sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CAUSA DAS DESIGUALDADES


      
      Falávamos sobre a origem das desigualdades, tema de extrema importância para todos, sem exceção, porq elas são a causa de pensamentos, desejos, procedimentos, ações e obras desiguais e, consequentemente, destinos e sofrimentos desiguais; para uns, felicidade, para outros, as terríveis conseqüências advindas da, também terrível, lei divina de causa e efeito, a q muitos dão, erradamente, o nome de “karma” positivo ou negativo.

      Amigo “X” colocou: “Pelas minhas reflexões, considerar o início da existência dos Espíritos ao patamar de "simples e ignorantes", realmente nos arremete ao questionamento das desigualdades. Talvez possamos lembrar a resposta do Livro dos Espíritos, questões 82 e , 115 q dizem: “Criou-os simples e ignorantes, isto é,  sem saber, mas, a cada um deu determinada missão", isto é, missões q não foram iguais para todos. Creio que aí se encontra a origem das desigualdades”.

      Cel: o amigo tem razão, pois a DE (doutrina espírita) afirma q as missões foram desiguais, tanto q espíritos iguais não reagiriam desigualmente à imposição de missões iguais, concorda? Contudo, se dessa desigualdade de missões (q, conforme a doutrina, uns a elas prontamente se submetem, enqto outros “reclamam”, ou são recalcitrantes a respeito), se daí é que nasceram as desigualdades, levando a procedimentos desiguais, uns acertando, outros errando e, em conseqüência, sendo submetidos a conseqüências desiguais (felicidades ou infelicidades desiguais, responsabilidades e dores desiguais), com relação à lei de causa e efeito, como afirmar-se q a responsabilidade de ações desiguais cabe ao espírito? Eram todos iguais, e se tornam desiguais por efeito de missões desiguais que lhes são atribuídas, e não por vontade própria; assim, a responsabilidade por procedimentos desiguais, obras desiguais, sofrimentos desiguais, não cabe às criaturas.
      Não está na responsabilidade dos espíritos, mas na desigualdade das missões, pois, se as missões fossem iguais para todos, já q são, segundo a DE, no ato da criação, idênticos sob todos os aspectos, todos eles reagiriam, qto a elas, de modo igual.

      Este tema das desigualdades é importantíssimo para todos, (embora, pereça q muitos ainda não se deram, conta disso), pois daí vêm as desigualdades entre as criaturas divinas, desigualdades em tudo q pensam, q escolhem, decidem, desejam, imaginam etc.; dessa desigualdade vêm as tremendas diferenças q fazem q uns se tornem “santos” e outros se transformem em monstros de perversidade e de perversão. Pois, de onde mais viriam tais diferenças? A felicidade ou infelicidade, das menores às mais intensas, dependem dos procedimentos desiguais q, por sua vez, dependem das desigualdades provocadas, inicialmente, por missões desiguais.

      E observe q a luta de todos os homens, do mais virtuoso ao mais defeituoso moralmente, seja uma luta no sentido do bem ou no sentido do mal, tem por objetivo conquistar a felicidade, seja aqui, agora, seja num futuro incerto. Essa é a maior aspiração dos homens, sem exceção de nenhum.
   
      X: Erroneamente completamos  a afirmação de "simples e ignorantes" com:  "Deus criou todos os espíritos iguais, simples e ignorantes!", o que não consta da resposta dada na questão.

      Cel: sim, meu amigo, não consta dessa resposta mas, deduz-se perfeita e facilmente de outras respostas e, sem dúvida, da concepção da existência, conforme as religiões, de uma Justiça perfeita, conseqüência de sabedoria perfeita e de um amor perfeito. Pois, se não fossem todos perfeitamente iguais no ato da criação, teria havido privilégios para uns, e não para outros, fato q destrói a concepção de justiça divina, e do qual, então se originariam as desigualdades.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

INSPIRAÇÃO

                              INSPIRAÇÃO
                               (Jan 2008)

Estou só. A noite caminha, a vida passa, a busca continua. Busco a Ti. Mas, não Te busco como antigamente, procurando-Te em algum lugar, fora de mim. Agora sei que o caminho é interior. Que todas as luzes ali estão; toda a sabedoria, poder, amor, felicidade, estão ali, dentro de meu ser, confundindo-se com ele, comigo. Sou, no fim, o que procuro. Eu mesmo.

Porque, então, tanta ansiedade, desesperação, impaciência, luta, se Eu Sou? Se toda luz está aqui, me deslumbrando o Eu?

Porque me falta perceber essa verdade; não a realizei, ainda, conscientemente. Por isso, luto com impaciência.

Inspira-me, pois, Senhor. Mostra-me como te encontrar, encontrando-me. Como ver a Luz, os porquês, o sentido da vida, sentindo-Te uno comigo, um Espírito só, uma Vontade, um Ser.  Não mais dualidade, separatividade, mas União, Comunhão, Fusão, Realização. Este o objetivo que busco. Mas, “a natureza não dá saltos”? Terei que, primeiramente, alcançar os objetivos intermediários, secundários? Desperta em mim o amor fraternal, a caridade, para a busca de “o caminho, a verdade e a vida”.

Para tal, obviamente, não podem valer nem convencionalismos, nem preconceitos; deve, sim, reinar absoluta espontaneidade, absoluta autenticidade, sem uso dos padrões do mundo, sem receios ou respeitos indevidos. Apenas Amor incondicional, ilimitado, sublimado, santificado. O mais será, ou obstáculo ou superfluidade, a nada levando, ou mesmo retardando os passos, maculando o discernimento, toldando a visão. Há de ser livre aquele que busca esse objetivo tão alto. Livre de todos os formalismos, de todas as peias a que o homem comum, o homem-ego, se sujeita. Livre e cheio de coragem porque poderá ter de enfrentar o julgamento e mesmo a injustiça até dos mais chegados, dos mais queridos.

O caminho não é fácil, mas compensador. Dores, incompreensões, hostilidades, conflitos, serão tropeços de muitos momentos, mas deve ser tão livre que nada disso o afete. “Deixar passar e deixar Deus vir”.

Desanimador? Mas, se o próprio Cristo foi crucificado! Se tantos perderam a vida, em sofrimentos indescritíveis, por muito menos!
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Arme-se de fortaleza e de paciência, e enfrente o mundo. De peito aberto e cabeça erguida, olhos e mente para o céu, avance! Tropece, caia, machuque-se, mas avance. Por isso, fortaleza e paciência. O Alto, quando sente que é buscado sinceramente, profundamente, responde. E a inspiração é o meio que usa para dar a mão e ajudar a resistir aos embates e a caminhar.

Avance. A Luz espera seus passos.
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                                                 (jcl, ribpreto)

FALA-ME, SENHOR!




FALA-ME, SENHOR!                                            
 (ribpreto, 12/05/90)

Fala-me, Senhor!
Com Tua voz silenciosa, fala-me!
Ensina-me o próximo passo do caminho.                                                                                            Ao longe, as luzes prometidas me atraem
E, sem forças para resistir, avanço.

Os precursores nos informaram maravilhas,
As quais aumentam o clarão distante.
Vencida uma etapa, inconscientemente percorrida,
A seguinte se apresenta exigindo consciência,
Atenção e serviço, desempenho e esforço,
Muitas vezes embaraços, bloqueios, obstáculos.

Agora, parece, nada mais a fazer; tudo já foi tentado.
Aguardo Tua voz, que me ensine o próximo passo.
Espero impaciente, mas de mente aberta,
A manifestação divina que me oriente
Qual bússola apontando o norte.
Como deixar crescer o ímpeto da marcha,
Sem saber fazer ampliar o ímpeto da alma?

É isso que peço a ti: devoção, mar imenso
De ondas que arrebatem o pequeno barco que eu sou
E me lancem às praias de Teus braços.

Fazer chorar, se preciso, todo meu ser;
Tremer, se necessário, o coração.
Abalar a mente, a razão inquietar.
Mas, ao final, mostrar-me a claridade
Da luz matinal, do áureo alvorecer.

Tu estás aí, iluminando, com chamas inextinguíveis,
O universo todo, toda a criação.
E, aí, nesse fogo divino, nessa imensidade luminosa
É que procuro adentrar.

Senhor, ensina-me a sentir-te e a chorar.
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ESPERANÇA

                           ESPERANÇA 2   (Campinas 74)  
                              
        Pessoas, veículos, vozes, sol forte no alto iluminando a cidade, o centro, as ruas cheias e movimentadas. Guardas apitam, buzinas soam aqui e ali; as pessoas movimentam-se rapidamente atrás de seus interesses mundanos: bancos, negócios, câmbio, compra e venda.

        A rua, agora, após pequena curva, estreita-se ao lado de bela catedral, cuja porta principal se abre para praça ampla e bem tratada. A rua, de calçadas muito estreitas, dum lado casas bancárias de grande importância no mundo econômico e movimentadíssimas; do outro, o templo de paredes cinzentas e lindamente arquitetado.   

        Repentinamente, no meio da tarde cheia de calor e de ruídos, sem qualquer espera, aquela sensação nunca sentida que cresce dentro do peito; cresce com mais força que a vida lá de fora, toma conta do coração e da razão, abafando o ruído exterior. Uma presença indescritível de saúde, vitalidade, alegria, felicidade, como se aquilo não fosse mais parar de crescer, aumentando, tomando conta do ser, subjugando-o com uma sensação de euforia e bem estar íntimo, sem qualquer ligação com os fatos ou eventos do dia-a-dia, de ontem, da vida familiar, profissional ou individual.

        O sentimento é tão bom, tão suave e, ao mesmo tempo, tão poderoso e firme; leva a sugerir que, em pouco tempo, crescerá tanto que, ou o ser explodirá por não suportar tanta felicidade, ou ficará inconsciente em meio ao ruidoso vai-e-vem externo da cidade.

         A pequena porta lateral do templo convida e, lá dentro, ajoelho-me na capela do Santíssimo, a mais escura, cheia de sombras e sem ninguém.

         Enquanto cresce, a inexplicável beleza interior faz desaparecer o barulho da rua e, ali, ajoelhado física e espiritualmente, espero o quê, a coisa, que não conheço, que deve estar para nascer, brotar, acontecer...

         Tudo está apagado; não mais percebo onde estou, quem sou, o que faço. Só existe agora... felicidade e deslumbramento no coração. Não mais cansaços, preocupações, problemas, trabalhos, necessidades, desejos, esforços; só existe aquele sentimento interior que anula até o pensamento e que o ser tão só e unicamente percebe com intensidade. É como se houvesse luzes, sem luzes; perfumes, sem perfumes; música, sem música.   

         O ser não é mais independente ou separado, ou mesmo consciente, a não ser daquela sensação maravilhosa. E aguarda sem querer, e sem poder não querer, algo indefinível que parece se aproxima, ou de dentro, ou de fora, não sabe, não advinha...
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         Aos poucos, delicadamente, a consciência volta: primeiro, uma sensação gostosa de toda pele, particularmente dos braços e nuca, arrepiada num arrepio que mexe com todo o corpo. Depois, lentamente, a princípio com pouca intensidade, os ruídos da rua como que se aproximam e penetram a catedral, a capela escura. Vejo as sombras, os genuflexórios, o altar; sinto os joelhos, o corpo, o calor, a vida de fora a vibrar.

        Dentro, no íntimo, aquela sensação perdura, inapagada, mas agora fraca, leve, obscura.

        Deixo o templo. É como um choque a realidade interior e esta, agora, ao envolver-me com o burburinho da cidade. Caminho devagar, tentando, sem tempo, pois a vida chama, entender, analisar, lembrar aqueles sentimentos. Parece que, aqui dentro, dentro de mim, alguma coisa sabe, alguém tem as respostas...

         Envolvo-me com os carros, pessoas, com os ruídos e com o sol. Afinal, o ser como que iria explodir, mergulhado naquele sentimento de felicidade desconhecido, imprevisto, tão belo e inesquecível, e não explodiu.

         Agora, caminho depressa. As horas avançam; há compromissos.
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         Hoje, só me resta a lembrança do que passou.
         Terá só passado? Não; a saudade, a esperança, os resíduos ficaram na mente, no coração. A esperança não morre; avivo-a sempre e sempre, nos momentos de relaxamento e meditação, soprando as cinzas na expectativa de que, ali, oculta, reste uma pequena brasa que me incendeie de novo o ser e me faça esquecer com a recordação da felicidade que, então, me visitou.

         Quando se repetirá? Virá com mais intensidade? Com mais força? Fará que o ser todo derreta, exploda, flutue? Definitivamente?

         Hoje, apenas recordação e esperança, com esforços no sentido de andar pela mesma estrada que me levou àquele ponto singular, que não sei mais achar na minha caminhada.

         Esperança...
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sábado, 31 de dezembro de 2011

INTERPRETAÇÃO DE UM TEXTO

Olá, amigos!




O amigo X escreveu: Coloco, abaixo, a interpretação de texto mandado por “Y”.

Y escreveu: Compreender para agir, e agir para sair da roda de nascimentos e mortes - isto é só para os que estão desinteressados do mundo material e suas ilusões. E colocou:

LE/738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores? Resp: Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.

Cel: aqui, é o caso de perguntar: como o Onisciente prepara um plano de ensino para seus filhos, se sabe q estes não o aproveitarão? Pois, todos os dias, emprega outros meios, mas suas criaturas não se aproveitam deles! Onde estará a onisciência divina, q preparou meios sabendo, desde sempre, q suas criaturas não dariam atenção a eles? E porq se diz q é necessário q a criatura seja castigada no seu orgulho? De onde nasce esse orgulho? É a própria criatura q, não sendo ainda orgulhosa, escolhe e decide ser orgulhosa? Quem responde esta pergunta?

X: O progresso é fato indiscutível não apenas no âmbito material. Os noticiários, a mídia supervaloriza os fatos negativos, que mais chamam a atenção de um povo que ainda caminha a passos lentos. Em contrapartida os fatos positivos são cada vez mais freqüentes. Exemplos de superação e de fraternidade em meio às adversidades ocorrem muitas vezes silenciosamente em todos os cantos. Fatos que hoje chocam os olhos e ouvidos pela crueldade que carregam em si antes ocorriam livremente e não causavam indignação.

Cel: Sim, amigo, progresso material e intelectual, não pregresso espiritual. E sobre suas palavras acima a pergunta é: como é q o onisciente prepara um plano de ensino para seus filhos, se sabe que” muitos destes” não aproveitarão?

Amigo X: Ele sabe que aproveitarão, cada um à seu tempo.

Cel: Pois, se sabe, porq, necessariamente, teria de castigar a criatura por seu orgulho? E mesmo sabendo, como o amigo afirma, q ainda não chegou o tempo para q a criatura se aproveite de Seu plano de ensinole?! Se não chegou ainda o tempo, qual a razão de castigar a criatura por seu orgulho? Como é q a criatura faz chegar o tempo propicio pois, se não é ela q faz isso, não há justificativa para as terríveis conseqüências da lei de causa e efeito. Se não chegou ainda o tempo de compreender, a responsabilidade é da criatura?

Cel: E quais são esses meios q, por seu orgulho, o homem não aproveita?

X: Os fatos que atestam sua limitada capacidade de compreensão por fugirem de seu controle e dos quais deveria supor que existe um poder superior ao dele.

Cel: amigo, não entendi: se a compreensão da criatura é ainda limitada, é ela a responsável por ser limitada? E aqueles cuja compreensão é limitada, porq deveriam supor q existe um poder superior ao dele? De onde vem a compreensão? O homem mesmo a colocou nele e decidiu q fosse limitada? E como fazer para ter essa suposição de q há um poder acima dele? O homem mesmo resolveu não te-la?! E qtos não crêem em Deus e, em conseqüência, não crêem q haja qualquer lei, senão a dos homens?!

Cel: Todos os seus filhos têm verdadeiramente conhecimento do bem e do mal?

X: Sim, porém não de todo o bem, nem de todo o mal. Tal conhecimento aumenta á medida que ele progride.

Cel: quem pode afirmar isso? E porq razão será responsável aquele q nem mesmo tem conhecimento de q o q está cometendo é mal?

Cel: Se têm conhecimento, porq não o aplicam? Por ignorância ou porq não querem aplicá-lo?

X: Por orgulho, que lhe impede de reconhecer a própria ignorância.

Cel: afinal, por orgulho ou por ignorância? E, como nasce esse orgulho, meu amigo? É a criatura de Deus q, por livre vontade, se torna orgulhosa? Antes, não era orgulhosa; depois, decidiu ser!! E porq e como faria isso?

Cel: Mas são espíritos procedentes de Deus, do qual, conforme a doutrina espírita, nada procede q seja mau, injusto ou ininteligente! E quais são as razões de não aproveita-los?

X: Aproveitam sempre. Todo o mal e o bem que se faz, assim como todo o bem que se deixou de fazer fica registrado em nossa consciência espiritual e ela mesma nos mostrará cedo ou tarde aquilo que hoje não enxergamos.


Cel: aproveitam?! Mas, no início desta msg vc disse q, por não aproveitarem, o Pai de infinito amor, lhes prepara os meios de crescerem pelo sofrimento!


Cel: O homem mesmo se fez ignorante para q não os aproveite, ou a ignorância é proporcionada pelo nível de aprendizado em q se acha nesta escola, do bem e do mal, q é a vida? Ou vem da criação?

X: O nível de aprendizado é inerente a cada ser.

Cel: Novamente, o amigo traz a questão das desigualdades e pergunto: porq cada ser terá um nível de aprendizado inerente a ele? Porq existem essas desigualdades? Porq seres perfeitamente iguais, se tornam gigantescamente desiguais???

X: A escola e o ensino são de alto nível.

Cel: como dizer q a escola é de alto nível? A
final, onde é q as criaturas aprendem a se tornarem tremendamente imperfeitas? Não é nesta escola? Ou já vieram para cá imperfeitas? Esta escola é, nada mais é do q uma escola do bem e do mal, pois é aqui que aprendemos a ser bons e é aqui q aprendemos a ser maus. Se não é aqui q nos carregamos de imperfeições (q não tínhamos antes de vir para cá), onde é q as adquirimos, meu amigo?

Cel: O homem tem sua compreensão, mais ou menos deficiente porq, por sua livre vontade, raciocina e escolhe (decide) te-la mais ou menos deficiente?!

X: Sim, porém a compreensão se limita ao nível que se encontre nesta escola.

Cel: e porq razão, ao homem, se impõe a “lei de causa e efeito”, se ele erra porq sua compreensão é limitada pelo nível em que está nesta escola? Se as lições/experiências pelas quais passa nesta escola são elas q limitam sua compreensão, porq motivo se aplica nele a lei da colheita?

Cel: E aquele q não tem compreensão suficiente, não a tem porq escolhe não te-la?

X: Não, porque ainda encontra-se num nível mais baixo do que o proposto pela lição.

Cel: exatamente, meu amigo, como vc mesmo está dizendo agora, nossa compreensão, mais ou menos deficiente, vem do nível mais alto ou mais baixo em q se acha nesta escola. E o homem, se erra, o faz conforme o nível de compreensão q possui, certo? Então qual é a razão de ter de se submeter a sofrimentos torturantes, se sua compreensão depende da compreensão q vem do nível de aprendizado em q está, e não da vontade dele? Se ele “peca” é porq sua compreensão ainda é deficiente pois é correspondente ao nível em q está, certo? Se o amigo já encontrou, em toda esta nossas conversas, algo q afirme a responsabilidade do espírito ou do homem em qualquer coisa q seja, por favor, me mostre onde está!! Até agora, só vimos q a compreensão vem do nivel em q está nesta escola, q o orgulho não e o espirito q coloca em si mesmo... etc? Onde está sua culpa ou responsabilidade? Não há culpas nem culpados, responsabilidades nem responsáveis; tudo vem do Alto, como afirmaram Jesus, Paulo e muitos mais (“é o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer!”).

E o orgulho, lhe vem de onde? Ele, inicialmente, (conforme as doutrinas), não é orgulhoso e, num certo momento, decide ser orgulhoso? Ou o orgulho nasce do egoísmo, fruto do medo q lhe vem frente às experiências q a vida lhe proporciona? Frente ao mundo ameaçador q descobre, assim q abre os olhos para a vida, seja nesta única vida, seja na primeira vida consciente?

X: Já coloquei meu ponto de vista em outra nossa conversa, se não me falha a memória sobre o medo.

Cel: sinto, meu amigo q, talvez, não tenha compreendido seu ponto de vista. Se o amigo não me auxiliar a compreender, nada poderei dizer, qto a esta sua resposta.

X: O homem é o mesmo, a experiência na carne é apenas mais uma breve aula nesta abençoada escola.

Cel: o q o amigo quer dizer com “o homem é o mesmo”? Não entendi! E porq chamar esta escola de abençoada se é aqui q adquirimos todas as espécies de imperfeições?

X: Ao nascermos apenas trocamos de roupa, a mesma que deixamos aqui ao morrer. Somos o mesmo ser entrando e saindo das diferentes salas de aula.

Cel: amigo Diaz, essas questões e explicações da DE, as conheço todas. Por muitos anos (as estudo há mais de sessenta anos) nelas acreditei plenamente e fui plenamente iludido por elas (como tb seria iludido por outras religiões). Passei por muitas delas e correntes de pensamentos diferentes. Felizmente olhei e pesquisei em outras direções, e encontrei outras respostas q, nenhuma crença ou religião dão.

LE/738-a - Mas, nesses flagelos tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso? Resp: Durante a vida, o homem tudo refere ao seu copr; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade.

Cel: mas, para nós, e sobretudo para aqueles q sofrem intensamente, uma vida inteira de sofrimentos, nós a sentimos como um relâmpago?!! É verdade q, para o atemporal, não existe nem tempo, nem espaço, nem objetos (como tb afirmou Eisntein, na teoria da relatividade). Além do espaço-tempo, tudo é aqui-agora. No entanto, nada explica q os sofrimentos venham de Deus, de uma sua lei de ação e reação, de causa e efeito>. Essa interpretação, permita lhe dizer, é equivocada.

X: Quanto aprendizado pode carregar um vida inteira de sofrimentos. É certo que não a sentimos como um relâmpago, assim como também não sentimos dessa maneira a dor e o sofrimento de outrem que poderíamos ter causado ou pelo menos ter evitado ou aliviado.

Cel: nem os dos outros, nem os nossos! Infelizmente, o amigo está satisfeito com suas dores e as dores do seus e do mundo. Não compreendo como alguém pode sequer imaginar q o Pai, um ser de infinito amor, misericórdia e justiça (conforme afirmam as doutrinas), tenha preparado para suas criaturas (q, conforme a DE, “são boas e justas”, uma afirmação da DE q ninguém explica), uma lei q lhes traga tanto sofrimentos e dos mais torturantes e insuportáveis! E todos eles correspondentes a erros cometidos em face da compreensão mais ou menos deficiente q temos da vida, compreensão proporcionada pelo nível escolar em q estamos e, conforme vc, nos limita!

LE: Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro.

Cel: essa questão é até interessante:... e é, exatamente, nesta escola em q vêem aprender a se libertar das imperfeições, q aprendem a se ligar a todas numerosas e monstruosas outras!


LE: Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo .

Cel: Pelo fato de se dizer q o corpo é um mero disfarce, os sofrimentos, de numerosas encarnações doloridas cessarão? Nada explica, nas religiões populares, a razão do sofrimento!

LE: Porém os sofrimentos tendem a diminuir com o progresso. Os tempos de barbárie são a prova disso. Dia chegará em que não precisaremos do mundo material e dos sofrimentos para continuar progredindo.

Cel:... será q Criador tb se preocupa tanto q, mesmo sendo Perfeita Sabedoria (onisciente), só consegue elaborar um plano de ensino, para esta escola de espíritos, cujo método de aprendizado mais aplicado e mais eficiente é a chicotada do sofrimento?

X: Este não é o método, é apenas o resultado de um comportamento precipitado e imaturo. Comportamentos diferentes levam a resultados diferentes. O ensino não pode ser avaliado com base apenas no resultado obtido pelos alunos indisciplinados.

Cel: novamente as desigualdades cuja origem ninguém explica! Mas, vamos lá, amigo, como vc diz não é o método mas, como vc mesmo colocou acima, é o “meio” encontrado pelo Infinito Amor para levar os homens para a evolução, pois os meios anteriores não foram aproveitados pelos homens!

Cel: voltamos às mesmas perguntas. Primeira: porq uns são indisciplinados e outros não? Porq criaturas de Deus terão comportamentos precipitados e imaturos? Afinal, o q significa imaturo? Não justamente por serem imaturos q têm procedimentos precipitados? São precipitados e imaturos simplesmente por querem ser precipitados e imaturos? Se imaturidade significa compreensão deficiente, eles mesmos se fizeram possuidores de compreensão deficiente? Analise, meu amigo: compreensão, imaturidade, deficiências, indisciplina, maldade, ciúme, inveja, egoísmo, orgulho e tudo o mais, inclusive as virtudes opostas a esses defeitos, vêm das experiências da vida; não somos nós q nos fazemos indisciplinados, egoístas, maus etc porq desejamos nos fazer assim. São as lições da vida q nos fazem como somos neste exato instante. Somos o resultado de todas as causas e efeitos e causas e efeitos subseqüentes, q aconteceram antes de nós, desde o mais remoto passado, os mais remotos ancestrais, desde o começo da vida neste planeta (ou como vc quer) tb em outros mundos.

Abraços.

Novamente, sobre o medo.

Novamente, sobre o medo.


Cel(m ant): ... Mas, de onde vem o medo? É certo q desde a mais tenra idade ele surge e, muitas vezes perdemos o controle sobre ele. Mas porq? Qual sua origem? O medo nasce espontaneamente? Ou já o trazemos em nossa natureza? Vamos analisar.

Primeiramente, o espírito não tem porq ter medo. É qdo vem ao mundo q lhe nasce o medo. Observe: quando vem ao mundo, a criança está num verdadeiro paraíso; no aconchego e junto ao calor e aroma da mãe, ao alimento que lhe dá vida, nada a perturba, tudo a faz feliz e tranqüila, tudo está perfeito. Mas, essa perfeição não dura pois, de repente, surgem dores, fome, frio, deixa cair ou lhe tiram o objeto que tem nas mãos, um ruído mais forte a assusta... e a felicidade, o paraíso se vão...

X: Para que isso fosse verdade, o espírito deveria ter sido criado no instante do nascimento neste mundo, o que o espiritismo prova não ser verdade.

Cel: amigo, então nos refiramos ao “primeiro” medo do espírito, qdo lhe nasceu o medo. De q foi q o medo surgiu? Do nada? Já possuía na primeira encarnação consciente? Ou antes dela? Não há outra resposta; a resposta será a mesma: o medo vem da descoberta de algo q ameaça, concorda? O amigo tem outra resposta?.....

X: Os laços de afinidade entre pessoas aparentemente estranhas, os superdotados que não herdaram a inteligência de seus familiares e tantos outros fatos também contestam essa hipótese. Apesar disso, a observação acima pode ser validada quando o enfoque é a formação da personalidade do ser encarnado.

Cel: então nos atenhamos a isso: qual é a causa do medo, que surge com a formação da personalidade? E é isso q está colocado: surge com a primeira encarnação consciente, na qual se inicia a personalidade, certo? Porq surge, o q o provoca, senão algo q nos ameace, de algum modo q seja? ....

Cel(m ant): ...Assim, não percebemos o que e quem realmente somos, que o “eu” é uma ilusão (maya), que a separatividade (o dualismo) não existe, e ficamos cheios de ilusões. Se soubéssemos quem e o q somos, não haveria ignorância e, consequentemente, medo de nada e de ninguém. O ego crê ou descrê disso e daquilo e fica totalmente condicionado ao que as tradições, costumes, cultura, crenças, religiões, sociedade, e suposições, nos impõem desde que abrimos os olhos para o mundo.

X: Concordo, se o que escreveu quis significar desde que abrimos os olhos para a vida (não unicamente a vida atual).

Cel: não, amigo, não estamos mais falando de outras vidas. Como solicitei acima, falemos do primeiro medo q o espirito sentiu; como nasceu? O q foi q lhe despertou o medo, senão algo ameaçador?

Cel(ant): Como é fruto de nossa mente individual que, por sua vez, é manifestação através de cérebro bem ou mal estruturado, esse ego age e reage de acordo com as circunstancias e com o que já aprendeu na escola, do bem e do mal, que é a vida (condicionamentos), acertando e errando, e se (nos) iludindo.

E sofremos por nos tornarmos escravos dos atrativos do mundo (riquezas, posses, beleza, saúde, amizades, amores, afetos, vícios, sexo, poder, prestígio, fama), pelo medo de não tê-los ou, se os temos, pelo medo de perdê-los; julgamos que são coisas duradouras e nos agarramos a elas mas, como tudo é incerto e impermanente, sofremos porque, quando menos esperamos, cessam.

Cel: O ego, filho do medo inicial q, por sua vez, é filho da ignorância inicial, é a causa de todos os sofrimentos do mundo, mesmo dos produzidos pelas forças da natureza. O ego é o único obstáculo entre nós e Deus. Eliminado, removido o véu, curada a miopia, vemos o Real e nos confundimos com ele.

X: Não se trata de eliminar o ego, pois ele é necessário à vida em sociedade.

Cel: sim, necessário á vida em sociedade e para a sobrevivência do homem; contudo, eliminado o ego, a ignorância, e o medo dela conseqüente, se vão, e passamos a conhecer, não mais o falso, mas a verdade q liberta.

X: Trata-se sim, de desenvolver a equanimidade, de forma a permitir o contato com a nossa essência, nossa consciência e assim agir mais acertadamente. É como a pessoa que sofre com os problemas da obesidade e busca perder peso como solução. Quando ela entende que precisa ganhar algo, (saúde) ela começa a observar seus hábitos e procura adequá-los de maneira a conquistar aquilo que deseja.

Cel: novamente, o amigo, como todos, sem exceção, nos diz mas, como todos, tb sem exceção, e nenhuma religião, diz o . Pois, desenvolver a equanimidade? O q precisamos fazer para isso?

Cel: um dia, amigo, vc entenderá q é o ego q nos dá interpretação errada do mundo e, assim, q ele é a causa de todos os sofrimentos. Talvez o significado do ego, esteja sendo diferente entre mim e vc. Veja q qto ao significado q tenho dele (e q todos os místicos e a ciência mais avançada têm) é aquele q coloquei acima: uma defesa, por nós mesmos criada, inconscientemente, frente às ameaças q nos cercam; ela nos acompanha ate o túmulo, ou até q o ego seja silenciado. “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!”, palavras do profeta do Ant Test (isto é, silencie a vc mesmo, o ego, q nos ilude e vc ficará sabendo q não é mais vc q está aí; é Deus”. Assim, Helena Blavatisk, a fundadora da Teosofia: “A mente (ego, eu, mente localizada, individual) é a assassina de Deus; mate a assassina!” e Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-no-ie: “quando o ego é anulado, Deus se manifesta!”. Igual afirmaram muitos sábios e mestres, de desde séculos a.C, e, agora, a ciência mais bem arquitetada do mundo.

X: Não adianta eliminar o ego por alguns instantes durante o estado meditativo para em seguida retornarmos ao estágio em que se encontrava inicialmente. Também não adianta fugir da convivência social, o que facilitaria a continuidade desse estado de desprendimento.

Cel: não, meu amigo, qdo o ego é eliminado cessa definitivamente de operar. O q vc diz por “alguns instantes”, corresponde às tentativas de meditação, apenas. A meditação com êxito, nos mostra o q somos e o q o mundo é... e acabam-se todos os sofrimentos, porq se acaba a ignorância.

X: Somos corresponsáveis por tudo e por todos ao nosso redor. Cada ato, cada palavra, cada pensamento age sobre tudo à nossa volta. Somos indivíduos por sermos únicos, porém somos seres agregados ao todo “in-divíduos” e ao Criador. Tanto a ação como a omissão provoca efeitos positivos ou negativos à nossa volta.

Cel: amigo, não somos responsáveis por nada, pois nem nossos pensamentos, desejos, decisões e, consequentemente, as obras, sejam boas ou más, são nossas. “É o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer!”, “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus!”, “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos eles vêm de Deus!”, “tudo vem do Alto!”, “Nenhum poder teríeis se do Alto não vos fosse dado!”etc etc. São afirmações de Jesus, Paulo e de muitos outros q perceberam a verdade. Até mesmo para vc iniciar sua busca pela perfeição, pelo aprimoramento espiritual, para vc seguir sua doutrina, ou para seguir Jesus, enfim, para tudo, nada vem de sua mente, mas de Deus, do Alto: “Ninguém vem a mim se, o Pai q me enviou, não o mandar a mim!”.

Um forte abraço.