domingo, 26 de maio de 2013

O QUE JESUS REALMENTE ENSINOU

(17)        O QUE JESUS REALMENTE ENSINOU
                            (jcl-ribpreto-2006)
                                 
       Infelizmente, os mais importantes ensinamentos de Jesus não são divulgados pelas igrejas cristãs. Nestas, ensina-se sobre a vida desse homem iluminado, mas quase nada sobre aquilo que ele, em seu tempo, tentou ensinar e fazer com que os discípulos e o povo compreendessem. Ele ensinou sobre o reino de Deus, enquanto as igrejas cristãs ensinam sobre sua vida.
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       Jesus teve o percebimento de que ele era a própria divindade, ‘eu e o Pai somos um’. Compreendeu, então, e ensinou que o caminho é para dentro, para o interior do próprio ser humano, e mostrou isso ao afirmar, de modo claro, que ‘o eu é o caminho, a verdade e a vida’, como igualmente ensinaram outros, entre eles S. Agostinho ao dizer que, depois de muito procurar por Deus fora, nas coisas do mundo, foi encontrá-lo dentro dele mesmo. 
       Do mesmo modo, Teresa de Ávila dizia ser absurdo buscarmos Deus fora de nós, nos céus; que devíamos, antes, procurá-lo dentro de nós mesmos, pois é em nossa alma que o Senhor habita, como Paulo também falou: ‘O Senhor habita em vossos corações”, “Vós sois o templo do Altíssimo’.
       Jesus ensinou a nos fecharmos em nós mesmos (nada de fora a nos perturbar) e, em em oculto, em segredo, isto é, em silêncio total, inclusive mental, ‘orarmos’ ao Pai que, em oculto, ali dentro, nos ouve, mas essa oração não é aquilo que imaginamos ser.  
       Como ensinou Teresa de Ávila, santa dos católicos, é a ‘oração de recolhimento’, na qual se recolhem todos os sentidos, lembranças, expectativas, enfim, todas as operações mentais; se bem realizada, entra-se, espontaneamente, na ‘oração de quietude’, na qual há total silêncio mental; o cérebro, a mente, cessam sua ação e o ego se afasta. E, quando o ‘eu não é, Deus é’. O único obstáculo para a aproximação do divino é o ego, com todas suas idiossincrasias (maneira própria de sentir, de compreender; lembranças, expectativas, ilusões, crenças, ignorância, remorsos, emoções, culpas, desejos, medos), que poluem a consciência localizada (individual), não permitindo que ela perceba a divindade que nela habita.
       Jesus disse: ‘ninguém vai ao Pai senão por mim (pelo Eu)’, e ‘eu sou (o Eu é) o caminho, a verdade e a vida’, isto é, no Eu está o caminho, que é, pois, para dentro de nós mesmos; aí está a verdade e a vida. Ele falou também: ‘não direis que o reino está ali ou acolá, pois o reino de Deus já está dentro de vós’, como Paulo, que disse muitas vezes: ‘não sabeis que sois o templo do Altíssimo e que o Altíssimo habita em vós?’
       As igrejas esqueceram esses ensinamentos e se ativeram à história da vida de Jesus, não transmitindo as coisas profundas que Jesus tentava comunicar ao povo. No cristianismo primitivo, o cristianismo dos primeiros séculos, o objetivo primordial da religião era re-ligar a criatura ao Criador, isto é, levar o ser humano à união pessoal com Deus. (Santa) Teresa de Ávila, doutora teologal da igreja de Roma, ensinava q essa união pode se dar através da ‘oração de recolhimento’ e da ‘oração de quietude’; por uma extensa gama de fatores, a igreja, entre outras coisas, esqueceu de ensinar.
       Na ‘oração de recolhimento’, a pessoa deve ‘recolher’ suas faculdades, como lembranças, expectativas, imaginações, desejos e emoções, e os sentidos, pois tudo isso é apenas obstáculo à oração. Se a oração de recolhimento for bem feita, redundará na ‘oração de quietude’, isto é, na quietude total da mente e do cérebro, que, então, sem nada que os perturbe ou ‘polua’, ficam em silêncio. Ocorre, daí, na mente, um total vazio, com a possibilidade de vir a ser preenchido por aquilo a que denominamos Deus. Como disse Ken Wilber, ‘o vazio que você vê quando olha atento para o nascedouro dos pensamentos pode, num relâmpago, mostrar a Realidade’. E como João da Cruz ensinou: ‘Na escuridão, a luz’.
       A oração de quietude nada mais é que a ‘meditação’ dos tempos antigos e atuais; exige a preparação, que consiste no recolhimento, ou cessação, sem esforço, de qualquer movimento mental. Cessando o movimento mental, sobrevirá a quietude do cérebro, isto é, cessa a interferência do ‘eu/ego’ e, como afirma o profeta bíblico, ‘Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!’, isto é, quando o ego é afastado de nossa percepção, o que percebemos é o próprio Deus. Quando ‘o eu não é, Deus é’. O obstáculo que nos impede a percepção do divino é, portanto, nosso próprio ego, a nossa mente localizada, com todo o seu conteúdo condicionado.
       Para conseguir esse estado de silêncio, é necessário que o pensamento, e tudo o mais que passa pela mente, cessem, e a atenção é fator decisivo para esse fim. A primeira lição de Teresa de Ávila, às noviças, era ‘atenção! atenção! atenção!’, ao momento presente, ao aqui-agora, sem lembranças, ressentimentos ou remorsos acerca do passado, e sem devaneios, sonhos ou expectativas, desejos e imaginações sobre o futuro. Daí ter Jesus ensinado que ‘a cada dia basta seu cuidado’ e que não nos preocupássemos com muitas coisas, já que ‘os lírios do campo e as aves do céu nem fiam nem plantam’, mas têm o abrigo e o alimento necessários, supridos que são pelo eterno e único supridor.
       Um dos principais ensinamentos do iluminado, tanto que muitas vezes exorta-nos sobre isso, foi sobre a importância da atenção. Nesse sentido, a parábola das virgens prudentes e das insensatas; a do servo fiel, que aguardava a volta do patrão, e outras mais. Jesus enfatizou, sobremaneira, a realização do reino de Deus (‘buscai em primeiro lugar o reino de Deus’) afirmando que ele já está dentro de nós (‘não direis: ‘ei-lo aqui’, nem ‘ei-lo acolá porque o reino de Deus está dentro de vós’); que a percepção dessa realidade é a coisa mais importante que o ser humano tem a fazer (Jung) (‘o demais vos virá por acréscimo’), tanto que devemos, até mesmo, abandonar tudo o mais para termos esse percebimento. Assim, as parábolas do comprador de pérolas e a do homem que encontrou um tesouro no campo...
       Fez ver que esse tesouro é mais importante que tudo o mais, a nada se comparando, em particular quando aconselhou a ‘buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus’, porque, encontrado o reino, a iluminação, ‘tudo o mais virá por acréscimo’.
       Disse, também, quando, pregando na sinagoga, lhe falaram que sua mãe e seus irmãos o procuravam: ‘Quem são minha mãe e meus irmãos? Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem as minhas palavras e as cumprem’, isto é, aqueles que buscam e, eventualmente, encontram o reino de Deus, pois esses seguiram seu conselho, são de sua mesma natureza, perceberam o que ele percebeu, realizaram o reino em si mesmos e, desse modo, compreenderam e podem também ensinar aquilo que ele ensinou.
       Também, em afirmações aparentemente absurdas, disse que para essa busca, se preciso for, devemos ‘abandonar pai e mãe’ e que ele ‘não veio trazer a paz, mas a espada’, numa indicação de que aquele que deseja encontrar o ‘reino’ deve se violentar nos costumes e apegos, e não fazer o que o homem comum faz, porque, como Paulo ensinou, ‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens’ e ‘a sabedoria dos homens é estultícia para Deus’.
       Jesus ensinou, também, que o homem e Deus são um só ser, uma só mente, quando afirmou que ‘eu e o Pai somos um’, como também Paulo, em suas epístolas, dizendo ‘já não sou mais eu que vivo, é o Cristo que vive em mim’, que somos ‘co-herdeiros’ do reino e que somos iguais a Jesus, pois ‘se nós não ressuscitarmos, nem Jesus ressuscitou’. 
       Jesus era um iluminado, isto é, um homem que percebeu que ele e o Pai são um só. Como todos os iluminados, Jesus não se calou e se dedicou a ensinar ao povo como chegar, também, a essa realização. Muitos não compreenderam suas parábolas e seu sermão, pois ele falava do ponto de vista daquele que se realizou. Assim, a estranheza despertada por sua recomendação de se oferecer a outra face ao ofensor, de dar também a capa, a quem lhe tirar as vestes, de orar pelos que nos fazem o mal, de perdoar setenta vezes sete vezes os que nos ofendem. Nada disso é estranho para um iluminado; ele já compreende e ama sem condições pois, pela iluminação, teve despertados o amor, como testemunham, quase insuportável pelos semelhantes, a sabedoria e a compaixão.
       Também, exortou, àqueles que chegaram á ‘luz’, que não a escondam sob o alqueire, mas a coloquem sobre o velador, para que ilumine a todos, isto é, ensinem suas verdades, a fim de que todos os que ainda estão na escuridão da ignorância tenham a mesma percepção que ele teve. Dessa percepção advêm bem-aventurança e compaixão, e pela compaixão, ante os sofrimentos e conflitos sem fim do ser humano, muitos enfrentaram a morte por não se calarem, tentando levar aos demais a bem-aventurança que a experiência lhes trouxe, assim como ensinar-lhes o caminho para realizá-la.
       Essa experiência, que coloca o homem em seu verdadeiro lugar no universo, mostrando-lhe que ‘eu e o Pai somos um’, é a experiência que, no dizer de Jung, representa o ‘sumum bonum’ para quem a teve, nada mais lhe sendo necessário, pois ‘o demais lhe virá por acréscimo’. Como Buda afirmou, ‘a iluminação é o fim de todo sofrimento’ e Jesus: ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’.   
        Em diferentes épocas e lugares, os homens que ‘perceberam’ afirmaram que a vida só tem significado quando se chega ao verdadeiro autoconhecimento, isto é, ao conhecimento do que realmente somos. Por isso, a afirmação dos iluminados de que, enquanto estamos na escuridão, isto é, na ignorância do que somos, por não termos chegado ainda ‘lá’, não passamos de seres incompletos, ‘subumanos’, e que a vida só adquire significado quando temos a experiência de Deus (Teresa de Ávila: ‘tudo o mais é lixo se comparado com essa realização’; Maharesh Marish Yoge: ‘sem essa realização somos ainda subumanos’).
       O sermão da montanha e, talvez, todas as palavras de Jesus, e de outros iluminados, foram ditos com a compreensão que o ‘percebimento’ lhes trouxe, isto é, do ponto de vista de quem se iluminou; assim, muitas de suas recomendações são interpretadas de modo equivocado e, por isso, consideradas absurdas.
       Por motivo de crença, as religiões populares exortam os seus fiéis a obedecerem ou a tentarem obedecer aos preceitos tidos como ‘a palavra de Deus’. Naturalmente, aquele que segue tais ensinamentos se sente seguro e feliz, pois, se tem fé, está convencido de que, após a morte física, será recompensado, pois é essa a promessa dessas doutrinas.
       Essas religiões apregoam a necessidade de adorar e louvar o Deus único; de obedecer, sem questionamento, as regras impostas aos féis como se fossem, no dizer dos pregadores, a ‘palavra do Senhor’. Afirmam mesmo que, se alguém não crê ou não aceita a Jesus como o seu Salvador, estará perdido para sempre, sem possibilidade de remissão (como o atual chefe da igreja católica que, recentemente, afirmou que somente dentro de sua igreja há salvação). Esquecem-se, evidentemente, de que na sua própria escritura sagrada está a epístola do porta-voz do cristianismo, Paulo, que além de recomendar ‘estudai de tudo e guardai o que for bom’, reza que todos somos ‘co-herdeiros’ e iguais a Jesus (Paulo: ‘se nós não ressuscitarmos nem Jesus ressuscitou’ e ‘o gentio é igual ao judeu... ’), como as tradições místicas do Oriente, que afirmam que já estamos desde sempre salvos, pois, se Deus é que ‘opera em nós o pensar e o fazer’ não há, evidentemente, do que nos salvarmos. Paulo, também, afirmou o mesmo ao ensinar que ‘nós não somos salvos por nossas obras, para que não nos vangloriemos, mas pela graça de Deus’.
       Analisem...

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(17)        O QUE JESUS REALMENTE ENSINOU
                            (jcl-ribpreto-2006)
                                 
       Infelizmente, os mais importantes ensinamentos de Jesus não são divulgados pelas igrejas cristãs. Nestas, ensina-se sobre a vida desse homem iluminado, mas quase nada sobre aquilo que ele, em seu tempo, tentou ensinar e fazer com que os discípulos e o povo compreendessem. Ele ensinou sobre o reino de Deus, enquanto as igrejas cristãs ensinam sobre sua vida.
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       Jesus teve o percebimento de que ele era a própria divindade, ‘eu e o Pai somos um’. Compreendeu, então, e ensinou que o caminho é para dentro, para o interior do próprio ser humano, e mostrou isso ao afirmar, de modo claro, que ‘o eu é o caminho, a verdade e a vida’, como igualmente ensinaram outros, entre eles S. Agostinho ao dizer que, depois de muito procurar por Deus fora, nas coisas do mundo, foi encontrá-lo dentro dele mesmo. 
       Do mesmo modo, Teresa de Ávila dizia ser absurdo buscarmos Deus fora de nós, nos céus; que devíamos, antes, procurá-lo dentro de nós mesmos, pois é em nossa alma que o Senhor habita, como Paulo também falou: ‘O Senhor habita em vossos corações”, “Vós sois o templo do Altíssimo’.
       Jesus ensinou a nos fecharmos em nós mesmos (nada de fora a nos perturbar) e, em em oculto, em segredo, isto é, em silêncio total, inclusive mental, ‘orarmos’ ao Pai que, em oculto, ali dentro, nos ouve, mas essa oração não é aquilo que imaginamos ser.  
       Como ensinou Teresa de Ávila, santa dos católicos, é a ‘oração de recolhimento’, na qual se recolhem todos os sentidos, lembranças, expectativas, enfim, todas as operações mentais; se bem realizada, entra-se, espontaneamente, na ‘oração de quietude’, na qual há total silêncio mental; o cérebro, a mente, cessam sua ação e o ego se afasta. E, quando o ‘eu não é, Deus é’. O único obstáculo para a aproximação do divino é o ego, com todas suas idiossincrasias (maneira própria de sentir, de compreender; lembranças, expectativas, ilusões, crenças, ignorância, remorsos, emoções, culpas, desejos, medos), que poluem a consciência localizada (individual), não permitindo que ela perceba a divindade que nela habita.
       Jesus disse: ‘ninguém vai ao Pai senão por mim (pelo Eu)’, e ‘eu sou (o Eu é) o caminho, a verdade e a vida’, isto é, no Eu está o caminho, que é, pois, para dentro de nós mesmos; aí está a verdade e a vida. Ele falou também: ‘não direis que o reino está ali ou acolá, pois o reino de Deus já está dentro de vós’, como Paulo, que disse muitas vezes: ‘não sabeis que sois o templo do Altíssimo e que o Altíssimo habita em vós?’
       As igrejas esqueceram esses ensinamentos e se ativeram à história da vida de Jesus, não transmitindo as coisas profundas que Jesus tentava comunicar ao povo. No cristianismo primitivo, o cristianismo dos primeiros séculos, o objetivo primordial da religião era re-ligar a criatura ao Criador, isto é, levar o ser humano à união pessoal com Deus. (Santa) Teresa de Ávila, doutora teologal da igreja de Roma, ensinava q essa união pode se dar através da ‘oração de recolhimento’ e da ‘oração de quietude’; por uma extensa gama de fatores, a igreja, entre outras coisas, esqueceu de ensinar.
       Na ‘oração de recolhimento’, a pessoa deve ‘recolher’ suas faculdades, como lembranças, expectativas, imaginações, desejos e emoções, e os sentidos, pois tudo isso é apenas obstáculo à oração. Se a oração de recolhimento for bem feita, redundará na ‘oração de quietude’, isto é, na quietude total da mente e do cérebro, que, então, sem nada que os perturbe ou ‘polua’, ficam em silêncio. Ocorre, daí, na mente, um total vazio, com a possibilidade de vir a ser preenchido por aquilo a que denominamos Deus. Como disse Ken Wilber, ‘o vazio que você vê quando olha atento para o nascedouro dos pensamentos pode, num relâmpago, mostrar a Realidade’. E como João da Cruz ensinou: ‘Na escuridão, a luz’.
       A oração de quietude nada mais é que a ‘meditação’ dos tempos antigos e atuais; exige a preparação, que consiste no recolhimento, ou cessação, sem esforço, de qualquer movimento mental. Cessando o movimento mental, sobrevirá a quietude do cérebro, isto é, cessa a interferência do ‘eu/ego’ e, como afirma o profeta bíblico, ‘Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!’, isto é, quando o ego é afastado de nossa percepção, o que percebemos é o próprio Deus. Quando ‘o eu não é, Deus é’. O obstáculo que nos impede a percepção do divino é, portanto, nosso próprio ego, a nossa mente localizada, com todo o seu conteúdo condicionado.
       Para conseguir esse estado de silêncio, é necessário que o pensamento, e tudo o mais que passa pela mente, cessem, e a atenção é fator decisivo para esse fim. A primeira lição de Teresa de Ávila, às noviças, era ‘atenção! atenção! atenção!’, ao momento presente, ao aqui-agora, sem lembranças, ressentimentos ou remorsos acerca do passado, e sem devaneios, sonhos ou expectativas, desejos e imaginações sobre o futuro. Daí ter Jesus ensinado que ‘a cada dia basta seu cuidado’ e que não nos preocupássemos com muitas coisas, já que ‘os lírios do campo e as aves do céu nem fiam nem plantam’, mas têm o abrigo e o alimento necessários, supridos que são pelo eterno e único supridor.
       Um dos principais ensinamentos do iluminado, tanto que muitas vezes exorta-nos sobre isso, foi sobre a importância da atenção. Nesse sentido, a parábola das virgens prudentes e das insensatas; a do servo fiel, que aguardava a volta do patrão, e outras mais. Jesus enfatizou, sobremaneira, a realização do reino de Deus (‘buscai em primeiro lugar o reino de Deus’) afirmando que ele já está dentro de nós (‘não direis: ‘ei-lo aqui’, nem ‘ei-lo acolá porque o reino de Deus está dentro de vós’); que a percepção dessa realidade é a coisa mais importante que o ser humano tem a fazer (Jung) (‘o demais vos virá por acréscimo’), tanto que devemos, até mesmo, abandonar tudo o mais para termos esse percebimento. Assim, as parábolas do comprador de pérolas e a do homem que encontrou um tesouro no campo...
       Fez ver que esse tesouro é mais importante que tudo o mais, a nada se comparando, em particular quando aconselhou a ‘buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus’, porque, encontrado o reino, a iluminação, ‘tudo o mais virá por acréscimo’.
       Disse, também, quando, pregando na sinagoga, lhe falaram que sua mãe e seus irmãos o procuravam: ‘Quem são minha mãe e meus irmãos? Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem as minhas palavras e as cumprem’, isto é, aqueles que buscam e, eventualmente, encontram o reino de Deus, pois esses seguiram seu conselho, são de sua mesma natureza, perceberam o que ele percebeu, realizaram o reino em si mesmos e, desse modo, compreenderam e podem também ensinar aquilo que ele ensinou.
       Também, em afirmações aparentemente absurdas, disse que para essa busca, se preciso for, devemos ‘abandonar pai e mãe’ e que ele ‘não veio trazer a paz, mas a espada’, numa indicação de que aquele que deseja encontrar o ‘reino’ deve se violentar nos costumes e apegos, e não fazer o que o homem comum faz, porque, como Paulo ensinou, ‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens’ e ‘a sabedoria dos homens é estultícia para Deus’.
       Jesus ensinou, também, que o homem e Deus são um só ser, uma só mente, quando afirmou que ‘eu e o Pai somos um’, como também Paulo, em suas epístolas, dizendo ‘já não sou mais eu que vivo, é o Cristo que vive em mim’, que somos ‘co-herdeiros’ do reino e que somos iguais a Jesus, pois ‘se nós não ressuscitarmos, nem Jesus ressuscitou’. 
       Jesus era um iluminado, isto é, um homem que percebeu que ele e o Pai são um só. Como todos os iluminados, Jesus não se calou e se dedicou a ensinar ao povo como chegar, também, a essa realização. Muitos não compreenderam suas parábolas e seu sermão, pois ele falava do ponto de vista daquele que se realizou. Assim, a estranheza despertada por sua recomendação de se oferecer a outra face ao ofensor, de dar também a capa, a quem lhe tirar as vestes, de orar pelos que nos fazem o mal, de perdoar setenta vezes sete vezes os que nos ofendem. Nada disso é estranho para um iluminado; ele já compreende e ama sem condições pois, pela iluminação, teve despertados o amor, como testemunham, quase insuportável pelos semelhantes, a sabedoria e a compaixão.
       Também, exortou, àqueles que chegaram á ‘luz’, que não a escondam sob o alqueire, mas a coloquem sobre o velador, para que ilumine a todos, isto é, ensinem suas verdades, a fim de que todos os que ainda estão na escuridão da ignorância tenham a mesma percepção que ele teve. Dessa percepção advêm bem-aventurança e compaixão, e pela compaixão, ante os sofrimentos e conflitos sem fim do ser humano, muitos enfrentaram a morte por não se calarem, tentando levar aos demais a bem-aventurança que a experiência lhes trouxe, assim como ensinar-lhes o caminho para realizá-la.
       Essa experiência, que coloca o homem em seu verdadeiro lugar no universo, mostrando-lhe que ‘eu e o Pai somos um’, é a experiência que, no dizer de Jung, representa o ‘sumum bonum’ para quem a teve, nada mais lhe sendo necessário, pois ‘o demais lhe virá por acréscimo’. Como Buda afirmou, ‘a iluminação é o fim de todo sofrimento’ e Jesus: ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’.   
        Em diferentes épocas e lugares, os homens que ‘perceberam’ afirmaram que a vida só tem significado quando se chega ao verdadeiro autoconhecimento, isto é, ao conhecimento do que realmente somos. Por isso, a afirmação dos iluminados de que, enquanto estamos na escuridão, isto é, na ignorância do que somos, por não termos chegado ainda ‘lá’, não passamos de seres incompletos, ‘subumanos’, e que a vida só adquire significado quando temos a experiência de Deus (Teresa de Ávila: ‘tudo o mais é lixo se comparado com essa realização’; Maharesh Marish Yoge: ‘sem essa realização somos ainda subumanos’).
       O sermão da montanha e, talvez, todas as palavras de Jesus, e de outros iluminados, foram ditos com a compreensão que o ‘percebimento’ lhes trouxe, isto é, do ponto de vista de quem se iluminou; assim, muitas de suas recomendações são interpretadas de modo equivocado e, por isso, consideradas absurdas.
       Por motivo de crença, as religiões populares exortam os seus fiéis a obedecerem ou a tentarem obedecer aos preceitos tidos como ‘a palavra de Deus’. Naturalmente, aquele que segue tais ensinamentos se sente seguro e feliz, pois, se tem fé, está convencido de que, após a morte física, será recompensado, pois é essa a promessa dessas doutrinas.
       Essas religiões apregoam a necessidade de adorar e louvar o Deus único; de obedecer, sem questionamento, as regras impostas aos féis como se fossem, no dizer dos pregadores, a ‘palavra do Senhor’. Afirmam mesmo que, se alguém não crê ou não aceita a Jesus como o seu Salvador, estará perdido para sempre, sem possibilidade de remissão (como o atual chefe da igreja católica que, recentemente, afirmou que somente dentro de sua igreja há salvação). Esquecem-se, evidentemente, de que na sua própria escritura sagrada está a epístola do porta-voz do cristianismo, Paulo, que além de recomendar ‘estudai de tudo e guardai o que for bom’, reza que todos somos ‘co-herdeiros’ e iguais a Jesus (Paulo: ‘se nós não ressuscitarmos nem Jesus ressuscitou’ e ‘o gentio é igual ao judeu... ’), como as tradições místicas do Oriente, que afirmam que já estamos desde sempre salvos, pois, se Deus é que ‘opera em nós o pensar e o fazer’ não há, evidentemente, do que nos salvarmos. Paulo, também, afirmou o mesmo ao ensinar que ‘nós não somos salvos por nossas obras, para que não nos vangloriemos, mas pela graça de Deus’.
       Analisem...

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domingo, 12 de maio de 2013

O EGO NOS IMPEDE DE PERCEBERMOS QUE SOMOS TODOS UM


      

      Para os cientistas quânticos e a nova física q, de um século para cá, estão penetrando no atemporal, e para a percepção de mestres e iluminados, q de desde milênios A.C entram nos domínios de além do espaço-tempo, e que, como Jesus, puderam afirmar q "tudo é um" ("eu e o Pai somos um!"), "os" espíritos são "O" espírito, a alma ou consciência universal, una e única; para os Grandes Mestres a "doença do mundo é ver dois onde só existe um!", "a mente é a única coisa que não tem plural!", "é a única coisa que vence o tempo", "há uma só mente e nós somos essa mente!". 

      A sensação de que somos indivíduos materiais, separados e independentes dos demais e do universo material, vem da interpretação equivocada do ego/cérebro/mente individual/eu inferior, que vê, ouve, sente o mundo material ao seu derredor, istó é, vem exatamente do fato de estarmos revestidos de um corpo material, possuidor de cérebro material, e nos pensarmos presos/vinculados a ele até a morte (exceto naqueles episódios chamados de "emancipação da alma"). 

      Como afirmou Paulo, o porta-voz da Boa Nova, pois foi quem a levou ao mundo de então conhecido, "Ele está acima e abaixo, à esquerda e à direita, à frente e atrás, dentro e fora; nele vivemos, nele respiramos". Como Jesus e muitos outros: "eu e Ele somos um!".

      Estando dentro e fora de tudo, Ele é Tudo, o q não significa panteísmo, pois este nada mais é q uma "filosofia" resultante de elucubrações mentais, de estudos de homens bem intencionados q estudaram e tentaram dar explicação lógica sobre a existência e sobre o  universo aos demais. O que Paulo afirmou, e muitos outros afirmaram, é o resultado de buscas intentadas por aqueles que, determinados a encontrar o "por quê de tudo isso", do sofrimento e de todos esses fenômenos que nos afetam a todos, afinal tiveram êxito e o encontraram pela "experiência" própria, pessoal, individual. 

      Assim, todos somos um! A existência de "indivíduos" não passa de ilusão, oriunda do fato de a consciência una, estar se manifestando por cérebros, e nada mais!



sábado, 11 de maio de 2013

CONSCIÊNCIA E AUTOCONSCIÊNCIA DOS ANIMAIS


      Consciência e autoconsciência dos animais

      Considerando-se o q vai abaixo, logo de início levanto uma questão: os animais foram criados para servirem ao homem, como alimento, diversão, objetos para o descarregamento da raiva embutida, e outros fins?

      (Obs: amigos, infelizmente não cito as fontes; colecionei sempre, estes e outros textos, para meu “consumo próprio e de minha família”; por isso não procurei anotar as fontes. Quem se interessar, encontrará estes trechos e outros mais na internet)

      - Pesquisas realizadas com todo o rigor científico comprovam que os animais são semelhantes a nós humanos, inclusive nas características subjetivas:

      - "... o homem e os animais superiores têm todos os mesmos sentidos, as mesmas intuições e as mesmas sensações; têm paixões, afetos e emoções similares, até mesmo os mais complexos como o ciúme, a suspeita, a emulação, a gratidão e a magnanimidade; eles enganam e se vingam; têm às vezes o senso do ridículo e até um senso de humor; sentem espanto e curiosidade; possuem as mesmas faculdades de imitação, atenção, deliberação, escolha, memória, imaginação, associação de idéias e raciocínio, embora em graus bem diferentes." (p.87)...

      - Renomados neurocientistas, psicólogos, etólogos (cientistas do comportamento das espécies animais), biólogos, entre outros, defendem a existência de processos mentais análogos aos do ser humano, até mesmo nos invertebrados, insetos, moscas, formigas, aranhas e seres monocelulares, e iguais características psicológicas. Negar q os animais têm sensações e sentimentos semelhantes aos dos homens, hoje é absurdo em vista das comprovações científicas...

      - ... animais usam de estratagemas inteligentes, planejamento, malícias em seus  mecanismos de localização de presas, como os morcegos através da produção de vocalizações ultrassônicas ("sonar", dos submarinos), aranhas, através das vibrações das teias...

      - Já existe mesmo entendimento comum a muitos pesquisadores no sentido de que o morcego seja objeto de reflexão tanto para o cientista do comportamento animal (etólogo) quanto para o físico e até para o filósofo.

      - Já se defende a idéia que o conhecimento de um animal é produto de uma construção. A partir da observação de como ele se orienta no ambiente, dos objetos que procura ou que o incomodam e dos quais foge, do modo como lida com animais da mesma espécie (coespecíficos), de sua comunicação, etc., chega-se a uma imagem integrada de seu modo peculiar de ser, enquanto indivíduo e membro de uma espécie. Cria-se empatia e respeito, descobre-se como cuidar dele e, às vezes, como interagir com ele sem que a semelhança com o comportamento ou a consciência do ser humano sirva de critério primordial...

      - Os animais têm lembranças, do passado, e antecipações (expectativas, imaginação) de situações futuras... “Tais características e capacidades (inerentes aos pensamentos, raciocínio etc) levam, freqüentemente, o animal a efetuar comparações entre duas ou mais representações (soluções de problemas) e a escolher e decidir acerca do comportamento que ele acredita capaz de levar aos resultados desejados, ou a evitar resultados negativos." (1991, p.5).

      - O estudo comparativo, com o da evolução da inteligência humana, forneceu evidências de que ‘parece’ haver uma "massa crítica" de neurônios que, alcançada, leva o animal a  conseguir chegar a uma consciência semelhante à dos humanos, incluindo quanto à linguagem e cognição; e estas propriedades da mente, parecem estar ‘já’ presentes em outras espécies com cérebros altamente desenvolvidos, embora em forma mais primitiva ou reduzida, em relação ao homem.

      - Os animais são incapazes de comunicar isso diretamente a nós, porque eles não têm linguagem... mas há espécies que já (gorila Kenzi), demonstraram que são capazes de inventar novas palavras, construir frases abstratas e expressar seus sentimentos através da Linguagem Americana de Sinais (para surdos-mudos) ou linguagens simbólicas baseadas em computadores.

      - ... parecem ter modelos de mente e que são capazes de representações da realidade bastante sofisticadas. Por exemplo, chimpanzés conseguem localizar rapidamente objetos ocultos em ambientes complexos, quando lhes é mostrado, através de uma maquete miniaturizada, onde os objetos estão escondidos.

      - Na natureza, sabe-se que os chimpanzés são capazes de elaborar roteiros e estratégias complicadas com o objetivo de enganar competidores e obter vantagens, mudar de lado (de partido, nos relacionamentos) ou atraiçoar-se mutuamente. Sabe-se, inclusive, que eles são capazes de mentir e dissimular, uma qualidade que é a quintessência (acepção mais importante, o q há de fundamental, de mais complexo) da mente humana, que exige a capacidade de "observar a operação de sua própria mente", e de fazer operações mentais indutivas, dedutivas e abdutivas (estudo de hipóteses para solucionar um problema) com base em informação externa.

      - Chimpanzés reconhecem a si próprios em um espelho, por exemplo, uma proeza de que nenhum outro animal é capaz. Assim, podemos dizer que eles são capazes de auto-percepção! 

      - ... são aptos quanto à fabricação de ferramentas e ao seu uso para resolver problemas de forma adaptativa, o que evidencia notáveis habilidades mentais, uma capacidade para invenção e criatividade que anteriormente pensava-se ser uma exclusividade do Homo sapiens. 

      - Até mesmo o "campo sagrado" da mais poderosa das operações simbólicas mentais, a aritmética e a matemática, parece não ser mais uma exclusividade do homem (4). 

      - Experimentos com macacos rhesus feitos por Herbert Terrace e Elizabeth Brannon demonstraram que os macacos têm status de "conscientes, sencientes (que têm consciência de terem consciência) e pensantes"...  Enquanto a mente de um humano é, como se pressupõe, mais complexa do que as mentes dos outros animais, a verdade é que estas diferenças são apenas de grau e não de género, como defendeu Charles Darwin, o precursor da biologia moderna.2.

      -  neurocientistas  do comportamento, com doutorado em etologia,  mostraram que aos animais também pertencem as faculdades de cognição,  auto-consciência e a senciência... existente até em animais invertebrados, insetos....

      - Essas descobertas nos permite estabelecer argumentos capazes de fazer incluir os invertebrados na esfera da moralidade...

      - ... o animal assimila, processa e armazena informações antes de agir e age de acordo com o que processou (Dawkins 2001). Para a etóloga britânica Marian Stamp Dawkins, a consciência é o maior mistério ainda por desvendar que a biologia enfrenta (Dawkins 2001) e, assim mesmo, são famosos os estudos de neuropsicólogos e etólogos, nas décadas de 70 e 80, do século passado, sobre a linguagem gestual (através de gestos, expressões faciais, movimentos do corpo) e mesmo sobre a linguagem pela emissão de sons, como entre baleias, golfinhos, cães, gatos, pássaros e outros... 

      - A dúvida persiste sobre se os símios antropóides são capazes de verem a si próprios como indivíduos e de pensar em pensamentos[2]; entretanto, em relação a outras espécies animais, já se concluiu que estão nesse caminho,  como golfinhos, elefantes e pegas (espécie de aves). 

      - ... peixes (denominados vertebrados inferiores) são capazes de experimentar dor física e psicológica de modo muito análogo aos mamíferos, inclusive ao homem.  Os animais inferiores, do mesmo modo como o Homem, manifestamente sentem prazer e dor, alegria e tristeza. (...) 

      - Até os insectos brincam juntos (- Huber, estudou formigas perseguindo-se umas às outras e fingindo se morderem, como se fossem cachorrinhos ou gatos brincando), como foi descrito pelo excelente observador P, ser humano que vive o princípio da “reverência” pela vida, Schweitzer (1923) escreveu:

      “Se ele sair à rua após uma tempestade e vir uma minhoca que se perdeu, ele compreende que ela secará ao Sol se não alcançar rapidamente terra húmida onde rastejar, e então ele remove-a das pedras mortíferas e a devolve à relva luxuriante. Se ele passar por um insecto que caiu numa piscina, dá-se ao trabalho de lhe fazer chegar uma folha ou galho no qual ele possa trepar e salvar-se”.

      - “... Apesar de afirmar que a consciência não é o principal factor a ter em conta, embora considerado muito importante, nada justifica o sofrimento perpetrado a animais de forma gratuita, injustificada e cruel. Já se abre o benefício da dúvida a todos os animais e não só aos vertebrados acerca de possuírem consciência e autoconsciência semelhantes aos humanos. 

      - Após duas décadas de pesquisas, comprova-se que a consciência não é uma característica exclusiva dos seres humanos. Outros animais têm ciência da própria existência e empatia pelo próximo.

      - ... Os seres humanos não são os únicos animais que têm consciência. Um grupo de neurocientistas — doutores de instituições de renome como Caltech, MIT e Instituto Max Planck — publicou um manifesto asseverando que o estudo da neurociência evoluiu de modo tal que não é mais possível excluir mamíferos, aves e até polvos do grupo de seres vivos que possuem consciência. O documento divulgado no último sábado (7), em Cambridge, esquenta uma discussão que divide cientistas, filósofos e legisladores há séculos sobre a natureza da consciência e sua implicação na vida dos humanos e de outros animais.

      - Leia mais: A íntegra, em inglês, do manifesto que afirma a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como polvos...

      - ... Apresentado à NASA nesta quinta-feira, o manifesto não traz novas descobertas da neurociência — é uma compilação das pesquisas da área. Representa, no entanto, um posicionamento inédito relativo sobre a capacidade de outros seres perceberem sua própria existência e o mundo ao seu redor. 

      - Em entrevista ao site de VEJA, Philip Low, criador do iBrain, o aparelho que recentemente permitiu a leitura das ondas cerebrais do físico Stephen Hawking, e um dos articuladores do movimento, explica que nos últimos 16 anos a neurociência descobriu que as áreas do cérebro que distinguem seres humanos de outros animais não são as que produzem a consciência. "As estruturas cerebrais responsáveis pelos processos que geram a consciência nos humanos e outros animais são equivalentes; animais também possuem consciência.", afirma Low.

     - Estudos recentes, como os da pesquisadora Diana Reiss (uma das cientistas que assinaram o manifesto), da Hunter College, nos Estados Unidos, mostram que golfinhos e elefantes também são capazes de se reconhecer no espelho. Essa capacidade é importante para definir se um ser está consciente. O mesmo vale para chimpanzés e pássaros. Outros tipos de comportamento foram analisados pelos neurocientistas. "Quando seu cachorro está sentindo dor ou feliz em vê-lo, há evidências de que no cérebro deles há estruturas semelhantes às que são ativadas quando exibimos medo e dor e prazer", diz Low.

      - Personalidade animal - Dizer que os animais têm consciência pode trazer várias implicações para a sociedade e o modo como os animais são tratados. Steven Wise, advogado e especialista americano em direito dos animais, diz que o manifesto chega em boa hora. "O papel dos advogados e legisladores é transformar conclusões científicas, como essa, em legislação que ajudará a organizar a sociedade", diz em entrevista ao site de VEJA. Wise é líder do Projeto dos Direitos de Animais não Humanos. O advogado coordena um grupo de 70 profissionais que organizam informações, casos e jurisprudência para entrar com o primeiro processo em favor de que alguns animais — como grandes primatas, papagaios africanos e golfinhos — tenham seu status equiparado ao dos humanos. 

      - O manifesto de Cambridge dá mais munição ao grupo de Wise para vencer o caso. "Queremos que esses animais recebam direitos fundamentais, que a justiça os enxergue como pessoas, no sentido legal." Isso, de acordo com o advogado, quer dizer que esses animais teriam direito à integridade física e à liberdade, por exemplo. "Temos que parar de pensar que esses animais existem para servir aos seres humanos", defende Wise. "Eles têm um valor intrínseco, independente de como os avaliamos."

      - Questão moral -
      “Ostra feliz não faz pérola” não é mais uma questão de “crença”, dito popular ou de opinião… é um fato observado cientificamente...

      - ... aliás, há muito tempo, em diversos estudos e pesquisas, mas que só agora estão sendo conhecidas pelo mundo não-científico, já se provara q animais têm consciência de si mesmos e do mundo ao seu redor (variando de espécie para espécie, e dentro, é claro, daquilo que podemos MEDIR cientificamente).

      - ... projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

      Amigos,

      Nós, os animais racionais, e os chamados, até agora, de irracionais, somos irmãos, temos a mesma origem. Talvez a diferença, a única diferença entre uns e outros, resida no cérebro e nas conseqüentes diferenças q ele proporciona.
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terça-feira, 26 de março de 2013

SE NÃO EXISTE ACASO, NÃO EXISTE LIVRE-ESCOLHA, NÃO EXISTE LIVRE-ARBÍTRIO.


      Amigos     

      Trazido por EE, o texto abaixo da Revista Espírita - 1869 - pág. 408/409, afirma q não existe acaso; logo, dele se deduz q tudo q acontece, acontece como e por que tem de acontecer, concordam?!

      Texto: “Página 41 e seguintes: Não existe acaso.
      “Que seres inteligentes possam ser produzidos por uma causa não- inteligente, isto é absurdo; ‘por acaso’, é uma expressão imaginada para ocultar a ignorância”. 

      Cel: será q estou entendendo? Que, do q lemos acima, podemos, também, entender (ou será absurdo?) e afirmar “que seres não-inteligentes possam ser produzidos por uma causa infinitamente inteligente”? Pois as doutrinas ensinam q de Deus Sabedoria e Inteligência Supremas são produzidos seres de mente estúpida, como o mundo nos mostra! Será, então, correto (ou absurdo?) se dizer “que seres monstruosamente imperfeitos possam ser produzidos por uma causa q é a própria Infinita Perfeição”? Pois, como é q da Infinita Perfeição (atributo conferido a Deus, pelos homens) pode vir, ou nascer Monstruosa Imperfeição, como ensinam as doutrinas? A Perfeição pode produzir Imperfeição?! Se não existe acaso não podemos dizer q é por acaso q a Suprema Perfeição cria seres q se tornarão monstruosamente imperfeitos; logo, temos de entender q é exatamente a Perfeição q, “propositadamente”, cria seres q se tornarão enormemente imperfeitos!  Será isso uma verdade? Pois é, exatamente, nisso q as religiões e doutrinas crêem e ensinam!!   

      As doutrinas do mundo fazem crer que a Perfeição Infinita produz seres q se tornarão monstruosamente Imperfeitos! Quem estará certo? Temos de, necessariamente, raciocinar. 

      Contudo, observem que, para a ciência mais avançada do planeta "tudo é incerto, tudo é imprevisível, tudo é impermanente" (Essa é, também, a base da filosofia do Buda).  Evidentemente, para nós, seres condicionados e de mente limitada, é exatamente isso q ocorre: q tudo é realmente incerto, pois desconhecemos (como diz, logo abaixo, o texto da revista espirita) toda a, talvez, infinita seqüência de causas e efeitos que resultam nos efeitos q o mundo nos mostra a cada instante. Por isso, a grande sabedoria de Jesus ao dizer: “não julgueis!” pois, não conhecendo todas causas e efeitos q se sucederam e resultaram no q estamos julgando (ou acreditando), sempre nossos julgamentos serão errados!

      Assim, não existindo acaso, temos de admitir q tudo q acontece, acontece como e por que tem de acontecer; será isso? Que o encontro do assassino com sua vítima, não acontece por acaso, por coincidência, mas porq tem de acontecer? Que o ato do estupro acontece porq tem de acontecer já q não há acaso na presença de estuprador e do estuprado e na concretização de circunstâncias q permitam q o crime aconteça! Será verdade? Que o ato/ação mau acontece como e por que tem de acontecer, como também o ato/ação bom? Do mesmo modo, o desejo bom ou mau, não são por acaso? Que a existência de um coração bondoso ou de um coração maldoso, não é fruto do acaso, mas de por que tem de ser assim, tem de acontecer assim?

      Se essa é a verdade, não há dúvidas, estará , totalmente, eliminada a possibilidade da existência do livre-arbítrio! Pois, como alguém poderá, por sua vontade, por seu livre-arbítrio, modificar aquilo q tem de acontecer?

      Quem poderá refutar tal conclusão? Mas refutar com argumentos q venham de seu raciocínio; não somente com os que as doutrinas trazem pois, para elas, a livre escolha é uma realidade irrefutável, incontestável, tanto q afirmam q é por fazermos escolhas erradas ou maldosas q sofremos, sem maiores explicações convincentes. 

      Repito as palavras finais do texto, pois merecem ser lidas mais de uma vez:
      Texto: "Não existe acaso: nem mesmo nos mais insignificantes acontecimentos... Mas, porque ignoramos as causas, supomos, cremos, dizemos que há acaso e calculamos até mesmo o número de nossas inabilidades como chances do acaso, embora essas inabilidades não sejam acasos, mas efeitos físicos de causas físicas postas em movimento por uma inteligência pouco explicada. Assim, rejeitamos a palavra e a idéia de acaso, pois são vazias de sentido e indignas da filosofia. Nada acontece, nada pode acontecer senão conformemente às leis.
      “Não é questão religiosa; muito pelo contrário...
      “Acaso é a ignorância dos contornos exatos de um fenômeno".

      Cel: E agora, como ficamos, amigos espíritas? Há ou não há livre-arbítrio? Se ninguém pode fazer acontecer o q não tem de acontecer... Se tudo q acontece é porq tem de acontecer...?
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quarta-feira, 20 de março de 2013

SOFRIMENTOS DOS HOMENS - EXPIAÇÕES E PROVAS


      Amigos,
      Os amigos espíritas falam, sempre, de provas e expiações. E confesso q, mesmo com muitos anos de estudo da doutrina espírita, ainda não entendi qual é a diferença entre uma e outra. Por isso, para tentar entender vou, novamente,  procurar raciocinar sobre o assunto; espero q os amigos contribuam com seus comentários.
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      Um amigo escreveu: Definições:
      - provar: dar provas de...; solicitar passar por provas; padecer provas; mostrar que pode alguma coisa....
      - expiar: remir, resgatar, sofrer as conseqüências de culpas ou delitos; cumprimento de pena, purificação através de castigos e penitências...
   
      Cel: raciocinando: qto à ‘expiação’, é evidente q nenhuma das definições acima se relaciona com ‘a’ ou ‘as’ primeiras encarnações conscientes pois, nestas, nós ainda nada temos de ‘remir’, nem de ‘sofrer conseqüências de erros cometidos’ e, portanto, nenhuma ‘pena a cumprir’ e nenhuma necessidade de nos ‘purificar’, pois q, ainda, não nos tornamos impuros, certo?

      Mas, novamente raciocinando: se, pela doutrina espírita, não existe retrocesso moral, como compreender q nós, q não éramos ainda impuros, nos tornamos impuros?

      Amigo escreveu: uma alma, ou espírito, querendo avançar mais, solicita uma prova pela qual será tanto mais recompensando, se sair vitorioso...

      Cel: raciocinando: como o amigo disse, uns desejam ‘dar provas de q estão em condições de avançar mais” (pois, para isso, pedem passar por provas). Mas, qual é a causa de uns desejarem avançar mais, eqto outros nada fazem para isso? Ou todos fazem a mesma coisa, pedem provas e sofrem igualmente com as provas q pedem? Isto é: sofrimento para todos!

       Amigo: Pode-se considerar como expiação as aflições que provocam reclamações e levam o homem à revolta contra Deus.

      Cel: aqui, vamos raciocinar, de acordo com a intenção de entender o q é q diferencia a prova da expiação, pois as provas, como o amigo disse, podem ser pedidas por nós para avançarmos mais rápido, certo? Mas, e as expiações, qual é a causa de nós as sofrermos? Sofremos as provas porq as pedimos; e as expiações, porq as sofremos?

      Amigo: O sofrimento que não provoca murmurações pode ser, sem dúvida, uma expiação, mas indica que foi antes escolhido voluntariamente do que imposto; é a prova de uma firme resolução, o que constitui sinal de progresso. (OESE, capV, item 9).

      Cel: isso significa q somos nós, por nossa livre e espontânea vontade, q escolhemos ter cânceres, membros amputados, loucura, cegueira, lepra, enfim, nascer com deformações físicas ou mentais, ou ter doenças asquerosas, sofrer dores, frio e fome, na miséria, arrastando-nos pelo chão, vivendo dos lixões e, também, assistir a nossos queridos sofrerem todas essas coisas e outras talvez mais desesperadoras?!

      Somos nós, isto é, eu mesmo, você mesmo, quem pede a Deus, ou a espíritos mais elevados, para passar por todos esses terríveis, torturantes, insuportáveis sofrimentos? Vc pediria a expiação de passar pelo sofrimento de ver sua pequena filhinha, sua alegria e razão de viver, ser, na sua frente, violentamente estuprada e assassinada por homens cheios de drogas; seus filhos terem os pés amputados a machadadas, ou ossos e órgãos esmigalhados em acidentes, ou ser tornarem aidéticos, ou escravos das drogas, praticantes de crimes hediondos etc etc?!

      Vc pediria a expiação de passar pelo sofrimento de ver sua filha, sua esposa ou sua mãe enlouquecida, ou se transformar numa reles prostituta, mergulhada em vícios degradantes, ou assassina de crianças para vender seus órgãos? E, se vc pedir essas expiações, o fato de sofrê-las fará q vc evolua mais?!Ou fará, como acontece com muitos, q vc se revolte contra o Criador, deixe de crer em tudo em q antes cria, não ver mais sentido na a vida e vituperar contra Deus? Pois é exatamente isto q ocorre com muitos q se desiludem ou se revoltam com a vida e com o Criador!

      Amigo: Quando reencarnamos, escolhemos provas e expiações para cumprir durante a nossa vida. E os escolhemos unicamente para nossa evolução. Um Espírito perfeito não precisa der submetido a nenhuma prova, no entanto, a fim da busca de um grau mais elevado, solicita uma missão, uma tarefa, uma prova. Se falhar não regredirá, pois na Doutrina Espírita não há regresso de evolução do Espírito.

      Cel: raciocinando: pois é, meu amigo, espíritos elevados não precisam passar por provas, ou passam a pedido; e não precisam passar por expiações, é evidente, concorda? Mas, será esse o plano de Deus para a nossa existência, para nossa evolução? Fazer sofrer, sofrer, sofrer, porq só debaixo das chicotadas dos sofrimentos conseguimos evoluir?! Terá Deus, com toda sua infinita misericórdia, criado um processo para avançar mais, cujo método mais eficiente é nos fazer sofrer?!! Qdo leio isso me vem sempre a pergunta: onde estará a Sabedoria Infinita, q não soube (e ainda não sabe, pois ainda continua mantendo), como as doutrinas crêem, criar um processo para evoluir senão esse recheado de dores e lágrimas? Onde estará o Amor Infinito q faz ou q permite q Suas criaturas sofram de modo tão torturante?

      Amigo escreveu: Nem as provas, nem as expiações são impostas. São escolhas nossas. Nós escolhemos as expiações para nosso melhoramento, para nossa evolução. E uma coisa é certa, sempre que o sofrimento provoca reclamações e nos leva a revoltarmos contra Deus, trata-se de uma expiação. Pois é a dor máxima de nossa alma.

      Cel: essas palavras e o q a doutrina ensina fazem crer q a Infinita Sabedoria só nos cria a todos dotados de mentes tão estúpidas e vazias, já q só entendemos a linguagem dos sofrimentos, pois que só sofrendo aprendemos q temos de abandonar o caminho do mal para evoluir. Será isso uma verdade?

      Amigo: Um dos admiráveis personagens da história que estão na doutrina espírita, Paulo de Tarso, é um forte exemplo de prova e expiação.

      Cel: raciocinando: como devemos entender essa afirmação se a doutrina deixa de lado não concordando com tantos profundos e importantes ensinamentos de Paulo, como estão no Novo Testamento? E ele foi o porta-voz do cristianismo sem o qual, com suas viagens e epístolas, talvez, a Boa Nova ficasse restrita por muito tempo, aos povos próximos à Judéia.

      Amigo: Todavia, sabemos que Deus não castiga ninguém e o sofrimento pelo qual estamos sendo infligidos é fruto dos nossos próprios erros.

      Cel: discordo do amigo; não é isso q a doutrina diz; conforme a doutrina faz ver, Deus castiga sim, e com sofrimentos atrozes, pois nos criou a todos de modo q, sabia (se Ele sabia e sabe mesmo o q está criando), q seríamos monstros de perversidade e de perversão; q praticaríamos coisas hediondas, abomináveis; que teríamos de passar por castigos terríveis para remissão desses desmandos, tanto q, antecipadamente, criou leis punitivas e mundos ("presídios", como diz o amigo) destinados a neles sofrermos a aplicação das expiações através de doenças as mais dolorosas, misérias, violência, crimes hediondos, abomináveis, vícios os mais degradantes e ações as mais baixas, porq merecemos tudo isso, como também afirma o amigo.

      Amigo:... tais sofrimentos, quando suportados com resignação, paciência e entendimento, apagam erros passados e purificam a alma que assim vai, encarnação após encarnação, libertando-se das imperfeições da matéria.

      Cel: aqui é novamente necessário raciocinar: nós somos criados "sem" imperfeições; conforme a doutrina "não" existe retrocesso moral; contudo, tornamo-nos possuidores das mais abjetas imperfeições; como entender isso? Não éramos imperfeitos e nos tornamos profundamente imperfeitos, mas na há retrocesso moral! E dotados de imperfeições tão monstruosas q, para delas nos livrar, temos de, inexoravelmente, sofrer sofrimentos desesperadores e insuportáveis. Como devemos entender isso?

      Amigo: Obviamente, as almas possuem a faculdade de se melhorarem sem as dores e dificuldades infligidas na encarnação, isto quando despertam para uma nova consciência de trabalho em prol da reforma íntima e amor ao próximo.

      Cel: aqui é preciso perguntar: se as almas possuem essa faculdade, porq não as usam? Então, se há almas que se melhoram intimamente sem ter de passar pelos sofrimentos infligidos na reencarnação, porq é q muitos outros têm de passar por tais sofrimentos? Porq é q uns despertam para uma nova consciência de trabalho em prol da sua reforma íntima, e outros não? De onde vem essa tão grande desigualdade?

      Amigo: Entretanto, é sabido que muitos desses espíritos ainda relutam em se despojar dos vícios e das más inclinações. Endurecidos e cegos pelo egoísmo e pela vaidade, não conseguem se libertar dos sentimentos que aviltam o homem e, por isso, carecem da expiação terrena para compreenderem melhor os desígnios de Deus.

      Cel: tenho de fazer novas perguntas: muitos relutam; e os demais, porq não relutam? Porq uns são endurecidos e cegos pelo egoismo e vaidade, e outros não? Porq uns conseguem se libertar de seus vícios e sentimentos aviltantes e outros, não? Tem de haver uma explicação para isso, para essa enorme desigualdade q leva, os primeiros, ao caminho do bem e, em consequência, à felicidade, e os outros, ao caminho do mal e, em consequência, à extremas infelicidades. Quem sabe explicar qual é a causa dessa desigualdade? Se todos somos iguais, no princípio, porq nos tornamos tão profundamente desiguais?  E, se observarem com atenção, verão q a causa dessa desigualdade não está mau uso do livre-arbítrio, como muitos afirmam q está!

      Amigo: A expiação é, assim, a alavanca que move o espírito estacionário ao caminho da perfeição.

      Cel: novamente aqui se afirma q o plano criado por Deus, para a evolução dos espíritos, tem como método mais eficiente o fazer sofrer! È isso mesmo, o Infinito Amor nos faz, obrigatoriamente, sofrer?!

      Amigo: afirma Joana de Ângelis, q são expiações: a loucura, idiotice, aleijões com falta de membros, e outros defeitos físicos e morais; q essas coisas são as lições q Deus nos dá para q deixemos o caminho do mal, e que Ele faz q reencarnemos pela necessidade de passar por todo esse sofrimento para aprender!

      Cel: novamente, aí está a afirmação de q o processo divino para a evolução é fazer sofrer! Será mesmo?! Esse é o Deus de Infinito Amor? O Infinito Amor faz seus filhos sofrerem, sendo q Ele mesmo os criou de modo que precisassem sofrer?!

      Amigo: Todos os nossos sofrimentos, por mais cruéis q sejam, resultam de imperfeições que adquirimos nas reencarnações.

      Cel: raciocinando: se não éramos imperfeitos, o q é q faz q nos tornemos tão imperfeitos?! E isso não significa retrocesso moral? E como é q adquirimos imperfeições nas reencarnações se a finalidade das reencarnações é fazer q nos libertemos das imperfeições? E, sem dúvida, é na própria escola para onde viemos aprender a nos livrar das imperfeições, q aprendemos a nos prender a elas!!

      Amigo: A dor é necessária pois é uma alavanca para que possamos evoluir. Ela acaba por ser o nosso alarme. Se estamos sofrendo, temos que mudar, não é? Acabamos por reflectir, por parar e pensar... algo que muitos se recusam a fazer, não saindo do mesmo lugar, cometendo sucessivamente os mesmos erros. Um espírito irmão disse: "Os sofrimentos são dados por Deus para aquele q tem um passado delituoso para que, por elas, receba o merecido castigo..."

      Cel: qto à primeira parte do comentário acima, concordo com o amigo; a dor pode nos fazer parar e refletir; mas porq essa reflexão fará alguém concluir, ou mesmo só pensar, q está sofrendo porq fez outros sofrerem? Não entendo! E, novamente acima o amigo se refere à enorme desigualdade entre os homens: uns, se estão sofrendo, param e refletem sobre o porq de estarem sofrendo; outros, mesmo estando sofrendo, se recusam a parar e não refletem! De onde surgiram pensamentos e decisões tão diferentes se todos éramos iguais?
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segunda-feira, 18 de março de 2013

DEUS NOS FAZ IGNORANTES E,DEPOIS, NOS PUNE POR SERMOS IGNORANTES?!


Parte superior do formulário

      Amigos nossos fizeram duas afirmações estranhas. Assim, se devemos ter uma “fé raciocinada”, vamos raciocinar. 

      1ª afirmação: “o sofrimento, que há na natureza, esse é mais fácil de aceitar”. 
      Questão: O que significa isso? Que o sofrimento q Deus nos faz passar, através de processos naturais, é mais fácil de aceitar, do q o sofrimento q Deus nos faz passar, através de processos não naturais?! Um câncer no fígado, ou a amputação de um membro, ou terríveis dores morais, o arrependimento por ter feito um ser querido sofrer muito, não é o mesmo Deus q por eles nos faz passar?! Não é pela vontade do mesmo Deus, q uns e outros nos atingem? Ambas essas duas espécies não trazem sofrimentos q podem ser igualmente torturantes? Ou se, pela vontade de Deus, vierem através da natureza, os sofrimentos serão menos torturantes?!    

      2ª afirmação: “o sofrimento é uma forma de evolução”.
      Questão: Essa afirmação está baseada em alguma verdade ou religião? Será q alguma religião ou crença acredita q o plano criado pelo Soberano Amor, para a evolução dos humanos e não humanos, está baseado no fazer sofrer?  Que o método mais eficiente para nosso crescimento espiritual, idealizado pelo Ser q é o Saber e é a Misericórdia, é o fazer derramar lágrimas e sofrer dores cruéis, físicas ou morais?
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      Amigos afirmam q “sofrimento e dor são coisas diferentes; q dor pode ser um motivador do sofrimento, mas não é o sofrimento em si”.

      Aí está outra colocação q exige raciocínio: os sofrimentos e as dores, sejam morais ou físicos, sem dúvida, podem ser igualmente torturantes e desesperadores! Ou sendo ou apenas morais, ou apenas físicos, os padecimentos serão diferentes? Existe mesmo diferença entre eles, em relação aos padecimentos q os seres sofrem? Devemos lembrar q devido a uns e a outros, muitos abandonam a vida prematuramente.  

      Um amigo escreveu: “o principio inteligente se elabora nos seres inferiores da criação, no campo das sensações. Se não é a dor que sentem os animais, nosso próprio Espírito, cujo princípio já pertenceu outrora às experiências dessa natureza, não teria essa capacidade desenvolvida”.

      Com essa colocação, vemos q, mais uma vez, se afirma q o processo evolutivo criado pelo Ser q é Amor, se baseia no fazer sofrer! Será isso mesmo?!

      O amigo colocou: “E a dor, apesar de muitas vezes ser um meio de expiação, por outro lado executa importantíssima função para a manutenção da vida, portanto, é necessário que seja experimentada, principalmente nessa fase da existência”.

      Em parte, devemos concordar com o amigo; não com relação à expiação, mas com relação à manutenção da vida, pois, conforme as crenças, o próprio Criador, por sua vontade, portanto propositadamente, nos deu um mundo repleto de contingências extremamente cruéis, misérias, tragédias e desgraças, crimes os mais hediondos, injustiças e humilhações, perversidades e perversões. 

      No entanto, é de se estranhar profundamente o fato de se afirmar q Deus, só sabe idealizar, com toda sua Infinita Sabedoria (é o q as doutrinas fazem concluir) um processo evolutivo no qual o método de ensino mais eficiente sejam os sofrimentos. Por isso, esta pergunta q sempre me faço: onde estarão, dentro do q as doutrinas ensinam, a Infinita Sabedoria e o Infinito Amor?! 

      Devemos acreditar q o infinito Amor coloca, propositadamente, cânceres, lepra, loucura, aleijões, estupros, feridas de todas as espécies, dores as mais intensas, no caminho das criaturas q Ele mesmo cria?! Será tão estúpida a mente q Ele mesmo cria e nos dá, q só entendemos q devemos deixar o mal se sofremos e choramos?

      O amigo colocou: “Não perca de vista que Deus é a sabedoria suprema, e não faria com que suas criaturas sofressem sem um motivo ou razão”.

      As palavras acima levam, novamente, a concluir q as religiões ensinam q a razão do sofrimento é fazer evoluir, como se a Infinita Sabedoria não soubesse nada melhor q o sofrimento para fazer q seus filhos bem-amados progridam; como se Deus determinasse q um verdugo, de chicote na mão, nos chicoteie, porq só à força de dores torturantes conseguiremos avançar! Será isso mesmo?! O Criador coloca em nós uma mente tão obtusa, tão curta, q só entendemos q devemos deixar o mal, se formos chicoteados pela dor?!
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      Outro amigo escreveu:  a dor e conseqüente sofrimento nos animais, é fator regulador de comportamento e impulsionador do progresso deles, pois cada ato inadequado punido com a dor, servirá de enriquecimento instintivo para as próximas gerações.

      Com essa colocação, o amigo diz q precisamos aprender a viver num mundo onde, propositadamente, o Criador colocou obstáculos terríveis para q os humanos e os não humanos, aprendam a evoluir moralmente à força de lágrimas e dores; único plano, esse baseado nos mais terríveis sofrimentos, idealizado pelo q é Saber Infinito! 

      Como entender q o Supremo Amor coloque em nossa mente tanta estupidez e tanta dificuldade para compreender e, depois, nos faz sofrer de modo torturante, porq nós, devido à mente q Ele nos deu, só deixamos de ser estúpidos e teremos mais condições de compreender q devemos abandonar o caminho do mal, se a Lei do Criador de Suprema Sabedoria nos atingir com dores e lágrimas!

      Sinceramente, como entender q a Sabedoria e o Amor nos enchem de sofrimentos para q deixemos a ignorância e as dificuldades com q Ele mesmo nos criou?!
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