terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O EXPERIMENTO DE ESCOLHA RETARDADA

O EXPERIMENTO DE ESCOLHA RETARDADA.



O experimento das duas fendas, no qual o objeto se comporta ou como partícula (passando por apenas uma das fendas), quando observado, ou como onda (passando por ambas as fendas), quando não observado, deu lugar à questão: “Pode a escolha ser feita depois que o objeto quântico já passou pelas fendas?”, isto é, “A escolha presente poderia alterar a realidade passada?”.

A resposta é: “A opção de se deduzir que o quantum único de energia deve ter vindo por ambas as fendas ou por apenas uma está sujeita à livre escolha do observador após a energia já ter atravessado o anteparo de duas fendas”.

Não há dúvida de que aí, parece, está, à primeira vista, uma estranha inversão da ordem normal do tempo. Mas é só à primeira vista, isto é, só parece que isso ocorreu realmente. O que sucede é que: “Nenhum fenômeno é um fenômeno até que ele seja um fenômeno observado”. Em outras palavras, não estamos escolhendo o que deve ter acontecido ‘após ele já ter acontecido’. Ele não aconteceu realmente, porque ele não é ainda um fenômeno (é apenas energia; está em estado potencial), até que ele seja um fenômeno observado.

Após o quantum de energia já ter passado pelo anteparo das duas fendas, vimos que uma escolha livre de última hora da nossa parte (da parte do observador) fornece, conforme nossa vontade (a vontade do observador), um registro de interferência de energia passando pelas duas fendas ou uma contagem de um feixe de partículas passando por uma só fenda.

Este resultado significaria que a escolha presente influencia a dinâmica no passado, contrariando frontalmente o ‘princípio de causa e efeito’? Não; a lição que se apresenta é a seguinte: “o passado não tem existência a não ser quando ele for registrado no presente”. Não tem sentido falar sobre o que o quantum de energia eletromagnética estava fazendo, se passou pelas duas ou por uma só fenda, salvo quando ele for observado ou for calculável a partir do que é observado. Isto é, nenhum fenômeno é na realidade um fenômeno antes de ele ser observado.

E chegamos, novamente, à impressionante conclusão, “O UNIVERSO NÃO EXISTE ‘LÁ FORA’ ANTES DO ATO DE OBSERVAÇÃO”. Pelo contrário, o universo é, em algum estranho sentido, um universo participatório, isto é, o observador e o universo são participantes do mesmo fenômeno; a observação ‘cria’ o universo. ....................................................................................

O q acham de tudo isso?


OBSEVAÇÃO: Vejam, também, o 'experimento das duas fendas' que será postado em 6/01/2010.

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