terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O LIVRE-ARBÍTRIO EXISTE?



      SOBRE O LIVRE-ARBÍTRIO - Existe ou não existe?
      Amigos,
      Quantas vezes acreditamos que um ensinamento, uma afirmação, uma questão, explicação ou resposta, em particular sobre assuntos religiosos, seja  mesmo  verdade, devido a termos confiança em suas fontes! Observem o que coloco abaixo, sobre conceitos profundos e, para as religiões, graves e básicos, que muitos consideram verdade, mas que não são:  
       Leiam o trecho a seguir:
      "E como os pensamentos não são verdadeiramente nossos, também não são nossos os desejos, as vontades que eles despertam e, conseqüentemente, nem as escolhas (livre-arbítrio) de fazer isto ou aquilo. Logo, nem mesmo somos responsáveis por nossas obras (pelo fazer), como disse o sábio e místico Paulo: "é o Sr que opera em nós o querer e o fazer!". 

      O amigo X estranhou e perguntou: Então as escolhas que fazemos, sejam certas ou erradas, não são, verdadeiramente, nossas?! Se não são, porq é que as religiões afirmam que nossos sofrimentos decorrem de fazermos escolhas erradas, que levam danos ao nosso próximo?

      Resposta: Você tem mesmo liberdade de escolher? Consegue se recordar de alguma coisa, por mais simples, fácil, corriqueira e sem conseqüências significantes que seja (como escolher um lápis, uma cor, um copo d'água ou de refrigerante, ou sentar-se nesta ou naquela cadeira), ou complexa, de conseqüências sérias, incertas e/ou perigosas (como matar alguém ou declarar uma guerra, qualquer coisa), que tenha decidido/escolhido fazer, em toda sua vida, ou que tenha observado na vida de alguém, que tenha sido uma escolha livre? 

      Todos nós escolhemos o tempo todo, desde que a consciência chega até que se vai mas, se o amigo bem observar, verá que nenhuma escolha é “livre” ou verdadeiramente nossa. Todas elas, sem exceção, estão totalmente “presas” ao passado, ao que já aprendemos, de bom ou de mau, nesta escola do bem e do mal que é a vida.

      Observe: de onde nascem as escolhas? Simplesmente brotam de nossa cabeça ou de nossa vontade?  Sem dúvida, vêm de nossa vontade mas, e nossa vontade de onde vem? Quem produz ou é responsável por nossa vontade? 

      Veja, a seqüência psicológica é esta: escolhemos fazer ou não fazer, ter ou não ter, ser ou não ser, isto ou aquilo, porq nos veio a vontade de assim escolher. Mas, de onde vem a vontade, senão do desejo? E de onde vem o desejo, senão do pensamento (imaginação, associação, lembranças, expectativas, esperanças...)? Concorda? 

      E de onde vêm os pensamentos? São criações nossas, são verdadeiramente nossos? Somos nós que provocamos seu nascimento, que lhes damos origem? Não e nunca! Os pensamentos são provocados por algo que está fora ou além de nós (além de nós espíritos, pois pode estar em nosso próprio corpo material). 

      Este é o processo: ações, eventos, coisas exteriores, -> captadas ou percebidas por nossos canais de ligação com o mundo – visão, audição, olfato, paladar, tato, ou por alguma sensibilidade paranormal; -> dão lugar a reações interiores - interpretações pelo cérebro, ou área psicológica -> que dão lugar aos pensamentos -> que podem, ou não, se associar com aquilo que já está arquivado na memória, resultante de idêntico processo anterior, -> que modificam ou não o pensamento inicial; -> do pensamento vem o desejo de ter ou não ter, ser ou não ser, fazer ou não fazer aquilo que percebemos no exterior; -> do desejo nasce a vontade, forte ou fraca, de conseguir ter ou ser etc...; -> daí resulta a decisão ou escolha de agir para concretizar o escolhido.    

      Reflita bem sobre isso, e me diga alguma coisa. Vc vai verificar que os pensamentos não são verdadeiramente nossos; não são provocados por nós. Nem mesmo temos controle sobre eles (e isto podemos comprovar por um teste de dois minutos e um pouco de boa vontade). 

      São eles e, conseqüentemente, a mente (eu inferior, mente inferior, condicionada ou localizada etc) que nos comandam e, por isso, vamos daqui para lá, de lá para mais além, acertamos ou erramos, gozamos ou sofremos, e ficamos acreditando que fomos nós mesmos que escolhemos acertar ou errar, gozar ou sofrer.

      Por isso, disse Paulo, o apóstolo que levou o cristianismo ao mundo então conhecido, mas cujos ensinamentos não são plenamente aceitos pelas doutrinas cristãs, porq aparentemente (só aparentemente) discordam de ensinamentos de Jesus: “É o Sr que opera em nós o pensar, o desejar e o fazer!”, mostrando que nem os pensamentos, nem os desejos e, conseqüentemente, nem as escolhas e ações/obras são verdadeiramente nossos. 

      No mesmo sentido, disse tb: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos os pensamentos vêm de Deus!”. E, talvez para que não estranhássemos o fato de que sofremos mesmo que as escolhas erradas não tenham sido “nossas”, ainda disse: “Não é por vossas obras que sereis salvos...!”  

      Muitas revelações que vêm de desde séculos ou milênios A.C até nossos dias, e revelações da ciência moderna afirmam: “A escolha não é nossa!”

      Mestre e sábios afirmaram: “aquele que pensa que escolhe é imaturo: está ainda no jardim da infância das coisas do espírito e, dificilmente, chegará à graduação universitária!” 
      Jesus também disse coisa semelhante.
      Mas, vejam bem, não é pelo fato de sábios, a ciência, Paulo terem dito isso, que temos de, ou devemos crer que a escolha não é nossa, mas, pelo fato de que, facilmente, podemos provar que isso não é verdade. (Já colocamos várias vezes no FE como fazer essa comprovação).

      Abç.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

PEQUENAS QUESTÕES

Re: Fora da caridade não há salvação?

      
Olá, amigo Moreno espírita, como aconselham a doutrina espirita e, sem dúvida, todos os homens sensatos, vamos raciocinar acerca do texto que vc trouxe. Assim, apresento algumas questões que ele provoca:

      - se reencarnamos para, como vc disse, vencer as imperfeições morais e evoluir, qual é a causa de tantas vezes usarmos o livre-arbítrio para fazer escolhas que, afinal, nos dificultam vencer as imperfeições morais e a nossa evolução? 

      - se, ao sermos criados não possuíamos imperfeições morais, onde as adquirimos? Na erraticidade? Ou adquirimos imperfeições na mesma escola para onde somos mandados para aprender a nos livrar delas? 

      - se estamos na matéria para dominá-la, porq é que tantas vezes deixamos que ela nos domine, pois cometemos erros sobre erros que nos fazem continuar apegados aos atrativos que ela oferece?

      - se nossa Evolução espiritual depende de nosso trabalho, porq é que, mesmo podendo escolher pelo livre-arbítrio praticar ações boas, escolhemos praticar ações más?
   
      - se cada pensamento, sentimento, palavra e atitude devem ser disciplinados e educados para a iluminação de nosso Espírito, qual é a causa de teimarmos em não educá-las nem em discipliná-las, tanto que ainda estamos escolhendo transgredir as leis de Deus? 

      - se precisamos de luz para nossa evolução, porq é que tantas vezes trazemos escuridão para nós mesmos?

      - se podemos usar o livre-arbítrio para escolher nos libertar dos vícios, como vc disse, porq é que não o usamos para isso e, conseqüentemente, ainda continuamos viciados em tantas coisas? 

      - se podemos usar o livre arbítrio de modo a agir sempre no caminho do bem, qual é a causa de não o usarmos para isso, tanto que os sentimentos negativos, que vc lembrou, de desonestidade, de ódio, da revolta, da vingança, da falsidade, do racismo, da mentira, da preguiça, da raiva, do ciúme, ainda nos assaltam tantas vezes?

      - se podemos, como vc disse, vencer a nós mesmos, porq é que não vencemos?

      - se o sofrimento, a dor, são provas que a Lei nos impõe (e que, sem dúvida, implicam em sofrimentos, muitas vezes terríveis e insuportáveis) para, como vc diz, exercitar nossa inteligência, raciocínio, a força de vontade, a resignação, como entender esses sofrimentos se, pela DE e pela perfeita justiça, todos os nossos sofrimentos são sempre merecidos e justos, e só sofre quem age contra as leis de Deus?
      
      - se, para conquistar a própria evolução, temos, como seu texto diz, de sofrer, onde estará a justiça divina pois, pela DE e pela Justiça de Deus, só sofre quem transgride as leis de Deus?

      Imagino que o amigo não vá responder tantas perguntas mas, pelo menos, reflita sobre elas.

      E veja, meu amigo, que seu texto, como “milhões” de outros, diz, ou ensina, sempre a mesma coisa:  apenas “o que fazer” mas, nunca, o “como fazer”: 

      O seu texto, como milhares de outros, diz "o que fazer": conquiste sua evolução - não se enfraqueça - use suas possibilidades mentais e morais para vencer as provações - creia em Deus - vença os vícios, os maus pensamentos, maus desejos, os hábitos maus - não seja egoísta, desonesto, mentiroso, nem maldoso, preguiçoso, raivoso, falso etc etc.

      Meu amigo, “o que fazer” sabemos, pois todos nos dizem o que fazer; falta-nos aprender o “como fazer”, que ninguém, nem religiões, nem religiosos, sabem ensinar! 

      A solução para todas as imperfeições está em ter amor, em amar, certo? Mas, quem é que ensina "como fazer" para ter esse amor que ainda não temos?

      Meu amigo, para simplificar, esqueça tudo que está acima, e tente responder, apenas, está única pergunta: “qual é a causa dos sofrimentos dos homens?”, ou "por que vc é bom?", ou "por que vc é mau?". 

      Essas são perguntas muitas vezes repetida, mas nunca respondida de forma definitiva por nenhuma doutrina do mundo e por nenhum de seus seguidores! Todas as respostas que lhe dão são sempre meias-respostas, pois sempre questionáveis.

      Será que os amigos que, neste fórum, reprovam nossas mensagens têm resposta a essas perguntas, respostas que, parece, são tão simples e evidentes?

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A VINGANÇA

      Amigos,

      Qual é a finalidade desse debate tão longo sobre a vingança? 

      Me desculpem o que vou dizer. Não estarão todos apenas perdendo tempo com essa discussão? Não será apenas curiosidade ou desejo de ilustração? 

      Qual é a finalidade de compará-la, ou de julgá-la melhor ou pior que a justiça dos homens? De tentar compreender se ela cabe a nós, à justiça dos homens ou à de Deus? De procurar conhecer os males que ela pode causar no que vinga, ou pensa em se vingar, ou naquele que é, ou poderá ser alvo da vingança? 

      Saber que a vingança é um mal, ajuda a evitar o sentimento de vingança? Saber que, também para o vingador, a vingança é um mal, ajuda a evitá-la? Saber o que é a vingança, os males que ela pode causar, modificará o sentimento de ódio que está em nós? 

      Ou, o que é a mesma coisa, saber o que é o ódio, ou a falta de amor, que isso é um mal que pode resultar em conseqüências assustadoras, fará que nosso ódio se vá ou que nosso coração se encha de amor? 

      A vingança não e uma entidade em si mesma; é um sentimento, sentimento de ódio, raiva, de falta de amor, de impotência. Mas, pensem, quem de nós consegue, devido ao fato de saber o que é a vingança, afastar ou anular em nosso coração, o sentimento de ódio que ali se instalou?  

      Podemos, quando muito, controlar ou evitar a exteriorização desse sentimento, evitar que se manifeste, evitar que cause danos ao desafeto, ao inimigo. 

      Mas controlar ou evitar ou fazer cessar ou que se modifique esse sentimento que está em nosso peito, quem consegue fazer isso? Isso está fora de nosso alcance. E não fomos nós que o colocamos ali! 

      Quem é que controla ou comanda o sentimento de vingança, o sentimento de amor, ou de ódio, ciúme, inveja, ou de pena, dó, qualquer sentimento? Esse controle não depende de nossa vontade, do mesmo modo que esses sentimentos não dependem de nossa vontade de tê-los ou não tê-los, e nunca nascem espontaneamente em nós, ou causados por nós. 

      Os sentimentos, quaisquer sentimentos, não os controlamos,  pois nem mesmo sabemos “como fazer” isso. Sobre sua exteriorização ou manifestação, sobre isso “podemos ter, embora nem sempre”, algum controle mas, só isso!

      Todos esses sentimentos, a que chamamos de “doenças da alma” ou de defeitos morais, imperfeições, se resumem num só: no desamor, na falta de amor. Desse modo, qualquer um pode perceber que o único remédio para todas essas doenças também é um só: ter amor, conseguir que o sentimento de amor exista em nosso íntimo, em nosso coração. 

      Mas, quem, qual doutrina ou religião, filosofia ou ciência, sabe ensinar como fazer para que o amor exista em nosso coração? Sem dúvida, nenhuma pois, a amar ou a ter amor, ninguém sabe ensinar e ninguém aprende, nem com conselhos, nem com ensinamentos escritos ou falados, nem com exemplos de quem quer que sejam. 

      No entanto, não estamos totalmente desamparados, à deriva. Há, sim, quem ensine a como fazer o “trabalho” que, eventualmente, apenas eventualmente, e se estivermos no ponto de fazer isso, que possa nos fazer compreender como fazer para que, em nós, nasça e frutifique o amor.

      Nosso amigo Antonio Renato nos trouxe a correta e sábia afirmação de que “tudo depende de nosso progresso moral”. Verdade absoluta! Mas, e de que depende nosso progresso moral senão de nosso trabalho esforçado para que tenhamos em nós a virtude do amor?

      Por isso é que perguntei acima: “não será apenas perda de tempo, ou só curiosidade, ou desejo de ilustração ou de erudição?”  Por que não usar esse tempo para a tentativa de chegar a compreender, a conhecer, a saber o “como fazer” para que em nosso coração exista amor?

       É só isso que nos "salvará" e é só isso que pode melhorar o mundo!

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SOBRE A MEDITAÇÃO

    
   
      Sobre a MEDITAÇÃO.

      Sua finalidade é levar à extinção do ego (eu inferior, mente inferior, mente condicionada). Com isso se consegue conquistar o domínio sobre os pensamentos, os desejos, a vontade e, conseqüentemente, sobre as escolhas. Extinto o ego, cessa o único obstáculo entre nós e Deus.  
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      Um amigo escreveu:

      “Há algum tempo, venho tentando praticar a meditação. Apesar da correria do dia-a-dia e do pouco tempo de que disponho, pude perceber algumas coisas.

      "Não sei se estou de todo correto porém, com esses exercícios, senti que a nossa mente tem vida própria e o tempo todo tentei “expulsá-la” de mim. Insistente, ela vai e volta, trazendo lembranças, pensamentos muitas vezes sem sentido, desnecessários e mesmo indesejáveis...

      "Pude constatar que não somos a nossa mente e conseqüentemente não somos o que pensamos ser...

      "Como posso ir mais além? Como posso me conectar com o sagrado? Me vejo, muitas vezes, sem caminho a seguir.

      "Um abraço"
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      Resp: É assim mesmo pois, desde q abrimos os olhos para a vida, somos condicionados, pelas tradições, culturas, costumes, religiões, sociedade, suposições... a crer q somos nós mesmos q pensamos, que decidimos, que escolhemos, que fazemos de nós o que somos, que somos os construtores de nosso futuro, de nossa felicidade ou infelicidade. 

      No entanto, como vc percebeu, nenhum comando, ou controle, temos sobre os pensamentos. Eles se originam de percepções de eventos que ocorrem fora de nós (fora ou além de nós espíritos; não fora de nós corpo material), que captamos com nossos canais de relacionamento com o mundo. 

      Eles apenas vêm, permanecem pouco ou muito tempo, e se vão, nos fazendo bem ou mal, e também nos levando a fazer o bem ou o mal, independentemente de nossa vontade, pois tantas vezes contra ela. Como disse Paulo, o porta-voz do cristianismo: “É o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer!”, e mais: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos os pensamentos vêm de Deus!” 

      (A palavra 'Deus', aí, significa esse Todo infinito, esse fluir incessante que é a vida, essa força, ou energia, que cria e movimenta desde os mais insignificantes "quantas" de energia e partículas, aos mais imensuráveis universos e que, como uma correnteza irresistível, nos leva daqui para lá, e de lá para mais além, nos colocando em jardins floridos e perfumados, ou em fétidos lodaçais).     

      Por isso, como agimos sempre de acordo com os pensamentos, pois acreditamos que são verdadeiramente nossos, fazemos tantas coisas absurdas, e sofremos e fazemos outros sofrerem, muitas vezes qdo queremos fazer exatamente o contrário. E, tb exatamente, devido ao fato de estarem fora de nosso controle ou comando, é que somos levados daqui para lá e de lá para mais além, e q somos o q somos neste instante.

      Se tivéssemos comando sobre eles, eventualmente, chegaríamos a eliminar o ego e estaríamos naquela condição a que damos o nome de "iluminação"; saberíamos quem e o que somos; a ignorância e seus consequentes medos, sofrimentos etc cessariam. Como disse o Buda: "essa percepção de o que somos realmente, a iluminação, é o fim de todos os sofrimentos", como disse Jesus: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"; como disseram outros, "é a bem aventurança, a felicidade sem mácula".

      E como os pensamentos não são verdadeiramente nossos, também não são nossos os desejos, as vontades que eles despertam e, conseqüentemente, nem as escolhas (livre-arbítrio) de fazer isto ou aquilo. Logo, nem mesmo somos responsáveis por nossas obras (pelo fazer), como disse o sábio e místico Paulo: "é o Sr que opera em nós o querer e o fazer!". 

      Assim, talvez para q não pensemos ou estranhemos q sofremos por obras que “fazemos”, mas q verdadeiramente não fazemos, Paulo, também afirmou: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus!”. Jesus, também, falou coisas nesse mesmo sentido, mostrando que as escolhas não são nossas, que a escolha não é nossa nem mesmo para seguir seus ensinamentos: "Ninguém vem a mim, se o Pai que me enviou não o mandar a mim!"

      A prática da meditação tem somente esse objetivo: assumir o comando sobre os pensamentos, sobre a mente, o que implica em eliminar o ego. Se conseguirmos isso, o ego, único obstáculo entre nós e Deus, se vai, e podemos perceber e dizer, como Jesus e tantos outros: "Eu e o Pai somos um!".

      Por isso, disse o maior (?) profeta do Antigo Testamento: "Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!", isto é, se vc conseguir controlar sua mente, fazendo-a cessar de operar, aquietar-se, vc perceberá q não é mais você que está aí onde vc está, mas Deus. Como os mestres afirmam: “Ou o eu; ou Deus!”. 

      Esse é o único trabalho q precisamos fazer: dominar a mente, aquietar a mente, resultado que somente se alcança com a meditação. (Obs: meditar não é uma palavra apropriada pois meditar, no sentido em que os espiritualistas usam essa palavra, é estar "absolutamente atento"). E isso é realmente trabalhoso e difícil devido a estarmos num corpo material, devido a nossos condicionamentos e a nossa cultura ocidental, que impõem enormes dificuldades para esse trabalho.

      Assim, no Bagavad Gita, a “Sublime Canção da Imortalidade”, do Mahabarata, épico clássico do hinduísmo, 
considerado um verdadeiro manual de psicologia-evolutiva do ser humano, escrito há mais de cinco mil anos (3 mil anos antes de Cristo), está:

      “Arjuna, o ‘representante’ dos homens, desolado se lamenta: “Como dominar a mente? Ela é como um cavalo selvagem, indomável!”, ao q Krishna, o ‘representante’ de Deus, afirma: “Sim, é difícil, mas não é impossível!””.

      Os pensamentos são a mente; a mente são os pensamentos. No mesmo sentido do que disse o profeta do Antigo Testamento, como citado mais acima, H.P. Blavatysk, uma das figuras mais notáveis do século XIX, fundadora da Teosofia (literalmente, “Sabedoria Divina”), e que
 surgiu em um momento histórico em que a religião estava sendo rapidamente desacreditada pelo avanço da Ciência e da Tecnologia, disse: 

      “A mente é a assassina de Deus; mate a assassina!”

      E, Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-no-ie (“A casa, ou o lugar, ou o caminho do progredir infinito”), disse: 

      “Quando o ego se afasta, Deus se manifesta!”.

      Nas práticas da Raja-Yoga (yoga real, a yoga da meditação, da ligação com Deus) usa-se a repetição do mantra “Om... na... mo” q, para uns, tem o significado de “Om (Deus)... na (não)... mo (eu)”; do mesmo modo, para uns, “Seicho-no-ie” tem o mesmo significado: “Deus-não eu”.

      Isso mostra q a percepção a q devemos chegar é q “não sou eu q estou aqui; é Deus”. Para mestres e sábios, e para a ciência moderna, e para muitos outros, todos somos Deus, todos somos um só. (“Eu e o Pai somos um!”), “OS” espíritos são “O” Espírito.

      Como afirmam cientistas quânticos, “a mente é a única coisa q não tem plural” e, ainda, “só existe uma mente, e nós somos essa mente!”

       Muitos outros afirmaram a mesma coisa e, por isso, tantos foram, devido à ignorância de poderosos, como mostra a história antiga e a da Idade Média, penalizados com a morte pela crucificação, pelo fogo, esfolados ou sepultados vivos; outros, obrigados a se calarem para sempre, outros... 

      Assim, aconteceu com Jesus, e outros, naqueles tempos mais longínquos. Mais perto de nós, Giordano Brunno, monge (queimado vivo), Meister Eckart, monge (que só não foi executado pelo fogo, porq morreu durante o processo), Teilhard de Chardin, sacerdote (obrigado ao silêncio até o dia de sua morte) e, bem mais recente, Leonardo Boff, monge, que teve de se afastar, ou foi excomungado (?) da Igreja de Roma.

      Tereza de Ávila, hoje santa e doutora teologal da igreja de Roma, que por pouco não foi também levada ao tribunal da igreja, por dizer coisas como esta: "Atenção! Atenção! Atenção!", e “... é insensatez tentar ir aos céus para encontrar Deus, pois Ele está desde sempre dentro de cada um de nós”; e João da Cruz, hoje santo dos católicos, que passou grande parte de sua vida de sacerdote da Igreja, preso nos cárceres dos conventos, por dizer coisas semelhantes. 


      MEDITAÇÃO – PORQ TENTAR?

      Amigos,
      A "tentativa" de meditar nada mais é, do que uma tentativa de permanecer exatamente no “aqui – agora”. Observem que o ego não “funciona”, não opera, não existe, no presente/presente, no exato instante (no agora); e que nós só podemos operar com nossos sentidos, ou com memórias do passado e expectativas qto ao futuro, exatamente no presente/presente (no agora).

      O pensamento (ação do ego) nunca está focado no presente mas, ou no futuro imediato ou distante, ou no passado imediato ou distante (por isso, podemos dizer que o ego é resultado da desatenção, da desatenção). E é essa desatenção que nos leva a todas as alegrias e acertos e/ou a todas as tristezas e desacertos, portanto aos sofrimentos que vemos no mundo. 

      Tanto que, no primitivo cristianismo, a maior virtude era a “atenção” e o maior pecado, a “desatenção” (os chamados "pecados mortais" se baseiam nisso). Nós, ninguém, vê, ouve, cheira, saboreia, toca, sente ou pensa ou se recorda do passado, ou planeja ou imagina o amanhã, senão no presente (no agora), nunca no passado ou no futuro; nossos sentidos só agem no agora e no aqui. 

      Assim, quando há “total atenção” na ação de cada sentido, ou pensamento ou o que quer que seja, o ego não está presente, cessa de operar, pois suas operações só existem qdo estamos “desatentos” pensando, imaginando, devaneando (espírito perfeito + ego = espirito obscurecido = homem; homem, ou espirito obscurecido – ego = espírito perfeito). E a total e absoluta atenção "mata" o ego, pois impede o nascimento de pensamentos, já que pensamentos etc, como está acima, só surgem qdo estamos desatentos. 

      Krishnamurti (em mais de 80 livros),  Yogananda (Sociedade da Auto-Realização), Nisagardatta ("I am that", "Eu sou Aquilo"), Benoit ("A Doutrina Suprema") e muitos outros, mais antigos ou mais modernos (como Ken Wilber - em "O Espectro da Consciencia", Amit Goswami - em "O Universo Autoconsciente, como a consciência cria o mundo material", enfatizam sobremaneira a "atenção": quando a atenção ao presente é total não nascem pensamentos; dizem que façamos, assim (me parece que está num texto do “máscaras de Deus”): atenção total às diferentes partes do corpo, sentir cada centímetro, sentir os pontos onde há tensão, pontadas, leves dores, mais sensíveis, a testa, o couro cabeludo, boca, a nuca, indo descendo, assim, até a sola dos pés; se essa atenção é desviada por um ruído, luz, o que for, retomar a atenção às partes do corpo; fique atento a tudo, inclusive, ao ruído do carro ou do avião que passa, a tudo, às paredes da sala, aos móveis, às cores das roupas dos demais, mas, sempre voltando às partes do corpo; tudo com atenção total. (Muita literatura diz: atenção absoluta à ponta do nariz, atenção ao umbigo, ao centro da testa etc. Na AMORC, à luz de uma vela; na yoga e outras, a um som, ou mantra). 

      Diz Nisagardatta que, se se consegue, nas primeiras práticas, permanecer totalmente atento por 1 minuto que seja, já é uma vitória. Todos esses exercícios, como os de Ramana, de atenção ao “eu sou”, têm o mesmo objetivo: tirar o comando da mente/ego, dos pensamentos de sobre nós, e o assumirmos. Repito o que já foi dito anteriormente: no Bhagawad Gita, a Sublime Canção da Imortalidade, Arjuna, simbolizando o homem, diz, consternado, para Krishna, q simboliza Deus: “Senhor, como dominar a mente? Ela é como um cavalo selvagem!”, e Krishna lhe responde: “Sim, é difícil, mas não é impossível!”. 

      À medida que se fazem mais e mais tentativas, deve acontecer que o tempo de atenção melhore e, quando se consegue atenção total e completa por tempo mais longo (?) sente-se que, naqueles intervalos, o ego se foi. Então, cessadas as operações do ego, aquietada a mente, entra-se em contato com o próprio eu, espírito puro e perfeito que sempre foi; percebemo-nos identificados e nos confundimos com o Espírito que sempre fomos (”Eu e o Pai somos um!”), mas que o ego não nos permitia perceber. Quanto mais exercícios, mais avançamos na tentativa de meditar.

      Abraços a todos.
   
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013



 (41)  ‘A EXPERIÊNCIA’ de um Evangélico  (Jan2008)
    (Extrato de ‘Despertamento, a ciência de um milagre’).
          
        Charles G Finney, professor e advogado, pregador evangélico, por muitos comparado a Paulo, nem na juventude, nem adulto, dera atenção a assuntos religiosos. Em Adams, cidadezinha onde foi advogar, conheceu e ouviu o pastor Gale, formado em Princeton. Os dois tornaram-se amicíssimos, mesmo não se compreendendo um ao outro; o pastor não conseguia responder a todas as perguntas sobre a religião que pregava, que Finney lhe fazia. A perplexidade do advogado tornava-se cada vez maior diante da aparente incoerência entre as orações dos crentes e a falta de respostas. Oravam e oravam, pediam e pediam, e nada acontecia.

       Finney comentou com alguns vizinhos:
       ‘Desde que assisto aos cultos, vocês têm orado o suficiente para expulsar desta vila até mesmo o diabo, se é que há poder em suas orações. No entanto, vocês ainda continuam orando e se lastimando, como se suas orações nunca houvessem sido ouvidas’. (orações formais não passam de exterioridades; não levam a Deus. O que pode levar a Deus são as orações de recolhimento e de quietude, ensinadas por Tereza de Ávila e místicos).

      Ele viria a aprender, depois, que muitas questões não se resolvem nem com orações, nem com sermões, mas somente por meio do conhecimento pessoal (direto, a experiência mística) daquele em quem está toda sabedoria: Deus.

      Mais tarde, Finney se converteu, e a narrativa desse acontecimento, em muitos sentidos, assemelha-se à de Saulo, na estrada de Damasco. Finney não possuía instrução religiosa, mas era sério, enérgico, inteligente, de mente aberta. Como Saulo, ele também teve sua ‘visão’, e saiu, dessa transformadora experiência, resolvido a abrir os olhos e ouvidos dos demais.

       Em suas próprias palavras:
       ‘Certo domingo, no outono de 1821, decidi resolver, duma vez por todas, a questão da salvação de minha alma e reconciliar-me com Deus. Andava ocupadíssimo, de modo que sabia que jamais conseguiria realizar esse desejo se não me aplicasse a ele com total firmeza de propósito. Estava disposto a pôr de lado, até onde fosse possível, tudo quanto pudesse distrair-me a atenção, e a me dedicar exclusivamente a esse objetivo.

       ‘Nos dois dias seguintes, minhas convicções aumentaram, mas parecia que meu coração se endurecia cada vez mais. Não conseguia orar. A oração não passava de um sussurro e, às vezes, me parecia que, se estivesse sozinho onde ninguém pudesse me ouvir, ergueria a voz e gritaria minhas preces. Tornei-me esquivo, evitando falar com quem quer que fosse...

      ‘Na terça-feira, já estava muito nervoso, e durante a noite me veio uma estranha impressão, como se eu estivesse prestes a morrer. E eu sabia que, se morresse sem me reconciliar com Deus, seria condenado ao inferno, mas procurei acalmar-me o quanto pude até o amanhecer.

       ‘No dia seguinte, saí cedo para o escritório e, pouco antes de chegar, fui desafiado por perguntas que, parecia, vinham de dentro de mim, como se uma voz interior me dissesse: ‘Que está esperando? Não prometeu seu coração a Deus? Porque se esforça? Está querendo alcançar a justiça por você mesmo?’ (porque toda justiça e toda salvação vêm de Deus e não de nosso esforço).

       ‘Nesse momento, abriu-se diante de mim todo o plano de Deus para a salvação do homem, de uma forma que achei muitíssimo maravilhosa naquele instante. Parece-me que vi, então, tão claramente como nunca na minha vida, a realidade e plenitude da obra expiatória de Cristo. Vi que era obra consumada; que em lugar de ter ou precisar de algum esforço ou sacrifício meu para me reconciliar com Deus, eu tinha de me submeter à justiça de Deus, por intermédio do filho. A salvação apresentou-se-me como uma oferta a ser aceita: era plena e completa, e nada mais era necessário senão o meu próprio consentimento para abandonar meus pecados e aceitar Cristo. A salvação, assim me parecia agora, ao invés de ser conquistada pelas minhas próprias obras, devia ser encontrada somente em Cristo, que se apresentava diante de mim como meu Salvador. (pois ‘somos salvos, não por nossas obras, mas pela graça de Deus’).

       ‘Sem perceber, eu tinha parado na rua no momento em que a voz me intimara. Quanto tempo permaneci, ali, sem perceber, não sei precisar; mas depois que aquela revelação nítida ficara já algum tempo em minha mente, pareceu que me foi dirigida outra pergunta: ‘Você o aceitará hoje, agora?’ Respondi: ‘Sim, hei de aceitá-lo hoje, ou hei de morrer na tentativa. ’

       ‘No alto da colina, ao norte da povoação, havia um bosque, no qual eu costumava caminhar diariamente e, em vez de ir para o escritório, caminhei para lá, pois senti que precisava estar sozinho, distante de todo olho e ouvido humano, para que pudesse abrir meu coração para Deus...

       ‘Quando, porém, tentei orar, verifiquei que meu coração não queria orar. Parecera-me que, se ao menos pudesse estar em algum lugar onde, falando em voz alta, não fosse ouvido por ninguém, eu poderia orar livremente; mas, quando tentei, estava mudo, nada tinha a dizer a Deus; quando muito pude proferir umas poucas palavras, e mesmo assim, de forma mecânica. Quando tentava orar, parecia-me ouvir ruído de folhas; então, parava e olhava para ver se alguém se aproximava. Isso aconteceu várias vezes.

       ‘Por fim me vi chegando às raias do desespero. Disse a mim mesmo: ‘Não consigo orar. Meu coração está morto para Deus e não quer orar. ’ Reprovei então a mim mesmo, por ter prometido entregar meu coração a Deus ou morrer. Quando tentava orar, não conseguia. Não havia movimento do meu coração em direção a Deus. Comecei a sentir profundamente que era tarde, que eu devia ter sido abandonado por Deus, que não havia mais esperança para mim.

       ‘Angustiava-me ao pensar na imprudência de minha promessa, de entregar meu coração a Deus naquele dia, ou morrer na tentativa. Embora parecesse que aquele meu voto me comprometia, eu não iria poder cumpri-lo. Veio sobre mim tão grande e profundo desânimo e abatimento, que me senti fraco demais para me agüentar sobre meus joelhos.

       ‘Nesse preciso momento, novamente me pareceu ouvir a aproximação de alguém, e abri os olhos para verificar. Então, me foi claramente revelado que o orgulho de meu coração era o grande obstáculo que me entravava o caminho e não me deixava nem mesmo orar (pois lhe tirava a atenção).  Apoderou-se de tal modo de mim um sentimento esmagador de minha vileza, por me sentir envergonhado pelo fato de que outro ser humano pudesse me ver ajoelhado perante meu Deus, que, a plenos pulmões, gritei que não sairia daquele lugar ainda que me cercassem todos os diabos do inferno. ‘O quê’, eu disse, ‘um miserável pecador como eu, confessando de joelhos meus pecados ao grandioso e santo Deus, com vergonha de que um ser humano, pecador como eu mesmo, me veja de joelhos buscando reconciliar-me com quem tanto ofendi?!’ Esse pecado pareceu-me terrível, infinito, e me arrasou ainda mais.

       ‘Nesse instante, raiou em minha mente, como se fosse um dilúvio de luz, esta passagem da Escritura: ‘Então ireis a mim e a mim dirigireis vossa oração, e eu vos ouvirei. Então me buscareis e me achareis, quando me buscardes de todo o coração’ (isto é, sem receios, numa entrega total). Imediatamente me prendi a essas palavras. Naquele momento, eu estava tão consciente de haver confiado totalmente na verdade de Deus, quanto o estava de minha própria existência. De certa forma, eu sabia que aquela era uma passagem da Escritura, embora eu não tivesse consciência de a ter lido antes. Sabia que era a Palavra de Deus e, por assim dizer, a voz de Deus que me falava. Clamei: ‘Senhor, apego-me ao que dizes; sabes que na verdade eu te busco de todo meu coração, e que aqui vim para clamar a ti, e prometeste me ouvir’.

       ‘Isso parecia encerrar a questão de que eu poderia, naquele dia, cumprir meu voto. O Espírito pareceu dar ênfase a esta idéia no texto: ‘quando me buscardes de todo o coração’. Falei ao Senhor que me apegava à sua palavra; que, por isso, eu tinha certeza de que ele me ouvia a oração e havia de ser encontrado por mim...

       ‘Caminhei calmamente em direção ao povoado. Tão perfeita era minha calma que me parecia que toda a natureza a sentia. Eu fora para o bosque logo após o café, que tomara muito cedo; quando voltei à vila, vi que já era hora do almoço. Eu, porém, estivera de todo inconsciente da passagem do tempo que me pareceu que ficara pouco tempo lá no bosque.

       ‘Fui almoçar, mas não tinha apetite. Fui, então, para o escritório. Tentei tocar meu violoncelo, como costumava fazer, mas assim que tocava e cantava aquelas músicas sacras, de palavras inspiradas, começava a chorar. Parecia que meu coração estava se derretendo; era tal meu estado emocional que não podia ouvir nem minha própria voz cantar sem que minha sensibilidade extravasasse em lágrimas. Admirei-me disso e procurei reprimi-las, mas não consegui e guardei o instrumento...

       ‘Depois do almoço, estive muito ocupado transferindo livros e móveis para outra sala. Minha mente, porém, permanecia naquele estado de profunda tranqüilidade. Havia grande suavidade e amor em meus pensamentos e sentimentos. Tudo parecia correr bem; nada me perturbava ou incomodava.

       ‘Pouco antes de terminar, um pensamento tomou conta de mim: assim que estivesse a sós procuraria orar novamente; não me descuidaria mais da vida espiritual, de modo algum.

       ‘Até a noitinha estava tudo arrumado. Acendi um bom fogo na lareira, esperando passar sozinho as horas noturnas. Ao anoitecer, o Dr. W., vendo tudo pronto, deu-me boa-noite e foi para casa. Acompanhei-o até a porta e ao fechá-la e voltar-me, meu coração parecia estar, novamente, derretendo dentro de mim. Todos meus sentimentos pareciam transbordar, e a expressão de meu coração foi: ‘Quero derramar minha alma diante do Senhor’. Nesse instante, foi tal o arrebatamento que senti, que corri para o quarto, atrás do escritório, para orar.

       ‘No quarto não havia luz nem fogo; contudo, pareceu-me que ele estava totalmente iluminado. Ao entrar e fechar a porta atrás de mim, pareceu-me encontrar o Senhor Jesus, face a face. Não me ocorreu, naquele momento, que aquilo tudo se passava na minha mente. Na verdade, pareceu-me vê-lo como veria qualquer homem. Ele nada disse, mas olhou-me de tal modo que me derrubou a seus pés. Eu sempre havia considerado uma situação dessas como sendo um notável estado mental, mas pareceu-me que ele estava realmente em pé, ali, diante de mim. Caí a seus pés e abri-lhe minha alma. Chorei alto, como criança, e confessei-me como me permitiu minha voz engasgada de emoção. Pareceu-me que lhe banhei os pés com minhas lágrimas...

       ‘Assim que consegui me acalmar, voltei ao escritório e descobri que estava quase totalmente consumida a lenha grossa com que preparara o fogo na lareira. Ao voltar-me, porém, para me sentar à beira do fogo, recebi um poderoso batismo do Espírito Santo. Sem qualquer expectativa nesse sentido, sem jamais ter pensado que tal coisa pudesse me acontecer, sem qualquer lembrança de ter ouvido algo semelhante mencionado por alguém, o Espírito Santo desceu sobre mim de maneira que pareceu atravessar meu corpo e minha alma. Pude ter a impressão de ondas de eletricidade atravessando-me vez após vez. De fato, parecia vir em ondas e mais ondas de amor líquido; não sei de que outra maneira expressar o que senti. Parecia o próprio sopro de Deus. Recordo, claramente, que parecia soprar sobre mim como se fossem asas imensas abanando-me.

       ‘Não há palavras que exprimam o maravilhoso amor que se espalhou em meu coração. Chorei alto, de alegria e felicidade; e, não tenho certeza, mas eu diria que saiam aos borbotões as emoções inexprimíveis de meu coração. Essas ondas vieram sobre mim, e vieram, e vieram, uma após outra, sem cessar, até que, lembro-me de ter gritado: ‘Morrerei, se estas ondas continuarem a cair sobre mim.’ E disse ainda: ‘Senhor, não agüento mais!’, embora não sentisse mais qualquer medo da morte.

       ‘Não sei quanto tempo continuei nesse estado, com esse batismo me envolvendo e me atravessando. Sei que já era bem tarde quando um amigo veio me ver. Encontrou-me em prantos e perguntou: ‘Finney, o que aconteceu? Não está se sentindo bem?’ Durante algum tempo não pude responder. Ele perguntou: ‘E está sentindo alguma dor?’ Dominando-me da melhor forma que pude, respondi: ‘Não, mas estou tão feliz que nem posso mais viver... ’

       ‘Dormi logo, mas logo em seguida acordei de novo por que estava tão repleto de amor, que não conseguia dormir. Logo, dormi de novo, e acordei do mesmo modo. Assim continuei até altas horas.

       ‘Quando acordei o sol já derramava sua claridade no quarto. Palavras não podem exprimir a impressão que essa luz do sol me fez sentir. Imediatamente, o batismo, que eu recebera na noite anterior, voltou sobre mim, e do mesmo modo. Fiquei de joelhos sobre a cama e chorei alto de alegria; permaneci algum tempo de tal maneira arrebatado pelo batismo do Espírito, que nada podia fazer senão abrir minha alma para Deus. Pareceu-me que esse batismo matinal era acompanhado de suave censura; o Espírito parecia perguntar-me: ‘Duvidas?’ Gritei: ‘Não, não duvidarei jamais; não posso duvidar’. Ele então esclareceu aquele assunto em minha mente, de tal modo que era impossível duvidar que o Espírito de Deus controlava todo o meu ser.

       ‘Enquanto eu estava assim, pude entender a doutrina da justificação pela fé como experiência real. Esse assunto nunca impressionara minha mente a ponto de eu considerá-lo, distintamente, como doutrina fundamental do Evangelho. Na verdade, eu nem mesmo compreendia o que significava a passagem: ‘Sendo justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. ’ Pude ver, então, que no momento em que cri, lá no bosque, que todo sentimento de condenação desaparecera completamente de meu pensamento, e que, a partir daquele instante, eu não mais conseguia, nem me esforçando, sentir qualquer sentimento de culpa ou de condenação por meus atos quaisquer que fossem eles. O sentimento de culpa se apagara, cessara, morrera; foram-se os meus pecados, e eu não tinha mais nenhum sentimento de culpa; era como se eu nunca tivesse cometido qualquer pecado.

       ‘Senti que me achava num estado no qual eu não mais poderia pecar. Ao invés de sentir que eu pecava sem cessar, meu coração estava tão cheio de amor e paz que transbordava. Meu cálice transbordava de bênçãos e de amor, e eu sentia que não mais estava pecando contra Deus. Além disso, nunca mais tive o menor sentimento de culpa pelos pecados que já cometera. ’
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(Para outras experiências da mesma espécie, ver ‘Consciência Cósmica’, de Richard M. Bucke).

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CARTA AO BUSCADOR DE DEUS

(1)              CARTA AO BUSCADOR   Renovado e atualizado     
ESCLARECIMENTOS iniciais:
Este texto, e os q virão depois, parecerão insossos, sem objetividade e que não explicam a razão da perda de tempo em escrevê-los ou lê-los. Mas, com o continuar da leitura, você poderá perceber os motivos porque estão aqui.
Sugiro que, antes de ler, abandone todos os preconceitos sobre a vida, as crenças, as coisas novas etc. Se não fizer isso, talvez nem aceite seu conteúdo. Todos nós nos dedicamos àquilo que julgamos ser o certo ou ‘o melhor’ e não desejamos perder tempo com outras coisas. Mas, o que consideramos ser o melhor será, com toda certeza, ‘o melhor’?
Outra coisa: se você está satisfeito com o que a vida é para você e os seus; se compreende porque sofremos; não tem problemas fisiológicos, psicológicos ou existenciais; não se interessa em acabar com as dúvidas ou acha que não têm mais dúvidas a resolver, nem leia o que aqui vai escrito, que isso poderá até perturbá-lo. Mas não se esqueça do conselho de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o que for bom”.
Os textos não se referem exatamente a religiões, mas guardam relações com elas; e como entre nós a mais conhecida é a cristã, as citações apresentadas, em geral, se ligam a ela.
Leia com calma; use a atenção, questionando sempre e com vontade de compreender.
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CARTA AO BUSCADOR
Se você não compreende esta vida tão cheia de problemas e incertezas, mas tem uma mente questionadora e está interessado em buscar respostas para tantas dúvidas que temos sobre a vida, a morte, por que estamos aqui, a razão do sofrimento etc. respostas que, pelo que parece, nem a ciência, nem qualquer crença, religião, psicologia ou filosofia nos dão de modo que nos deixem definitivamente sem quaisquer dúvidas, talvez porque nem elas as conheçam integralmente, leia os textos que aí vão.
Neles não estão as respostas, mas está indicado o caminho para encontrá-las e para, eventualmente, levar você a um objetivo maior: àquilo’ a que damos o nome de Deus.
São textos baseados em experiências de homens sérios que se dedicaram a investigações sobre o porquê da vida, as causas do sofrimento, o lugar do homem neste universo sem fim. Hoje, cientistas quânticos e psicólogos transpessoais pesquisam esses assuntos e têm encontrado respostas que trazem sérias implicações para as concepções que temos sobre Deus e a vida, respostas semelhantes às visões do misticismo milenar.
Até os físicos de nossa ciência mais avançada, a física quântica, nos asseguram, como os místicos, que o esquecimento do ‘ego’, na meditação, é a única coisa a se fazer para que o ser humano se liberte de toda ignorância e sofrimento e chegue à percepção do ‘sagrado’, que não temos ainda porque estamos dominados por interpretações equivocadas que provocam ilusões.
Os textos foram escritos com o único objetivo de tentar mostrar que a única saída da escuridão da ignorância e do sofrimento em que estamos é a percepção do divino, a experiência mística, a percepção de que cada um de nós é o próprio Absoluto, como os místicos sempre afirmaram, e Jesus, também, ao dizer: ‘Eu e o Pai somos um’.
Como os místicos, cientistas afirmam que estaremos voltando sempre para novas vidas (não me refiro à volta do “eu” individual), e sabemos, por pesquisas de instituições sérias e independentes, que, quanto maior o número de pessoas que meditam, o mundo será melhor. Logo, se mais pessoas meditam, encontraremos, em nossos retornos, mundos melhores.
Estes assuntos devem ser divulgados ao máximo, como você vai perceber após leitura cuidadosa.
Em face da concordância com resultados da física quântica, hoje a meditação é praticada no Ocidente por milhares de pessoas, psicoterapeutas, cientistas, religiosos e estudantes, porque se percebeu que a própria ciência, durante séculos crítica severa das ‘religiões’, agora explica, com provas irrefutáveis, muitos dos conceitos e visões de mundo alcançados pela meditação praticada pelos místicos orientais e ocidentais.
Os sábios afirmam que toda virtude é forçada, falsa ou apenas imitação, enquanto não se tem a ‘experiência de Deus’, que pode ser alcançada através da meditação e, muitíssimo raramente, de modo espontâneo.
Pesquisadores afirmam que ‘o que falta, hoje, no cristianismo, é o conhecimento de que se pode passar da teoria e da doutrina para a percepção direta daquilo que a doutrina fala, isto é, para a percepção direta de Deus’ que, segundo Carl G. Jung, ‘é a experiência mais sublime e importante na vida do ser humano... ’ e, também palavras de Jung, ‘na medida em que, por essas experiências, se aproximam do divino, as pessoas se afastam da maldição da patologia’, isto é, se livram das doenças. Como afirmou o Cristo, ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’, e o Buda, ‘A iluminação é o fim de todo o sofrimento’.
O cristianismo primitivo era, como se deduz desta leitura, essencialmente místico; buscava a ‘ligação’ consciente com ‘Deus’, no silêncio da mente, sem a necessidade da intercessão de ninguém. Aí deve estar uma das razões porque há tanta reação, entre nós ocidentais, para a aceitação do misticismo, pois este mostra que não precisamos de qualquer intermediário entre nós e Deus, enquanto as religiões ocidentais nos fazem crer que sempre necessitamos da intermediação de religiões, ‘santos’, sacerdotes, pastores, gurus, espíritos protetores etc.
Os místicos afirmam, como já dito acima, que as virtudes, como a humildade, o amor ao próximo etc., a ética real, são prematuras, forçadas ou apenas imitações antes dessa experiência, pois as virtudes genuínas só vêm como resultado do ‘despertar’.
Assim, afirma Gurdjeff, místico russo: “É extremamente difícil encontrar, no mundo, um verdadeiro cristão, pois como pode alguém amar por mandamento?” (mandamento = ordem, obrigação; ou por medo de sofrer castigos por não obedecer aos mandamentos?). “Isso é absurdo; mas é o que a igreja cristã manda. Com o tempo, a igreja adotou o amar sem a capacidade de fazê-lo porque foram esquecidas as práticas que devem preceder o amar. Assim, é insensato usar o nome de cristão”.
Vê-se, nestes textos, que quanto mais próximos estamos da percepção ‘daquilo’ a que denominamos Deus, mais distantes dos problemas fisiológicos, psicológicos e existenciais, e que a religião, no Ocidente, tem sido usada, erradamente, como meio de formação moral e não como, no cristianismo primitivo, meio de busca de Deus; para a ação social, que é exterior, em vez de para a experiência de Deus, que é interior; para servir a Deus em vez de ser usada para sentir o ‘gosto’ de Deus.
São Simeão assegura que, sem essa experiência, os cristãos continuarão nas alucinações e fantasias da cristandade e nunca chegarão à percepção do sagrado, cujo caminho Jesus ensinou, mas as igrejas cristãs, parece, esqueceram ou não entenderam. Como afirmam os sábios, aquele que não tem essa percepção é ainda subumano e sua vida é fútil, sem sentido e, quase sempre, cheia de incertezas, ignorância, conflitos e sofrimentos.
Todos os textos merecem ser analisados. Infelizmente, nós, ocidentais, não damos valor às palavras dos chamados ‘iluminados’ pois, se déssemos, não agiríamos como agimos: a religião, em geral, tem sido só para o culto semanal, para certas cerimônias e para momentos de crise. Muitos se ligam a religiões, mas essa ligação é, quase sempre, muito superficial; dificilmente alguém segue, fielmente, os ensinamentos dos sábios que deram origem a elas. Veja se não é isso o que acontece conosco e em torno de nós.
Um exemplo: aquela que deve ser a recomendação mais importante do mestre Jesus, ‘Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus, que o demais vos virá por acréscimo’ não é seguida. É isso que fazemos, ou buscamos, em primeiro lugar, a satisfação de nossas necessidades existenciais de segurança material, poder, prestígio, riqueza, afeto, sexo, beleza, entretenimento etc.?
Se você é um buscador sério, sincero, de mente aberta, vai se beneficiar com esta leitura. Mas, para abordar estes assuntos, é preciso abandonar todos os preconceitos. Estes são o maior obstáculo no caminho. Lembre-se do conselho do apóstolo Paulo: ‘Estudai de tudo e guardai o q for bom!’.
Aqueles que já ‘compreenderam’, alertam para o fato de que um dos mais delicados problemas que aquele que busca tem de enfrentar pode ser o reconhecimento de que sofrerá resistências acerca das idéias e experiências que poderá vir a ter, pois suas crenças e concepções mais fundamentais sobre a vida poderão vir a ser tremendamente questionadas até por ele mesmo.
Os documentos tratam daquilo que é mais importante para a humanidade e que, mesmo inconscientemente, todos nós buscamos mas, por ser inconsciente essa busca, vamos atrás de satisfações-substitutas que não levam a nada, pois são apenas ilusões.
Às vezes vai parecer que estamos fugindo do assunto principal, mas isso é necessário para ‘separar o joio do trigo’ em tudo que está em nossa mente, ali depositado pela cultura, costumes, tradições, suposições, ilusões, crenças, religiões etc., durante toda nossa vida.

Alguns dos textos sintetizados:
- ‘A ignorância do homem’ – Ensaio sobre as eternas perguntas do homem, que permanecem sempre sem respostas; suas dúvidas, medos e sofrimentos.
- ‘Além da Mente’ – Físicos quânticos, psicólogos transpessoais, psicoterapeutas e outros falam da realidade da meditação como único caminho para se ir ‘além do ego’, além do espaço-tempo e, assim, poder chegar àquilo a que damos o nome de Deus.
- ‘A Bíblia Revisitada’ – Leva-nos a pensar que aquilo que os hebreus, no Velho Testamento, afirmavam ser o Deus único, poderia ser apenas interpretação equivocada. Leia com atenção e a Bíblia aberta. A razão deste documento é mostrar uma possibilidade que nem sequer imaginamos e que tem sérias implicações para este estudo.
- ‘Redescobrindo a Alma’ – O cristianismo dos primeiros tempos. Mostra que aquilo que as religiões ocidentais pregam hoje quase nada tem a ver com o cristianismo primitivo. O que Jesus ensinou é o mesmo que o misticismo oriental ensina desde há milênios.
- ‘Diário de Krishnamurti’ – Seis meses da vida deste sábio, com lições para um relacionamento mais harmonioso entre os seres humanos, o que pode trazer, à mente do homem, a tranqüilidade necessária para a tentativa da meditação.
- ‘O ensinamento Zen’ – Instruções para preparar nossa mente para as tentativas de se chegar ao ‘satori’ (iluminação).
- ‘Os Níveis da Consciência’ – Estudo sobre as psicologias do Ocidente e das tradições místicas do Oriente, mostrando que não são antagônicas, mas complementares, e que as práticas místicas podem nos levar à iluminação.
- ‘Meditação Transcendental’ – Pesquisas feitas por psicólogos, antropólogos, médicos, psiquiatras, físicos e outros cientistas, em conceituados laboratórios independentes, em várias partes do mundo, sobre esta meditação, hoje praticada inclusive em mosteiros cristãos. As conclusões são impressionantes.
- ‘A Igreja Romana e o Cristianismo’ – Impressionante estudo de Rui Barbosa, um dos mais fiéis historiadores, sobre a desfiguração causada à doutrina cristã pelos papas de Roma, que abraçaram o poder temporal e se esqueceram do espiritual dos Evangelhos. Não há qualquer intenção de denegrir a igreja romana, mas a de mostrar que ela pode ter falhado, deixando os fiéis cheios de ilusões, dúvidas e esperanças.
- ‘A Visão da Nova Física’ – As enormes mudanças, na visão de mundo, trazidas pela nova física, mudanças que se refletem em todas as áreas de conhecimento e atuação do homem, incluindo as ciências em geral, a medicina, a psiquiatria, a psicologia e as ’religiões profundas’.
- ‘Redescobrindo a Alma’ – Uma exortação para os homens se abrirem para a tradição perdida que, hoje, está sendo redescoberta pela mais avançada ciência do planeta.
- ‘A Consciência do Universo’ – Prova, através de revelações da ciência quântica, que a Consciência Una, à qual damos o nome de Deus, é que cria o universo material, e que não é, como a ciência clássica sempre julgou, a matéria do cérebro que cria a mente ou consciência. Ensina, também, a realidade de que a meditação pode nos levar a estados de consciência, ainda desconhecidos pela ciência ocidental.
- ‘Extratos Convenientes’, do livro ‘O Tao da Física’, uma das obras mais fascinantes da atualidade. Os físicos, investigando os átomos e suas partículas, não conseguiam entender os tremendos ‘absurdos’ que os experimentos lhes mostravam, o que só foi possível com o ‘auxílio’ das tradições místicas orientais que, antes, eram consideradas, pelos cientistas ocidentais, como se fosse crendices ou patologia. Faz um paralelo entre a ciência moderna e o misticismo milenar, mostrando que ambos, ciência e ‘religião’, hoje, têm idêntica visão de mundo e podem se dar as mãos.
- ‘Zen, o Caminho Direto’ – Aqui, talvez, esteja o ápice das instruções para a busca de ’Deus’, contidas em ‘Zen Budismo’, ‘Introdução ao Zen’, com apresentação de Carl G. Jung, ‘Budismo Zen’ e ‘O Caminho Direto’.
- ‘O que Jesus realmente ensinou’ e ‘Como entender o chamado’ são tentativas de interpretar as palavras do sábio judeu conforme o misticismo e as novas revelações da ciência.

Todos os textos tentam mostrar que a única saída da escuridão da ignorância em que estamos é a percepção do divino através da meditação, que era prática do cristianismo primitivo.
Como disse um humilde sapateiro, Jacob Boheme, místico cristão, ‘Enquanto o Cristo não nascer dentro de você, você permanecerá na escuridão de um estábulo, entre fezes e urina’.
E são palavras esquecidas de ministros do cristianismo primitivo: ‘Meditação é a coisa mais importante que a humanidade tem a fazer’.


Analise, divulgue e, sobretudo, medite.