sexta-feira, 1 de março de 2013

SOBRE TERMOS OU NÃO O DOMINIO DOS PENSAMENTOS


      SOBRE TERMOS OU NÃO O DOMINIO DOS PENSAMENTOS
      Se não os dominamos, não temos livre-arbítrio?

      Um amigo teve razão ao perguntar: “Se não controlamos os nossos pensamentos, então somos... máquinas?!... ou marionetes?!...”

      Cel: nem vc, nem eu, ninguém, meu jovem, tem controle (ou domínio) sobre os pensamentos; apenas pensamos que são verdadeiramente nossos; no entanto, eles não são nossos pois chegam qdo menos esperamos, demoram pouco ou muito tempo, e se vão, independentemente de nossa vontade, às vezes nos trazendo satisfação, prazer, às vezes insatisfação e mal-estar. Por isso mesmo, Paulo disse: “É o Sr q opera em nós o ‘pensar’, o querer e o fazer...” e mais: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois ‘todos’ os pensamentos vêm de Deus!” Coisas semelhantes, falou Jesus.

      Porém, sendo o conteúdo dos pensamentos o causador de nossos desejos  e da conseqüente vontade de concretizá-los e, portanto, o causador de nossas decisões e escolhas de fazer ou não fazer, nem os desejos, nem a vontade, nem as escolhas são nossos.     
      Conseqüentemente, as ações e obras q fazemos também não somos por elas responsáveis.  

      Talvez, por isso, para q não estranhemos o fato de q sofremos mesmo não sendo nossas as ações ou obras erradas, Paulo também tenha afirmado: “Não é por vossas obras q sereis salvos, mas pela graça de Deus!” 

      Mas, para q o amigo acredite q não tem comando sobre seus pensamentos, faça um pequeno teste: tente ficar com um pensamento só, na sua cabeça; ou tente ficar com a mente vazia, sem qualquer pensamento; ou com um pensamento escolhido por vc; ou não permita q novos pensamentos entrem, ou q saiam... ou faça do modo q vc quiser; se vc conseguir fazer isso por meio minuto, ou um minuto q seja, já será uma vitória. Tente!

      No entanto, dentro dessa constatação de que os pensamentos não os controlamos e, portanto, não são nossos, como explicar o livre-arbítrio? Se a própria ciência mais avançada do mundo afirma q não temos livre-arbítrio, como sair desse dilema?

      Se o livre-arbítrio tem o significado de livre escolha, e se não temos comando sobre os pensamentos, e se são os pensamentos q determinam nossas escolhas, isso significa q, também, não temos comando sobre nossas escolhas! Assim, como explicar o livre-arbítrio? 

       Precisamos sim, na verdade, de raciocinar profundamente para tentar encontrar resposta para estas perguntas. Aliás, é o que todas as pessoas sensatas recomendam: refletir, raciocinar para melhor compreender!
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SOFRIMENTO DOS ANIMAIS




      Aos amigos de estudo

       Estávamos falando
 do sofrimento dos animais e alguns afirmaram q eles não sofrem como os humanos sofrem. Assim, me perdoem perguntar: algum dos amigos que já tenha convivido com animais, cães, gatos, cavalos, macacos e outros, concluiu q seus cérebros são de alguma forma construídos de modo a sentirem o q for menos do q os homens? E esse, q assim tenha concluído, tem conhecimentos veterinários ou psicológicos a respeito deles? Já presenciou os berros de desespero ao terem um membro esmagado num acidente? Já os viu enfrentarem enormes riscos para proteger seu filhote, seu amigo, quase ao ponto de se sacrificarem por eles? Já viu o desespero despertado pelo desaparecimento de um companheiro? Já sabe q muitos animais apresentam mais inteligência e mais sensibilidade que humanos, em determinadas situações? Comprovou, cientificamente, q seus cérebros não são capazes de processar as sensações como os cérebros humanos e, por isso, como disse um amigo, “concluiu que todo sentimento nos animais seria reduzido pelo pouco processamento de seus cérebros”?

      Vejam q muitos cientistas afirmam q os animais têm sensações e sentimentos como os seres humanos, e agem até mesmo com mais desprendimento e com mais amor do q nós. 

      Como disse
um amigo, devido a essa nossa ignorância a respeito dos animais, “fica impossível fazer comparações com a dor e o sofrimento que nós sentimos”. É uma verdade pois, eles, em situações idênticas às dos homens, podem até estar sofrendo mais do q nós!
      O amigo
X colocou q: “nos animais, deste planeta, talvez nem exista sofrimento para eles, uma vez que o sofrimento é resultado do estado moral”. 

      O amigo fez muito bem em colocar a palavra “talvez”, pois o q sabemos sobre a psique animal?
E há psicólogos de renome que afirmam, claramente, q não existe uma barreira ,
divisão ou diferença, entre a psicologia humana e a psicologia animal.

      E observem o q diz Candace Pert, Chefe de Química do Cérebro, da Divisão de Neurociência Clínica do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, famosa por suas descobertas sobre neurotransmissores, hormônios e sítios receptores. Suas descobertas evidenciam q, nos animais ditos irracionais, é grande a semelhança dessas substâncias e estruturas com as encontradas nos seres ditos racionais, nos humanos. Ela salienta q até um microscópico e primitivo protozoário, o tetrahymena, ser “monocelular”, sintetiza insulina e endorfinas iguais às dos seres humanos, e seu sítio receptor é igual ao nosso.

      Com suas pesquisas e descobertas, como aqueles psicólogos ela afirma, categórica e definitivamente, que os animais têm sensações e sentimentos iguais aos dos seres humanos! 

      Descobriu também q outros animais estudados, também têm receptores para endorfinas e conclui q isso aponta para a simplicidade e unidade da vida pois, cérebros de homens, de ratos e de protozoários microscópicos, estão funcionalmente vinculados, com componentes moleculares idênticos, que nos seres humanos influenciam as emoções. 

      E agora? Essas outras formas de vida têm vida emocional, já que apresentam requisitos fisiológicos e químicos para tal? Por que precisam de receptores para endorfinas, substâncias muito mais potentes que a morfina? 


      Em resumo, essas descobertas desafiam a maneira presunçosa,  arrogante e, com certeza, ignorante, com que nós, seres humanos, temos menosprezado e abusado do potencial de sentimento de formas de vida não humanas, a q, ignorantemente, chamamos de vidas ou espécies "inferiores".

      (Obs: não consegui eliminar o sublinhado).
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


      Uma conversa com o amigo X.

      X:... Entendi que a conversa teria chegado ao fim devido aos diferentes pontos de vista já expostos.

      Cel: meu amigo, esta conversa só chega ao fim qdo não mais houver ‘diferentes’ pontos de vista.

      Aliás, o q tenho apresentado não é ‘meu’ ponto de vista, opinião, ou avaliação, julgamento, mas o resultado de descobertas da ciência mais avançada do planeta, cujos primeiros experimentos dividiram a ciência clássica, anterior, de 3 ou 4 séculos, em ‘antes’ e ‘depois’ deles; ciência q trouxe contribuição extremamente valiosa para a vida do ser encarnado e q tem afetado, profundamente, todas as áreas de atuação do homem.

      Como, também já lhe disse, resulta de revelações q vêm de místicos e sábios de desde séculos A.C até nossos dias, de ensinamentos de Jesus, de Paulo, de evangelistas, meditadores e homens q passaram pela experiência da união com Deus e, assim, puderam, como Jesus, dizer: ‘eu e o Pai somos um’!

      É evidente q essas experiências, como todas as demais e sem exceção de nenhuma, se dão na área psicológica e nela são interpretadas, fato q, para muitos, não têm a qualidade necessária para trazer convencimento; mas, a construção do universo é assim: não existe experiência q se dê fora da área psicológica do ser encarnado.

      No entanto, como também já lhe disse, de um século para cá e pela primeira vez na historia do mundo, essas revelações estão sendo legitimadas pela ciência moderna.

      Outro fato importante a considerar é q, sendo a maior aspiração de todos os homens, sem exceção de nenhum, do mais virtuoso ao mais corrupto, seja através de ações no campo do bem, ou no campo do mal, e desde q se lhes desperta a consciência e daí para sempre, conquistar, afinal, uma felicidade duradoura e sem mácula, ela traz, conforme depoimentos, extrema felicidade, elevação moral, iluminação intelectual (sabedoria); consciência de imortalidade e conseqüente perda do medo da morte; convencimento de q não existe ‘pecado’ (qualquer pecado q devemos evitar praticar ou ter de resgatar no futuro); fascínio que faz com que os demais se sintam atraídos pelo experienciador; ‘transfiguração’ muitas vezes percebida pelos outros; certeza esmagadora de que o universo, exatamente como sempre foi e como é neste momento, é tão completamente correto e perfeito que não necessita de qualquer explicação ou justificativas além da de que ele simplesmente é assim como é; os problemas e sofrimentos, de q natureza forem, cessam; o ser maravilha-se diante de tudo, coisas e fatos, incluindo até aquilo que, comumente, seria considerado ‘o pior, o perverso, pervertido, o extremamente maléfico ’; e não se consegue encontrar palavras para expressar a perfeição e a beleza da experiência. Ao q a experimenta, vem-lhe a impressão de que o mundo se tornou luminoso e transparente, enquanto sua simplicidade dá a certeza de que tudo está ordenado por uma inteligência suprema. É comum perceber que todo o mundo se tornou seu próprio corpo e que o indivíduo sente que aquilo que ele é, não se tornou assim com a experiência, mas que sempre foi assim como agora é. E lhe vem a convicção de que, o q é e o q está acontecendo neste mesmo instante, seja qual for sua natureza, é o q é e o q tem de acontecer neste mesmo instante, aqui e agora.

      Êxtase emocional, sensação de profundo alivio, liberdade e leveza e, com freqüência, um amor quase insuportável pelo mundo, coisa q leva, muitos q por ela passam, a tentarem, até a morte, ensinar aos semelhantes como fazer para conquistarem essa percepção libertadora. E a compreensão disso tudo nunca se apaga.

      X: As citações de Jesus, de Paulo, Jung e tantos outros são colocadas pelo amigo de modo a defender sua tese.

      Cel: como já coloquei acima, não é minha tese, nem meu ponto de vista. E apenas coloco citações para corroborar aquilo q os místicos, e os q passaram pela experiência, e a ciência moderna afirmam, e para mostrar suas concordâncias. 

      X: Se analisarmos outros discursos destes e de tantos outros místicos encontraremos uma infinidade de citações que contrariam essa tese.


      Cel: peço ao amigo q cite algumas dessas discordâncias para, se for o caso, as estudemos e, se houver capacidade nossa, as aceitemos ou rejeitemos.

      Não devemos esquecer q, para muitas culturas, abandonar crenças e suposições de séculos ou milênios, em si mesmas absolutamente arraigadas, é extremamente difícil. Muitos acreditam q algo q foi considerado verdade por muitos anos, séculos ou milênios, seja mesmo verdade porq assim foi considerado por tanto tempo. Por isso, muitos mestres, não puderam ser perfeitamente claros em seus ensinamentos ao povo em geral.  

      Não esquecer, também, de q há religiões e ‘religiões’, umas se direcionando aos homens em geral; outra ‘nascidas’ (palavra inadequada) daqueles homens q não mais encontram, em suas crenças, as respostas procuradas e decidem procurá-las ‘além’ daquilo q as religiões comunicam.

      X: Sugiro que o amigo leia atentamente, se já não o fez, o evangelho de João, o qual retrata os ensinamentos de Jesus em seu conteúdo mais puro, mais espiritual, reproduzindo as experiências vividas ao lado do mestre.

      Cel: sinto, meu amigo, me desculpe mesmo, pois não tenho mais ‘fôlego’ para voltar a ler o q já li e reli dezenas de vezes, nestes últimos 60 anos. Peço mesmo ao amigo q, se desejar, traga aqui alguns desses textos para sobre eles conversarmos.

      X: Também, as obras de Jung: Memórias, Sonhos e Reflexões em que encontramos toda fenomenologia mediúnica vivenciada por ele: clariaudiência, clarividência, fenômenos de incorporação e experiências de quase-morte.

      Cel: repito, aqui, o pedido q fiz acima. E conheço poucas obras de Jung, mas sei q ele enaltece sobremaneira a experiência de se perceber ‘um com Deus’, dizendo-a “a experiência mais importante e sublime na vida do ser humano”, bem como diz de sua extrema importância relativamente às enfermidades do corpo e da mente, chamando-a de ‘experiência de Deus’: “O fato, que tenho comprovado numerosas vezes, em meu consultório, é que a ‘experiência de Deus’ é a verdadeira terapia e, na medida em que as pessoas por ela passam, se afastam da maldição da patologia”.

      Outras observações de Jung:
      “O atentar para a Mente intemporal é tarefa redentora para todas as pessoas. Em nosso tempo, essa tarefa é particularmente difícil porque colocamos, no dia-a-dia, nossa ênfase no aqui-agora, no fazer, no consumir, nos aspectos práticos, no progresso material. Como valorizamos o aspecto material, estamos separados dela. O resultado é patológico: tornamo-nos vítimas de nossos próprios impulsos inconscientes e o mundo ‘demonizou-se’. Nossa verdadeira tarefa de vida é exatamente o contrário: tornarmo-nos conscientes dos conteúdos que emergem do inconsciente, criar cada vez mais consciência; esse o objetivo único da existência humana: acender uma luz na escuridão do ser, liberar a alma. Seguramente, a alma não é algo insignificante, repleta de defeitos e imperfeições, como as religiões ocidentais a consideram; ela é a própria Divindade Radiante”.               

      “Religião não é aquilo que pensamos q seja, isto é, esta ou aquela crença ou doutrina; é a vivência da transformação que se opera na mente de quem teve a experiência de Deus”.

      ‘Naturalmente é difícil compreender como essa figura abstrata (a experiência imediata, a experiência mística, a percepção daquilo a que as religiões dão o nome de Deus, que nada é mais que uma experiência subjetiva, pois na psique do homem) desperta o sentimento da ‘mais sublime harmonia’... Contudo esse tipo de experiência não é, para mim, nem obscuro, nem longínquo. Muito ao contrário, trata-se de um fato que observo quase todos os dias em minha vida profissional, de psicoterapeuta... Conheço um número consideravelmente grande de pessoas que, se quiserem viver, terão de levar a sério sua experiência íntima... que, para elas é “tudo” e, sem a qual não podem mais viver’             

       ‘Essa experiência (a experiência mística) é exatamente como se o espírito e a carne, eternos inimigos na visão do cristianismo, tivessem feito as pazes... o sagrado e o mundano se acham conjugados numa inesperada situação de paz. A austera seriedade do espírito parece tocada por uma alegria semelhante àquela que a antiguidade pagã conhecia, perfumada de vinho e rosas. Seja como for, essa experiência faz com que se esqueçam todas as dores e penas da alma... ’

      “O inconsciente coletivo apresenta as características da mente não-localizada (mente fora o espaço-tempo, no atemporal, isto é, a mente una, cósmica, universal, Deus); não pode ser fixado no espaço e no tempo, e transcende o ego individual, envolvendo todas as mentes”.

       “Uma vez que todas as distinções, diferenças, desaparecem na condição inconsciente, é lógico que a distinção entre mentes separadas deve desaparecer também. Toda vez que há diminuição do nível consciente, deparamos com exemplos de identidade inconsciente”.             

      "Os exemplos q escolhi para ilustrar aquilo que chamo de ‘experiência imediata’ (a experiência de ‘Deus’) certamente pouco significarão para um olhar inexperiente... Mas, apesar disso, a experiência individual... é sangue quente e rubro, que pulsa nas veias do homem que a teve. Para quem busca a verdade, essa experiência é mais persuasiva do que a melhor das religiões, do que a melhor das tradições... Se quisermos saber algo a respeito do significado da experiência religiosa para aqueles que a tiveram, esse algo é: ‘tudo’... ’

      Para terminar estas citações, coloco a seguir uma de Teilhard de Chardin, místico, cientista, filosofo, teólogo e padre católico, condenado, pelo Vaticano, ao silêncio até o dia de sua morte por dizer coisas como estas:
 
    “Para que os homens de toda a Terra aprendam a se amar uns aos outros, não basta que saibam que pertencem a uma mesma coisa; devem adquirir a consciência, não de que pertencem, mas de que todos somos tão somente uma e a mesma coisa, um só ser. Assim, devemos abrir os olhos para a natureza imortal e onipresente e para a Mente Una que somos, para a realidade de que tudo e todos, homens e animais, somos apenas Um”.

      Mais uma, esta de físicos quânticos:
      “Há quem afirme que as imagens que fazemos do mundo são uma só porque existe um só mundo lá fora, mas a física moderna já provou que, na realidade, não há nenhum mundo “lá fora”, exterior, objetivo, nada e muito menos algo que seja igual para todos. O que há é uma realidade mais profunda que a dos objetos “lá fora” que, em última instância, é a Mente Una, Única, Mente Universal, e que, em sua expressão mais abrangente, é aquilo a que chamamos Deus”. 

      Diaz: Mesmo em Paulo, veja AT16,16 e tantas outras passagens onde deixa claro que fora da caridade não há salvação.

      Cel: não me recordo de palavras de Paulo nesse sentido... e em Atos, q vc lembrou, está apenas uma referência a, talvez, uma moça ‘considerada’ obsediada.

      Terminando, deixo, ao amigo, uma questão para sobre ela refletir: o livre-arbítrio é uma realidade, ou é apenas um estratagema que as religiões usam (com nobres intenções ou  mesmo por crer seja verdade) para tentar explicar o, para elas, inexplicável sofrimento do mundo?

      Se não for realidade, não existirão culpas nem culpados, nem lei de causa e efeito moral, nem mundos de expiações, nem bondade nem maldade, nem méritos, nem deméritos, nem encarnações multiplicadas para o resgate de erros cometidos, e, conseqüentemente, nem encarnações do mesmo eu etc.  
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013



      COMO SAIR DA RODA DO SAMSARA
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      Nirvana – mundo, estado ou condição do real; felicidade, sabedoria, bem-aventurança, amor; estado de existência não submetida às ilusões causadas pelas interpretações equivocadas do ego).
 

      Samsara – mundo, estado ou condição de ilusões e, conseqüentemente, irreal, q mergulha o ser na ignorância e nos sofrimentos; existência submetida às ilusões causadas pelas interpretações equivocadas do ego).

      Obs: M = mestre, P = pergunta do discípulo; os comentários estão entre parênteses, dentro dos textos. 
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      M: Embora sendo Pura Sabedoria Imutável por natureza, o Supremo Ser, quando associado à mente, (a um cérebro, ao ego; está em tudo; se manifesta de modos diferentes em face de experiências diferentes pelas quais cada um passa) que muda conforme as qualidades operantes no momento (eventos exteriores q causam reações interiores, como pensamentos e suas associações, emoções...), identifica-se com ela (o ser se identifica com o conteúdo da mente; no estado em q a mente esteja, está o ser...).

      P: Como isso pode ocorrer?

      M: Veja q a água, em si, é fria e insípida. No entanto, por associação, pode ser quente, doce, amarga, azeda, etc. Da mesma forma, o Eu Real, que por natureza é Ser-Consciência-, Beatitude, aparece como ego quando associado ao modo-“eu” (o modo ‘eu’ resulta de o Ser ocupar um cérebro localizado, fato q resulta na maior ‘enganação’ de Maya, a ilusão de se estar separado do universo, do Ser único e universal, e de ser independente de tudo o mais, pois percebe-se o mundo, a vida, pelos canais  de comunicação com o exterior, com o mundo, dos quais os mais operantes, visão e audição, dão-nos a ilusão  de q o mundo está ao derredor de nós (está, sim, ao redor do corpo físico, mas não ao redor do espírito, Ser infinito...). 

      Assim como a água fria associada ao calor fica quente, também o Bem-aventurado Ser, unido ao modo-“eu”, torna-se o ego carregado de sofrimentos, (devido ao fato de existir num mundo ilusório e irreal...). Assim como a água, originalmente insípida, fica doce, amarga ou azeda conforme as suas associações, também o Ser de Pura Sabedoria parece imparcial, pacífico e bondoso, ou impetuoso, raivoso e ambicioso, ou ainda torpe e indolente, segundo a qualidade do modo-“isto” do momento. (os muitos ‘eus’ da ‘Gnose’; o ‘eu’ do momento, resultante das circunstâncias do momento).

      O Supremo Ser associado ao prana, (pensamento, palavra, verbo, mente... Verbo: sem ele nada foi criado...) etc., aparece respectivamente como prana, mente, intelecto, terra e outros elementos, desejo, raiva (amor, ódio, alegria, tristeza, felicidade e infelicidade...) desapaixonamento, etc. 

      Conseqüentemente, associado à mente, o Ser parece ter-se transformado na alma individual (para as crenças, essa alma individual é verdadeira; mas não passa da ilusão de se sentir um ‘eu’ separado), afundado no sofrimento do infindável Samsara, e sendo enganado por inúmeras ilusões, como eu, tu, isto, meu, teu, etc (das quais vem felicidade e infelicidade, dor e prazer, desejos, decisões, escolhas, sempre sob a influência dos atrativos do mundo).

      P: Agora que o Samsara chegou ao Ser, como se pode afastá-lo?

      M: Com a total quietude mental, o Samsara desaparecerá; causa e efeito. Do contrário, não haverá fim para o Samsara, mesmo em milhões de éons. (Do maior (?) profeta do Ant Test: ‘Aquieta-te e sabe: eu sou Deus’; de Blavatysk, fundadora da Teosofia – ‘Conhecimento Divino’: ‘a mente é a assassina de Deus; mate (cale) a assassina’; de Taniguchi, fundador da Seicho-no-ie – ‘Casa do progredir infinito’: ‘qdo o ego se afasta, Deus se manifesta’; de outros sábios: ‘ou o eu, ou Deus’).

      P: Não será possível livrar-se do Samsara por algum outro meio além da aquietação da mente?

      M: Absolutamente não; nem os Vedas, nem os ensinamentos, nem as práticas austeras (como amor, caridade, humildade, sacrifício pelos demais, autoflagelação...), nem o karma, nem votos (de caridade, renuncia a isto e àquilo...) nem dons, nem o recitar escrituras, nem fórmulas místicas (mantras), nem cultos, nem qualquer outra coisa pode desfazer o Samsara. Somente a aquietação da mente pode atingir este fim; nada mais.

      (o ego tem de cessar para o Samsara cessar; o ego não opera no momento presente; o ego está nos pensamentos, sempre operando no passado – lembranças, remorsos, q evocam pensamentos e emoções as mais diferentes, boas ou más; ou operando em relação ao futuro - expectativas ou esperanças, imaginações, planejamentos...).

      P: Mas as escrituras declaram que só a Sabedoria pode conseguir isso. Então, como o senhor diz que a tranqüilidade mental põe fim ao Samsara?

      M: O que é descrito nas escrituras de diversas formas como Sabedoria, Libertação, etc., nada mais é do que o silenciar da mente.

      (assim, também, o buscar o reino; o silenciar a mente resulta da sabedoria incipiente q percebe o q deve ser feito...; libertação, porq isso é o q traz o conhecer a verdade q liberta...).  

      P: Alguma outra pessoa já disse isto antes?

      M: Sri Vasishta (muitas: Krishnamurti, Nisargadata, Ramana, Ramacharaca, Osho..., o Zen, Sufismo, Taoismo) disse: Quando, pela prática, a mente fica imóvel, todas as ilusões do Samsara desaparecem, causa e efeito. Assim como quando o oceano de leite encrespado (cru) foi batido para obter o néctar (creme, manteiga) e tornou-se calmo e límpido depois que o batedor foi retirado (o ego foi afastado), também ocorre que, ao silenciar a mente, o Samsara cai em descanso eterno. (o Samsara morre porq o ego morre, ou se afasta, se cala, se aquieta).

      P: Como levar a mente ao silêncio?

      M: Pelo desapaixonamento (desencanto vindo da observação do mundo, q nos mostra q seus atrativos deixam de ser o q eram; mostram-se como sendo apenas ilusões, coisas passageiras às quais nos apegamos e q, como cessam qdo menos esperamos, fazem-nos sofrer; ver textos, na continuação, sobre o desencanto); pelo abandono (desapego conseqüente, pois os atrativos do mundo deixam de ser o q eram) de tudo que nos é caro, pode-se, por esforço próprio, realizar facilmente essa tarefa. Sem essa paz mental, a Libertação é impossível (essa paz vem qdo não mais praticarmos aquilo a q foi dado o nome de pecados capitais, veniais e outros, inclusive aquilo q, nos Dez Mandamentos, é proibido ao homem). Apenas quando todo o mundo objetivo é extinto pela mente desiludida, em conseqüência do conhecimento (pela observação da vida q, se feita com profundidade, nos mostra q nada, nem ciências, medicinas, psicologias, filosofias, religiões, enfim, o mundo não traz solução para os males e sofrimentos de todos, humanos e não humanos) que discerne que tudo que não é Brahman é objetivo e irreal (e faz sofrer...), é que resultará a Suprema Beatitude. Do contrário, se não há paz mental, por mais que um homem ignorante se esforce e se arraste pelo abismo profundo dos textos espirituais, não conseguirá obter a Libertação (sem paz mental, a caminhada dificilmente será bem sucedida.)

       Só pode ser considerada morta a mente que, pela prática do yoga (raja-yoga, o yoga real, o yoga da meditação), perdeu todas as suas tendências e tornou-se pura e imóvel como uma lâmpada bem protegida do vento por uma redoma. Essa morte da mente é a realização mais elevada (q o homem pode alcançar; é o ‘morrer antes de morrer’, morrer para o passado, num total esquecimento de todas as coisas, de todos os conhecimentos, para q a mente, se esvaziando, se calando o ego, abre espaço, condição, para q Deus, a sabedoria, a verdade, nela possa entrar; Krishnamurti: entrar, em vida, na ‘mansão da morte’). 

      A conclusão final de todos os Vedas é que a Libertação nada mais é do que a mente silenciada (q trará a percepção de q somos o q sempre fomos mas q o ego, com seu ruído, impedia de perceber... ).

       Para a Libertação apenas uma mente silenciosa tem valor (não tornada silenciosa à força, mas pela atenção total; como ensinaram os mestres, Teresa de Ávila e outros: ‘Atenção! Atenção! Atenção! ’. Ver, na continuação os modos de tornar a mente silenciosa, ensinados por Teresa de Ávila e por São Simeão); riqueza, parentes, amigos, karma resultante de movimentos dos membros (escolhas), peregrinação a lugares santos, banhar-se em águas sagradas, vida em regiões celestiais, práticas austeras, por mais severas que sejam, ou qualquer outra coisa – nada disso serve. 

      (assim, Walt Witman afirmou que ninguém conhece a verdade pelo fato de freqüentar templos e cultos, ouvir sermões que emocionam, pedir aos céus, ou por orar; nem por promessas ou por praticar as virtudes pregadas pelas diferentes igrejas e crenças, ou por sacrifícios. Como os místicos e os iluminados, ele afirma que, somente na solidão, no silêncio do “eu”, na perseverança da busca, é que nós podemos encontrar aquilo que é sagrado. E, depois disso, vamos perceber que sermões, escrituras, sacrifícios, rituais, cultos, orações, promessas, isto é, exterioridades, não têm qualquer valor; desaparecem como fumaça. 

      E afirmou, também, que: “Enquanto estamos na escuridão, não compreendemos as escrituras; quando chegamos à luz, elas não são mais necessárias”).

      Da mesma forma, muitos livros sagrados ensinam que a Libertação consiste em abandonar a mente. Em várias passagens do Yoga Vasishta a mesma idéia se repete, de que a Bem-aventurança da Libertação só pode ser alcançada pela extinção da mente, que é a causa principal do Samsara e, portanto, de todo sofrimento.

      Assim, matar a mente pelo conhecimento dos ensinamentos sagrados (q ensinam “como” isso deve ser feito!), pelo raciocínio e pela experiência pessoal é desfazer o Samsara. De que outra maneira pode ser parada a miserável roda de nascimentos e mortes? E como pode a liberdade resultar disso? Nunca! A não ser que o sonhador desperte o sonho não termina, como não acaba o pavor de estar diante de um tigre, no sonho. Igualmente, se a mente não estiver desiludida, a agonia do Samsara não cessará. A única coisa é que a mente precisa ser silenciada. Esta é toda a realização da vida.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A EMANCIPAÇÃO DA ALMA


      Com a Amiga, uma conversa, nascida do tópico ”O estado natural do homem”, do fórum espirita.

      Cel: esse estado de emancipação da alma é mesmo difícil de ser atingido e, também, de se conquistar credibilidade ou confiança necessária para levar o homem ao esforço de atingi-lo. Qual será a causa de muitos não crerem em qualquer religião ou doutrina? Qual é a causa de, por séculos, a ciência ter sido ferrenha adversária da religião? Sem dúvida, isso se deve a q as afirmações e promessas das religiões são, sempre, ou sobre coisas além da compreensão de muitos, ou impalpáveis, imperceptíveis, imponderáveis, incorpóreas, nunca definitivamente comprovadas, apenas imaginadas.  

      No entanto, mesmo descrendo e duvidando, os homens estão ávidos de encontrar algo q lhes dê respostas àquelas eternas perguntas: de onde vim, para onde vou, o q é tudo isso, como me afastar, definitivamente, das infelicidades q me atingem, e aos meus, e chegar a um estado de felicidade duradoura? Procuram algo, uma palavra, um sinal, uma oração q lhes dê esperanças de um futuro melhor do q foi o passado e do q está sendo o presente. Assim, agarram-se a religiões (também a psicologias, medicinas, filosofias, superstições) procurando encontrar nelas a solução para suas dúvidas e males. Basta dar uma olhada na fisionomia daqueles q a TV mostra todos os dias, nos cultos q apresenta.  Não estão, simplesmente, procurando uma religião, mas, ansiosos, uma solução mais rápida para seus males! Parece q compreender o q a religião ensina, não lhes interessa tanto como encontrar nela a solução para suas dores.

      Mas, nada q o mundo oferece lhes traz as respostas procuradas, nem as soluções definitivas para seus problemas. Por isso vemos o q vemos: à medida q surgem novas religiões, novas seitas, ou um novo pregador mais convincente, as novas igrejas se tornam repletas de fieis q esperam q a ‘nova’ crença faça o q a anterior não fez. 

      Essa é a cultura q a tradição e a sociedade nos passam.

      Dentro desse quadro, é muito difícil de crer q podemos chegar a uma condição de alma emancipada, concorda? Por isso, muitos devem pensar: para que tentar? Não será apenas perda de tempo precioso?

      Mas, é possível. As dificuldades são reais, mas há aqueles q chegaram. Para muitos, a afirmação de q, ao espírito não chegou ainda o momento de compreender certas coisas, não os demoveu da determinação de investigar e compreender. Assim, buscando o ‘reino’ (q tudo o mais traz por acréscimo, e q, com relação a sua importância, o mestre disse q “aquele q não abandonar pai e mãe não é digno de encontrá-lo”), muitos chegaram “lá” e, como Jesus, puderam dizer: “eu e o Pai somos um!”.

      Amiga: Veja, segundo o que entendo: a DE,... passa a elucidar o caminho da transformação por meios totalmente viáveis e atingíveis, apesar de reconhecermos que os tais degraus são muito mais numerosos do que nossa vã filosofia pode sequer vislumbrar.

      Cel: viáveis e atingíveis, talvez mais dificilmente do q a emancipação de conformidade com o q as tradições orientais ensinam; as doutrinas e religiões somente ensinam deve ser feito para isso; nunca o mais importante e difícil, o deve ser feito. Esta é a principal diferença entre as religiões e doutrinas populares, e as tradições: estas ensinam o , ensinamento q está além do q ensinam as crenças e religiões do mundo. Daí a sabedoria do conselho de Kardec, de estudar outras linhas de pensamentos espiritualistas.

      Amiga: Então eu lhe pergunto, de que forma, hoje, no momento e no estágio em que nos encontramos como homens, poderemos chegar a este estado de emancipação de alma pregado pelas filosofias orientais e nos integrarmos à natureza e à Deus de forma tão intima e iluminada?

      Cel: praticando, com determinação, o . Observe: quem ou quais doutrinas têm a fórmula para, num coração vazio de amor, colocar amor?   

      Nenhum treinamento, nenhuma repetição de ações, sejam quais forem, leva a isso; nem a intenção, nem o desejo, nem a escolha. Contudo, se nos ensinam o fazer, eventualmente colocaremos amor num coração vazio dessa virtude. Mas, esse não busca, na verdade, alcançar essa virtude, mas a compreensão de o q e quem somos, dentro deste universo infinito, a verdade q liberta.

      Amiga: E, sendo parte tão arraigada de sua crença pessoal, quantas vezes você próprio, ao praticar tais ensinamentos atingiu este estado  de iluminação?

      Cel: minha amiga, por seis décadas estudei doutrinas e religiões, buscando as concordâncias de seus conceitos, sempre encontrando questões obscuras, mal explicadas, incoerentes, contraditórias. Mas, há alguns anos, conheci a ciência moderna q, penetrando além do espaço-tempo, com todos os recursos de última geração de q dispõe, somente agora está trazendo revelações iguais às q os meditadores já haviam trazido desde séculos ou milênios atrás. Esse foi o choque q me levou a perceber onde devia procurar pois, pela primeira vez na história do mundo, ciência e religião puderam se dar as mãos: a ciência homologou as revelações da religião. A resposta sobre o fazer está na literatura das milenares tradições de meditação.

      Por esses ensinamentos, compreendi e percebi certas coisas: q a escolha não é nossa; q o q está acontecendo é o q tem de acontecer, e, portanto, não depende de nossa vontade e nem podemos interferir; q não há culpas nem culpados; q, como disse um sábio, já q nada podemos fazer, para viver melhor frente aos eventos da vida, devemos procurar ter uma boa dose de humor e uma boa dose de indiferença, pois q somos apenas testemunhas do fluir incessante da vida. 
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O EGO NÃO DEIXA PERCEBER QUE TODOS SOMOS UM


      O amigo X escreveu: Será o Ego um ser, ou algo criado socialmente?

      Cel: sim,  se, com “socialmente”, o amigo quer dizer criado como conseqüência  do medo q nos vem, ao nos depararmos, na vida de encarnado, com o mundo ameaçador ao nosso redor e com tudo q seja percebido por nós, através de nossos canais de relação com o mundo: fenômenos, acidentes geográficos, temperatura, pedras, saúde e doença, vida e morte, seres humanos e não humanos, orgânicos e inorgânicos... ; tudo!”.
       X: O Ego é um “eu” que segue costumes, crenças, atitudes defendidas pela maioria?
       Cel: q pode seguir ou não seguir, mas q vê, ouve, sente, cheira, degusta, percebe e interpreta , sempre a nosso favor (por isso suas interpretações não são confiáveis, pois sempre a nosso favor!). O ego nos “ajuda” a viver na carne, mas nos estorva qto à percepção das coisas do espírito, não nos deixando conhecer o que e quem realmente somos dentro deste universo sem fim. Ele provoca a ilusão de que somos seres independentes e separados de tudo o mais, pois vemos o mundo, quando estamos no corpo material, através dos sentidos, sobretudo visão e audição, os quais nos fazem "sentir" que o mundo está "em torno" de nós.  
       X: Cada Ego/personalidade tem um conceito de verdade diferente vindo das experiências diferentes trazidas pela escola da vida?
       Cel: conceito muito ou pouco diferente, ou até mesmo semelhante, das “pequenas” verdades trazidas desse aprendizado. É essa escola que, nos ensinando, continuadamente, através das experiências/lições que, incessantemente, nos proporciona, que nos faz como somos a cada instante. Ela é a causa do q fomos no passado, do que somos hoje e do que seremos no amanhã. Portanto, é ela que, continuadamente, nos molda, em relação aos sentimentos, desejos, escolhas, inteligência, discernimento, compreensão, sendo, assim, a construtora de nosso futuro. 
       X: Mas, a epístola de Paulo diz, claramente, que '' É o pai que opera em nós o pensar...”, muito defendida por você, o que significa que não existe na verdade o famoso livre arbítrio, tão importante para alguns que não aceitam a possibilidade de serem marionetes, máquinas, quando na verdade nem “nossos” próprios pensamentos conseguimos controlar perfeitamente...  
      Cel: Porq disse Paulo q “é o Sr q opera em nós, até mesmo as obras q acreditamos q, na realidade, nós operamos...”? Que “nenhum pensamento é verdadeiramente nosso, pois todos os pensamentos vêm de Deus”? Porq Jesus disse q “tudo vem do Alto” e q “até mesmo nosso desejo de segui-lo (ou seguir, ou fazer o que quer q seja, portanto) não é nosso...”? 
      Todas essas afirmações significam q, na realidade, como vc já deve ter percebido, nada é verdadeiramente nosso, nada vem de nossa mente, ou de nosso íntimo se não for provocado pelo q vem de fora de nós! Ações, eventos externos provocam as reações internas, a partir das quais agimos.   
      Se não existe o livre-arbítrio, tudo, inteligência, discernimento, compreensão, desejos, vontades, escolhas, decisões, sentimentos, virtudes, vícios, crenças etc, não somos nós mesmos q os produzimos, pois “tudo vem do Alto”, tudo vem desse incessante e eterno fluir, desse movimento universal a q damos o nome de vida, ou de escola de vida, ou de Deus.  
      Tudo q fazemos, seja no campo do bem, seja no do mal, somos levados a fazer pelo que a vida nos ensinou. Logo, dentro desse quadro, o livre-arbítrio, como a lei de causa e efeito, culpas e culpados, prêmios e castigos, penalidades e recompensas, nada mais são do que ilusões, fantasias inventadas ou imaginadas (muitas, com boas intenções), talvez inconscientemente, pelo homem q sempre busca e tem de achar uma explicação para tudo, em particular para aquilo q o faça sofrer. Se vc já observou q não comandamos nossos pensamentos, isto é, q eles não são nossos, pois vêm, demoram pouco ou muito, e se vão qdo menos esperamos, independentes de nossa vontade, compreenderá q os demais sentimentos, virtudes, vícios, maldade e bondade, como também desejos e escolhas conseqüentes aos desejos, não são nossos, pois tudo q obramos, pensamos, imaginamos, decidimos etc tem origem em pensamentos... e os pensamentos não são nossos!
      Qto ao livre-arbítrio (que não se harmoniza com o q observamos na vida, nem com o q ensinam as doutrinas, pois não existem decisões ou escolhas independentes ou livres do q  a escola da vida já nos ensinou) os sábios afirmam q “aquele q pensa q escolhe é imaturo; está ainda no jardim da infância (dos “mistérios” da vida) e dificilmente chegará à graduação universitária”; do mesmo modo, a ciência mais avançada do mundo assegura q “a escolha não é nossa”!
       E qto a sermos, pela inexistência do livre-arbítrio, marionetes nas “mãos” de Deus, podemos refletir: e nossas mãos, pés, pernas e braços, nossos olhos etc são nossas marionetes ou prolongamentos, complementos nossos, necessários auxiliares que são na obra de nossa sobrevivência? Do mesmo modo, podemos perguntar: somos meras marionetes de Deus ou prolongamentos, complementos Seus, auxiliares q somos, na obra de Sua criação (como dizem doutrinas)? Reflita sobre os experimentos da “dupla fenda” e da “escolha retardada”, cujas revelações dividiram a ciência em “antes” e “depois” deles e deram nascimento à física moderna, e tenha um a idéia do q colocamos acima.  Poderá encontrá-los na Internet.
       X: Mas, se é o Pai que opera em nós, nossos atos vem de Deus ou do Ego/personalidade existente no mundo material?  Se é Deus que escolhe por nós, como explicar essas vontades, escolhas tão divergentes? Afinal, é o Ego ou Deus ou a vida? 
      Cel: meu amigo, o dizer q é Deus, ou a vida, com suas incessantes lições, q age, escolhe etc, por nós, é um modo de fazer ver que “nós mesmos não agimos”; q, quando movimentamos um dedo ou damos um passo, ou um sorriso, quando imaginamos ou pensamos, tudo isso está sendo realizado por esse Todo Universal, essa Consciência universal q é uma só, única e absoluta; essa consciência que envolve tudo num abraço inafastável; tudo está em seus domínios, pois q, na realidade, não existimos como seres independentes e separados de tudo mais, nem dos demais “eus”, nem do universo; somos uma coisa só; como Jesus e outros disseram, “eu e o Pai somos um”, “eu sou o infinito e o eterno”; ou “só existe uma mente, e nós somos essa mente”!
      Como afirmaram e afirmam aqueles q conheceram a verdade, “a doença da humanidade é ver dois onde só existe Um”; e os cientistas quânticos, chamados por muitos de “cientistas místicos”: “a mente é a única coisa q não tem plural”; ou, “somos apenas máscaras neste mega drama da vida, no qual o único personagem é Deus”, ou "só existe uma mente nós somos essa mente". Por isso, Jesus, q percebeu, pode dizer: "eu e o Pai somos um"!
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PALAVRAS DE UM SÁBIO



Poderosos parecem ser os sentidos; poderosa parece ser a mente; e mais poderosa do que esta parece ser a razão. Mas, superior a tudo é o Ser Supremo. Quando o homem reconhece em si o Ser Supremo é possível dominar os falsos poderes e assim subjugar o ego profano.

Na vasta amplitude da natureza universal, por ciclos intermináveis, manifestam-se 
infinidades de flores, compostas de harmonia de formas e cores, e morrem pouco depois para serem substituídas por outras. As maravilhas da natureza não nascem para serem elogiadas. Não se preocupam em serem vistas. Sua única razão de existir é ser, simplesmente. Esse testemunho da consciência pura e desinteressada é suficiente para o homem crístico que realiza com amor e harmonia o dever que tem a realizar. E como as flores, não esperam elogios ou louvores, nem teme as censuras. 

Os homens estarão em estado natural quando olharem para os rios e sentirem-se parte deles, sentirem-se como a água que corre para o mar; quando olharem as flores dos campos e perceberem nelas mais que o perfume e as cores, perceberem nelas um oceano de paz, uma porta para se integrarem conscientemente com a Verdade. Quando se conscientizarem do estado natural, do estado sem ego, serão iguais aos rios, mares, flores, pássaros: vastos, plenos como o universo e conscientes do Divino Ser. Quando os homens retornarem à consciência do divino, conhecerão o real significado do Amor Supremo.

http://www.slideboom.com/presentations/337660/Palavras-de-Sabedoria---Sri-Maha-Krishna-Swami