terça-feira, 17 de julho de 2012

O "MARAVILHOSO" QUE MUITOS AMAM, É O "HORROROSO", QUE TODOS DETESTAM !


      O “maravilhoso” que muitos amam, é o “horroroso” que todos detestam!

      Um amigo escreveu:

      “Seja este mundo ilusão ou não, sempre haverá motivações, circunstâncias, pessoas, lugares, acontecimentos, progresso, pensamentos, ações, colônias, esferas, sonhos, músicas, poesias, aventuras, enfim tudo o que existe ou não existe, mas que tem nome: vida; é isso; é maravilhoso, não morre, não acaba, não se extingue, não para, sempre progride, sempre avança, e eu amo isso. É infinito!”.

      Cel: meu querido amigo; permita-me fazer um reparo “pequeno”, mas de “gigantesco” significado: esse “maravilhoso”, q não morre, nem acaba, nem se extingue e que o amigo tanto ama, é, ao mesmo tempo, o “assustador” e o “horroroso”.
      Nesse “maravilhoso” q o amigo vê e sente, e q com ele se sente maravilhosamente bem, pois o ama, estão cânceres, dores sem fim, deformações mentais e físicas, amputações a machadadas; está o assistir, sem nada poder fazer, sua filhinha, a alegria da casa e sua razão de viver, ser cruelmente estuprada e assassinada.
      Nesse “maravilhoso” estão a loucura, cegueira, miséria, fome, humilhações, injustiças, exploração do próximo, perversões e perversidades, devassidão, corrupção, vícios, mentiras, assassinatos; desgraças e tragédias.
      Nele estão guerras, epidemias, tsunamis, terremotos e inundações q destroem vidas e tudo aquilo q o homem construiu em muitos anos de suor e esforços; estão vinganças, crueldades, desejos os mais baixos e perigosos, epidemias, plantas e animais peçonhentos, pragas, transmissores de doenças, bactérias, vírus, fungos; estupradores e pedófilos.
      Nele estão a cocaína e todas as terríveis drogas q levam crianças, jovens e adultos à morte e à loucura, e seus pais a sofrimentos tremendos,... e mais uma lista sem fim de miséria e podridão q o “maravilhoso” mostra para todos, para mim e para você, desde o começo da história conhecida dos homens, no seu dia-a-dia...   
      Esse “maravilhoso”, q o amigo ama, é o “horroroso”, q o amigo detesta qdo toca em sua pele, e que todos odeiam; é o preço da ilusão em que vivem os homens, você, os seus queridos, eu e meus queridos.
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A ESPONTANEIDADE DO AMOR


      Conversa com um amigo:

      Cel: É verdade, amigo; se não houver amor/fraternidade em nosso coração, não chegamos “lá”; nossa cabeça estará “ocupada” por pensamentos de inveja, ódio, ciúmes, desejos escusos etc e não conseguiremos acalmá-la para a tranqüilidade necessária para o trabalho de eliminar o ego (q, é realizado pela meditação).

      É evidente que a caridade não deve ser feita tão somente por ser ela, como você diz, a responsável pelo “progresso”; se a caridade é praticada com qualquer objetivo, ou por qualquer motivo, não será genuína, concorda? Será uma virtude forçada, imitação, por interesse, falsa; logo não é virtude! Qualquer virtude tem de ser espontânea, senão não é virtude. O homem virtuoso nem sabe que o é. E a fraternidade, que nada mais é do que amor, sempre foi o objetivo dos mestres e do Mestre Jesus. Mesmo praticada forçadamente tem seu valor pois beneficia o próximo e concorre para uma vida mais harmoniosa entre os homens; no entanto, para quem a pratica porque os mandamentos, a ética religiosa, o exemplo dos mestres, ou o interesse de ganhar méritos, levam a praticá-la, esse  ato virtuoso a nada leva.

      E veja que o amor/fraternidade é produto do desfazimento do ego. E quando este se desfaz, você vê que nunca foi egoísta, orgulhoso, mau; tudo isso era apenas a interpretação equivocada de nós mesmos e da vida, através da visão embaçada do ego.

          Um abraço.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012

SOBRE O OBSTÁCULO Q NOS SEPARA DE DEUS


      Olá, amigo VV

      VV: Pelo que já pude constatar, todas as nossas escolhas certas e equivocas partem do Ego - uma espécie de defesa natural - que todos os seres humanos possuem e que daí derivamtodas as desigualdades. Estou correto? Esse ego sendo fruto da união do espírito com a matéria já estaria previsto por Deus, estaria correto novamente? 

      Cel: estaria previsto por Deus?! Veja, amigo, quem conhece Deus? Apenas podemos ‘imaginar’ o q seja e isso através daquilo q as religiões, todas cheias de falhas, incoerências, contradições, nos transmitem. E mesmo sem conhecê-lo, lhe conferimos uma série de atributos, sempre baseados (ou copiados) nas virtudes dos homens, é verdade q elevadas à máxima potência.
      Mas, quem O conhece? As próprias crenças nos mostram sempre um Deus poderoso, cheio de amor, justiça e sabedoria mas, ao mesmo tempo, vingador (“a vingança pertence ao Senhor!”), punidor (penalidades terríveis q podem se estender, ou eternidade afora, ou em “multiplicadas encarnações doloridas, por milhões de anos”); justo e sábio, mas q só sabe criar seres q só entendem a linguagem da dor, e um processo para ensinar seus filhos a evoluirm, cujo método mais usado e mais eficiente são as ‘chicotadas’ dos mais terríveis, torturantes e insuportáveis sofrimentos! (Conforme podemos deduzir dos ensinamentos das próprias religiões!).

      VVC: Outra dúvida, amigo Coronel, a vida é um vai e vem de experiências; gostaria de refletir se ela age por contra própria, executando a vontade do Criador, e o ego responde de acordo com o que a escola da vida lhe fornece respondendo e interpretando os acontecimentos da vida, sentimento por pessoas e etc e conseqüentemente disso resulta seus atos .

      Cel: vamos ver; a vida é um ser, uma entidade dotada de inteligência e de vontade própria? Qdo dizemos q é a vida que nos traz experiências/lições, estamos nos referindo a esse Todo e Absoluto e Infinito ‘organismo’ (?) universal, cujo movimento irresistível nos leva, a nós e a tudo, daqui para lá e de lá para mais além; q cria e movimenta o universo todo, desde seus mais ‘insignificantes’ quanta de energia às mais gigantescas galáxias; estamos nos referindo a tudo q esse organismo/mecanismo produz, e q exerce influências (benéficas ou maléficas, agradáveis ou desagradáveis) sobre tudo, desde os mais simples fenômenos, sejam quais forem, a pensamentos e suas expressões, sentimentos, sofrimentos, felicidade ou infelicidade... aí, estão incluídos os ensinamentos q levam àquilo q chamamos de ‘bem’, e àquilo q chamamos de ‘mal’; aí estão as palavras e os exemplos de santos e iluminados, de mestres e de facínoras, Gandhi e Hitler, Jesus e Calígula . Tudo influenciando tudo, pois tudo é interdependente e, afinal, uma coisa só.

      VV: Nós não escolhemos, estamos condicionados a culturas, condutas de ética de milênios de anos antes de nós, é a vida que escolhe e nos influencia ou o ego quem escolhe?

      Cel: nós, neste mesmo instante, somos o resultado de todas as causas e efeitos q aconteceram, em nossa linha ascendente, desde os mais remotos antepassados, e dos fenômenos q lhes deram existência, até este mesmo instante. As lições/experiências q a vida proporcionou, desde aquele longínquo passado, nos levam a sermos bons ou maus, solidários ou egoístas, humildes ou orgulhos, enfim, a todas essas características opostas q os seres, neste instante, apresentam no mundo. Ninguém é bom ou mau simplesmente porq deseja ser bom ou mau! A vida nos leva a ser o q somos; não somos nós, mas a vida q molda e constrói nossos destinos, nosso futuro; q constrói ou molda nossa vontade, desejos, decisões (“é o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer!”).

      VV: Outra dúvida, é a própria escola quem decide quem vai evoluir ou não? A vida sabendo que o Ego filtra e tem uma tendência a cometer equívocos, por essa razão não para de suscitar acontecimentos, histórias, acções até que o Eu verdadeiro decida calar o que lhe entrava a visão mais perfeita?

      Cel: vemos a vida através das interpretações q o ego dela nos traz; o ego, através de nossos sentidos de relação com o mundo, nos faz acertar e errar; mais o mais grave: impede q saibamos quem e o que realmente somos; nos dá a certeza de q somos independentes e separados de tudo q está ao nosso redor, pois vemos e sentimos o universo em  volta e fora de nós. Podemos até dizer q é a vida quem decide quem vai evoluir ou regredir pois, por suas experiências/lições incessantes, eleva ou diminui nossa compreensão do mundo. Porém, isso a q damos o nome de evolução não se refere ao espírito, mas a um crescente (e eventual) amadurecimento da compreensão do próprio ego, de q ele mesmo é o entrave para a emancipação espiritual; de que ele é q contém, em si mesmo, tudo aquilo a q damos o nome de imperfeições e defeitos morais, de que deve cessar com suas operações. (“Aquieta-te e sabe: eu sou Deus”, isto é, faça q seu ego se cale, cesse suas operações e saiba q quem agora está aqui, não é mais você; é Deus). O espírito, como já vimos é ‘o’ Espírito, a Consciência universal, a Essência divina, q cria tudo, está em tudo e é tudo. (“... tudo foi criado por Ele e sem Ele nada foi criado!”, ou “nele vivemos, nele respiramos...!”, ou “Ele está acima e abaixo... dentro e fora...!”).
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domingo, 15 de julho de 2012

A ORIGEM DAS DESIGUALDADES INICIAIS - O NÃO TEM CULPA


      “Na origem da criação”.‏
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      VV: Lhe envio a cópia do dialogo que tive com  o amigo X acerca das desigualdades de escolhas que os seres humanos fazem, e que, segundo a Doutrina, o mal daí deriva .

      VV: Como o amigo X disse... “Deus, no começo da criação, é quem conduz os espíritos, pois esses ainda se encontram na infância espiritual, não são detentores de um possível livre arbítrio”.

      Concordo, faz todo o sentido. Só após desenvolver mais seu intelecto, o espírito já pode utilizar-se desse atributo. No LE/262, a resposta é a mesma que me expressei no dito acima com outras palavras, obviamente. O LE assim responde...:
      “Deus supre a sua inexperiência traçando-lhe o caminho que deve seguir, como o fazes para uma criança desde o berço. À medida que seu livre arbítrio se desenvolve, ele o deixa pouco a pouco, livre para escolher”. 

      Cel: amigo, essa é apenas a visão da doutrina dos espíritas! O livre-arbítrio nada mais é q uma ilusão; podemos afirmar q livre-arbítrio não passa de um “artifício” (nobre, é verdade, pois talvez criado com boas intenções, ou talvez inconscientemente, ou pelo refletir e raciocinar de religiosos) usado para as religiões tentarem explicar (o inexplicável para elas)  males e sofrimentos do mundo.

      Nós acreditamos q nossas escolhas são , mas estão, todas elas, sem exceção, sólida e irretorquivelmente, às experiências do passado, ao q a vida já nos ensinou.

      A verdade é q acreditamos, também, q o tempo todo, desde q abrimos os olhos, até q os fechamos, estamos fazendo escolhas (mesmo q não sejam escolhas livres) mas, isso, também, é apenas ilusão nossa. Não escolhemos, nem decidimos nada; apenas pensamos q decidimos e q, pela nossa livre vontade, estamos escolhendo isto e aquilo; mas, não é verdade. Podemos afirmar q é a vida, esse Todo Absoluto, infinito e eterno, q decide por nós; ou, como diz a ciência moderna, q é a Subjetividade Universal, Sujeito Único e Absoluto, q escolhe.

      A ciência mais avançada do planeta, desde há um século, investigando o “transcendental”, assegura: “a escolha não é nossa!”; do mesmo modo, sábios dizem: “aquele q pensa q escolhe é imaturo; está ainda no jardim da infância (das coisas do espírito) e, dificilmente, chegará à graduação universitária!”.

      VV: Amigo X, gostaria de refletir com sua resposta: sendo Deus o responsável por conduzir suas criaturas lá no início, deduzirei que o pai, nosso criador de infinito amor e sabedoria, nos levaria aos melhores caminhos, pois dele nada procede que seja ruim ou injusto. Mas, logo que desenvolve um pouco de independência, os espíritos se transviam do caminho, escolhendo na maioria das vezes destinos tortuosos e conseqüentemente sofrimentos para si.

     Meu Deus, o que terá causado isso? O que Deus reservou para cada um de seus filhos lá no início e que o levaram a serem mais racionais, porém, recalcitrantes ao ponto de passarem inúmeras vidas sofrendo presos aos seus próprios degredos?

      Cel: esse é um questionamento perfeito, mas q, as doutrinas e seus seguidores não aceitam, e não têm resposta para ele. Tudo q dizem é q, por terem livre-arbítrio, escolhem, à sua conveniência, por sua livre vontade, a felicidade ou a infelicidade, gozar ou sofrer! Obviamente, essa resposta é absurda!...
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      Viajante: Existe ai, um grande questionamento a ser feito . Os espíritos da codificação dizem claramente que somos responsáveis por nossas escolhas, embora tenhamos sido criados sem conhecimento nenhum, mas com as mesmas chances de evoluir. A coisa piora ainda mais, quando dizem que é Deus que conduz os seres inteligentes no início de tudo até atingirem um certo grau de intelectualidade para assumirem as responsabilidades de seus atos. Mas, como dizer q, após terem uma certa independência do criador, os seres criados pela infinita sabedoria, agora mais desenvolvidos intelectualmente, se tornam recalcitrantes a ponto de escolherem passar por terríveis sofrimentos . Se é Deus, perfeito, que nos conduz e escolhe nossas missões, porque então haveria de a maioria dos espíritos escolherem sofrer, podendo escolher serem felizes quando tem a capacidade de decidir sua vida?

      Cel: exato! Porquê?! Para as religiões populares, essa pergunta não tem resposta. Não conseguem explicar a causa dessas incoerências pois, para elas, na criação todos somos iguais e o q desfaz essa perfeita igualdade é o fato de, pelo livre-arbítrio, escolhermos desigualmente. No entanto, não se lembram de que, sendo, no ato da criação, todos iguais, sob todos os aspectos, inclusive nas faculdades intelectuais (senão, como dizem, onde estaria a justiça divina?) nossos livres-arbítrios forçosamente, de início, também, são iguais!

      Ninguém, das religiões populares, tem explicação para o q é q desfaz a perfeita igualdade inicial!  E não têm porq não admitem (ou não raciocinaram a respeito, ou por preconceito...) q as desigualdades, q levam, é evidente, uns a escolherem este caminho e, outros, outros caminhos, são provocadas pelo desfazimento daquela perfeita igualdade primitiva, pelo próprio Criador, ao, já no início (como diz a doutrina), conferir aos espíritos missões desiguais (tanto q uns aceitam e outros reclamam).   

      Esses são ensinamentos das doutrinas: têm de apresentar uma explicação do porq há sofrimentos e, como para elas, o mal não vem do Criador, forçosamente, tem de vir do criado, o único agente ativo restante (depois q Satanás se aposentou).         

     Mas, vamos ao q interessa: primeiramente: os espíritos, nós, como já vimos, nada escolhemos; a escolha não é nossa! Segundo: os sofrimentos são inerentes à vida na matéria. Doenças, desastres naturais, etc vêm da natureza da matéria dos seres e da natureza do mundo. Desentendimentos, conflitos, guerras, crimes, injustiças, humilhações, violência etc vêm do raciocínio e conclusões de mentes limitadas e finitas, da ignorância em q estão mergulhadas, provocados pelo receio do “eu” ao deparar com o “não-eu”, o mundo ameaçador e os outros “eus”, ao derredor, dos quais, a todo custo, tentamos nos defender.

     A ignorância produz o medo; este traz a necessidade de nos defendermos contra todos e contra tudo e, dessa necessidade, nasce o ego/egoísmo, q nos acompanhará até q o matemos, ou até q morramos nós. Portanto, observe q o egoísmo é um sentimento natural a todos os seres vivos, ninguém é responsável ou culpado por ser egoísta; no entanto, pelas doutrinas, muito do q os homens sofrem e fazem sofrer, vem, exatamente, do fato de serem egoístas; a divina e terrível lei de causa efeito, alcança os possuidores da “maior chaga da humanidade” e os pune implacavelmente (segundo, tb, a doutrina).
      Mas, tudo isso não passa de interpretações equivocadas; a verdade não é essa! Mas, as crenças populares acreditam q é e seus seguidores sofrem pela ignorância em q permanecem!
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Porq e para quê os sofrimentos? Para quê o aprendizado? Para quê tudo isso? Essas coisas não serão apenas concepções das religiões?


      Olá, amigos!

      O amigo VV escreveu: Deus criou os espíritos sem ciência, com o objetivo de chegarem à perfeição = Deus.

      Cel: não será isso apenas um conceito das religiões do mundo? Como, no mundo, há sofrimentos, e como, segundo as crenças, há um supremo amor e uma suprema justiça, o modo de explicar a existência dos sofrimentos é q os homens, por serem imperfeitos, cometem absurdos e q estes, por sua vez, dão origem aos sofrimentos.
      Contudo, as religiões não levam em conta esse mesmo supremo amor, q teria, pela concepção delas, criado espíritos destinados a ingentes sofrimentos, como, mesmo até hoje, não levam em conta o fato de q, esse mesmo supremo amor e essa infinita sabedoria, tenham criado e estejam criando seres com possibilidades, facilidades, inclinações, aptidões, habilidades, desejos e plena liberdade para q se encaminhem pela estrada do bem ou do mal, nesta podendo cometer as mais variadas e terríveis espécies de mal e, depois, serem penalizados pelo q fizeram.    

      VV: Logo, munidos de um livre arbítrio, que os coloca a escolha de ser ou não ser perfeito, Deus pode ou não ver seus filhos atingirem o objetivo.

      Cel: aí, no q o amigo escreveu, não há uma falha em relação ao comportamento dos homens, pois quem não deseja ser feliz? Quem não deseja atingir a perfeição se ela é a portadora de total felicidade, senão o desequilibrado mentalmente? 

      VV: Sabendo disso, Deus, criou a dor ou sofrimento para obrigar seus filhos a seguir a lei? 

      Cel: está questão está prejudicada pelo q vimos acima. A estranheza q ocorre tem a mesma resposta acima: pois quem não deseja atingir a perfeição, a absoluta felicidade?  
      E o Criador não criou qualquer sanção referente ao não cumprimento de sua Lei. O sofrimento é inerente, ou próprio, da vida na carne. E não há sanção, porq não há obrigações a cumprir, nem aprendizado a aprender, nem quem necessite aprender!

      VV: Ou porque Deus mandaria seus espíritos para um mundo sujeito a tantas dores e dificuldades, se saberia que eles iriam se apegar e por isso sofreriam?

      Cel: meu amigo, sua pergunta é lógica e vem naturalmente àquele q está estudando, refletindo, questionando. Veja: nem Deus manda seus espíritos para os sofrimentos do mundo, nem os espíritos merecem ou aprendem com essas dores e nem se apegam a qualquer coisa. Como disse acima, os sofrimentos vêm da vida junto da, ou na matéria; e não é o espírito/alma q tem algo a aprender e a sofrer pelos erros q pratica; sofrimentos, imperfeições, erros são, tb, inerentes à vida corpórea; imperfeições, defeitos morais estão apenas na mente individual, no ‘eu’ chamado inferior, no ego, este originado da ignorância e do conseqüente medo, e originador  do egoísmo; o espírito é perfeito como o Criador, dentro de nossa concepção, é perfeito. Não existem espíritos individuais, separados uns dos outros; os espíritos são “o” Espírito!

      VV: Quem pode responder essas perguntas? Afinal, qual o sentido de viver?

      Cel: meu amigo, a vida no espírito, como na carne, apenas existe, e só! É um fluir incessante, produto desse imenso e extremamente poderoso movimento q cria, mantém, destrói, movimenta e dá vida, a tudo, desde ao q é, para nós, simples e inócuo, as mais simples e insignificantes partículas, pensamentos, desejos, vontades, escolhas, decisões, aos mais complexos e gigantescos corpos celestes, estrelas, galáxias, universos.
      Mas, não há sentido ou finalidade. Nós, sobretudo os ocidentais, acreditamos, pela tradição, cultura, pelo q as religiões nos transmitem, q tudo q existe tem uma razão para existir, q tudo surge devido a uma necessidade fisiológica ou psicológica,  q tudo q existe, corpóreo ou incorpóreo, tem um “para quê”.  Os “porquês” existem e as ciências nos mostram quais são; mas, os “para quê”, quem sabe explicar? Assim, os orientais perguntam: “para quê” as ondas do mar se esparramam pelas praias? Ou, “para quê”, no alto daquela montanha inacessível, nasce uma bela flor? O “porquê” a ciência sabe!O “para quê” as religiões dizem q sabem. Contudo, “para que” não existe! Tudo, como Deus, apenas “é”!
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sábado, 14 de julho de 2012

NÃO SE DESESPERE; AMANHÁ TUDO PODERÁ ESTAR MELJOR!


      JN, uma amiga escreveu:


      JN: ... Mas eu estou a perder a fé que tinha! Não vejo nada a acontecer na minha vida!

      Cel: o q é q a nova amiga quer dizer com isso: “não vejo nada a acontecer na minha vida”? Em sua vida, a amiga esperava q fosse acontecer o quê? É evidente q queremos q aconteçam coisas belas, agradáveis, felizes. Mas, é isso q acontece com os demais, isto é, em suas vidas somente estão acontecendo coisas q trazem felicidades? Ou todos, sem exceção, sofrem, como mostra o mundo?
      Ninguém está livre dos problemas e males da vida. Quem disser q não sofreu, pode ter certeza q um dia sofrerá. Para todas as religiões do mundo, a vida é difícil e cheia de sofrimentos.   
      Observe: devido a tanto sofrimento, todas as religiões, aqui do Ocidente, consideram a vida penosa e difícil. E, como o sofrimento vem desde cedo, foi até criado o conceito de “pecado original”, um pecado que não é nosso, mas que nascemos com ele e que podemos vir a sofrer por causa dele.
     Mas, veja: para os católicos, estamos “num desterro neste vale de lágrimas”; para os espíritas, “num mundo de expiação e provas”; para os evangélicos, “num mundo onde vivemos sob o assédio constante de Satanás” e, embora, como afirma o Apocalipse, “no final dos tempos, Satanás seja lançado aos abismos, depois de mil anos ele será solto para, novamente, enganar as nações”; para outras crenças, devido a tantos males, violências e sofrimentos, nem é Deus quem governa o mundo, é Satanás; e, ainda para outras, estamos ao capricho de sortilégios, velas e rezas, que podem trazer às vezes benefícios, às vezes malefícios.
      Tudo q a vida (ou Deus) nos dá é, para nós, incerto e impermanente. A vida, no seu fluir incessante, nos leva daqui para lá, e de lá para mais além, nos colocando, às vezes, em jardins perfumados, às vezes, em pântanos e lodaçais fétidos. Observe o mundo! Lembre-se dos tsunamis!
      Contudo, minha amiga, como tudo é impermanente, o sofrimento de hoje, pode se transformar na alegria de amanhã!
      Nada sabemos sobre isso, sobre o q está para vir para nós! Quem sabe o q acontecerá no próximo minuto?  Será q estaremos em casa esta noite?
      Não há, na vida, senão tres certezas absolutas: primeira, q estamos aqui onde estamos; segunda, q a morte espera à nossa frente; terceira, q não temos certeza de mais nada!

      JN: Estou muito desanimada com isto tudo. Só me apetece desaparecer uns tempos, tirar um tempo para mim e pensar na vida. Eu posso estar a ser egoista, pois fui mt abençoada por Deus mas Ele parece que tirou férias. 

      Cel: minha amiga, dê uma voltinha pelos hospitais, pelas alas de doentes terminais, por aqueles q sofrem dores sem fim; pelos presídios; por aqueles q vivem dos lixões ou debaixo daquela ponte; olhe os q se arrastam sujos, famintos, cheios de desesperanças e de frio, sem q ninguém lhes estenda as mãos; os dementados, cegos, deformados fisica ou mentalmente; os injustiçados e humilhados; os q assistem a filhinha, sua razão de viver, ser, na sua frente, cruelmente estuprada e assassinada, sem q nada possam fazer; seus filhos queridos terem os pés aputados a machadadas... é isso que o mundo nos mostra, entremeado com pequenos momentos de descontração e alegrias. Felizmente, essas alegrias fugazes, nos fazem esquecer de muitas dessas coisas tristes.  
      Parece que a vida só tem pequenos momentos de descontração e alegria: na infância e na adolescência, quando a responsabilidade ainda não chegou; na conversa com os amigos; na vitória do seu time; no olhar correspondido pelo ser amado; no progresso dos filhos; no almoço do domingo, a família reunida, o netinho no colo; no encaminhamento dos filhos para a vida, mas uma vida também cheia de incertezas; numa viagem de lazer; no alívio temporário que a medicina oferece...
     Alegrias, parece, só em pequenas coisas. O resto são essas questões sem fim que enchem o pobre ser humano de preocupação, ansiedade e medo.
     Enquanto tudo vai bem, enquanto esses problemas não chegam, o homem, a mulher, os jovens, as crianças, brincam; estão alegres e acham que a vida é boa, que vale a pena viver. Mas, essa alegria, essa brincadeira, não dura para sempre; mais dia menos dia, e a vida nos apanha nas suas malhas de dor e sofrimento, de conflitos, desencontros e perdas. E, quando o sofrimento vem, chegamos até a questionar o significado da vida. E nunca encontramos o que nos ajude a compreender o significado da dor.
      No entanto, como dissemos acima, tudo é incerto e impermanente e, amanhã, tudo poderá estar melhor q hoje e tão melhor q, com o sol brilhando novamente, até esquecemos a escuridão de ontem. Não é isso q acontece no mundo?
      Nunca se desespere; amanhã tudo poderá ter mudado e poderá estar sorrindo para vc.
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      Não lhe parece q tudo ou quase tudo q lhe falei, traz mais desconforto, mais desanimo ainda? Mas, isso é para q vc veja e reflita q a vida é assim, para q vc perceba q tem de encontrar uma solução para tudo isso, solução q nem as ciências, as medicinas, filosofias, psicologias, crenças e religiões, enfim, o mundo tem.
      Mas, essa solução q existe, sim! E vem qdo “buscamos o reino de Deus, a verdade q liberta e q tudo o mais traz por acréscimo”!
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INIMIGOS OCULTOS - COMO EXTIRPÁ-LOS









     Amigos deste estudo.     

      A querida amiga M trouxe, na msg inicial deste tópico, texto de Emmanuel q, me permitam, tentaremos comentar:

      Texto: “Inimigos Ocultos
      Mencionamos, com muita freqüência, que os inimigos exteriores são os piores expoentes de perturbação que operam em nosso prejuízo.
Urge, porém, olhar para dentro de nós, de modo a descobrir que os adversários mais difíceis são aqueles de que não nos podemos afastar facilmente, por se nos alojarem no cerne da própria alma. 

      Cel: aqui, me permitam uma pergunta: esses inimigos ocultos, pois q estão escondidos em nosso próprio interior, quem os colocu ali, no “cerne de nossa alma”, como diz Emmanuel? Nós mesmos? Antes, ao sermos criados, não os tínhamos; depois, com o tempo, qual doença contagiosa, nos enchemos deles! Como os adquirimos? Foi por nossa livre vontade, por nossa livre escolha, pelo nosso livre-arbítrio? Ignorávamos q, possuindo-os, seríamos levados a sofrimentos sem fim e a extrema infelicidade?
      Se, pelo livre-arbítrio, podemos escolher o bem, as virtudes e, conseqüentemente, a felicidade, porq escolhemos o mal, porq escolhemos possuir esses defeitos morais e, em conseqüência, a infelicidade? Quem, estando em sã consciência, isto é, não sendo dementado, nem desequilibrado, nem totalmente ignorante, fará escolha tão errada?!
      Quem pode responder? E se quem faz escolha tão errada é um dos desequilibrados q citei acima, a lei de retribuição não o alcançará, pois é irresponsável pelo q faz! Porq então, todos, sem exceção, passam pelos sofrimentos?

      Texto: ... os mais implacáveis são o egoísmo, o orgulho, a vaidade, o desânimo,  a intemperança mental (indisciplina, irritação, impaciência), o medo de sofrer,..
      Entretanto, para extirpar os que moram em nós, vale tão-somente o auxílio de DEUS, com o laborioso esforço de nós mesmos. 

      Cel: aqui, vale trazer está outra questão: milhares de msg, textos etc, q estamos até cansados de ler, sempre estão nos ensinando para extirpar esses inimigos; com este texto, do mentor Emmanuel, ocorre a mesma coisa; diz : use todo seu ‘laborioso esforço’ para, com a ajuda de Deus, extirpar esses defeitos morais, esses inimigos q estão ocultos no ‘cerne de sua alma’!
      Este texto de Emmanuel, como numerosos outros, e msg, poemas, parábolas, historietas de exemplos, apenas aconselha, apenas ensina (mas, apenas ‘o que fazer’!); este, como todos os outros, ensina o mais importante, o ! De q adianta saber se não sabemos o ?!
     Exemplo, da vida mundana: ‘construa uma casa!’, ‘faça vc o arroz’, ‘cure o ferimento desse menino!  Faça, faça, faça... mas como fazer se não se ensinou o fazer?
      O mesmo ocorre qto aos conselhos relativos à vida do espírito: ‘seja bom!’, ‘não ambicione o q é do próximo!’, ‘não seja invejoso, nem egoista, nem orgulhoso’ etc etc. São sábios conselhos, mandamentos, ensinamentos, ética mas, de nada adiantará se não se ensinar o fazer para ser bom; como fazer para deixar de ser egoista, orgulhoso, maldoso, para ter um bom caráter, para ter um coração (coração, íntimo, natureza) bom!  
      Como fazer para usar todo nosso ‘laborioso esforço’ para esse fim? Como adquirir esforço, desejo e vontade para decidir escolher eliminar os ‘inimigos ocultos’, q tanto nos perturbam? Basta prometer a si mesmo ou a Deus: ‘a partir de agora vou envidar todo meu esforço, por mais laborioso, isto é, por mais trabalhoso e difícil q seja, para acabar com esses inimigos ocultos’?!
      É evidente q prometer não basta; assim, pergunto: fazer isso? Como extirpar o egoísmo, o orgulho, a vaidade, o desânimo,  a intemperança mental (indisciplina, irritação, impaciência), o medo de sofrer,.. se eles estão colocados no cerne de nossa alma, se eles, portanto, são nossa própria natureza? Como acabar com o egoísmo, a ‘chaga da humanidade’ e mãe todos os demais defeitos e imperfeições morais?
      Quem saberá dar essa receita mágica, q nos fará melhores e mais felizes?

      Texto: Reportando-nos aos inimigos externos, advertiu-nos Jesus que é preciso perdoar as ofensas setenta vezes sete vezes, e...

      Cel: como todos os líderes sábios e de moral elevada, de cujas palavras os homens convencionaram religiões,  Jesus também nos trouxe conselhos para um mais harmonioso relacionamento entre os homens, objetivando uma vida menos turbulenta, com menos conflitos e mais entendimento; por isso – abençoai os inimigos, oferece a outra face, dá-lhe também a túnica, fazei o bem a quem vos quer fazer mal etc...
      No entanto, amigos, ‘perdoar as ofensas setenta e sete vezes’, atender a todas aquelas recomendações, ensinamentos, são tão somente procedimentos exteriores e não transformam o interior de ninguém! Como num coração vazio de amor podemos colocar amor? Isso pode ser feito perdoando exteriormente, isto é, da ‘boca para fora’?  O exercício de esforço para se habituar a repetir gestos para benefício do próximo, coloca amor no coração do repetidor?
      Afinal, o amor vem pelo esforço de praticar ações de ajuda ao próximo? Ou o amor vem da profunda compreensão de q ele é extremamente necessário ao mundo?

      Texto: ... decerto que para nos descartarmos dos inimigos internos – todos eles nascidos na trevas da ignorância – prometeu-nos o Senhor: “conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”, o que equivale dizer que só estaremos a salvo de nossas calamidades interiores,
através de árduo trabalho na oficina da educação.

      Cel: meus amigos, me perdoe o autor do texto, mas não é a educação q nos traz a ‘verdade libertadora’! A educação apenas traz as verdades que servem à nossa sobrevivência na carne. Esta educação não nos salva das ‘calamidades interiores’, da falta de amor etc. A percepção da ‘verdade q liberta’ não vem de palavras, de exemplos, mas da profunda observação de como a vida é com humanos e não humanos e da compreensão, q dessa observação, eventualmente,  pode vir, de q o amor é extremamente necessário para o mundo.
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