrar no caminho da Luz. A todos aqueles que alcançam a verdade, a Luz verdadeira, desperta-lhes um amor “quase insuportável” pelos semelhantes e não mais se calam na tentativa de lhes mostrar o caminho. Só cessam de falar quando a morte lhes fecha a boca. Quem tem a luz, se dedica firmemente a leva-la aos que dela nacessitam. Não a coloca “sob o alqueire”, esperando oportunidades, mas “sobre o velador para que ilumine a todos”; e não espera que o outro venha se colocar debaixo da luz; leva-a consigo, para onde for e a esparge sobre todos.

          Amigo escreveu:
          “Enquanto estivermos lendo tudo com os olhos da limitada mente humana e não aprendermos a sentir se a vibração do texto carrega uma informação útil para nossa caminhada pessoal,  continuaremos presos a análises e julgumentos do externo, ou seja, presos no jogo do Ego (mesmo achando que somos os seres mais conscientes do mundo). A verdade é indizível e cada um deve experienciá-la internamente, dentro de suas vivências pessoais”.

          Cel: meu amigo, suas colocações estarão perfeitamente corretas se feitas do ponto de vista do iluminado; mas os demais não as compreendem ainda. Por isso o iluminado desceu ao nível do homem comum e a estes, nesse nível, se expressou. Se o amigo já se iluminou, embora não tenha descido ao nível do homem comum, eu lhe pediria, como pediu Confúcio a um homem que chegou “lá”: “Espero que me permitas seguir teus passos”.

          O amigo escreveu:
          “Grato pelo q vc escreveu antes desta mensagem, pois me deu a oportunidade de expressar meu sentir”.

          Cel: o amigo não concorda comigo que nunca devemos esperar a oportunidade de expressar nosso sentir? Devemos, sim, procurar ensinar o que cada um deve fazer, não para sentir amor, mas para “ser” amor; mas não somente ensinar cada um deve fazer; é muito mais do q isso; é ensinar o fazer, q ninguém e nem qualquer religião ensinam e não ensinam porq não sabem, porq só têm a atenção voltada para suas crenças, esquecendo-se q existem tantas outras. Contudo, simplesmente as descartam, ou por preconceito ou pela confiança demasiada q depositam em suas crenças. E assim podem estra deixando de conhecer coisas de extrema importância para a emancipação espiritual.
...............................................
         

A questão das desigualdades


     
      Amigos,

      Conversa com o amigo “X”:

      Cel: Quem poderá explicar esta questão da codificação espírita: LE/124 - “Há espíritos q, , seguem o caminho do bem absoluto e, outros q, , seguem o caminho do mal absoluto”?

      “X”: O que o amigo achou estranho na resposta dos espíritos? Acha isso não admissível para o espírito que é criado simples e ignorante? 

      Cel: estranho, não! Mas, totalmente ilógico, absurdo e conflitante com outras respostas de espíritos! É completamente incoerente essa desigualdade inicial, sem razão alguma apontada pela DE: uns seguem, , o caminho do bem (q é o mesmo que dizer q uns se tornam bons desde o princípio!); outros seguem, , o caminho do mal (que é o mesmo que dizer q, outros, desde o princípio, se tornam maus!). Isso é enorme absurdo pois, no princípio . Esta “estranheza” nem vc, ninguém e nenhuma crença ou religião a consegue explicar. Há muitas questões do Livro do Espiritos, e nas doutrinas de outras crenças ou religiões que, afinal, nada explicam! Se alguém tem explicação, para essa questão acima citada, peço-lhe q a comunique para nós, isto é, explique-as com suas palavras, do modo como vc as compreende.     

      “X”: Minha resposta veio da Doutrina Espírita apenas pra confirmar ao amigo que tudo que escrevo está escrito na codificação de Kardec.

     Cel; pois aí é q está o mal; vc tem tanta confiança nas fontes de onde emanam as msg de espíritos q nem mesmo percebe as incoerências; eu o compreendo porq já fui também assim: não percebia as estranhezas q estavam frente a meus olhos, tanta confiança depositava nas fontes! Felizmente, abri os olhos e pude ver melhor.

      X: Se o amigo não acredita no que foi ditado pelos espíritos, como poderá acreditar no que vou escrever? Como poderei modificar algo apenas para atender ao amigo?

      Cel: meu amigo, não é para vc modificar qualquer coisa; é para vc explicar com suas próprias palavras, pois a DE não traz respostas para a questão. Pois, se, por ela, há perfeita e absoluta igualdade entre todos (não fosse assim, onde estaria a justiça?), no princípio, como se explica q, , uns vão para o bem absoluto, eqto outros vão para o mal absoluto?! Essa afirmação da DE é destituída de lógica e conflitante, uma contradizendo a outra, percebeu? 

      X: Digo-lhe uma coisa: O pai e a mãe podem ter cinco filhos e todos não são iguais na questão moral! O amigo saberá dizer por quê? Deveria na verdade ser iguais são gerados na mesma genética e criados no mesmo ambiente.

      Cel: reflita, meu amigo: muitas coisas influem para nos fazer como somos, entre elas a genética, as lições incessantes vindas das experiencias da vida, as influências do organismo da mãe sobre o feto, a temperatura, os condicionamentos impostos pelas tradições, costumes, culturas, religiões, sociedade etc etc... Se não é assim, me diga como vc explica. Não coloque questões da codificação, pois elas não têm respostas para a desigualdade inicial!

      X: Para que o amado amigo consiga entender o que está sendo escrito precisa trocar o termo que está usando para qualificar o espírito que está errando; não o chame de mau, chame de ignorante; foi dessa forma que o Criador finalizou a sua criação; a explicação é q uns seguiram logo o caminho da evolução, e outros ficaram presos na sua ignorância de criação.

      Cel: meu amigo, observe q nisso q vc colocou já existe uma desigualdade entre espíritos. A questão é: o que é que desfaz a perfeita igualdade inicial? É evidente q todos são diferentes espiritualmente; basta olhar o mundo. Mas sua resposta acima nada explica pois, primeiro: se somos ignorantes porq Deus nos cria ignorantes, qual é a nossa responsabilidade pelos erros q cometemos por sermos ignorantes? Porq se aplica a nós a terrível lei divina de causa e efeito, a lei da semeadura, por errarmos ? O Criador nos faz ignorantes e somos responsáveis por errarmos, , por sermos ignorantes?!!! Segundo: se desde o principio erramos, os erros são conseqüência da ignorância, com q Deus nos cria, concorda? A responsabilidade cabe à ignorância; contudo, quem sofre as conseqüências dos erros somos nós!!! Terceiro: não é absurdo dizer q erramos por sermos ignorantes e, depois, sofremos por sermos ignorantes? Se é assim, onde estarão o amor, a justiça, a sabedoria divinas?!!

      Peço q me explique essas estranhezas se puder, em particular a questão de . Qual a causa das desigualdades já de desde o princípio? Vc não conseguirá explicar; mas, não se sinta embaraçado por não conseguir pois, nem  sua  doutrina, nem religião, consegue explicar! E, infelizmente, desse assunto tão importante, pois da desigualdade inicial vêm todas as demais desigualdades, tornando uns voltados para o bem e, em conseqüência, para a felicidade, eqto outros se voltam para o mal, enchendo-se das mais monstruosas imperfeições e, consequentemente, para enormes sofrimentos e infelicidade.

      E essa explicação existe, sim, mas só a encontrarão aqueles q tiverem sincera determinação para encontra-la. Ela está “além” das religiões q conhecemos, além das religiões populares ou organizadas segundo livros ditos sagrados. Por isso, sábios afirmaram: “As religiões impedem o acesso à Verdade!” e: “Aquele q se liga a religiões é imaturo! Está, ainda, no jardim da infância (das coisas do espírito) e, dificilmente, chegará à graduação universitária”.

       Um abraço.