terça-feira, 19 de fevereiro de 2013



      Como o uno, uma única mente, ou consciência, se torna muitas consciências, ou mentes?     

      ÓTICA DO MÍSTICO PAULO:
      O q deve ocorrer é, como Paulo disse: “Ele (Deus)está acima e abaixo, à esquerda e à direita, atrás e à frente, dentro e fora! Nele vivemos, nele respiramos!........” Assim, a consciência, a mente, o cérebro e o q mais seja, são a própria ‘Sabedoria’ imutável, infinita e eterna.

      Afinal, isso, a q damos o nome de Deus, está em tudo e é tudo! É a única realidade, o “primeiro, sem segundo”. Como está em tudo, manifesta-se, digamos, sensivelmente, qdo está em algo q possui ferramentas próprias para se manifestar: assim, não numa pedra, mas, sim, num cérebro! E sua manifestação se realiza de conformidade com as possibilidades do ser onde se acha.

      Assim, em qualquer estado ou condição em q esse ser se encontre, cheio de amor ou de ódio, rindo ou chorando, abençoando ou assassinando, ajudando ou prejudicando, sendo egoísta ou solidário, orgulhoso ou humilde, sofrendo ou dançando, cadeirante ou livre etc é a mesma consciência, e a diversidade de manifestações vem das diferentes circunstâncias q envolvem as possibilidades de manifestação.

      Para os mestres, essa consciência é o q é, sempre uma e, sim, imutável, porq ela é assim como é.

       ÓTICA DOS FÍSICOS QUÂNTICOS:
      Do livro de Goswami, ‘Universo autoconsciente’:
      “Uma única Consciência torna-se muitas”
      Como uma única consciência (não-localizada, universal) torna-se muitas consciências localizadas, individuais, pois somos, apenas neste planeta, alguns bilhões de pessoas? Como um mundo de sujeitos e objetos surge de um ser uno? Como surge a experiência de nosso “eu” individual, pessoal? Como surge o sentimento de que somos todos separados?

      Todos temos a intuição, a percepção muito forte de que a mente é separada do corpo; ao mesmo tempo, temos intuição de que a mente não é separada, pois sentimos dor corporal. Além disso, temos a impressão, e mesmo a certeza, de que nosso self (o sujeito de nossa consciência) é separado do mundo e do self dos demais seres.

      E, então, como é q se forma a ilusão da individualidade pessoal, do ‘eu’? Este assunto é importante porque é daí que surge a ilusão da separatividade (a maior ilusão produzida por Maya). Se o self pessoal é ilusório, porque ninguém conseguiu ainda explicar porque existe tal ilusão? Será, realmente, apenas uma ilusão a experiência do ‘eu’ individual, que é tão forte e constante em nossas vidas? Se é, o que é que cria essa ilusão? A experiência do ‘eu’ individual é a mais persistente de nossa vida.

      O componente quântico do cérebro-mente é regenerativo e seus estados são multifacetados (múltiplas facetas, múltiplas superposições coerentes). É o veículo da escolha consciente e da criatividade. No entanto, uma vez que precisa de longo tempo de regeneração (pois é um macro objeto), (regeneração após ter-se desfeito em energia, q ocorre qdo não existe um ser senciente observando, isto é, um ser q tem capacidade de observar – com os canais de relação com o mundo - e sentir sensações produzidas pelo q observou) temos dele consciência e o componente clássico do cérebro (o mecanismo do cérebro tem um componente quântico e um clássico) vem a formar memória e, dessa maneira, serve como ponto de referência para a experiência do self individual, a experiência da auto-referência, que é a capacidade de um sistema se sentir ‘separado’ do mundo, daí nascendo a ilusão de um “eu” pessoal que tem continuidade no tempo, um eu separado e independente, o ego. Essa é a experiência mais inconfundível do “eu”, o ego, o “aparente” processador, executor e integrador de nossos programas. O ego é a imagem que formamos do experienciador aparente de nossos atos, pensamentos e sentimentos do dia-a-dia. Mas, é pura ilusão.

      Para essa afirmação há provas numerosas: provas da não-localidade da ação da mente, como nas experiências paranormais e também nos experimentos sobre a coerência de ondas cerebrais; provas de descontinuidade, abundante nos fenômenos mentais, especialmente nos fenômenos de criatividade; provas de complementaridade: o pensamento sempre se comporta como objeto quântico e apresenta o princípio da incerteza; se nos concentrarmos no conteúdo do pensamento, perdemos de vista a direção para onde ele se dirige; se nos concentramos na direção, perdemos de vista o conteúdo (Faça o teste). Há, aí, duas variáveis conjugadas, complementares: aspecto (conteúdo instantâneo, semelhante à posição dos objetos quânticos) e associação (o fluir, o movimento do pensamento, semelhante ao momentum, velocidade, dos objetos quânticos). Assim, fenômenos mentais, como o pensamento, exibem complementaridade. Embora sempre se manifeste como forma, sendo descrito por atributos, como aspecto e associação, entre as manifestações o pensamento existe como arquétipos transcendentes, como acontece com o objeto quântico com suas superposições coerentes (onda) e o aspecto unifacetado manifesto (partículas).
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      Dê uma lida nesse livro de Goswami.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

DEUS - A PERCEPÇÃO DE QUE SOMOS UM SÓ



Olá, amigos.

      Do Vedanta: "Embora sendo Pura Sabedoria Imutável por natureza, o Supremo Ser, quando associado à mente que muda conforme as qualidades operantes no momento, identifica-se com ela."
      O amigo Máscaras escreveu: E identificando-se com a mente, surge todo o tipo de ilusões, causando toda sorte de sofrimentos.  Ora, se existe uma Pura Sabedoria Imutável, como pode ela identificar-se com algo que não seja ela mesma? E mais: se Maya é produzida por essa Pura Sabedoria Imutável, como é que, a própria Sabedoria foi construir maya para depois se identificar com a ilusão? 
      Cel: essa palavra ‘imutável’ causa mesmo estranhezas; contudo, conforme os sábios, é porq nossa mente, limitada e finita, não consegue alcançar o significado ultimo de certas coisas. Lembre-se q Paulo disse: “... e lá vi e ouvi coisas inefáveis!” O Buda, também, aos q o inquiriam: “suas perguntas são irrelevantes? Venha e tenha sua própria experiência!” Para os misticos e sábios q chegaram "lá", e, hoje, também para os cientistas quânticos, a consciência é uma só, única, absoluta e exatamente assim como é. Como disse Libniz (?) matemático, pensador, cientista, filósofo “Deus é o q é!”. 

      O q deve ocorrer é, como Paulo disse: “ele está acima e abaixo, à esquerda e à direita, atrás e à frente, dentro e fora! Nele vivemos, nele respiramos!” Assim, a consciência, a mente, o cérebro e o q mais seja, são a própria ‘Sabedoria’ imutável, infinita e eterna. Afinal, isso, a q damos o nome de Deus, está em tudo e é tudo! É a única realidade, o “primeiro, sem segundo”. Como está em tudo, manifesta-se, digamos, sensivelmente, qdo está em algo q possui ferramentas próprias para se manifestar: assim, não numa pedra, mas, sim, num cérebro! E sua manifestação se realiza de conformidade com as possibilidades do ser onde se acha. Assim, em qualquer estado ou condição em q esse ser se encontre, cheio de amor ou de ódio, rindo ou chorando, abençoando ou assassinando, ajudando ou prejudicando, sendo egoísta ou solidário, orgulhoso ou humilde, sofrendo ou dançando, cadeirante ou livre etc é a mesma consciência, e a diversidade de manifestações vem das diferentes circunstancias q envolvem as possibilidades de manifestação. Para os mestres, essa consciência é o q é, sempre uma e, sim, imutável, porq ela é assim como é.

      Mascaras: Se maya é o resultado da identificação da Pura Sabedoria com a mente, onde está a Pura Sabedoria? Já que, ela se permite identificar-se com a mente, produzindo ilusão e sofrimento... 
      Cel: os homens, mesmo sem conhecer Deus, ou a Pura Sabedoria, lhe conferem uma série de atributos, q talvez mais obscureçam do q deixam clara a visão q podemos ter daquilo a q damos o nome de Deus. O fato, a verdade, a conclusão q podemos tirar dos testemunhos e escritos de místicos, sobre a divindade, e das revelações da ciência moderna, é q todos e tudo somos Deus, ou somos essa consciência q tudo envolve, permeia e é. Não há, portanto, uma ‘entidade’, um ser independente, ou inteligente e poderoso, onisciente e onipresente, infinito e eterno etc a quem podemos dar esse nome. 

      A concepção de um Deus, de infinito amor e felicidade, vem da percepção obtida qdo, pelo sucesso na meditação (raríssimas vezes por outro motivo), o ser humano entra numa condição de “bem-aventurança” absoluta, na qual nada empana a sabedoria e a felicidade q resultam da eliminação do ego e de se sentir uma só coisa com esse “todo”, astros, galáxias, montanhas, pedras, mares, cavalos, trens, aviões, baratas, gente, grama, fezes, sentimentos... É a esse sentimento/percepção extraordinário, q traz infinita felicidade (a sabedoria vem do cessarem as operações do ego, q punha limites a nossa compreensão) q os iluminados dão tantos nomes, dos quais um deles é ‘Deus’. Para outros, vc sabe, é o Todo, Absoluto, o Alfa e o Omega, o Vazio e o Nada, Mente ou Consciência Universal, Cristo, Buda, e consciência crística e búdica, ou cósmica, Verbo... conforme a cultura e circunstancias do momento. 

      Deus, portanto, é a percepção jubilosa de se sentir “um com tudo”, uma condição de extrema felicidade e ‘perfeição’ (tudo está perfeito exatamente como é), na qual sofrimentos não têm lugar! Serenidade total! 

      E para aqueles q continuam no corpo físico, pois suportaram e resistiram à extrema “voltagem” dessa experiencia que (como diz o Osho) queima todos os problemas e a ignorância, para esses brota ‘um amor quase insuportável’ pelo mundo, pois vêm q os semelhantes continuam sofrendo todas essas terríveis misérias q a vida apresenta, exatamente porq não passaram pela mesma experiência pela qual eles passaram; por não conhecerem a verdade libertadora de se perceber um com Deus. ...............................................

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A CONQUISTA DO DOMÍNIO SOBRE OS PENSAMENTOS.


      Sobre a Meditação.
      A conquista do domínio sobre os pensamentos.
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      Um amigo escreveu:

      “Há algum tempo, venho tentando praticar a meditação. Apesar da correria do dia-a-dia e do pouco tempo de que disponho, pude perceber algumas coisas.

      Não sei se estou de todo correto porém, com esses exercícios, senti que a nossa mente tem vida própria e o tempo todo tentei “expulsá-la” de mim. Insistente, ela vai e volta, trazendo lembranças, pensamentos muitas vezes sem sentido e desnecessários...

      Pude constatar que não somos a nossa mente e conseqüentemente não somos o que pensamos ser....

      Como posso ir mais além? Como posso me conectar com o sagrado? Me vejo, muitas vezes, sem caminho a seguir.

      Um abraço
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      Resp: É assim mesmo pois, desde q abrimos os olhos para a vida, somos condicionados, pelas tradições, culturas, costumes, religiões, sociedade... a crer q somos nós mesmos q pensamos, mas, como vc viu, nenhum comando temos sobre os pensamentos. Eles vêm, permanecem pouco ou muito tempo, e se vão, nos fazendo mal ou bem, independentemente de nossa vontade e muitas vezes contra ela. Como disse Paulo, o porta-voz de Jesus, ou do cristianismo: “É o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer!” e mais: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos os pensamentos vêm de Deus!”    

      Por isso, como agimos sempre de acordo com eles, fazemos tantas coisas absurdas e sofremos e fazemos outros sofrerem, muitas vezes qdo queremos fazer exatamente o contrário. E é exatamente porq eles nos levam para lá e para cá, q somos o q somos agora.

      Se tivéssemos comando sobre eles, estaríamos iluminados; saberíamos quem e o que somos.

      E como os pensamentos não são verdadeiramente nossos, também não são nossos os desejos e as conseqüentes escolhas (livre-arbítrio) de fazer isto ou aquilo. Logo, nem mesmo somos responsáveis por nossas obras (pelo fazer). Assim, talvez para q não pensássemos ou estranhássemos q sofremos por obras que “fazemos”, mas q não são nossas, Paulo também, afirmou: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus!” Jesus, também, falou coisas nesse mesmo sentido.

      A prática da meditação tem somente esse objetivo: assumir o comando sobre os pensamentos, sobre a mente. Se conseguirmos isso, o ego, único obstáculo entre nós e Deus, se vai e podemos dizer, como Jesus: "Eu e o Pai somos um!"

      Por isso, disse o maior (?) profeta do Antigo Testamento: "Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!", isto é, se vc consegue controlar sua mente, fazendo-a cessar de operar, vc perceberá q não é mais você que está aí onde vc está, mas Deus. Como os mestres afirmam: “Ou o eu; ou Deus!”

      Esse é o único trabalho q precisamos fazer: aquietar a mente. E é mesmo trabalhoso e difícil devido a nossos condicionamentos e à cultura ocidental.

      Assim, no Bagavad Gita, a “Sublime Canção da Imortalidade”, do Mahabarata, épico clássico do hinduísmo, considerado um verdadeiro manual de psicologia-evolutiva do  ser humano, escrito três mil anos antes de Cristo, está: “Arjuna, o representante dos homens, desolado se lamenta: “Como dominar a mente? Ela é como um cavalo indomável!”, ao q Krishna, o representante de Deus, afirma: “Sim, é difícil, mas não é impossível!””.

      Os pensamentos são a mente. No mesmo sentido do que disse o profeta do Antigo Testamento citado mais acima, H.P. Blavatysk, uma das figuras mais notáveis do século XIX, fundadora da Teosofia (literalmente, “Sabedoria Divina”), e que surgiu em um momento histórico em que a religião estava sendo rapidamente desacreditada pelo avanço da Ciência e da Tecnologia, disse: “A mente é a assassina de Deus; mate a assassina!” e, Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-no-ie (“O caminho do progredir infinito”), disse: “Quando o ego se afasta, Deus se manifesta!”.

      Nas práticas da Raja-Yoga (yoga real, a yoga da meditação) usa-se a repetição do mantra “Om-namo” q, para uns, significa “Deus-não eu””; do mesmo modo, para uns, “Seicho-no-ie” tem o mesmo significado: “Deus-não eu”.

      Isso mostra q, para muitos, a percepção a q devemos chegar é q “não sou eu q estou aqui; é Deus”. Para mestres e sábios, e para a ciência moderna, todos somos Deus, todos somos um só. (“Eu e o Pai somos um!”).

      Como afirmam cientistas quânticos, “a mente é a única coisa q não tem plural” e, ainda, “só existe uma mente, e nós somos essa mente!” Muitos outros afirmaram a mesma coisa e, por isso, muitos foram penalizados com a morte pelo fogo, esfolamento, sepultados vivos; outros, obrigados a se calarem para sempre, outros...

      Abç.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

PARA TODOS, DESTINO IGUAL


      Amigos, como, talvez, alguém não concorde comigo, convido-os a, ao menos, refletirem sobre o q vai abaixo.

      Uma amiga trouxe o tema para estudo: “Os Trabalhadores da Última Hora”, q seria abordado com relação, entre outras, à questão:
      - Quem são os trabalhadores chamados desde a primeira até a última hora?

      Cel: resposta: são todos os homens, sem exceção de nenhum; todos são trabalhadores da vinha. Nessa parábola (Mt 20), o dono da vinha pagou, aos que trabalharam oito horas, o que lhes havia prometido, e deu o mesmo aos que trabalharam apenas uma hora; aqueles se revoltaram, mas o dono disse: ‘Não vos fiz injustiça; cumpri o prometido... quero dar aos outros tanto quanto dei a vós’. (A todos igualmente).
      Interpretação:
      A mesma luz, as mesmas benesses, o mesmo destino, são dados a todos, sem exceção, seja ao primeiro, seja ao último; ao piedoso e ao ímpio; todos chegarão ao novo modo de existir; todos receberão o mesmo salário, não importa o que tenham feito quando espíritos encarnados, pois “é o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer”; assim, o pensar, o desejar, o fazer e, consequentemente, as obras não são nossas! E, talvez, para nos tirar da estranheza de pensar q sofremos por obras más q fizemos (pois, assim nos ensinam desde q nascemos) mas q, na realidades não são “nossas”, Paulo tenha tb afirmado: “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus!”.
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     Uma conversinha só para os espíritas.

     Falando sobre as más inclinações dos homens (q, afinal, nos levam às mais monstruosas imperfeições) um amigo me escreveu: “o q deve estar acontecendo com você para ter essa dificuldade de encontrar a origem das "más inclinações" é q vc deve estar se esquecendo de que o Espírito é eterno, que cada existência física é apenas um lapso na eternidade do tempo que temos para evoluir, q em cada vida adquirimos novas imperfeições”.

     Cel: meu prezado amigo, pelo q vou colocar a abaixo, vc poderá compreender o porq de minha dificuldade em entender a doutrina, embora a estude há décadas.

     Primeiramente, isso q vc colocou já exige esclarecimento, q a doutrina não dá, pois porq nós, q somos criados sem imperfeições, nos tornamos delas repletos? Segundo, se é assim, qual é a razão de a doutrina espírita afirmar q não existe retrocesso moral se, sem qualquer imperfeição, com o tempo, ficamos cheios delas?

      Mas, voltando ao q vc escreveu, observe q estamos falado da das más inclinações (ou, imperfeições), não do seu desenvolvimento, devido ao tempo e às múltiplas vidas. E, vc poderá constatar, pelo q a DE ensina, q não há qualquer dificuldade para encontrar sua origem, se nos apoiarmos em suas próprias conceituações, e desde q as consideremos corretas. A dificuldade está, não em encontrar sua origem, mas no fato de q muitos não a aceitam, mesmo estando claro na doutrina.

      Vamos ver: vamos começar pela “LE/115: Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes...”

      Comentando:... primeiro: conforme a DE, pelo fato de termos sido criados por Deus, não podemos ser maus, “pois nada q Dele procede pode ser mau, injusto ou ininteligente” (Esta já é uma questão da DE q exige esclarecimento, q, também, a doutrina não dá, mas vamos aceitá-la como está). Portanto, pela DE, de início, não somos maus, mas, com o tempo, nos carregamos de maldades.

      Se não éramos maus, não foi de nós q nasceu a maldade, mas de algo fora de nós, pois como pode nascer maldade numa "plantação" em cuja terra não existe nem a menor semente de maldade, se algo de fora não trouxer essa semente, para a plantação? Isto é, se algo de fora de nós não provocar seu nascimento, concorda? (Veja que, como é evidente, todas as ações exteriores, de fora de alguém, percebidas por esse alguém, provocam reações interiores, nesse mesmo alguém). Logo, esse algo está fora do homem... e, estando fora do homem, só pode estar nas experiências/lições da escola da vida, concorda? Dentro desse quadro, somos bons ou maus conforme a escola da vida nos faz bons ou maus, certo? E qual é a origem, a causa q deu existência à escola da vida? Quem a criou, senão o Criador de todas as coisas? Logo, somos bons ou maus conforme a escola criada 'por Deus' nos faz ser! Portanto, a questão de sermos bons ou maus está, não em nossas mãos, em nossa vontade ou escolha, ou incúria, mas nas "mãos” do Criador!

     Mas, aí surge outra questão: porq essa desigualdade? Porq uns são bons e outros não são? Como é q surgiu essa desigualdade, se todos éramos, no princípio, perfeitamente iguais?

      “LE/115: ... A cada um deu uma determinada missão. Com o fim de esclarecê-los e fazer chegar à perfeição... Uns “aceitam” essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinalada. Outros, só “a suportam murmurando” e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade...”

      Comentando: todos perfeitamente iguais, mas nos tornamos desiguais, uns aceitando e progredindo, outros murmurando e retardando a felicidade (Obs: aqui surge outra questão, q a doutrina também não explica, q podemos deixar para mais tarde, se houver interesse em entendê-la: “uns, desde o princípio, seguem o caminho para o bem absoluto, eqto outros, também desde o princípio, seguem o caminho para o mal absoluto”!!! Como entender isso?!).

      Mas, continuemos: do q reza o trecho do LE, acima, vem outra questão: éramos todos perfeitamente iguais, mas nossas reações às missões q nos são dadas, são totalmente desiguais! Qual a causa dessa desigualdade, senão o fato de as missões serem desiguais? Se espíritos iguais recebem missões iguais, suas reações a elas, é evidente, serão forçosamente iguais, certo? Logo, a origem das desigualdades está exatamente no fato de, conforme a doutrina, Deus nos atribuir missões desiguais, concorda?

      Aí têm início as desigualdades, q levam, uns ao amor e à felicidade, e outros às mais monstruosas imperfeições e, conseqüentemente, a extrema infelicidade! Portanto, as desigualdades têm, também, origem, não em nossas ações, decisões ou escolhas, mas nas “mãos”, ou nas operações do Criador!

      Pois, a escola da vida, se todos fôssemos criados iguais e as experiências iguais para todos, levaria ou, todos a sermos igualmente bons, ou todos a sermos igualmente maus!

      Resumindo: todos criados simples e ignorantes, iguais sob todos os aspectos, mas nos tornamos desiguais já q, uns “aceitam as provas” e outros, “só as suportam murmurando”. De onde vêm as desigualdades? Muitos dirão q vêm do livre arbítrio, mas essa afirmação está equivocada, pois seres perfeitamente iguais, forçosamente, têm livres-arbítrios iguais. Portanto, as desigualdades nos são proporcionadas por Deus.

      Todos, nem bons, nem maus, mas nos tornamos ou bons ou maus! Porq, senão porq as experiências/lições incessantes q a escola criada por Deus nos proporciona, nos levam a sermos ou bons ou maus? Portanto, a bondade ou a maldade, de cada um de nós, são, também, proporcionadas por Deus.

      Assim as desigualdades e o fato, conseqüente, de sermos ou bons ou maus, vêm, exatamente, das operações de Deus.   

      Podemos parar por aqui, mas só mais algumas reflexões:

       “LE/121: Resp: “... os que são maus assim se tornaram por vontade própria... uns cedem às tentações, outros não...”.

       Cel: Quem pode explicar? Todos criados iguais; no entanto, as vontades se tornam desiguais e a resistência às tentações também! Qual pode ser a explicação para isto, senão a mesma q colocamos acima: as desigualdades vindas das lições da escola criada por Deus?

      Meu  jovem, podemos trazer muitos outros argumentos a respeito, mas estes bastam, concorda?

      Como coloquei no início desta, é por essas coisas q sinto dificuldade em entender a doutrina do mesmo modo q os companheiros, pelo q dizem, estão entendendo. Estarão todos mesmo entendendo? Estarão questionando para ter uma "fé raciocinada", como recomenda Kardec?
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PARA REFLETIR - HÁ UMA SÓ CONSCIENCIA



A CIÊNCIA CHEGA A DEUS: Somos uma só mente.
FÍSICOS QUÂNTICOS:
“Embora seja mais fácil acreditar que, em nosso planeta, há 5 bilhões de mentes separadas e individuais, do que acreditar que só existe uma mente não-localizada manifestando-se através de todas as diferentes pessoas, ou de todos os seres sencientes, a ciência moderna leva-nos na direção de uma mente não-localizada, universal ou grupal; em suma, afirma que só há uma mente e que somos essa mente, o que a aproxima da concepção de Deus.

A MENTE É DEUS
CARL G. JUNG:
“O atentar para a Mente intemporal é tarefa redentora para todas as pessoas. Em nosso tempo, essa tarefa é particularmente difícil porque colocamos, no dia-a-dia, nossa ênfase no aqui-agora, no fazer, no consumir, nos aspectos práticos, no progresso material. Como valorizamos o aspecto material, estamos separados dela. O resultado é patológico: tornamo-nos vítimas de nossos próprios impulsos inconscientes e o mundo ‘demonizou-se’. Nossa verdadeira tarefa de vida é exatamente o contrário: tornarmo-nos conscientes dos conteúdos que emergem do inconsciente, criar cada vez mais consciência; esse o objetivo único da existência humana: acender uma luz na escuridão do ser, liberar a alma. Seguramente, a alma não é algo insignificante, repleta de defeitos e imperfeições, como as religiões ocidentais a consideram; ela é a própria Divindade radiante”.

A NOVA VISÃO DA CIÊNCIA
CIENTISTAS QUÂNTICOS:
Se concordarmos com as implicações da moderna visão do universo dada pela mais bem arquitetada ciência de nosso mundo, a física quântica, talvez possamos confirmar as percepções dos visionários e místicos, a visão de que todos nós somos eternos, infinitos e Um.

A REALIDADE PROFUNDA
BELL, físico:
Bell mostra que todas as teorias científicas localizadas, isto é, que asseguram que tudo que sucede, que todas as forças e influências, estão dentro do espaço-tempo, por mais que pareçam estar certas, sempre deixam alguma coisa de fora, alguma coisa não explicada pela teoria da localização. Herbert diz que “Bell, simplesmente não apenas sugere que a realidade é não-localizada (isto é, a realidade está fora do espaço-tempo, no domínio do atemporal, no domínio daquilo a que as diferentes religiões dão o nome de Deus); ele prova isso, com a clareza e o poder do raciocínio matemático. Este aspecto inegável da prova desagrada aos físicos mais afinados com a realidade localizada”. Bell e outros mostraram que “nenhuma realidade localizada pode explicar o mundo em que vivemos. Embora os fenômenos do mundo pareçam estritamente localizados, a realidade subjacente a esses fenômenos deve ser supraluminosa (isto é, mais rápida que a luz; e uma velocidade além da velocidade da luz só pode existir fora do espaço-tempo, por isso é denominada ‘não-localizada’). A realidade profunda do mundo é sustentada por uma conexão quântica invisível, cuja influência ubíqua (que está em toda parte) é não-mediada, não-atenuada e imediata’ (isto é, não necessita de coisa alguma para exercer sua influência, não perde, com qualquer distância que seja, sua capacidade de influenciar, e influencia instantaneamente).
(‘Só a realidade não-localizada pode explicar o mundo, seus fenômenos, objetos, coisas e mente’. A realidade não-localizada está além do espaço-tempo, no domínio transcendental, isto é, no domínio daquilo a que as religiões populares dão o nome de  Deus).

A REALIDADE PROFUNDA
BELL, físico:
Bell mostra que todas as teorias científicas localizadas, isto é, que asseguram que tudo que sucede, que todas as forças e influências, estão dentro do espaço-tempo, por mais que pareçam estar certas, sempre deixam alguma coisa de fora, alguma coisa não explicada pela teoria da localização. Herbert diz que “Bell, simplesmente não apenas sugere que a realidade é não-localizada (isto é, a realidade está fora do espaço-tempo, no domínio do atemporal, no domínio daquilo a que as diferentes religiões dão o nome de Deus); ele prova isso, com a clareza e o poder do raciocínio matemático. Este aspecto inegável da prova desagrada aos físicos mais afinados com a realidade localizada”. Bell e outros mostraram que “nenhuma realidade localizada pode explicar o mundo em que vivemos. Embora os fenômenos do mundo pareçam estritamente localizados, a realidade subjacente a esses fenômenos deve ser supraluminosa (isto é, mais rápida que a luz; e uma velocidade além da velocidade da luz só pode existir fora do espaço-tempo, por isso é denominada ‘não-localizada’). A realidade profunda do mundo é sustentada por uma conexão quântica invisível, cuja influência ubíqua (que está em toda parte) é não-mediada, não-atenuada e imediata’ (isto é, não necessita de coisa alguma para exercer sua influência, não perde, com qualquer distância que seja, sua capacidade de influenciar, e influencia instantaneamente).
(‘Só a realidade não-localizada pode explicar o mundo, seus fenômenos, objetos, coisas e mente’. A realidade não-localizada está além do espaço-tempo, no domínio transcendental, isto é, no domínio daquilo a que as religiões populares dão o nome de  Deus).

A UNIDADE DAS COISAS
LARRY DOSSEY, médico e pesquisador:
“O aspecto mais proeminente da Realidade Não-localizada é a unidade fundamental de todas as coisas e acontecimentos. Passado, presente e futuro são ilusões que projetamos, e não realidades essenciais. Dentro desse contexto de união, o mal (como a doença) é mera aparência, como tudo o mais, pois faz parte do todo e está relacionado com o bem. Quando chegarmos a uma compreensão profunda dessa verdade, os opostos irreconciliáveis nos revelarão sua unidade (amor-ódio, bem-mal, belo-feio) e começaremos a perceber que há um modo alternativo de obter essa informação, que não pelos sentidos. Para a maior parte dos curandeiros (dakotas), entrar no estado de Realidade Não-localizada envolve a participação num estado alterado de consciência, muito semelhante ao da meditação ou da oração. Nesse estado, eles vêem a si próprios e aos pacientes como um só, uma vez que a separação entre sujeito e objeto é completamente superada. Esse estado de consciência vai além da usual consideração do real ou irreal, consciente ou inconsciente, orgânico ou inorgânico, subjetivo ou objetivo, até a totalidade do ser. O paciente e o ego, simplesmente, não fazem parte do repertório do curador”, pois, então, tudo é UM).

ALGO ALÉM DO UNIVERSO
SHELDRAKE, um notável físico:
“Tanto a criatividade como o próprio universo requerem uma explicação. E isso só pode ser explicado em termos de algo que esteja acima ou além do universo, isto é, que o transcenda. Isto corresponde à explicação teística tradicional, a qual postula um Deus que estaria além, acima e no interior da natureza... Eu fico com essa concepção”.

ENTENDER DEUS
CORPUS HERMETICUM.
A obra ‘Corpus Hermeticum’, um dos exemplos mais impressionantes de apelo à não-localização (ao transcendental, ao que está além do ‘eu’), que data de pelo menos dois mil anos, diz: “A não ser que te faças igual a Deus, não poderás entendê-lo, pois o semelhante não é inteligível senão pelo semelhante. Cresce até atingires grandeza além da medida; de um salto (a instantaneidade produzida pela meditação; a criatividade do salto quântico) liberta-te do corpo (dos condicionamentos; do ego); ergue-te acima do tempo (penetra no atemporal, na não-localização), torna-te a Eternidade; então entenderás (perceberás) Deus. Acredita que nada é impossível (as infinitas possibilidades de Maharish) para ti; pensa-te imortal e capaz de tudo compreender, imaginando estares em toda parte, na terra, no céu, na água, no não nascido, adolescente, velho, morto, além da morte. Se abraçares de uma só vez, em teu pensamento, tudo isso, isto é, tempos, lugares, coisas, substâncias, qualidades, quantidades, poderás entender e ser Deus”.
O autor dessas palavras nos leva para além de eventos singulares, para todos os eventos; além do aqui, para toda parte; além do agora, para todo tempo, à eternidade; além do ego, para a unidade com Deus. E afirma que devemos destruir nossa concepção de uma realidade localizada (o ego) se queremos conhecer Deus. Isso não significa usurpar o poder divino, como alguns pensam e, assim, julgam blasfemas tais palavras. Para o autor de ‘Hermeticum’, tornar-se igual a Deus é impossível, porque é impossível vir a ser o que já se é. Além disso, quando se percebe que o eu individual não existe, que é ilusão (uma falácia, como dizem Wilber, os místicos e a ciência quântica), percebe-se, também, que não há quem esteja fazendo a usurpação.

EINSTEIN E O EU
EINSTEIN:
Einstein afirmava, com ênfase, a importância de acabar com a servidão ao eu pessoal (ego), a importância de acabar com o sentimento de um eu localizado (no cérebro), numa filosofia decididamente oriental: “O verdadeiro valor de um ser humano é determinado basicamente pela proporção e pelo sentido em que ele se libertou do eu (ego)”.

HÁ UMA SÓ CONSCIÊNCIA
TEILHARD DE CHARDIN, cientista, filósofo, teólogo e sacerdote da Igreja Católica Romana afirma enfaticamente em várias de suas obras o que vai abaixo. Esta citação é de seu livro ‘O Fenômeno Humano’:
      “Todos nós, todos os seres humanos e todos os animais, compartilhamos a mesma consciência”.
      Por afirmações como essa foi proibido, pelo Vaticano, de publicar qualquer pensamento ou concepção sua até o dia de sua morte.
      (Todo o misticismo e, atualmente, a ciência mais avançada do mundo asseguram a mesma coisa).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

CONVERSA COM UM AMIGO


Conversa com um amigo.



O amigo escreveu: acreditar na Doutrina é questão de convicção e convicção baseada em uma sequência lógica de ideias e que no caso em questão pode até ser exemplificada com aquilo que vivenciamos...



Cel: meu jovem amigo, acreditar não é convencer-se; acreditar é apenas suposição, suposição q, é verdade, pode estar tão arraigada na mente de alguém, q esse considere q sua suposição seja verdade! E a convicção não nasce de ideias, por maior q seja a sequência de informações idênticas q elas tragam. A convicção só nasce da experiência pessoal, ou, embora para muitos nem sempre, da comprovação científica.



Assim, por mais perfeitamente q alguém proceda no caminho do bem, não podemos afirmar q, por isso, esse alguém esteja caminhando rumo à perfeição. Por mais perfeitamente q alguém cumpra os ensinamentos de Jesus, do cristianismo, da doutrina, não podemos afirmar q esse alguém está adquirindo méritos... O exemplificar ou o vivenciar ações de amor, nada representa. As manifestações exteriores nada representam. O íntimo é q pode revelar se este segue o caminho do bem ou o do mal.



Amigo:... por ex: alguém que bata o pé na quina de um móvel obviamente sofrerá com dor e, então, por que não se poderia estender essa ideia de resultado de uma ação para um plano maior, para outras vidas, quando isso explica os sofrimentos por que passamos sem colocarmos esses sofrimentos simplesmente na vontade de um Deus que assim sim seria cruel?



Cel: pois é isso, meu amigo, a experiência, agora podemos afirmar, o convenceu de q bater o pé numa quina pode trazer dor; a experiência é q traz o convencimento. Mas, como o amigo sugere, vamos estender essa ideia a cânceres, deformações mentais e físicas, desgraças, tragédias, crime hediondos, perversidade e perversão, injustiças, e essa lista quase sem fim de sofrimentos terríveis, torturantes, desesperadores, insuportáveis q, pela doutrina, pode dar lugar a multiplicadas encarnações a se estenderem por até milhões de anos. Pela doutrina, alguma coisa acontece independentemente da vontade de Deus? Essas misérias apontadas estarão além da vontade divina? Por isso a pergunta título do tópico.



Amigo: Veja que existem pessoas que alimentam-se equilibradamente, fazem exercícios e outras que comem desbragadamente, são sedentárias, bebem, fumam,..qual dos dois grupos tem maiores possibilidades de virem a sofrer de alguma doença relacionada ao estilo de vida? A resposta é obvia e não foi decisão dessas pessoas?



Cel: pois é, meu jovem, e porq as pessoas são assim: umas descuidadas com a saúde, outras, não; umas boas, outras perversas; humildes ou orgulhosas; egoístas ou solidárias...? Quem as fez assim? Elas mesmas? E porq se fizeram assim?



Reflita: se alguém é bom, é bom simplesmente porq refletiu, analisou as consequências terríveis q lhe poderão atingir se escolher o caminho do mal, e, então, decidiu escolher ser bom? E o q é mau, escolheu ser mal, mesmo tendo q enfrentar o poder do Todo Poderoso?



Vc é bom ou é mau? Se vc escolheu ser bom, porq nem todos escolhem ser bons? De onde vem essa tão grande desigualdade q faz q vc escolha seguir o caminho do bem, do amor e, consequentemente, ser feliz, e q outro siga o caminho do mal q, finalmente, o fará infeliz?



Todos e as doutrinas falam em “pecados” criados por nós mesmos, por responsabilidade ou culpa nossa mas, dentro da lei de q todo efeito tem sua causa, qual a causa q tem como efeito o fato de criarmos “pecados”? Porq somos diferentes dos outros q não os criam? Nós nos fizemos deferentes, propositadamente?



Onde é q aprendemos a ser bons, ou maus, a escolher praticar o bem ou o mal? Esse aprendizado vem de nosso intimo, nasce espontaneamente em nosso íntimo, ou vêm das experiências/lições q a escola da vida incessantemente nos proporciona? Afinal, meu amigo, onde é q aprendemos a ser bons ou maus? A ser honestos ou desonestos? A crer num poder mais alto, num Deus, ou a não crer em nada disso?



Essas coisas surgem espontaneamente em nosso íntimo, ou são resultantes das inumeráveis influências q as também inumeráveis experiências/lições q a escola da vida exerce incessantemente sobre nós?



Se os acertos e os erros que praticamos resultam das lições q recebemos da escola de espíritos, esta escola do bem e do mal, porq falar-se em méritos e deméritos? No entanto, se resultam de responsabilidade nossa, porq nosso senso de responsabilidade é diferente do de outros?



Amigo:... Agora se se pode evoluir mais um pouco então que se introduza uma nova teoria que seja tão lógica e convença como a Doutrina Espírita faz.



Cel: jovem amigo, essa questão de uma teoria ser ou não lógica, ou mais ou menos lógica, de ser mais convincente ou não, depende da compreensão de cada um fato q nos faz compreender q, se depende de cada um, não mostra q esta ou aquela é a real ou a falsa, isto é, q esta ou aquela teoria, crença ou doutrina é certa ou não. Como vimos acima, para q haja convicção, somente a experiência pessoal pode nos aproximar mais da verdade.



Amigo: Que não pode ser postada aqui sinceramente não acredito, pois se for lógica, racional e não alicerçada no ar ou apenas em crenças religiosas sem explicação (dogmas) então não acredito que tenha alguém que queira sem razão ir contra qualquer ideia.



Cel: se o amigo atender àquele sábio e democrático conselho da DE, contido no LM, cap 3, item 35, estudar outras doutrinas, outras linhas de pensamento espiritualista, compará-las com a sua, talvez encontre resposta a esse seu argumento acima.



Mas, não podemos colocá-la aqui; este fórum já nos dá um valioso espaço para nos manifestar; temos q atender suas regras.

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O amigo escreveu: Em primeiro lugar o amigo sugere, ou diz, que o que realmente vale é a experiência, dando a entender que qualquer convencimento fora disso, ou seja, o convencimento que venha de argumentos, de uma explicação, não prova que isso seja verdade, no máximo que estaríamos convencidos de que isso seria uma verdade, correto? Eu poderia até lembrar aqui dos próprios dogmas que existem na igreja católica e que não são discutidos e simplesmente aceitos como verdades absolutas e isso mesmo por pessoas de ciência, com muito estudo, e não aceitos apenas por pessoas, digamos, mais simples. Ora, se aqueles que estudaram que cultivam o raciocínio se rendem a algo que não explica, apenas afirma sobre algo, então tua teoria parece não tão desprovida de sentido; mas no último parágrafo você sugere o estudo de outras filosofias espiritualistas, correto? Mas o estudo dessas filosofias trará (ou traz para você) a experiência pessoal que você diz ser necessária, ou, ainda, alguma comprovação científica que você diz ser necessária para que se tenha a verdadeira convicção? Caso seja ‘apenas’ outra filosofia (e por mais que concorde que se deva ler de tudo, embora não seja possível ler tudo e cada um elege o que deve merecer seu estudo), caso seja ‘apenas’ uma filosofia como as outras como afirmar que possa trazer experiência, comprovação científica e se não pode, não voltamos à estaca inicial do convencimento que se possa adquirir sem que esteja necessariamente correto? (não estaria aqui aquilo a que me referi sobre a ‘convicção pessoal’ e que os Espíritas têm a sua, assim como os que acreditam em outras filosofias também têm?)



Sinceramente gostaria se for do seu agrado, que fosse dado um exemplo de experiência pessoal que fosse necessário a alguma convicção. Poderia dar um exemplo e que desse exemplo se pudesse estender e aplicar em nossas vidas, às várias situações por que podem passar as pessoas: riqueza, miséria, doença, beleza, fealdade,.. pegue um tema e dê um exemplo de experiência pessoal que explique o sofrimento passado por alguém que passe por uma dessas situações. A que Verdade (com letra maiúscula por ser a verdadeira verdade) se chegaria com essa experiência.



Cel (msg ant): “Pela doutrina, alguma coisa acontece independentemente da vontade de Deus? Essas misérias apontadas estarão além da vontade divina? Por isso a pergunta título do tópico.”



Amigo: Quanto a isso só penso que essa ‘vontade de Deus’ seja uma Lei natural, como outras quaisquer e não a vontade de um ‘Deus Ser, personificado’ analisando cada caso pessoal como se fosse um juiz. Uma lei semelhante àquela de Newton que diz que a cada ação corresponde uma ação contrária, ou seja, de mesma intensidade e sentido contrário só que estendida ao mundo moral (é nesse sentido que me refiro a estender a dor no pé da topada na quina do móvel).



Depois o amigo pergunta por que uns se decidiram pelo bem e outros pelo mal sabendo que se optassem pelo mal iriam sofrer (acho que não distorci o sentido de suas palavras). A questão aqui é saber se sabiam realmente que iriam sofrer, ou se tinham esse conhecimento, ou não acreditavam nisso; mas o fato de não acreditarem, serem ignorantes, não lhes tiraria a responsabilidade, pois se sabem o que é o agir bem e o agir mal (ainda que seja o convencionalmente aceito) e se escolhem o mal assumem o risco de ‘se darem mal’. Diariamente não fazemos a outros o que não gostaríamos que nos fizessem e mesmo assim nos emendamos? Veja que não seria preciso que Cristo tivesse necessariamente apresentado a máxima que trata desse assunto para que se soubesse o que é certo e o que é errado, me parece questão de lógica (se não gosto de ser beliscado por que vou beliscar o outro), mas por ser algo facilmente compreensível nos corrigimos sempre? termos opção e agirmos mal não é simplesmente uma opção, ou falta de evolução a que ainda chegaremos? Não vem isso da individualidade de cada um e do livre-arbítrio? Da mesma forma quem alimenta-se de forma incorreta não está conscientemente sabendo do risco que corre e a explicação do porquê não se controla não seria pelo fato de não resistir a tentação de um prazer a mais na mesa. Não sou um exemplo de estilo de vida, mas já me privei de consumir algo a mais porque sabia do risco que estaria assumindo por um benefício, prazer, passageiro,..quantos fazem isso (e não querendo ser exemplo que não sou para ninguém, apenas um exemplo).



Cel (msg ant)Sobre ‘onde aprendemos ser bons, ou maus, honestos, desonestos,..’:



Amigo: Acredito que aprender esteja ligado a coisas boas (então não parece justo dizer que um professor ensine algo errado), portanto aprendemos a ser bons e honestos e esse aprendizado se dá pela experiência do espírito, encarnado ou não, e evolução de cada um. A cada encarnação trazemos na bagagem as boas e as más tendências adquiridas no passado e aprendemos quando eliminamos as coisas más.



Amigo: O problema é que você quer sondar o que ocorreu no princípio da ‘vida’ do Espírito. Não pode ser questionado? Não vejo nada de mal em questionar, mas salvo se você der uma dica do que saiba dificilmente alguém saberá responder e isso porque se acreditamos na sequência lógica da Doutrina saberemos que isso não nos é possível e, mesmo na falta desta, sempre parecerá que não teremos explicações para tudo, é o reconhecimento da limitação que cada pessoa tem. Mas a busca é claro que não é errada.



Abraço.

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Amigo escreveu:... mas no último parágrafo você sugere o estudo de outras filosofias espiritualistas, correto?



Cel: correto, meu amigo; e essa sugestão é, também, enfatizada pela DE e, evidentemente, por todos os homens sensatos.



Amigo: Mas o estudo dessas filosofias trará (ou traz para você) a experiência pessoal que você diz ser necessário, ou, ainda, alguma comprovação científica que você diz ser necessário para que se tenha a verdadeira convicção?



Cel: não o estudo das filosofias, mas a comprovação científica; pela primeira vez na história do mundo, as tradicionais adversárias de muitos séculos, ciência e religião* podem se dar as mãos. As descobertas q dividiram a ciência em “antes” e “depois”, dando-lhe nova denominação, vieram provar q revelações trazidas por sábios, de desde séculos ou milênios A.C. até nossos dias, estavam corretas. Depois que a ciência mais avançada do mundo, a física quântica, concluiu que as meditações das tradições orientais podem levar a estados elevados de consciência (estados que, até há pouco tempo, eram considerados pela ciência ocidental, como crendice, fuga de uma vida sofrida e até psicose, doidice), nos quais podemos entrar numa condição de felicidade indescritível, chamada de “bem-aventurança” pelos iluminados, muitos cientistas, psicólogos, religiosos, fora e dentro de seus mosteiros, e estudantes praticam técnicas de meditação.



Mas, o objetivo dessa meditação não é, como antes acreditávamos no ocidente, acabar com o estresse ou trazer saúde para o corpo. É muito mais do que isso: é perceber, conhecer a verdade; é conhecer o que ou quem realmente somos; conhecer aquilo a que damos o nome de “eu”, aquilo a que damos o nome de Deus.



Pela nova ciência, q desde há um século estuda e penetra no transcendental, a única saída desta babel de incertezas, ignorância e sofrimentos é a solução dos místicos: é buscar a percepção que eles buscaram, conhecer a verdade que eles conheceram, a “verdade que liberta”, como disse Jesus. É o “conhece-te a ti mesmo”, o “autoconhecimento”, dos antigos filósofos gregos.



Se realmente desejamos compreender esta tremenda e incompreensível coisa q é a vida, seu significado, seu sentido; se queremos compreender o que é Deus e sentir o que os iluminados sentiram – bem-aventurança, serenidade e sabedoria -, vamos perceber que não podemos ficar só nas orações, nos pedidos aos céus, nas leituras de textos ditos sagrados, no comparecer a cultos e celebrações de homenagem a este ou aquele espírito, “santo”, líder religioso ; nem no ouvir sermões e ensinamentos emocionantes, ou nas promessas, confissões e comunhões.



Todas essas coisas não passam de exterioridades, artificialidades, criações dos homens, como também o são as cerimônias e festas religiosas; músicas e cânticos sacros; vestes, posturas e gestos ritualísticos, incenso e velas acesas, atitudes e procedimentos em benefício dos semelhantes. Exterioridades levam a nada.



Como ensinam os iluminados, e as próprias escrituras cristãs, Deus nunca é encontrado nas exterioridades, nas coisas superficiais. As respostas que procuramos e Deus só podem ser encontrados em nossa interioridade mais profunda.



Assim, se desejamos compreender o que é a vida, o que é o “eu”, e sentir Deus, isso requer muito mais... Requer que penetremos no sentido da vida total, requer que busquemos com perseverança, e que, em total silêncio, entremos em nosso próprio interior, porque o “reino de Deus já está dentro de vós” como afirmou Jesus; e Paulo: “o Sr habita em vossos corações!”, “vós sois o templo do Altíssimo”.



Cel (msg anterior): “Pela doutrina, alguma coisa acontece independentemente da vontade de Deus? Essas misérias apontadas estarão além da vontade divina? Por isso a pergunta título do tópico.”



Amigo: Quanto a isso penso que essa ‘vontade de Deus’ seja uma Lei natural, como outras quaisquer e não a vontade de um ‘Deus Ser, personificado’ analisando cada caso pessoal como se fosse um juiz.



Cel: meu jovem, pelas religiões e doutrinas (veja bem: pelas religiões e doutrinas!), ser a lei de Deus apenas uma lei natural como todas as outras da ciência, é um absurdo; a lei natural é sábia, mas, e sem exceção, fria, automática, destituída de amor, de compaixão, inclemente e, portanto, não se harmoniza com a visão religiosa de um Deus de amor e justiça.



Amigo: Depois o amigo pergunta por que uns se decidiram pelo bem e outros pelo mal sabendo que se optassem pelo mal iriam sofrer (acho que não distorci o sentido de suas palavras).



Cel: não distorceu, não! Mas, a pergunta foi feita mais para inquirir qto ao porq das desigualdades entre os homens (ou espíritos), pois uns se decidem pelo bem e outros pelo mal, certo? Veja bem: todos perfeitamente iguais no ato da criação; no entanto, essa perfeita igualdade é destruída e substituída por gigantesca desigualdade, pois uns, dentre nós, se dirigem para o amor e a perfeição, enquanto outros, para o mal e as mais monstruosas imperfeições! Qual é a causa q tem como efeito a destruição da igualdade primitiva? Quem sabe responder?



Amigo: A questão aqui é saber se sabiam realmente que iriam sofrer, ou se tinham esse conhecimento, ou não acreditavam nisso; mas o fato de não acreditarem, serem ignorantes, não lhes tiraria a responsabilidade, pois se sabem o que é o agir bem e o agir mal (ainda que seja o convencionalmente aceito) e se escolhem o mal assumem o risco de ‘se darem mal’.



Cel: exatamente, meu amigo, por isso a questão sobre as numerosas desigualdades, das quais vc mesmo está apontando algumas. Perceba q o mal é “escolhido” por “mil” razões: revolta perante a crueldade da vida, pelo fato de uns serem abastados, saudáveis e felizes, e outros desprovidos de tudo, vivendo dos lixões, debaixo daquela ponte, ou se arrastando pelo chão, sujos, famintos, cheios de dores, sem q uma mão amiga se estenda para eles; uns, com seus carrões, mansões, recursos para se livrarem de contratempos, enfermidades, fome; uns, com lindas mulheres, vida tranquila, sorrisos nos lábios; outros, sem um lugar onde esticar o corpo cansado; outros, perturbados e revoltados com a própria situação, com o filhinho q nasceu cego, ou sem cérebro, ou deformado mentalmente, com os erros q praticam, com os remorsos, com a ignorância q possuem, com a “falta de sorte”; outros porq, desde q abrem os olhos para a vida, estão sob a influência de lições/exemplos nocivos de pais e amigos viciados, criminosos etc; outros, porq querem ter mais, pois q, para eles, ter mais significa ser mais feliz; outros, por diversão, adrenalina, loucura, desequilíbrio; outros porq foram vítimas (ou se julgam vítimas) de humilhações, injustiças, perda de tudo o q de bom a vida lhes oferecia; outros, por desejos de se vingar de mal sofrido; ou ignorância, raciocínio defeituoso etc etc. Há “zilhões” de causas q levam ao caminho do mal, concorda? Daí a pergunta cuja resposta é de extrema importância para todos, sem exceção: qual é a causa dessas desigualdades? Deus, justo, não privilegia ninguém.



Cel (msg ant): ... ‘onde aprendemos ser bons, ou maus, honestos, desonestos,..’:



Amigo: Acredito que aprender esteja ligado a coisas boas (então não parece justo dizer que um professor ensine algo errado), portanto aprendemos a ser bons e honestos e esse aprendizado se dá pela experiência do espírito, encarnado ou não, e evolução de cada um.



Cel: só aprendemos a ser bons e honestos?! E onde é q aprendemos a ser maus e desonestos, onde no tornamos cheios de defeitos morais? E de onde lhe vêm, ao espírito, as lições/experiências? De seu intimo, o ser bom ou mau,brotam espontaneamente? Ou vêm de fora de nós mesmos, das incessantes experiências/lições pelas quais passamos na escola da vida? A pergunta sobre as desigualdades continua firme, sem resposta! Aí entram as desiguais experiências q uns e outros têm na escola da vida. Afinal, são as desigualdades q levam aos desiguais procedimentos, sentimentos, atitudes perante os semelhantes e a natureza; à inteligência e à ignorância, à bondade e à maldade, concorda? E, afinal, para a felicidade ou para a infelicidade! Existe outra resposta para isso? Tente encontrar outra resposta!

..................................... Continua mais um pouco.............



Continuação e fim..........



Amigo: A cada encarnação trazemos na bagagem as boas e as más tendências adquiridas no passado e aprendemos quando eliminamos as coisas más.



Cel: pois é isso, meu amigo, boas e más tendências, logo tendências desiguais! Qual a causa de uns trazerem boas tendências e outros, más tendências? Vc procurou, por livre escolha e vontade, ter boas tendências? Aquele outro procurou, de livre vontade, ter más tendências?



Amigo: O problema é que você quer sondar o que ocorreu no princípio da ‘vida’ do Espírito. Não pode ser questionado? Não vejo nada de mal em questionar, mas salvo se você der uma dica do que saiba dificilmente alguém saberá responder e isso porque se acreditamos na sequência lógica da Doutrina saberemos que isso não nos é possível e, mesmo na falta desta, sempre parecerá que não teremos explicações para tudo, é o reconhecimento da limitação que cada pessoa tem. Mas a busca é claro que não é errada.



Cel: esse “isso não nos é possível” foi e está sendo desmentido dia após dia; o próprio homem chamado Jesus, e muitos outros, mostraram isso! As limitações existem, mas existem também ensinamentos para aqueles q estão buscando compreender. Nenhum demérito para quem não está buscando, como nenhum mérito para quem está buscando, ou não está compreendendo, pois a vida os levou a procederem assim, a sentirem assim, a compreenderem assim. A vida leva uns, como já dissemos, a seguirem o caminho do Cristo, como leva outros, a seguirem o caminho de Calígula. Logo, nem méritos, nem deméritos.



Somos neste preciso instante, o resultado (efeito) de todas as causas e efeitos q, antes deste momento, ocorreram em nossa linha ascendente, desde os mais remotos antepassados, somados aos efeitos produzidos sobre nós pelas experiências pelas quais passamos desde q a consciência nos veio. Nada mais.



Abraço.



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